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Arquivo : Esporte Interativo

Para Ministério Público e Procon, Atletiba polêmico ainda não terminou
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Eduardo Ohata

O polêmico Atletiba, previsto para 19 de fevereiro e adiado para 1º de março, é investigado pelo Ministério Público e Procon do Paraná. Neste domingo, praticamente dois meses após a polêmica, os clubes voltam a se enfrentar, pelas finais do Paranaense.

Os documentos referentes ao episódio já estão nas mãos de autoridades das duas entidades, que buscam o responsável para a não-realização da primeira partida. Elas entendem que houve prejuízo para os torcedores que compareceram ao estádio e que não puderam acompanhar a partida, válida pela primeira fase do Campeonato Paranaense.

“Há, efetivamente, um procedimento aberto. O Ministério Público do Paraná recebeu as informações dos envolvidos e agora está analisando os documentos”, informa, por meio de nota, o Ministério Público do Paraná. “Em suma, os clubes culpam a federação, que por sua vez responsabiliza os clubes. Este é o atual estado do procedimento: recebidos os documentos solicitados pelo Ministério Público do Paraná, o caso está sendo analisado.”

O Procon, por sua vez, além de confirmar a investigação, acrescenta que divulgará um parecer “em breve”.

“… A investigação preliminar instaurada em faze da Federação Paranaense de Futebol, bem como dos clubes Atlético-PR e Coritiba está sendo analisada pela divisão jurídica deste departamento, que em breve proferirá parecer concluindo pela responsabilização ou não de algum ou de todos os envolvidos…”, informou, também por meio de nota, o Procon-PR.

Segundo o órgão, se de fato for identificado um ou mais culpados, o valor da multa pode chegar a R$ 8 milhões.

A polêmica envolvendo o Atletiba surgiu quando o confronto previsto para o dia 19 de fevereiro foi adiado para 1º de março.

A Federação Paranaense de Futebol alegou que havia no gramado profissionais que não haviam feito o pedido de credenciamento com 48 horas de antecedência como de praxe. Como resultado, o jogo foi adiado. Os dois clubes tentavam fazer uma transmissão independente, por meio de mídias sociais, já que não assinaram com a Globo na TV aberta.

A partida acabou acontecendo em 1º de março, com transmissão por meio do YouTube e Facebook, com narrador, comentarista e repórter do canal Esporte Interativo, que trava uma disputa por direitos do Brasileiro com o SporTV, braço no esporte da Globosat.

Os dois jogos das finais, entre Atlético-PR e Coritiba, cujo primeiro acontece neste domingo, na Arena da Baixada, serão novamente transmitidos pelas suas redes sociais no YouTube e Facebook.


Veja porque grupo que fechou com EI cria figura jurídica para negociar TV
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Eduardo Ohata

O medo de que algum clube “pulasse fora do barco” em meio às negociações fez com que o grupo de cinco clubes que fecharam os direitos de TV fechada com o canal Esporte Interativo e agora negociam TV aberta e pay-per-view com a Globo criar se unir por meio de uma pessoa jurídica.

O grupo é integrado por Palmeiras, Santos, Bahia, Atlético-PR e Coritiba.

“Com isso, queremos evitar que um dos clubes ‘roa a corda’, ou seja, dê para trás, como já aconteceu”, explica Pedro Henriques, vice-presidente do Bahia, em referência a agremiações como Fluminense e São Paulo. “Os presidentes, vices ou departamentos jurídicos dos cinco clubes já se reuniram várias vezes, em Curitiba, em São Paulo, e nosso objetivo é formalizar juridicamente nossa união.”

Por mais contraditório que pareça, a união do quinteto em uma pessoa jurídica é positiva até para a Globo, com quem negociarão.

O fato de terem anunciado por meio da mídia que estavam negociando em bloco, mas sem formalizar a união, começou a tornar as negociações confusas para executivos de TV, o blog apurou. Eles não têm segurança de que quando um cartola de um clube alega falar pelos outros, ele de fato tem “procuração” para representá-los e por isso, não sabem qual o “peso” conferir a seus discursos.

