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Arquivo : Olimpíada

Cartola do triathlon é pré-candidato a vice do COB, após esgrima desistir
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Eduardo Ohata

O presidente da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), Marco Antonio LaPorta, é pré-candidato à vice-presidência do COB (Comitê Olímpico do Brasil), nas eleições previstas para o final do mês de março.

“Conversei com minha equipe e amadureci esse ideia”, revelou ao blog LaPorta. “Quero participar desse momento que não tem mais volta de reestruturação do COB. Estou reunindo as cartas de apoio.”

Segundo o cartola, o COB seria beneficiado de várias maneiras com sua candidatura. “Sou ex-militar [há um convênio entre Exército e COB], moro em Brasília [o Congresso tem questionado o COB] e tenho bom trânsito no Ministério do Esporte”, argumenta LaPorta, que originalmente pretendia concorrer a uma vaga no conselho de administração do comitê.

O presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, Ricardo Machado, desistiu da candidatura. “Desisti porque seria um cargo que exigiria dedicação extrema e mudanças radicais do ponto de vista pessoal e familiar”, justificou Machado, ao revelar que será candidato a uma das vagas no conselho de administração da entidade.

O ex-jogador de basquete Marcel de Souza também anunciou que pretende se candidatar a vice do comitê.

O prazo de inscrições para vice-presidente, conselho e administração e conselho de ética termina no próximo dia 8. Depois disso, uma empresa de auditoria contratada pelo COB verificará se os candidatos atendem os requisitos previstos no estatuto.

A estimativa é de que o COB divulgue a relação dos candidatos habilitados no início de março.


Neymar usou Barça para traçar estratégia em goleada da seleção na Rio-2016
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Eduardo Ohata

Foi Neymar que desenhou o esquema tático adotado pela seleção olímpica na goleada de 6 a 0 sobre Honduras, na semifinal da Olimpíada Rio-2016. O técnico Rogério Micali até tinha uma estratégia, mas mudou de ideia após ouvir o atacante.

“[Honduras] era uma equipe com uma linha de cinco, e o Neymar pontuou que no Barcelona, onde enfrenta muita linha de cinco, os jogadores atuavam de uma forma diferente da que eu estava sugerindo”, revelou Micali em gravação para especial sobre o inédito ouro olímpico conquistado na Rio-2016, que a Globo exibirá na próxima quarta-feira.

“Neymar explicou como era [que o Barcelona jogava ao enfrentar uma linha de cinco] e matou, era perfeito”, concluiu Micali, que gostou e acatou a sugestão do atacante.

O resto, como dizem, é história. A seleção olímpica fez seis gols, dois de Neymar, não tomou nenhum e se classificou à final com a Alemanha.

O especial da Globo trará imagens registradas pelos celulares dos próprios jogadores, como as feitas pelo zagueiro Caio no vestiário após o jogo, que capturou o clima nos bastidores com os jogadores festejando ao canto de “o campeão voltou”.

O programa trará ainda depoimentos de jogadores como Neymar, Gabriel Jesus, do goleiro Weverton e do técnico Micali.

 

 


Medalhista olímpico dedicará combate a vítimas de tragédia da Chapecoense
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Eduardo Ohata

O medalhista olímpico Esquiva Falcão dedicará sua luta desta sexta-feira às vítimas da tragédia da Chapecoense. O pugilista pensou até em bordar o brasão do clube no calção, mas por dificuldades de logística, desistiu da ideia.

Esquiva, prata na Olimpíada de Londres-12 e invicto como profissional, enfrenta na madrugada de sábado o porto-riquenho Luis Hernandez, na Califórnia (EUA). Originalmente o brasileiro enfrentaria o americano Gerardo Ibarra, que perdeu o vôo e teve que ser substituído. O canal SporTV transmite a programação ao vivo, a partir da 1h de sábado (anteriormente havia sido divulgado que a programação teria início à 0h e 2h, a última informação chegou às 20h desta sexta-feira).

“A vitória, se Deus quiser, vou dedicar às famílias desses amigos, companheiros do esporte. Queria fazer uma homenagem simples, bordando o emblema do time no calção ou vestindo a camisa do time, mas infelizmente viajei nesta quarta [de Nevada] para a o local onde eu luto já na sexta [Califórnia], mas o roupão que vou usar pelo menos é verde, da cor do time”, explicou Esquiva, 38º do ranking do Conselho Mundial de Boxe.

