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À la Champions, Paulista pode ter teto de 25 inscritos, e uso livre da base
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Eduardo Ohata

A Federação Paulista de Futebol encaminhará aos clubes uma proposta que atende a uma de suas principais reivindicações: Condições para escalar atletas de suas bases no Paulista para propiciar experiência a eles.

Hoje, alegam cartolas de clubes que disputam o Paulista, incluindo os quatro grandes, o limite de 28 inscritos por time impede a inclusão de muitos garotos da base em suas equipes. Com tão poucas vagas na competição, têm que colocar suas fichas em profissionais tarimbados, e não apostar e jovens promessas.

A proposta para o Paulista-2018, segue o exemplo do que é feito na Champions e em algumas ligas da Europa: Diminuir o limite de 25 inscritos do profissional, porém permitir a inscrição de um número ilimitado de atletas da base.

Dentro da federação, há o entendimento de que limitar é importante para a saúde financeira dos clubes, que não podem contratar jogadores a qualquer custo.

A proposta tem como idealizadores o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, e o vice de integração com atletas, Mauro Silva, que ouviram os questionamentos dos clubes.

A ideia será apresentada e debatida com os clubes, que decidirão a forma adotada para o ano que vem.

Pelo menos um técnico de clube “grande” da capital já discutiu a ideia da redução de 28 para 25 inscritos e a liberação da base com Mauro Silva, o blog apurou.

Um ponto importante que precisa ser definido, caso a proposta seja aceita, é qual a definição de “base”. É necessário responder questões como “quantos anos cada jogador deve estar em seu clube para que possa ser inscrito como jogador de base daquele time”?

Uma das tendências mais fortes, adotada na Europa, é estabelecer 18 meses como período mínimo de permanência no clube para que o jogador seja considerado da sua “base”.

Essa exigência do período mínimo da ligação do atleta com o clube visa evitar que uma equipe adquira um jogador de outra equipe e o inscreva pouco tempo depois como se fosse um produto de sua própria categoria de “base”.

Além disso, será necessário definir qual é a idade limite para que o jogador seja considerado da “base”. A ideia mais forte, por enquanto, é que ele seja sub-20.


Guerra pelos eventos esportivos da TV: Quem é detentor e quem está de olho
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Eduardo Ohata

Se na TV aberta os direitos de transmissão dos principais eventos esportivos concentram-se na Globo, na TV por assinatura a história é bem diferente. O calendário de aquisição de direitos de TV, e o que se viu na disputa pelos direitos do Brasileiro a partir de 2019, entre SporTV e Esporte Interativo, indica que a disputa para exibir competições de ponta irá se acirrar dentro dos próximos meses.

O blog ouviu executivos de canais por assinatura e especialistas do mercado para compilar a lista a seguir, que traz as principais competições, quem é o atual detentor dos direitos, quando vence o contrato atual e quem já está de olho para tomar os direitos.

Há casos, como quando não ficou clara a intenção de uma emissora por um determinado evento, em que o blog se baseou em histórico de ofertas, necessidade de preencher as grades em determinados períodos ou o fato de a emissora exibir eventos da mesma “família”. No quesito “Quem está de olho”, há propostas na mesa para canais se unirem ao apresentar certas propostas.

O que pode parecer surpreendente segue uma lógica. Os únicos europeus a despertar interesse do SporTV, por exemplo, são a Liga dos Campeões e o Campeonato Inglês. Por que não o badalado Campeonato Espanhol? Porque seus jogos competiriam por espaço na grade de programação com partidas do Paulista e do Brasileiro, que são realizados mais ou menos no mesmo horário.

 

Libertadores

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2018

Quem está de olho: ESPN, Esporte Interativo e SporTV

 

Copa do Brasil

Quem detém os direitos: SporTV

Quando vence o contrato: 2022

Quem está de olho: Esporte Interativo

 

Liga dos Campeões

Quem detém os direitos: Esporte Interativo

Quando vence o contrato: 2018/19

Quem está de olho: ESPN, Fox Sports e SporTV

 

Inglês

Quem detém os direitos: ESPN

Quando vence o contrato: 2019

Quem está de olho: Esporte Interativo, Fox Sports e SporTV

 

Espanhol

Quem detém os direitos: ESPN

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: Esporte Interativo e Fox Sports

 

Italiano

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2018

Quem está de 0lho: ESPN e Esporte Interativo

 

Alemão

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: ESPN e Esporte Interativo

 

NBA

Quem detém os direitos: ESPN e SporTV

Quando vence o contrato: 2025

Quem está de olho: Ninguém

NFL

Quem detém os direitos: ESPN e Esporte Interativo

Quando vence os direitos: 2021

Quem está de olho: Fox Sports

F-1

Quem detém os direitos: SporTV

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: Esporte Interativo e Fox Sports


Globo está sem parceira para transmitir jogos do Paulista-2017 na TV aberta
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Eduardo Ohata

A Globo está sem parceira para transmitir os jogos do Paulista-2017 na TV aberta, assim como aconteceu com o Brasileiro-2016, o blog apurou. A Band foi a parceira da Globo na última edição do Estadual e do Brasileiro-2015.

Porém a emissora paulista deixou este ano de exibir partidas do Nacional em parceria com a Globo. À época do anúncio de que a Band deixaria de transmitir os jogos do Brasileiro, pouco antes do início da competição, a razão alegada foram “motivos financeiros”.

Fontes ligadas à negociação entre as emissoras confirmaram que elas, até o momento, tampouco chegaram a um acordo sobre o Estadual do ano que vem.

O fato de a Band ter os direitos de transmitir a Liga dos Campeões não pode ser usado como um parâmetro.