A formação de uma pessoa jurídica para negociar eliminaria esse tipo de confusão.

Desde a implosão do Clube dos 13, em 2011, os clubes não se uniam em torno de uma pessoa jurídica para fazer negociações em bloco.


Leilão aumenta chance de Globo vencer Fox Sports e recuperar Libertadores
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Eduardo Ohata

A forma de negociação pelos direitos da Libertadores entre as emissoras de TV e a Conmebol mudou.

Os direitos da Libertadores no país hoje pertencem à Fox Sports, que os sublicenciam à Globosat em troca de jogos da Copa do Brasil. Desta forma, nem o SporTV, braço da Globosat na TV por assinatura, e tampouco a Fox Sports podem programar as partidas livremente, já que há um acordo por meio do qual há um rodízio semanal na escolha de jogos que cada um dos canais irá transmitir.

Mas a partir de agora, em vez de negociar  diretamente com a entidade, as emissoras participarão de um leilão pelos direitos da Libertadores. A entidade já firmou parceria em relação a outras propriedades com a gigante do marketing IMG.

A licitação para selecionar a firma que organizará o leilão acontecerá no mês que vem, a Conmebol informou ao blog.

Ou seja, de agora em diante, o histórico de negociações passadas e relacionamento, que seriam favoráveis à Fox Sports, dão lugar a critérios estritamente técnicos, com base nos valores oferecidos e também na expertise na promoção do produto. Para esse último quesito, é uma vantagem controlar um canal na TV aberta e contar com outros na TV por assinatura.

Uma ideia que entrou no radar de dirigentes da Conmebol é separar o Brasil dos demais países da América Latina na negociação dos direitos da edição de 2019 em diante.

Na negociação passada, a Fox Sports adquiriu em um só pacote os direitos da Libertadores para as Américas.

Se o formato permanecer inalterado, ou seja, venda das Américas em um só pacote, os executivos da Globo/Globosat terão de pesar muito bem a relação custo/benefício da aquisição dos direitos para o continente inteiro.

Como a Globo não opera diretamente canais de esporte em um grande número de países da América Latina, ao contrário de Fox Sports e ESPN, por exemplo, corre o risco de amargar prejuízo caso não consiga repassar os direitos a canais de outros países.

Com a separação do Brasil do resto da América Latina, a Globo poderia fazer uma proposta robusta financeiramente pelos direitos no país, pois estaria direcionada só para onde está a sua sede.

É bom lembrar que, mesmo nesse cenário, ESPN (Disney), Fox Sports (Rupert Murdoch) e Esporte Interativo (Turner) respondem a grupos cujos cofres são bem fornidos.


Guerra pelos eventos esportivos da TV: Quem é detentor e quem está de olho
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Eduardo Ohata

Se na TV aberta os direitos de transmissão dos principais eventos esportivos concentram-se na Globo, na TV por assinatura a história é bem diferente. O calendário de aquisição de direitos de TV, e o que se viu na disputa pelos direitos do Brasileiro a partir de 2019, entre SporTV e Esporte Interativo, indica que a disputa para exibir competições de ponta irá se acirrar dentro dos próximos meses.

O blog ouviu executivos de canais por assinatura e especialistas do mercado para compilar a lista a seguir, que traz as principais competições, quem é o atual detentor dos direitos, quando vence o contrato atual e quem já está de olho para tomar os direitos.

Há casos, como quando não ficou clara a intenção de uma emissora por um determinado evento, em que o blog se baseou em histórico de ofertas, necessidade de preencher as grades em determinados períodos ou o fato de a emissora exibir eventos da mesma “família”. No quesito “Quem está de olho”, há propostas na mesa para canais se unirem ao apresentar certas propostas.

O que pode parecer surpreendente segue uma lógica. Os únicos europeus a despertar interesse do SporTV, por exemplo, são a Liga dos Campeões e o Campeonato Inglês. Por que não o badalado Campeonato Espanhol? Porque seus jogos competiriam por espaço na grade de programação com partidas do Paulista e do Brasileiro, que são realizados mais ou menos no mesmo horário.