“Foi muito triste, estou abatido, que deus conforte o coração de todos”, finalizou o lutador, que acrescentou que planeja pedir um minuto de silêncio ou o tradicional toque de dez badaladas por conta da tragédia na Colômbia. Ele não sabe ainda se será atendido.

Esquiva tem 15 lutas, todas vitórias, 12 delas por nocaute. O cartel de Ibarra traz 14 vitórias e 3 derrotas (8 nocautes).


Esquiva Falcão aceita duelo com ex-campeão mundial em card no Brasil
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Eduardo Ohata

O medalhista olímpico Esquiva Falcão, que na madrugada deste domingo manteve a invencibilidade ao chegar à sua 14ª vitória, desta vez sobre o mexicano Paul Valenzuela, enfrentará o ex-campeão mundial Antonio “Tornado de Tijuana” Margarito, em uma programação prevista para março, no Brasil, confirmou a este blog seu manager, Sérgio Batarelli.

“Ele fará mais duas lutas, uma em setembro, outra em dezembro, e enfrentará o mexicano Margarito em março em uma programação no Brasil”, explicou Batarelli.

Entre os campeões derrotados pelo “Tornado de Tijuana” estão o porto-riquenho Miguel Cotto, Kermit Cintron e Andrew “Six Heads” Lewis. Ele também enfrentou os campeões Manny “Pacman” Pacquiao, “Sugar” Shane Mosley, Paul Williams e Daniel Santos. Margarito chegou a ser capa da “The Ring”, principal publicação de boxe do planeta.

Porém Margarito ganhou também a fama de um dos lutadores mais sujos de toda a história do boxe quando foi flagrado aplicando reboco em sua bandagem antes do combate com “Sugar” Shane Mosley. Por conta disso, chegou a ter a licença de boxeador revogada por um ano nos EUA.

Na década de 80, Luís Resto acabou com a carreira do promissor Billy Collins Jr. ao usar o mesmo truque no Madison Square Garden e deixando sequelas no rival. Collins, que não pôde mais lutar, morreu em um acidente de carro, que sua família afirma ter sido suicídio.

O blog havia antecipado na semana passada que a Top Rank, empresa que gerencia a carreira do brasileiro, discutia dois nomes para enfrentá-lo em março: Margarito ou o ex-desafiante ao título mundial Joshua Clottey.

Qualquer uma das alternativas seria o melhor e mais perigoso adversário da carreira de Esquiva. Cogita-se a possibilidade de lutar na preliminar o japonês Ryota Murata, algoz de Esquiva na Olimpíada de Londres-12, e que neste sábado venceu outro brasileiro, Felipe Santos Pedroso.

Esquiva chegara a cogitar a possibilidade de representar o Brasil na Olimpíada do Rio-16, quando foi aberta a possibilidade de profissionais participarem dos Jogos, mas por fim preferiu se concentrar em sua carreira profissional.


Fora do Esporte, ex-ministro chama 252 desportistas para festividade no Rio
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Eduardo Ohata

Fora do Ministério do Esporte há pouco mais de um ano, o atual ministro da Defesa, Aldo Rebelo,  convidou nada menos do que 252 desportistas, oriundos de diversos Estados do país, para uma cerimônia de homenagem no Rio, marcada para o próximo dia 26, no Centro de Capacitação Física do Exército. Serão distribuídas aos desportistas medalhas do Mérito Desportivo Militar.

A honraria visa homenagear militares que se destacam em competições esportivas ou entidades ou pessoas que tenham prestado relevantes serviços ao desporto militar do Brasil. As forças armadas “adotaram” vários atletas que compõem a delegação brasileira que disputará os Jogos do Rio ainda este ano e que conquistaram variadas patentes militares.