Primeiro, porque o desembolso com a competição da Uefa é bem mais modesto do que o que ocorre com o Brasileiro e o Paulista. No primeiro caso, o produto chega pronto, no segundo, há os custos com logística, por exemplo. Até a forma de transmissão é diferente: Enquanto a Globo não transmite as primeiras partidas da Champions, e para isso necessita que outro canal o faça, a emissora transmite os jogos do Paulista e do Brasileiro desde o início das competições.

Ou seja, Paulista e Brasileiro são bastante similares, bem diferentes da Liga dos Campeões.

Até mesmo no caso da Liga dos Campeões, pelo menos uma outra emissora de TV aberta baseada em São Paulo havia sido procurada pela Globo, até que a Band confirmasse os direitos desta edição da competição à última hora.

A necessidade da Globo por uma parceira não passa pelo Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica), mas pelo financeiro. Busca-se um parceiro para dividir os custos logísticos. Desde o início do ano, têm se buscado maior sinergia entre Globo e Globosat (SporTV), resultando em iniciativas como o compartilhamento do uso dos caminhões de transmissão de sinal. A proposta foi posteriormente estendida a emissoras parceiras, que também adotaram a prática.


Após dar adeus ao Brasileirão, Band se despede da Champions e Mundiais Fifa
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Eduardo Ohata

Cristiano Ronaldo marca e garante titulo do Real da Champions esse ano. Essa deve ter sido a última Champions da Band (Crédito: Stefan Wermuth Livepic/Reuters)

Cristiano Ronaldo marca e garante titulo do Real da Champions esse ano. Essa deve ter sido a última Champions da Band (Crédito: Stefan Wermuth Livepic/Reuters)

Após abrir mão do Brasileirão, representante da Band informou a Globo que não há interesse em renovar os acordos de licenciamento para a TV aberta da Champions e de Mundiais da Fifa, como sub-20, sub-17 e feminino.

Como consequência, a Globo fica liberada para buscar no mercado outros parceiros para essas competições, como já vinha acontecendo no caso do Campeonato Brasileiro. Globo e Band foram parceiras por dez temporadas pelo Brasileiro.

A Band, porém, mantém os acordos com a Globo para transmitir na TV aberta a Euro-2016 e a Olimpíada do Rio-2016.

Quando o licenciamento do Brasileiro foi encerrado, em nota conjunta, Band e Globo justificaram, em comunicado conjunto, que “o agravamento da crise econômica impediu a Band de prosseguir com esse licenciamento, a partir da temporada 2016”.

Novamente, no caso da Champions e dos Mundiais, o motivo seria o mesmo.

No caso do Brasileiro, a Globo corre atrás de um parceiro que possa arcar com parte dos custos do Nacional, que não se limitam apenas aos gastos com os direitos de transmissão. Há volumosas despesas com a parte operacional também.

Procurada pelo blog, oficialmente, a Band informou que “a negociação em torno dos eventos esportivos citados ainda não ocorreu”.

A Globo, por meio de nota oficial, informou que “até o momento, o licenciamento interrompido foi para o Brasileirão. Os outros eventos esportivos ainda não estão formalizados”.

VEJA TAMBÉM:

Por que a Globo precisa de um concorrente para transmitir futebol no Brasil

Cade estende investigação sobre Globo no Brasileiro à parceria com a Band


Saiba como o Esporte Interativo tenta conquistar os clubes do Brasileirão
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Eduardo Ohata

O canal fechado Esporte Interativo ofereceu um pacote para os clubes com os quais negocia os direitos para transmitir suas partidas do Brasileiro nas temporadas 2018/19. Segundo clubes consultados por este blog e que negociam com a emissora, o principal atrativo são os valores com os quais a emissora acenou, no mínimo cinco vezes superior àquele oferecido pela Globosat pelos direitos de TV a cabo.

O “lastro” para tal oferta, que também impressionou os clubes, é o nome da gigante de mídia Turner por trás do Esporte Interativo e o efeito “Champions”. Cartolas comentam que se a emissora conseguiu para si os direitos para o Brasil da Liga dos Campeões é porque está capitalizada e reúne condições financeira para cumprir sua proposta.

Executivos do Esporte Interativo ouviram dos cartolas a proposta de um novo formato de contrato, em relação ao atual com a Globosat. Eles querem seguir o modelo inglês, que reparte 50% do valor total igualitariamente entre todos os 20 clubes da Série A, 25% seriam repartidos de acordo com os méritos técnicos, ou a colocação dos clubes na tabela ao término do Nacional, e a divisão dos 25% restantes obedeceria aos critérios de audiência.

É justamente esse último detalhe que, segundo o grupo de cartolas que conversam com o Esporte Interativo, tornariam o negócio atrativo também para Corinthians e Flamengo. Como as partidas de seus times lideram a audiência, continuariam arrecadando mais do que os demais. Talvez um pouco menos, pondera um dirigente, ao argumentar que essa nova fórmula diminuiria a disparidade entre os valores pagos a grandes e a pequenos.

O Esporte Interativo pede a exclusividade nos direitos da TV fechada. Mas poderiam sublicenciar os direitos posteriormente, a exemplo do que fez a Fox Sports com a Libertadores.

O cartolas alegam que a Globosat ainda manteria um quinhão do Brasileiro, já que ficaria livre para negociar os direitos da TV aberta e do pay-per-view.

O Esporte Interativo negocia os direitos do Brasileiro pela necessidade de preencher sua grade com eventos ao vivo, especialmente à noite e aos finais de semana. Os dois destaques de sua grade são a Champions e a Copa do Nordeste. A necessidade aumentou após sua entrada na grade da operadora NET.


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