 

Libertadores

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2018

Quem está de olho: ESPN, Esporte Interativo e SporTV

 

Copa do Brasil

Quem detém os direitos: SporTV

Quando vence o contrato: 2022

Quem está de olho: Esporte Interativo

 

Liga dos Campeões

Quem detém os direitos: Esporte Interativo

Quando vence o contrato: 2018/19

Quem está de olho: ESPN, Fox Sports e SporTV

 

Inglês

Quem detém os direitos: ESPN

Quando vence o contrato: 2019

Quem está de olho: Esporte Interativo, Fox Sports e SporTV

 

Espanhol

Quem detém os direitos: ESPN

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: Esporte Interativo e Fox Sports

 

Italiano

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2018

Quem está de 0lho: ESPN e Esporte Interativo

 

Alemão

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: ESPN e Esporte Interativo

 

NBA

Quem detém os direitos: ESPN e SporTV

Quando vence o contrato: 2025

Quem está de olho: Ninguém

NFL

Quem detém os direitos: ESPN e Esporte Interativo

Quando vence os direitos: 2021

Quem está de olho: Fox Sports

F-1

Quem detém os direitos: SporTV

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: Esporte Interativo e Fox Sports


Globo só negocia com São Paulo após eleição, e retira proposta de R$ 20 mi
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Eduardo Ohata

A Globo só voltará a negociar os direitos de TV aberta do Brasileiro válidos a partir de 2019 com o São Paulo após a eleição à presidência do clube, marcada para abril, o blog apurou.

A emissora retirou da mesa de negociação proposta de R$ 20 milhões de luvas, realizada em dezembro passado. Na oportunidade, a oferta foi vetada pelo conselho deliberativo do clube por 78 votos contra 60, e foi comemorada como vitória política pela oposição.

Nos dias que antecederam a sessão, na qual o diretor financeiro, Adilson Alves Martins explicou como seria usado o dinheiro, conselheiros oposicionistas apontaram que havia o risco de esse dinheiro ser utilizado em ações eleitoreiras visando a campanha de reeleição do presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco.

Falava-se, por exemplo, que Leco buscaria grandes contratações para alavancar dentro de campo sua campanha.

A Globo reconheceu que é inútil negociar em clima de eleições, após ter comprovado que interesses políticos pautam as decisões do conselho deliberativo. Por isso mesmo, a emissora apenas voltará a negociar os direitos de TV aberta depois do resultado do pleito.

Porém a emissora alerta que não necessariamente reapresentará a proposta de R$ 20 milhões de luvas que havia feito em dezembro. Aquela proposta já deixou a mesa de negociação com o clube do Morumbi.

A situação econômica do Brasil, que atravessa uma forte crise, foi citada várias vezes como fator a influenciar o valor a ser proposto.

A busca por outros direitos de transmissão também é citado como variável que pode interferir no cenário da retomada das negociações.

Além disso, no momento, a Globo é a única TV aberta a se interessar pela transmissão do Brasileiro a partir de 2019. Na TV por assinatura, o SporTV enfrenta a concorrência do canal Esporte Interativo.

Sem contar com o dinheiro da Globo, o clube dirigido por Leco lançou mão de empréstimos para honrar seus compromissos no início do ano.

O candidato da oposição é o ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta.


Globo fecha com mais um time e garante no Brasileiro-2019/24 trio de Goiás
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Eduardo Ohata

A Globo assinou contrato de transmissão do Brasileiro de 2019/24 com o Vila Nova, de Goiás, e fechou com o trio do Estado.

Goiás e Atlético Goianiense já haviam acertado com a Globo.

O acordo do Vila Nova com a Globo/Globosat contempla todas as plataformas, TV aberta, fechada, pay-per-view e internet.

Apesar de o Goiás ter mais experiência em Série A, o Atlético Goianiense ter subido para a divisão principal do Nacional e o Vila Nova estar na Série B, foi levado em consideração a popularidade deste último, o blog apurou.

O SporTV, que enfrenta a concorrência do Esporte Interativo pelo Brasileiro a partir de 2019, chegou a seu 25º time.