Entre os premiados estão dez clubes de futebol: Santos, Cruzeiro, Flamengo, Grêmio, São Paulo, Vasco da Gama, Palmeiras, Inter-RS, Corinthians e Atlético–MG. Entre as personalidades agraciadas está o sucessor de Aldo no Ministério do Esporte, George Hilton, o ex-presidente do Corinthians e atual deputado federal André Sanchez, o ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira, o jornalista Milton Neves, o promotor Paulo Castilho, os ex-jogadores Ademir da Guia e Roberto Rivellino, a ex-jogadora de basquete Hortência e o técnico Vanderlei Luxemburgo. Do total de 252 medalhas, 209 são para militares.

A lista de modalidades representadas por atletas militares no evento é das mais ecléticas, com o remo (Fabiana Beltrame), judô (Victor Penalber), natação (Poliana Okimoto), taekwondo (Iris Silva), atletismo (Ronald Leitão) etc.

Vários homenageados se espantaram quando o próprio Rebelo ligou pessoalmente eles para destacar que ele mesmo fará pessoalmente a entrega e conta com a participação de todos.

Consultado pelo blog sobre valores relacionados à homenagem, o Ministério da Defesa explicou que o responsável pela logística da festividade estava em viagem e retornaria somente dentro de alguns dias.


Brasileiro favorito a medalha, 2º melhor do mundo, abandonará boxe olímpico
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Eduardo Ohata

Segundo colocado no ranking da Aiba (entidade que controla o boxe olímpico) entre os leves (até 60 quilos), o brasileiro Robson Conceição, 27, já decidiu que não importa seu desempenho na Olimpíada do Rio este ano, passará ao boxe profissional após os Jogos. A informação foi confirmada por seu treinador, Luis Carlos Dórea, que guiou um outro pugilista baiano, Acelino “Popó” Freitas, até seu primeiro título mundial profissional.

Segundo do ranking dos leves, o braileiro Robson Conceição comemora vitória

Segundo do ranking dos leves, o braileiro Robson Conceição (à direita) comemora vitória

“Estou com 27 anos, já está mais do que na hora de virar profissional, não?”, pergunta, de forma retórica, Conceição, que ganhou medalhas nos últimos dois Mundiais: uma prata e um bronze. O apelo da glória e riqueza alcançado por lutadores como o “Golden Boy” Oscar de la Hoya ou Floyd “Money” Mayweather Jr. é irresistível.

“Não posso dizer a data exata, mas o Robson vai virar profissional, sim, após a Olimpíada do Rio”, reitera Dórea.

Por conta da boa campanha que vem desenvolvendo, na última edição do ranking mundial da Aiba o brasileiro aparece atrás somente do cubano Lazaro Estrada. Ou seja, pela Aiba, ele é o melhor leve do mundo hoje.

Dirigentes da entidade ouvidos por este blog reconhecem que a maior chance de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos é Conceição.

“Já tenho medalha em Mundial [uma prata e um bronze], só falta para mim uma medalha olímpica”, explica Conceição sobre sua permanência no amadorismo.

Porém para evitar o êxodo de lutadores como o brasileiro para o boxe profissional e valorizar os Jogos Olímpicos, a Aiba teve de colocar em prática uma estratégia financeira ao assinar durante o período da Olimpíada de Londres, quatro anos atrás, contratos que valem até a Rio-2016 com um número de atletas que gira entre 80 e 100 boxeadores.

Para o próximo ciclo, que irá da Olimpíada do Rio até os Jogos de Tóquio-2020, a entidade planeja aumentar o investimento para “segurar” talentos: Quer assinar com 12 lutadores de cada categoria, mais alguns, dependendo do dinheiro que tiver em caixa para isso. Porém nem isso é garantia de que os melhores permanecerão no amadorismo.

Dois outros atletas que inicialmente haviam assinado depois de Londres-12 com a Aiba foram os irmãos Falcão, Esquiva e Yamaguchi, medalhistas em Londres-12, cujos acordos com a entidade não duraram. Este blog apurou que o presidente da Aiba, CK Wu, ficou bastante irritado por a dupla não ter feito durante o período de um ano uma luta sequer dentro do contrato que começou a contar da Olimpíada de Londres. A Aiba não renovou e Yamaguchi fechou com a Golden Boy e Esquiva, com a Top Rank.

