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Arquivo : Vila Belmiro

Globo e Esporte Interativo dividem transmissão ao vivo de Santos x Benfica
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Eduardo Ohata

A Globo, na TV aberta, e o Esporte Interativo, na TV fechada, transmitirão o amistoso entre Santos e Benfica, marcado para o dia 8 de outubro, às 16h20. A Globosat, por meio do SporTV, seu braço na TV a cabo, e Esporte Interativo, travam disputa pelos direitos do Brasileirão na TV fechada a partir de 2019.

“A Globo nos procurou na sexta-feira e, como é parceira, fechamos com ela para a TV aberta”, comentou o presidente santista, Modesto Roma. “Já havíamos fechado na TV por assinatura com o Esporte Interativo, desde a época em que negociávamos [com o canal os direitos do Brasileiro na TV a cabo a partir de 2019].”

A transmissão da partida pela Globo indica, uma vez mais, que não há represálias da parte da emissora em relação aos clubes “rebeldes”.

Na Globo, aliás, foi bem recebida a disposição e flexibilidade de Modesto em permitir que o horário da partida fosse alterado das 16h para as 16h20, para acomodar a grade da emissora. Por outro lado, favorece o clube o fato de isso permitir maior tempo de exposição das placas no campo.

A partida faz parte de uma série de eventos em comemoração aos 100 anos da Vila Belmiro.  A Globo exibirá para todo o Estado de São Paulo, capital e interior e, para transmitir o jogo ao vivo, adapta sua programação paulista para permitir o encaixe da partida.

Santos e Benfica já decidiram um Mundial, em 1962. Foi o primeiro mundial do Santos de Pelé.

A partida terá, também, transmissão via internet pelo acordo com a Globosat.


‘Torcida pode ir no campo e cobrar jogador’, dizem organizadas em pesquisa
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Eduardo Ohata

Se o time está em crise no campeonato, a organizada pode ir ao treino e entrar no gramado para cobrar com maior rigidez.

Quem assina embaixo essa frase são as organizadas de São Paulo e Rio, conforme atestam os episódios dos últimos dias envolvendo as torcidas de Palmeiras e Flamengo, cujos CTs foram alvo nos últimos dias de invasões de organizadas.

É também o que corrobora os números de pesquisa produzida pela FGV, conduzida em São Paulo e Rio, à qual este blog teve acesso. O documento foi discutido em conjunto entre autoridades do governo federal e cartolas.

Segundo as estatísticas, aproximadamente 94% dos integrantes de organizadas do Rio “concordam muito” (84%) ou “concordam pouco” (10%) que a torcida organizada pode ir ao treino cobrar dos jogadores, quando o time joga mal. O restante, ou cerca de 7%, “discorda muito” ou “discorda pouca” da afirmação.

As torcidas de São Paulo são ligeiramente mais “tolerantes”: um número próximo a 84% concorda que as organizadas podem ir ao treino para cobrar jogadores no campo. De novo, a maioria “concorda muito” (68%) com a frase, há quem “concorda pouco” (16%), e a minoria absoluta, 16%, “discordam muito” ou “discordam pouco”.

Uma outra questão, dessa vez sobre a atuação da Polícia Militar, nos remete ao episódio do confronto entre torcedores e policiais na goleada do Corinthians sobre o Linense, por 4 a 0, no último dia 19, em casa, que atingiu até quem não tinha nada a ver com a briga.

Em São Paulo, a esmagadora maioria, 78% discorda da frase “A PM só é violenta quando o torcedor organizado briga”. Cerca de 70% “discorda muito” e 8% “discorda pouco”. Somados, quem “concorda muito” ou “concorda pouco” atingem apenas 22%.

A maioria dos torcedores do Rio entrevistados, 58%, discordam “muito” (44%) ou “pouco” (14%) da frase “A PM só é violenta quando o torcedor organizado briga”. Apenas cerca de 41% concordam “muito” (26%) ou “pouco” (15%) com a afirmação.

Em São Paulo, 59% dos torcedores de organizadas apontam suas torcidas como violentas. Os que reconhecem que sua torcida é “muito violenta” somam 11% e os que classificam seu grupo como “pouco violento” são 48%. Aproximadamente 41% responderam que não há “nenhuma violência” em relação à sua organizada, e 2% não responderam ou não souberam responder.

No Rio, a proporção é de 38% de torcedores que afirmam haver violência no perfil de sua organizada: 8% disseram haver “muita violência” e 30%, “pouca violência”. Cerca de 60% responderam não haver “nenhuma violência” e 2%  não responderam ou não souberam responder.

Em São Paulo, a pesquisa, que contou com 612 entrevistas, abordou torcedores de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa e Juventus, no Morumbi, Pacaembu, Arena Corinthians, Alianz Parque, Vila Belmiro, Canindé e Rua Javari.

No Rio, foram 426 entrevistas, com membros de organizadas de Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo.

Foi considerado “torcedor organizado”, na seleção de entrevistados, quem vestia camisa, boné, calça ou bermuda da facção pesquisada, bem como aqueles que portavam bandeira ou instrumentos musicais.


Saiba qual bônus que o Santos oferece a Robinho, fora os R$ 600 mil mensais
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Eduardo Ohata

Para ter Robinho de volta à Vila Belmiro, o Santos oferece, além dos R$ 600 mensais, um bônus que elevaria o salário do atacante: Um percentual nas vendas de uma linha de camisas, em estilo casual, da nova marca do clube confeccionada pela Kappa, seu novo fornecedor do material esportivo.

O presidente santista, Modesto Roma, tem prevista uma reunião “decisiva” para definir o assunto prevista para amanhã.