É importante assinar com o maior número de times por conta da forma como funciona a Lei Pelé.

Ela dita que uma emissora só pode exibir jogos nos quais os dois times estão fechados com a mesma emissora.

Não prevalece o mando de campo.

Ou seja, quem tiver mais jogos terá mais opções para mostrar, especialmente no caso de duelos com aqueles considerados “grandes”.


Globo turbina cotas dos 4 grandes e renova Gaúcho e Mineiro por mais 5 anos
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Eduardo Ohata

A Globo e Globosat renovaram por mais cinco anos os contratos de transmissão do Gaúcho e do Mineiro, pelo período que começa este ano e se estende até 2021, para todas as mídias (TV aberta, fechada e pay-per-view).

Grêmio, Internacional, Atlético-MG e Cruzeiro, os quatro principais clubes das duas praças, tiveram aumento substancial de receitas, fruto da negociação do pacote, realizada pela Globo diretamente com as federações estaduais, o blog apurou.

Entre os principais estaduais, a Globo já havia renovado o contrato de transmissão do Paulista e negocia o do Estadual do Rio, no qual só o Flamengo não fechou ainda.

A negociação esbarra em questões políticas do clube com a Federação do Rio, que respingam na questão de TV.

Como no Brasil o que decide as transmissões é a Lei Pelé e não o mando de campo, caso não assine com a Globo, o Flamengo não terá seus jogos transmitidos por ninguém.

A Lei Pelé dita que para que uma partida seja exibida, os dois times têm que ter contratos com uma mesma emissora.

As tratativas dos direitos de TV passaram a ficar mais acirradas desde a introdução do Esporte Interativo, rival do SporTV, pelos direitos do Brasileiro.


Globo oferece mais R$ 20 milhões a São Paulo por direitos na TV aberta
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Eduardo Ohata

A Globo colocou na mesa uma proposta de luvas de R$ 20 milhões para o São Paulo pelos direitos de TV aberta do Brasileiro a partir de 2019, o blog apurou. O clube do Morumbi já recebeu R$ 60 milhões de luvas pelos direitos de TV fechada e pay-per-view.

O total de R$ 80 milhões em luvas para a negociação do Brasileiro a partir de 2019, segundo levantamento informal do blog, é superado por dois outros times, com a possibilidade de um terceiro ficar ligeiramente abaixo ou acima.

Essa segunda “perna” do acerto entre Globo e clube precisa ser ratificada pelo conselho deliberativo do clube.

Pelas condições de mercado (só a Globo vem negociando direitos de TV aberta), financeira (país em crise) e pelo fato de a Lei Pelé ditar que os dois times têm que estar fechadas com o mesmo canal para ter as partidas exibidas, o valor negociado é considerado bom no mercado.

Um argumento apresentado a cartolas são-paulinos é o de que o dinheiro oferecido hoje, dadas as condições financeiras do país, talvez não esteja na mesa daqui a alguns meses.

Se o acordo for fechado, o clube do Morumbi contará com o maior fluxo de caixa, entre todos os clubes que fecharam direitos de TV do Nacional com Globosat ou Esporte Interativo, incluindo Corinthians e Flamengo, a partir do momento da assinatura até meados de 2017. O que seria importante para, por exemplo, reforçar o time, especialmente agora que o ídolo Rogério Ceni assumiu o banco, refinanciar a dívida do clube e promover de ações como a de sócio-torcedor.

Entre os clubes que negociaram com a Globo, só o São Paulo não havia fechado a TV aberta. Os demais fecharam o pacote completo (TV aberta, TV fechada e pay-per-view). Um caso específico foi a Ponte Preta, que havia acertado a TV fechada com o Esporte Interativo e que depois a fechou a TV aberta com a Globo.

Segundo o blog apurou, não procede o valor de R$ 100 milhões de luvas recebidas pelo Palmeiras.


