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Arquivo : Coritiba

Negócios de família atrapalham retorno de Levir Culpi para o Coritiba
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Eduardo Ohata

Prata da casa do Coritiba, onde iniciou a carreira como jogador, Levir Culpi foi procurado pelo presidente do clube, Rogério Portugal Bacellar, mas recusou o convite para dirigir a equipe. O treinador alegou motivos pessoais.

Bacellar chamou para si a responsabilidade de contratar um novo treinador, pois chegou a seu conhecimento que havia gente se apresentando como representante do clube conversando com técnicos.

“Só falei com o Levir, que não aceitou por sua família ter negócios na cidade, e com o Marcelo Oliveira, que declinou também por motivos pessoais”, esclareceu o presidente. “Não falamos com mais ninguém, mas estão saindo na mídia nomes que jamais pensamos aqui para o Coritiba.”

O blog apurou que houve o caso de um treinador que foi procurado por quatro “representantes” do Coritiba que não tinham a permissão do clube para falar em seu nome.

Segundo Bacellar, quanto mais rápido um técnico for contratado, melhor, mas sem pressa para não cometer erros. Enquanto isso, a equipe seguirá comandada pelo interino Pachequinho, que inclusive fez um estágio na Europa.

O cartola aproveitou para rebater as críticas de Carpegiani, que ao deixar o comando do time criticou a ausência de reforços pedidos, a falta de compreensão e paciência da parte da diretoria.

“Pode ter faltado compreensão, mas os resultados não vieram. Acho que ele criticou por estar magoado. Se ele [Carpegiani] estivesse no meu lugar de dirigente, acho que ele teria demitido o Carpegianni. Dos reforços que ele pediu, acho que só o Ricardo, do Rioverdense, e o Longuine, do Santos, não vieram. Todos os outros foram de comum acordo com a comissão técnica, da qual ele fazia parte”, argumenta Bacellar. “A gota d’àgua foi a derrota para o Asa de Arapiraca, um jogador nosso paga o time inteiro deles.”


Atletiba que não ocorreu é investigado e a multa pode chegar a R$ 8 milhões
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Eduardo Ohata

O Ministério Público e o Procon do Paraná abriram investigação para apurar os responsáveis pelo adiamento do clássico regional entre Atlético-PR e Coritiba, previsto para o último domingo. Só a multa, dependendo do que for constatado, pode chegar a R$ 8 milhões.

O Procon instaurou no dia seguinte ao clássico que não aconteceu um procedimento investigatório e já notificou a Federação Paranaense de Futebol e os dois clubes. O órgão quer ouvi-los para concluir de quem foi a culpa para aplicar as penalidades e pedir restauração ao bolso do público, que pode ir além do valor dos ingressos. Muitos arcaram com custos extra, com deslocamento etc.

O Estatuto do Torcedor prevê que para uma partida mudar de data isso tem que ser avisado com 48 horas de antecedência. Porém o clássico de domingo deixou de acontecer com milhares de pessoas já no interior do estádio.

Segundo o Procon, se de fato for identificado um ou mais culpados, o valor da multa pode chegar a até R$ 8 milhões.

A Promotoria de Justiça e Defesa do Consumidor de Curitiba instaurou nesta terça um procedimento para apurar o cancelamento.

Segundo o Ministério Público, os clubes e a federação deverão prestar contas, detalhadamente, do que ocorreu e se responsabilizar pelos danos causados aos torcedores que compareceram ao estádio. Porém a promotoria preferiu não falar sobre valores no momento.


Contrato de Globo tem cláusula para recuperar Atlético-PR e Coritiba
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Eduardo Ohata

O contrato da Globo/Globosat pelo Campeonato Paranaense que acaba de ser fechado inclui cláusulas que permitem o aumento de valores pagos aos clubes, no caso da adesão de Atlético-PR e Coritiba e a rediscussão de alguns termos, o blog apurou.

O acordo, que tem duração de três anos, e portanto não tem caráter provisório, foi assinado nesta quarta-feira com dez times da competição, mas não inclui Atlético-PR e Coritiba.