Aproveito este post para convidar a todos para participar de um bate-papo amanhã, dia 9 de janeiro, sábado, a partir das 9h, dentro do programa Sesc Verão 2016, no Sesc São Caetano, no Parque Espaço Verde Chico Mendes, com as participações de Robson Conceição e deste blogueiro. A entrada é franca.

Outro evento do mesmo programa que recomendo é o bate-papo com o medalhista olímpico Lars Grael, que no ano passado se sagrou campeão mundial de vela na classe Star e de quem tive o prazer de escrever a quatro mãos sua biografia. Acontece no domingo, dia 10, a partir das 16h, no Sesc Santo André, também com entrada franca.

 

 


S. Silvestre ironiza atleta de 56 com tempo incomum ao explicar eliminação
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Eduardo Ohata

Pronto. Aqui está a saideira, o capítulo final, mas necessário, da polêmica gerada pelo senhor de 56 anos que terminou em 22º lugar na São Silvestre. A organização encaminhou a este blog a justificativa técnica do porquê de sua desclassificação que reproduzo integralmente abaixo.

A organização disse que, fosse o resultado verídico, seria um “caso para estudo da ciência do esporte”. Verdade, pois o veterano corredor de 56 anos teria chegado menos de 2 minutos depois do fundista brasileiro Solonei da Silva, 33, que já garantiu vaga para participar dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.

“O Comitê Organizador da Corrida Internacional de São Silvestre 2015 informa que:
O atleta José Aparecido Gonçalves, número de peito 11929, de acordo com os relatórios de cronometragem  não  concluiu o percurso em 22º lugar. O mesmo não possui tempo de largada, ou seja, não há registro pelo tapete que controla o chip na largada. Contudo, o mesmo possui um registro de passagem pelo tapete de percurso localizado no Largo do Arouche, aproximadamente no km 10, às 09h06min54s, o que nos dá uma informação que o mesmo teria feito os primeiros 10k da prova em 06min54s.

Essa marca  seria “fenomenal” e um caso para estudo da ciência do esporte ou, de fato,  o atleta teria largado de algum local no percurso, burlando os pontos de checagem e o regulamento?

O registro do chip referente à chegada do atleta informa a passagem às 09h48min24s, fornecendo assim um tempo total de prova (tempo bruto) de 48min24s.

Por não haver tempo de largada não há como localizar o tempo líquido do atleta, uma vez que este tempo é a diferença entre o tempo total de prova (tempo bruto) e o tempo de largada.

Os resultados são publicados através do sistema de leitura do chip e de pesquisa após o evento e são, frequentemente, atualizados conforme regulamento.

Notoriamente o atleta não teve o desempenho que apresentou, não cumpriu os requisitos de largada e chegada expondo o evento e sua pessoa a uma situação de risco. Foi desclassificado e o resultado atualizado .

Sobre o atleta e sua característica técnica.

Na 90ª SÃO SILVESTRE (2014) o atleta correu com o número de peito 8876 e classificou-se na posição 3.809 com o tempo bruto de 01h26min15s e líquido de 01h24min46s.

Verificando todas provas do calendário da organização técnica  realizadas em 2013, 2014 e 2105,  com exceção da 90ª SÃO SILVESTRE (2014), não há nenhum registro de nenhuma performance tão “fenomenal”.

O Sr. José Aparecido Gonçalves foi tão rápido que através de sua “conduta antidesportiva” chegou oito segundos após o atleta 215, Vagner da Silva Noronha, que completou  em 21º lugar com o tempo de 48min16s. Ressaltamos que  o atleta Vagner da Silva Noronha foi 2º colocado na XXI Maratona de São Paulo 2015.

Considerando os fatos acima e imagens do próprio atleta no percurso, como o exemplo a seguir,  <https://webrun.fotop.com.br/fotos/commerceft/busca-loja/tipo/id/11929/evento/1822>,

suas declarações nos veículos de comunicação assumindo que largou antes do tempo

<http://www.webrun.com.br/h/noticias/supostos-cortadores-de-caminho-na-sao-silvestre-geram-polemicas-/16504>,

sendo que inicialmente reivindicava seu resultado  e sua atitude que demonstram o mesmo em um ritmo contemplativo e bem abaixo da performance relatada, fica claro que o mesmo não  concluiu o percurso em 22º lugar.