Está fora dos planos da Globo compartilhar jogos com Esporte Interativo
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Eduardo Ohata

Não está nos planos da Globo/Globosat compartilhar partidas do Brasileiro na TV fechada com o Esporte Interativo, o blog apurou junto a executivos da emissora baseada no Rio.

O SporTV, o braço na TV fechada da Globosat, e Esporte Interativo, canal do grupo Turner, disputam os direitos do Nacional a partir de 2019. Segundo a Lei Pelé, para que uma partida de futebol seja transmitida, é necessário que os dois times participantes tenham contratos assinados com a mesma emissora. Não prevalece o mando de campo.

Como cada canal fechou com um grupo de times, várias partidas do Brasileiro automaticamente não serão exibidas na TV a cabo.

O que a Globo/Globosat já fez foi fechar os direitos de TV aberta e pay-per-view com a Ponte Preta, que fechara jogos da TV por assinarura com o Esporte Interativo. Ou seja, adquiriu os direitos, mas para mídias diferentes.

Dentro da Globo, o consenso é de que não haverá acordo com o canal rival, já que o SporTV reúne um volume de clubes assinados com o canal suficiente para contemplar os dois jogos do Brasileiro exibidos na TV por assinatura por rodada. Então, não há necessidade, ou interesse, de uma composição com o Esporte Interativo.

O SporTV fechou com 23 clubes (apesar de entrar na sua conta o Santa Cruz, que o Esporte Interativo também alega ter sob contrato), entre os principais Corinthians, São Paulo, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Internacional (a partir de 2021).

O Esporte Interativo tem entre os destaques para o Brasileiro na TV fechada, a partir de 2019, Santos, Palmeiras, Internacional (até 2020), Atlético-PR e Coritiba.


Globo cede a clubes inédito direito de negociar com emissoras estrangeiras
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Eduardo Ohata

A disputa entre Globo e Esporte Interativo pelos direitos do Brasileirão de 2019 a 2024 rendeu aos clubes uma vantagem inédita em sua história: agora eles têm o controle para negociar os direitos internacionais da venda da competição, que foi cedido por ambas emissoras durante as negociações. Atualmente, são adquiridos por cerca de uma centena de países, segundo informou uma pessoa que participou das negociações.

Nos moldes atuais, o dinheiro pago por emissoras de fora para transmitir o Brasileirão entra diretamente para a Globo, responsável pela negociação. A partir de 2019, os clubes receberão o proporcional de cada um nessa venda. Para isso, porém, eles que terão que fazer a negociação, se organizar e se unir, de certa forma.

A adesão dos clubes em bloco como uma organização para negociações comerciais já ocorria nos tempos de Clube dos 13, que teve seu fim no ano de 2011. Porém, até o momento, não há sinalização alguma que aponte para a ressurreição da entidade. Segundo especialistas da área, seria necessário que, no mínimo, dez cartolas dos clubes mais representativos se mobilizassem nessa direção.

“O problema é [os clubes] nos organizarmos para vender os direitos lá fora em conjunto”, argumenta o presidente santista, Modesto Roma. “Os clubes estão desarticulados desde 2011, mas vamos trabalhar nisso.”

No caso da Globo, foi definido apenas, que ela mantém o direito para transmissão do Brasileiro nos países onde há a Globo Internacional, como os EUA. De toda a forma, mesmo nesses países, a transmissão seria feita em português. Ou seja, haveria espaço para alguma emissora local adquirir os direitos para exibir na língua nativa com narrador e comentarista próprios.

Entre os obstáculos no caminho da atratividade do Brasileiro como atração internacional estão o êxodo das estrelas brasileiras e estádios vazios. Um ex-executivo da emissora se queixava que a Globo tinha que ”fazer mágica” na edição para diminuir a entrada de cenas de arquibancadas vazias durante as transmissões das partidas.

Caso os clubes de futebol não consigam formar um grupo para negociar os direitos, uma saída que já é contemplada é os clubes entregarem os direitos para a própria Globo, que já tem o know-how na área, negociar fora do país. Obviamente, eles dividiriam com a Globo um valor por negócio fechado, mas que representaria um “dinheiro novo” em relação ao contrato que vem sendo praticado até agora.