A dupla alega discordância com os valores, porém não apresentou contraproposta financeira.

O contrato da Globo, bastante sofisticado e complexo, abre então uma brecha para a discussão de valores, e prevê um cenário de adesão de Atlético-PR e Coritiba, com um mecanismo que majora os valores já apresentados.

A eventual exploração de outras mídias fora a TV aberta, como TV fechada e pay-per-view, ficará para a próxima temporada, dado que o Paranaense inicia dentro de poucos dias.


Torcida boicota jogo de time e rende toneladas de comida a ação beneficente
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Eduardo Ohata

Torcida que prefere assistir por telão do que ao vivo partida de seu time, que aconteceu em sua própria cidade, e que festejou o jogo, mesmo com vitória do rival? Esse foi o saldo do último, e polêmico, Atletiba.

A última edição do clássico entre o Coritiba e o Atlético-PR aconteceu na Vila Capanema, estádio do Paraná, porque apesar de o mando de campo ser do Furacão, pois uma apresentação do tenor italiano Andrea Boccelli fora marcada para a mesma data para a Arena da Baixada.

A torcida do Coritiba, irritada com os ingressos oferecidos por salgados R$ 200, entendeu que era ela que iria subsidiar o custo do aluguel da Vila Capanema e iniciou campanha para boicotar o jogo “in loco” e  para que o clube transmitisse o clássico em um telão no Couto Pereira.

Mesmo com o time atrás no marcador, um burburinho começou no segundo tempo entre os torcedores do Coritiba no estádio que acompanham o jogo por rádio.

Pouco depois, o sistema de som do Couto Pereira repassou a informação, que fez a torcida vibrar: o público na Vila Capanema, formado majoritariamente por torcedores do Atlético-PR era de cerca de 6 mil pessoas, e o presente no Couto Pereira, para assistir o jogo no telão, era de aproximadamente 10 mil pessoas.

A receptividade à iniciativa surpreendeu a direção do time, que pretende realizar outras ações semelhantes no futuro, independente de polêmicas com o rival local.

O real ganhador do clássico? Instituições beneficentes, que receberam 10 toneladas de alimento (a admissão ao estádio era um quilo de alimentos não-perecíveis).


São Paulo entra na disputa com Palmeiras por meia Raphael Veiga
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Eduardo Ohata

O São Paulo entrou na disputa pelo meia do Coritiba Raphael Veiga, que interessa também ao Palmeiras.

Segundo o blog apurou com partes dos dois clubes envolvidas nas negociações do jogador, um representante do clube do Morumbi pediu para ser informado sobre os valores oferecidos por outros interessados (leia-se Palmeiras), dando a entender que poderá cobri-los.

Os direitos federativos do meia pertencem hoje ao Coritiba (70%) e ao Grupo Pão de Açúcar (30%). Porém o Audax tem a preferência de compra dos 30% do jogador. Ou seja, a negociação pode se arrastar por incluir quatro pontas.

A chegada do meia no São Paulo encaixaria no planejamento da comissão técnica do clube do Morumbi, que trabalha com a saída de Michel Bastos.

O presidente do Coritiba, que gostaria de manter o atleta, irritou-se com o Palmeiras. Alega que primeiro “fizeram a cabeça” do jogador. Por isso mesmo, pede que agora o Palmeiras fale primeiro com seus parceiros na negociação antes de falar com o clube.


Negociação de Palmeiras por Raphael Veiga passa até por Grupo Pão de Açúcar
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Eduardo Ohata

A negociação do Palmeiras para contar na próxima temporada com a jovem revelação Raphael Veiga, do Coritiba, chegou ao Grupo Pão de Açúcar, o blog apurou. As tratativas terão de passar também pelo Audax, que não entrou até agora na tratativa.

Quando o Osasco adquiriu o Audax, parte dos direitos federativos de alguns jogadores continuaram em poder  do grupo. O Coritiba, que já era dono de 60% dos direitos do meia, comprou mais 10% do Pão de Açúcar, e hoje é dono de 70%.