O Comitê Organizador do evento lamenta que a atitude deste atleta e de outros que tentam se beneficiar ou levar vantagens indevidas prejudique o bom andamento e a imagem da competição. A mesma oferece uma infraestrutura profissional aos participantes bem intencionados e devidamente inscritos, que acabam sendo prejudicados por atitudes similares a esta e também pelos que correm sem a devida inscrição.


São Silvestre desclassifica atleta de 56 anos que fez tempo incomum
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Eduardo Ohata

A organização da São Silvestre retirou o corredor José Aparecido Gonçalves, 56, da equipe Porta da Esperança Loterias, de Minas, da classificação da última edição da tradicional corrida de rua. A lista originalmente divulgada apontava que Gonçalves cruzara a linha de chegada em 22º lugar, apesar de não ter largado do pelotão de elite.

A título de comparação, o fundista Solonei Rocha da Silva, primeiro brasileiro a se garantir no atletismo do Rio-2016, chegou só um pouco à frente, em 14º, com o tempo de 46min42s.

Ou seja, Gonçalves largou junto com o povão e terminou a prova em 48min24s, menos de dois minutos depois de nosso representante na Olimpíada do Rio.

Classificação corrigida da São Silvestre, sem o nome do corredor de 56 anos cuja lista original informava que havia terminado em 22º

Classificação corrigida da São Silvestre, sem o nome do corredor de 56 anos que na lista original aparecia como o 22º colocado

“Ele furou o caminho. Não há como ‘enganar’ a tecnologia. Temos quatro ‘tapetes’ [equipamentos eletrônicos] que indicam se ele passou por todos os pontos do percurso”, explicou a este blog Julio Deodoro, da Fundação Cásper Líbero, e diretor-geral da prova. “Trabalhamos com um consultor que há mais de 20 anos está na Confederação Brasileira de Atletismo que já havia cantado a bola de que esse resultado era muito suspeito. Era só uma questão de tempo até confirmar. Ele já está fora [da classificação].”

“Nem o [queniano pentacampeão da São Silvestre] Paul Tergat chegaria nessa colocação aos 56 anos”, argumentou a este blog Julio Deodoro, da Fundação Cásper Líbero, e diretor-geral da prova.

Na nova lista, o 22º lugar é ocupado agora pelo etíope Hailu Beyecha Dibaba, 23, que cumpriu a prova em 48min33s.

À “Folha de S.Paulo”, Gonçalves havia mantido que não cortou caminho e que inclusive achou que “poderia ter ido melhor”. “Não houve furo, cumpri todo o trajeto”, disse.

A performance de Gonçalves, porém, levantou suspeitas. Nas mídias sociais, surgiram insinuações de que o veterano teria “cortado caminho”.

Segundo Deodoro, todos os anos há fraude nas inscrições, mas por outro motivo. “Muita gente diz que tem mais de 60 anos para pegar meia na inscrição”, diz. “Todos eles são desclassificados.”


Marcelo Teixeira se coloca como pré-candidato à CBF e já ‘fala’ como tal
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Eduardo Ohata

Marcelo Teixeira afirma a interlocutores que é candidato à presidência da CBF caso sejam convocadas eleições para a presidência da confederação. A principal condição para colocar sua candidatura em campo seria a saída do posto de Marco Polo Del Nero, de quem o ex-presidente santista é amigo. O atual presidente da CBF foi indiciado nos EUA por corrupção e é investigado pelo comitê de ética da Fifa.

Segundo Teixeira confidenciou a pessoas próximas, ele conta com o apoio de cartolas influentes de São Paulo, Corinthians e G4, que o procuraram.

Segundo o regulamento da CBF, sob condições normais, quem assume a cadeira caso Del Nero renuncie será Delfim de Pádua Peixoto, 74, presidente da Federação Catarinense de Futebol, por ser o vice mais idoso.

Mensagem postada no Facebook por Marcelo Teixeira, que já transitou na Fifa na época em que fez parte da comissão do Mundial, após a perda do título da Copa do Brasil pelo Santos ontem, indica que ele já tem em mente questões que afligem o futebol nacional e que extrapolam os muros da Vila Belmiro.

