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Arquivo : Floyd Mayweather

Mayweather x McGregor vai passar no Brasil? Nem as TVs sabem ainda
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Eduardo Ohata

O desafio entre o multicampeão de boxe Floyd Mayweather Jr. e a estrela do UFC Conor McGregor já chamou a atenção de canais de brasileiros dedicados ao esporte, interessados no encontro, o que criou uma situação no mínimo curiosa: Executivos de TV não fazem ideia sobre com quem negociar, já que ninguém até o momento se apresentou como representante dos direitos de transmissão no país.

A repercussão na mídia da luta entre “Money” Mayweather e “Notorious” McGregor tornou impossível ignorar o desafio, mesmo que encarado mais como evento do que como esporte. O combate foi definido por um executivo de TV como “um evento interessante, sem dúvida”, ao demonstrar interesse e ao mesmo tempo ressaltar que há dúvidas sobre como estruturar a transmissão, “já que não se sabe ainda quem venderá os direitos efetivamente”.

Até esta terça-feira ninguém havia se apresentado como representante oficial dos direitos do evento, confirmou outro executivo, de um canal concorrente, apesar de acreditar que em todas as emissoras voltadas ao esporte estão tentando descobrir.

Tradicionalmente, as negociações dos direitos são feitos por um intermediário.

O último combate a gerar um grau semelhante de interesse foi o duelo entre Mayweather e o filipino Manny “Pacman” Pacquiao, em 2015.

Após ser oferecido a canais da TV por assinatura e até a pelo menos uma TV aberta, no caso a Record, que chegou a apresentar proposta, a luta terminou no pay-per-view, por meio do canal Combate, da Globosat. À época, quem quis assistir a mais essa “luta do século” foi obrigado a desembolsar um valor que variou entre R$ 80 e R$ 90.

Porém uma figura-chave naquela bem-sucedida operação, um norte-americano especialista em negociar direitos esportivos com canais brasileiros e que atua no país há muitos anos, não está envolvido na comercialização este combate.

Segundo declarações do presidente do UFC, Dana White, durante entrevista após o anúncio do desafio, sua empresa não terá ingerência nesse combate.

Nos EUA, o desafio entre Mayweather e McGregor será exibido no pay-per-view pela Showtime.


McGregor só passa do primeiro assalto se Mayweather quiser
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Eduardo Ohata

McGregor só tem uma chance de sobreviver a um assalto com Floyd Mayweather Jr., na luta que finalmente foi oficializada para 26 de agosto: Se Mayweather quiser. Mas… Pode acontecer! (Explicação um pouco mais à frente).

Logo de cara eu digo, o irlandês não tem chance contra Mayweather. Zero. Nenhuma. Acho que consegui deixar minha opinião clara.

Primeiro, porque Mayweather é um dos melhores boxeadores de todos os tempos. Lembre-se, Mayweather já esteve aposentado, ficou quase dois anos fora do ringue, voltou contra um dos melhores mexicanos da história, Juan Manuel Marquez, e venceu facilmente.

Em segundo lugar, porque McGregor nunca lutou boxe. Esta será sua estréia, como todos sabem.

Michael Jordan é o melhor jogador de basquete de todos os tempos, certo? Mas seu sucesso nas quadras não se converteu automaticamente em sucesso nos campos de beisebol.

Não adianta argumentar que a superfarsa, ops, superluta, entre Muhammad Ali e Antonio Inoki terminou empatada. Não foi nas regras do boxe, e o japonês passou mais tempo deitado, chutando as canelas de Ali, do que em pé, trocando golpes.

E tampouco adianta lembrar o quão fácil foi para o irlandês bater Zé Aldo, que tem boxe adequado para um lutador de MMA.

Naquele combate, o brasileiro na ânsia de calar a boca do irlandês falastrão abriu-se todo, materializando o maior medo de seu técnico, André Pederneiras, que pedia antes da luta que as pessoas parassem de “pilhar” o pupilo para que arrebentasse McGregor.

Para quem acha que é uma pegação no pé de McGregor, vamos inverter a situação: O que aconteceria se Mayweather fizesse sua estreia, nas regras do MMA, logo em um combate contra McGregor ou Zé Aldo? Acho que demonstrei meu ponto.

Só há um quesito no qual McGregor se compara, ou talvez até supere, Mayweather, que é a habilidade em promover um combate (e o motivo real para essa farsa, quer dizer, luta, estar acontecendo).

Mas há, sim, uma chance de McGregor passar do primeiro assalto.

Mayweather provavelmente tem frescas em sua memória as críticas e até ameaças de processos da parte do público irritado por a “Luta do Século” contra Manny Pacquiao ter entregado um mero traque no lugar dos prometidos fogos de artifício.

A luta ficou muito aquém da luta do século original, entre Ali e Joe Frazier, por exemplo.

Mayweather sabe que para a imagem do Mayweather agora promotor de lutas seria desastroso tê-la ligada a uma farsa ou a algo que seja percebida dessa forma pelo grande público, que acredita que essa é uma luta de verdade.

Para evitar uma nova enxurrada de críticas do público e dos consumidores de pay-per-view, é possível que Mayweather permita que McGregor sobreviva alguns assaltos no ringue para que não fique caracterizada uma marmelada.

Mas o resultado da “luta” foi selado no momento em que o evento foi oficializado nesta quarta por Mayweather via mídias sociais.


‘Conor McGregor nunca boxeará em alto nível’, critica ‘Bíblia do boxe’
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Eduardo Ohata

A mais tradicional publicação de boxe, a “The Ring”, publicada desde 1922, não usou meias palavras. Em sua edição de março de 2017, à qual o blog teve acesso, a revista afirma que um duelo entre o ex-campeão Floyd “Money” Mayweather e o campeão do UFC Conor “Notorious” McGregor definitivamente não acontecerá em 2017.