Na composição dos R$ 600 mil que seriam pagos a Robinho, o clube entraria com R$ 200 mil e um parceiro, cujo nome não foi divulgado, com os R$ 400 mil restantes. O jogador foi elogiado pelo técnico Dorival Junior.

Como o atacante teria uma participação em cada camisa vendida caso feche com o Santos, a diretoria acredita que Robinho ganharia cada vez mais motivação, já que receberia mais à medida que a procura do público por suas camisas aumentasse.

Além do Santos, Robinho interessa também ao Atlético-MG, que tem o apoio da canadense Dry World na negociação. O Grêmio também havia demonstrado interesse no jogador, que deixou o chinês Guangzhou Evergrande, mas desistiu da disputa.

No Santos, clube que o revelou, Robinho participou da conquista de dois Brasileiros, dois Paulistas e uma Copa do Brasil.


Marcelo Teixeira se coloca como pré-candidato à CBF e já ‘fala’ como tal
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Eduardo Ohata

Marcelo Teixeira afirma a interlocutores que é candidato à presidência da CBF caso sejam convocadas eleições para a presidência da confederação. A principal condição para colocar sua candidatura em campo seria a saída do posto de Marco Polo Del Nero, de quem o ex-presidente santista é amigo. O atual presidente da CBF foi indiciado nos EUA por corrupção e é investigado pelo comitê de ética da Fifa.

Segundo Teixeira confidenciou a pessoas próximas, ele conta com o apoio de cartolas influentes de São Paulo, Corinthians e G4, que o procuraram.

Segundo o regulamento da CBF, sob condições normais, quem assume a cadeira caso Del Nero renuncie será Delfim de Pádua Peixoto, 74, presidente da Federação Catarinense de Futebol, por ser o vice mais idoso.

Mensagem postada no Facebook por Marcelo Teixeira, que já transitou na Fifa na época em que fez parte da comissão do Mundial, após a perda do título da Copa do Brasil pelo Santos ontem, indica que ele já tem em mente questões que afligem o futebol nacional e que extrapolam os muros da Vila Belmiro.

“Fomos prestigiar o clássico… Fomos surpreendidos por emboscadas de torcedores adversários que perigosamente atiravam pedras, bombas e rojões, mesmo com a intervenção militar… Não podemos mais admitir em um país que sediou a Copa, no ano que vem Olimpíada, ainda verificar cenas lamentáveis como essas, que denigrem a imagem do futebol e não condizem com a finalidade do esporte”.

“A Copa do Brasil é uma competição interestadual, beneficiando clubes sem tanta expressão no cenário esportivo, prestigiando os habitantes de cidades de todo o país que tenham a oportunidade de assistir partidas com grandes clubes e atletas de renome, considero uma das melhores do calendário por atender a população de todos os níveis, por isso, a CBF deveria também sortear cidades com grandes arenas para as partidas finais da competição, evitando esses problemas, como acontece na UEFA”.

Em sua nota, Teixeira lamenta ainda a perda do título porque “o futebol brasileiro não terá um representante na Libertadores de 2016 com atletas de maior talento e categoria, que jogam um futebol mais elegante e bonito!”

 


Neymar? Zito? Pepe? Veja quem quebrou um tabu e terá busto na Vila Belmiro
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Eduardo Ohata

Capitão do Santos na era de ouro do clube, Zito quebrará um tabu ao ser o primeiro jogador, fora Pelé, a ter um busto na Vila Belmiro.

Confeccionado em bronze, o busto ficará em uma das entradas do estádio, na confluência da rua Tiradentes com a rua Princesa Isabel, onde hoje há um grande vazio. A produção do busto já começou.

“É uma homenagem que nasceu no conselho [deliberativo] do Santos pela capacidade de liderança do Zito e também por tudo o que fez pelo clube depois de se aposentar”, explica o presidente santista, Modesto Roma, em referência ao trabalho do jogador na base, que revelou Neymar, entre outros.

A homenagem, segundo o dirigente, terá a participação da Prefeitura de Santos, que erguerá uma praça no local.

Mais, a letra “Z” que aparece na braçadeira do capitão do time desde a primeira partida do time após sua morte, poderá dar lugar ao nome “Zito”.

A própria família do jogador, que conquistou dois Mundiais pelo Santos, foi pega de surpresa.

“Não tô sabendo [risos]”, diz, demonstrando surpresa, José de Miranda Jr., o filho de Zito, 53, ao saber pelo Uol da iniciativa do clube.
“Como a gente estava sempre próximo, [de vez em quando] perdemos a noção que ele era um ídolo nessa proporção”, reflete José.
“A gente conhece o ídolo, mas porque a gente tinha ele em casa, para mim ele é simplesmente meu pai, meu amigo, meu companheiro, e eu o filho dele. Mas fico envaidecido quando há esse reconhecimento, pelo que ele fez pelo clube e pela cidade [de Santos] também. Ele era agregador, brabo do jeito que era…”

Outros jogadores importantes na história do time ainda não receberam tal honraria, como Pepe, por exemplo. Apesar de torcedores terem produzido um busto para o segundo maior artilheiro do clube, o presente não pôde ser acomodado na Vila Belmiro. Mas a porta para homenagens a outros atletas históricos do Santos não está fechada, explica Modesto Roma.

“Pode ser que outros jogadores sejam homenageados no futuro. Mas não se pode homenagear os vivos, e nem queremos ‘matar’ ninguém”, justifica, em meio a risos, o dirigente.

Zito receberá homenagem que só coube a Pelé (Ivan Storti / Divulgação SantosFC

Zito (à esq.) receberá homenagem que só coube a Pelé (Ivan Storti / Divulgação SantosFC)


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