“Fomos prestigiar o clássico… Fomos surpreendidos por emboscadas de torcedores adversários que perigosamente atiravam pedras, bombas e rojões, mesmo com a intervenção militar… Não podemos mais admitir em um país que sediou a Copa, no ano que vem Olimpíada, ainda verificar cenas lamentáveis como essas, que denigrem a imagem do futebol e não condizem com a finalidade do esporte”.

“A Copa do Brasil é uma competição interestadual, beneficiando clubes sem tanta expressão no cenário esportivo, prestigiando os habitantes de cidades de todo o país que tenham a oportunidade de assistir partidas com grandes clubes e atletas de renome, considero uma das melhores do calendário por atender a população de todos os níveis, por isso, a CBF deveria também sortear cidades com grandes arenas para as partidas finais da competição, evitando esses problemas, como acontece na UEFA”.

Em sua nota, Teixeira lamenta ainda a perda do título porque “o futebol brasileiro não terá um representante na Libertadores de 2016 com atletas de maior talento e categoria, que jogam um futebol mais elegante e bonito!”

 


Brasileiro mostra boas perspectivas a médio prazo para o pugilismo nacional
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Eduardo Ohata

O Campeonato Brasileiro de boxe amador, aquele tipo que é disputado na Olimpíada,  aconteceu este ano em Sergipe. Pedi para o treinador Ivan de Oliveira, o Pitu, técnico que levou o brasileiro Sertão ao título mundial e que hoje treina Demian Maia no MMA, que além de orientar seus pupilos no torneio, atuasse como meu olheiro.

A análise, fria, da competição traz boas notícias para o pugilismo nacional a médio e longo prazos.

Pitu retornou animado de Sergipe com boas notícias, pois segundo ele, especialmente na categoria juvenil o Brasil está bem servido para no médio prazo substituir os destaques do amadorismo que migraram para o profissionalismo ou aqueles que não vem mais apresentando resultado no ringue. Houve também o caso de lutador da seleção principal sofrendo derrota, o que é bom sinal para o futuro do boxe brasileiro [O atleta pode até não ser substituído, mas na pior das hipóteses pelo menos ganhou um “coelho”. A preocupação dele é relevante, pois o Brasil perdeu os irmãos [Esquiva e Yamaguchi] Falcão para o profissionalismo, bem como o campeão mundial amador Everton Lopes, que pelo currículo certamente poderiam fazer a diferença nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 ano que vem.

Como vem ocorrendo nos últimos anos, a esquadra baiana dominou o Brasileiro amador.

Abaixo o relato de Pitu sobre o Brasileiro de boxe 2015:

“O 70º Campeonato Brasileiro de boxe AOB ( Aiba Open Boxing ) e o 7º Campeonato Brasileiro Juvenil ocorreram na cidade de Aracaju, em Sergipe, de 7 a 14 deste mês, envolvendo 20 federações do país.

Foram 420 atletas inscritos divididos em duas classes etárias e dez categorias de peso em cada.

Infelizmente, o público de Sergipe não era grande, mas a vontade dos atletas empolgava as delegações que preenchiam os espaços do ginásio do Sesc, no bairro São José, no centro de Aracaju.

O 70º campeonato brasileiro de boxe Juvenil mostrou que o Brasil está sim, muito bem servido de atletas para substituir os olímpicos que migraram ao profissionalismo ou aqueles que por qualquer motivo não vem obtendo mais os resultados de outrora. É óbvio que esta substituição se dará em médio/longo prazo.
As lutas disputadas nesta faixa etária foram de melhor nível técnico do que as realizadas na classe elite, isso no meu modo de ver. Observei a “garotada” jogando um boxe clássico e efetivo, enquanto os lutadores da elite buscavam basicamente o nocaute.

Destaque para a equipe baiana que conquistou o título coletivo na classe juvenil com 4 ouros, 3 pratas e 3 bronzes, garantindo medalha em TODAS as categorias.
Destaque também para a equipe do Rio de Janeiro. A seleção carioca foi a segunda colocada no coletivo garantindo 3 ouros, 1 prata e 1 bronze, seguida por São Paulo que ficou com o 3º lugar coletivo conquistando 1 ouro, 1 prata e 2 bronze.