O presidente do Coritiba, Rogério Portugal, irritado com a situação, afirma que, por ele, Raphael não sairia do Coritiba.

“Mas fizeram a cabeça dele [Raphael], fazer o quê?”, reclama o dirigente. “Eles [cartolas do Palmeiras], que falem primeiro com o Audax. Nós sabemos respeitar nossos parceiros.”

Antes de chegar ao Audax, porém, as conversas passam pelo jurídico do Grupo Pão de Açúcar. Mas, mesmo chegando a bom termo com o clube do Parque Antarctica, o grupo terá de notificar o Audax, que tem o direito de preferência para ficar com os 30% restantes dos direitos do atleta.


Dívida milionária com ex-atletas e técnicos ‘limpa’ luvas de TV do Coritiba
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Eduardo Ohata

Um passivo no valor de R$ 220 milhões, no qual está incluído o pagamento de multas contratuais a ex-treinadores e jogadores que há muito deixaram o Couto Pereira, herança que a atual gestão recebeu dos antecessores, consome o que o Coritiba recebeu de “luvas” do Esporte Interativo pelos direitos na TV fechada do Brasileiro de 2019 a 2024.

A verba da TV, tanto da Globo como do Esporte Interativo, é vista por muitos clubes como a “salvação da lavoura”. No caso do Coritiba, foi utilizada no pagamento das pendências com os treinadores Marcelo Oliveira, Celso Roth e Dorival Junior, e com os jogadores Zé Love, Bottinelli e Martinuccio. A dívida com Alex foi parcelada e a situação de Deivid corre na Justiça.

“O dinheiro das luvas foi usada pelo comitê gestor para pagar as dívidas, já que toda a receita que entrava era automaticamente penhorada”, explica Rogério Portugal Bacellar, que assumiu o Coritiba em 2015. ”

O total da dívida do clube quando Bacellar assumiu em era de R$ 220 milhões. Metade da dívida, com a União, foi parcelada por meio do Profut (também conhecido como a MP do Futebol). “Queria que fosse de forma diferente, mas tivemos que arrumar a casa, então boa parte dos outros R$ 110 milhões foi reduzida graças ao [dinheiro do] Esporte Interativo somado a outras receitas.”

A situação da dívida fez com que o clube contratasse uma auditoria independente, a Ernst & Young, para levantar a situação financeira do clube.

Nessa linha, foram criadas ações como a criação de um número 0800 para denúncias que evitem corrupção ou desvios de conduta de funcionários, a implantação de um sistema único para as diferentes áreas do clube, como por exemplo o jurídico e o financeiro.

Também foram iniciadas ações de marketing, com ênfase na questão do sócio-torcedor, com uma parceria recém-firmada com a Ambev, e com a Adidas, que substituiu a Nike, com venda da camisa do clube em lojas em outros estados e a entrega em mãos dentro do estádio para os torcedores que pedirem, por telefone ou internet, peças do uniforme na loja localizada dentro do Couto Pereira.


Globo assina com mais três times na TV fechada e chega a 13 clubes
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Eduardo Ohata

*Atualizada às 15h20
A Globo elevou para pelo menos 13 o número de clubes com quem renovou contrato para o Brasileiro na TV fechada para as temporadas 2019-24. A Globosat acaba de assinar com Chapecoense, Avaí e Náutico, este blog apurou.

Já haviam fechado com a programadora dez outros clubes: Corinthians, São Paulo, Grêmio, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Vitória e Sport.

O Esporte Interativo confirmou que acertou com, ao menos, sete agremiações: Santos, Atlético-PR, Bahia, Ceará, Joinville, Sampaio Corrêa e Paysandu.

Porém, em documentação encaminhada pela Turner (proprietária do Esporte Interativo) ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o grupo afirma que o número de clubes que assinaram com ele chega a 15. Fora os já mencionados, são citados Coritiba, Santa Cruz, Ponte Preta, Criciúma, Fortaleza, Paraná, Sport, que fechou com a Globo, e Figueirense.