O motivo?

“Parte do que faz McGregor um grande lutador de MMA é a velocidade de seus punhos e a habilidade no boxe”, admite a revista. “[Mas] há uma grande diferença entre ter bons punhos no octógono e bons punhos para lutar no ringue. Ele nunca conseguirá competir no boxe no alto nível, o único no qual ele competiria se fosse para fazer tanto dinheiro quanto ele faz no UFC.”

O artigo, em tom respeitoso, ainda tenta consolar o falastrão irlandês.

“Não há vergonha nisso. Boxeadores tampouco conseguem competir no alto nível do MMA. McGregor é uma grande estrela em seu próprio esporte. Nem ele e tampouco o UFC o colocarão em risco.”

Os rumores em torno de um duelo entre Mayweather, considerado o melhor lutador da atualidade entre todos os pesos, e McGregor, principal atração do UFC, se recusam a morrer.

Nesta quarta-feira, Mayweather, 39, reafirmou que a única luta que o faria encerrar sua aposentadoria seria um duelo com McGregor.

“A única luta em que estou interessado é em uma com McGregor”, afirmou o boxeador. “Sou um homem de negócios, e a luta faz sentido como negócio.”

Mayweather diz que iniciou conversas com representantes de McGregor, mas que a negociação não avançou.


Ronda revela 2 títulos que ainda quer ganhar e porque o UFC pode impedi-la
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Eduardo Ohata

A americana Ronda Rousey quer ser campeã de boxe e jiu-jitsu, revelou a campeã do UFC à revista “The Ring”, publicação conhecida como a Bíblia do Boxe, que trará a campeã olímpica de judô na capa de sua próxima edição de janeiro.

Ronda diz que pretende ser conhecida como uma das melhores lutadoras de todos os tempos, independente de gênero, e para isso terá que seguir quatro passos: medalhista olímpica (feito), campeã do UFC (feito), campeã de jiu-jitsu e conquistar um título mundial de boxe.

Reprodução de artigo com Ronda Rousey na “The Ring”

Mas a própria lutadora reconhece que esse objetivo está distante. E coloca a culpa no UFC.
“Conversei com o UFC sobre o boxe. Não fui a primeira. O UFC não é um grande fã [da ideia]”, explica Ronda. “Eu ‘pertenço’ ao UFC. Eles me têm por mais lutas que vou conseguir fazer [em minha carreira], e até após me aposentar.”

Outro lutador que pediu permissão para subir a um ringue de boxe e ouviu um “não” foi Anderson Silva. O “Spider” queria enfrentar um de seus ídolos, o ex-campeão mundial Roy Jones Jr., mas o UFC vetou a ideia.

Ronda define a animosidade entre MMA e boxe como “estupidez”. Rosenthal reconhece que os mais puristas não gostarão de vê-la na capa da mais tradicional publicação do boxe, fundada em 1922. O ataque dos tais “puristas” foi abordada ontem pelo blog “Na Grade do MMA”, de Jorge Corrêa e Mauricio Dehò.

Em seu editorial, o editor da “The Ring”, Michael Rosenthal classifica Ronda de “embaixadora”, capaz de erguer uma ponte que ligue o MMA ao boxe. “Talvez sua aparição na capa contribua nesse sentido.”

Rosenthal não para por aí. Acrescenta que imagina a atenção que Ronda traria para o boxe feminino e termina com uma ousada previsão: “ isso pode, sim, acontecer”. E repete o mantra de que “o objetivo de Ronda é se tornar a melhor lutadora do mundo, não apenas do UFC”.

Será que Rosenthal sabe de algo que não sabemos? Há alguns anos a “The Ring” foi comprada por Oscar de la Hoya, cujas programações já foram elogiadas pelo presidente do UFC, Dana White. E De la Hoya está ajudando a promoção do UFC 193, dia 14 de novembro, que é protagonizado justamente por… Ronda! Alguém aí pode ligar os pontos? Coisas mais estranhas e improváveis já aconteceram…

De fato, a reportagem pode ser classificada como positiva, mas traz pelo menos um erro de informação. Ela informa que Ronda é a primeira mulher a ser capa da “The Ring”, o que não é verdade. Na década de 70, a lutadora Cathy “Cat” Davis a precedeu como capa da “The Ring”.

Como já era esperado, Ronda não resiste e lança mais uma provocação na direção de Floyd “Money” Mayweather Jr., que fez sua (suposta) última luta no mês passado.

“Estou tentando, à medida que amadureço, ter mais fé nas pessoas e julgá-las menos. Estou realmente impressionada com todo o trabalho que Mike Tyson fez ao longo dos anos para se tornar um homem melhor. Gostaria de ver um esforço de Floyd nesse sentido”, compara. “Se eu vir, vou parabenizá-lo. Mas infelizmente não vi [isso acontecer]. Não estou mencionando seu nome para chamar a atenção. Estou atraindo a atenção de outras formas, e não preciso usar o seu nome.”

A dupla andou trocando várias farpas. Tudo começou quando Floyd perguntou “quem é esse?”, ao ser questionado se aceitaria enfrentar Ronda. A lutadora, ao receber o prêmio ESPY de melhor lutadora, ironizou: “Imagino como Floyd se sente ao ser batido pelo menos uma vez por uma mulher”. Uma clara alusão ao histórico de violência doméstica de “Money”. Outras provocações posteriores tiveram um pano de fundo econômico.

 


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