No âmbito Elite ou AOB, a Bahia também merece destaque.
Conquistou o título coletivo com folga fazendo 6 campeões nacionais em 6 disputas de finais utilizando a sua mescla de atletas jovens com alguns de maior experiência.

O ponto negativo do Campeonato Brasileiro 2015 foi a arbitragem. Árbitros confusos, atuando sobre o tablado sem critério definido e principalmente, julgando de maneira equivocada. Segundo o presidente da CBBoxe, Mauro Silva, talvez a opinião de Pitu seja fruto da falta do entendimento sobre como se julga uma luta atualmente.

É bem verdade que tivemos algumas lutas equilibradas, o que dificulta o julgamento, porém, tivemos muitos outros combates aonde o que aconteceu foi “um batendo e o outro apanhando” e no final do duelo o vitorioso não era o atleta que bateu mas sim o que estava apanhando.

Outro ponto que me chamou a atenção é que a arbitragem, principalmente os árbitros com menor experiência, fizeram muita questão de descontar ponto dos atletas, sendo assim determinantes no resultado dos combates. Como dizem popularmente, árbitro bom é aquele que não é notado, e o que deu pra perceber, é que muitos árbitros que estavam neste campeonato brasileiro estavam buscando o seu espaço, sendo avaliados, e isso acabou atrapalhando o desempenho dos menos experientes.

Outro ponto negativo foi a falta de organização em relação aos horários da competição.
Marcado para ter início às 14:30hs, as rodadas sempre tinham um atraso de 50 minutos a 1h30, por conta da falta da ambulância.
Em uma das 7 rodadas, a competição começou sem ambulância no local, o que é um erro grotesco. A CBBoxe nega a informação, afirmando que chegou a atrasar em 1h30 uma das programações até a ambulância chegar. [Porém, após a resposta da CBBoxe, foi encaminhado a este blog um vídeo no qual é mostrada uma luta em andamento no momento em que uma ambulância chega ao local].

Destaques do Campeonato.

A comissão técnica da Cbboxe escolheu no final do campeonato os melhores atletas.
Na classe juvenil, o destaque foi Paulo Ferreira, campeão dos 56kg. Conhecido como Santo Amaro, o atleta da Bahia mostrou muita habilidade e controle de distância. Paulo, atleta que completa 17 anos em dezembro é treinado pelo elogiável treinador Zinho da cidade de Camaçari que tem um excelente trabalho nas categorias de base e já contribuiu muito com a seleção brasileira com as suas revelações. Paulo é mais uma delas.

Vale destaque também para o atleta da categoria 69kg Gabriel Bomfim do DF que fez um campeonato impecável desbancando as maiores potências do País.

Entre os atletas Elite ou AOB, destaque para o atleta Abner Junior de São Paulo. O peso pesado sorocabano deu um show de técnica frente aos mais experientes atletas do Brasil, vencendo um atleta recém convocado para a seleção brasileira Eduardo Pereira, o popular B.A e outro que tem história no boxe mundial tendo sido inclusive campeão mundial militar Gidelson Oliveira. O feito de Abner merece atenção principalmente por sua pouca idade, 19 anos.

Sem duvida, Abner tem todo o potencial para ser o nosso representante nos jogos olímpicos do próximo ciclo.
Outro atleta que merece destaque entre os adultos é Malvedil Neto, campeão na categoria 60kg.
Neto é produto da academia Champion do renomado treinador Luiz Dorea. É o tipo de lutador que se desloca muito bem sobre o tablado, aplica com maestria a mão esquerda e não desperdiça o direto. Atleta alto e de boa envergadura, Neto sabe muito dessa modalidade.

Destaque que a Cbboxe não dá, mas que na minha opinião deveria.

Melhor treinador. Antônio Cruz de Jesus, o popular Gibi, treinador do estado do Rio de Janeiro. Gibi vem a nove anos desenvolvendo um trabalho fantástico no bairro Nova Holanda, mais precisamente no projeto Luta Pela Paz e desde então, os resultados do Rio de Janeiro vem merecendo destaque. Das quatro finais disputadas pelos cariocas, Gibi e seus pupilos ganharam três e duas delas sobre atletas da Bahia, o que demonstra a força da nova escola carioca.”