Mas no caso do último clube, o presidente de seu conselho deliberativo, Carlos Aragão, nega a informação de que o clube já assinou com o Esporte Interativo. Segundo ele, a celebração de tal documento passaria pela aprovação de uma reunião do conselho,  que provavelmente acontecerá em junho. A reunião de abril tem como pauta a aprovação das contas do ano passado.

Aragão confirma que o clube tem duas propostas, ao contrário do que aconteceu com o Internacional, por exemplo, que tinha apenas a proposta da Turner para ratificar na reunião do conselh0, já que o executivo do clube não quis negociar com a Globosat.

“Como o período do contrato ultrapassa a atual gestão, que se encerra em 2018, a assinatura terá que ter a aprovação do conselho deliberativo”, explica Aragão. “Recebemos propostas de Esporte Interativo e Globo, que inclusive melhorou sua oferta em relação à oferta original. O presidente [Wilfredo Brillinger] não assinou nada.”

Procurado pelo blog, Brillinger não atendeu as ligações para seu celular e tampouco respondeu mensagem enviada via WhattsApp.

 

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Globo fecha com 7 clubes, e pay-per-view ‘ameaça’ castigar quem não assinar
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Eduardo Ohata

A Globosat já assinou com sete clubes a renovação dos direitos para a TV fechada do Brasileirão a partir de 2018. Segundo este blog apurou são eles: Corinthians, Vasco, Botafogo, Vitória, Sport, Cruzeiro e o Atlético-MG.

Além dos sete clubes com quem já fechou, Globosat negocia com Flamengo, Fluminense, Goiás, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Inter e Coritiba.

A programadora enfrenta a concorrência, na TV fechada, do canal Esporte Interativo, que também vem conversando com os clubes de futebol. Na TV aberta, Record e Rede TV!, que tentaram adquirir os direitos do Brasileiro no episódio que terminou na implosão do Clube dos 13 anos atrás, agora não demonstraram interesse em enfrentar a Globo. A notícia não agradou clubes que conversam com o Esporte Interativo, que acreditavam que se uma TV aberta entrasse na disputa, fortaleceria a causa do canal que acaba de entrar na grade da operadora NET.

Partes envolvidas diretamente na negociação e que conhecem como funciona o atual mecanismo de divisão do dinheiro da TV argumentam que se alguns clubes fecharem com o Esporte Interativo e alterarem a janela atual de TV paga, correm o risco de perder pelo lado do Premiere, canal pay-per-view da Globosat, o que diminuiria “sensivelmente” suas receitas.

O exemplo hipotético invocado foi no caso de os dois clubes gaúchos, Grêmio e Internacional, acertarem com o Esporte Interativo. Se a emissora tiver o clássico Grenal, naturalmente irá exibi-lo para o Rio Grande do Sul, o que diminuiria a atratividade do Premiere para os gaúchos. O efeito colateral é que a dupla de times perderia em números do pay-per-view, o que por sua vez afetaria seus ganhos.

Uma outra situação reconhecida pelos dois lados é que se parte dos clubes assinasse com o Esporte Interativo e parte permanecesse com a Globosat, muitos jogos não seriam exibidos na TV a cabo. Isso porque segunda a legislação brasileira não prevalece o mando de campo. “Pela Lei Pelé, ambos os times teriam que estar fechados com a mesma emissora para que sua partida possa ser transmitida”, explica o especialista em direito esportivo Heraldo Panhoca.

Nas negociações com o Esporte Interativo, os clubes pedem que a repartição do dinheiro siga o modelo inglês. Cartolas dos clubes também se impressionaram com a aquisição do Esporte Interativo pelo poderoso grupo Turner, que resultou na compra dos direitos da Liga dos Campeões pelo canal.

O empenho do canal em tirar o Brasileiro da Globosat é justificado pela necessidade de ter que preencher grade com eventos atrativos que possam ser transmitidos ao vivo, especialmente à noite e aos fins de semana.

O Esporte Interativo ainda não entrou na grade da operadora Sky.

 


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