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Oferecido a R$ 89,90, May-Mac terá reprise sem cobrança de taxa esta noite
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Eduardo Ohata

O desafio entre Floyd Mayweather Jr. e Conor McGregor, que aconteceu na madrugada deste domingo (27), será reprisado esta noite, a partir das 23h, pelo canal por assinatura SporTV 2.

Ou seja, todo aquele que tiver o canal em seu pacote de TV por assinatura poderá assistir a luta sem cobrança de taxa adicional.

O evento foi transmitido ao vivo em pay-per-view por meio do canal Combate, ao custo de R$ 89,90.

O resultado da luta confirmou o palpite do blog.

 


Floyd Mayweather não fez mais do que a obrigação contra Conor McGregor
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Eduardo Ohata

Floyd Mayweather Jr. não fez mais do que a obrigação na vitória sobre Conor McGregor na madrugada deste domingo.

Sim, havia a diferença de idade, o fato de estar retornando de uma aposentadoria e a vantagem de peso e tamanho de McGregor, mas Mayweather estava no elemento onde passou toda a sua vida, o ringue de boxe, então sua vitória era esperada.

Verdade seja dita, o irlandês foi inteligente ao maximizar tudo o que tinha. Seu estilo pouco ortodoxo confundiu Mayweather, pelo menos no início da luta, procurou irritar o americano com socos na nuca e com agarrões por trás, habilmente jogou seu peso sobre Mayweather durante os clinches e, em algumas oportunidades, usou da velocidade.

No fim, Mayweather fez McGregor provar um pouco do próprio remédio, empurrando seu antebraço no rosto e pescoço do rival.

Uma pena o recorde do legendário ex-campeão dos pesados Rocky Marciano, de 49 vitórias seguidas sem derrota, que durou mais de 60 anos, ter caído justamente nessa luta.


May-Mac: A questão não é se Mayweather vai vencer, mas como o fará
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Eduardo Ohata

Havia decidido não escrever mais sobre o desafio entre Mayweather e MacGregor antes da luta, que acontece daqui a poucas horas.

Mas seguem aqui alguns pensamentos sobre tudo o que envolveu o combate, sua promoção e a reação de torcedores e até jornalistas.

Mayweather contra McGregor é o melhor time de futsal do mundo enfrentando o Real Madrid no Mundial de clubes da Fifa. É, como meu amigo Guga Chacra colocou, Michael Phelps contra Usain Bolt, nos 200 m borboleta. É Michael Jordan no campo de beisebol.

Se não ficou claro, outro amigo, o também jornalista Marcelo Soares, que nem é do esporte, encaminhou para mim uma matéria do site “The Conversation”, na qual a neurociência verbalizou o porquê da minha insistência na vitória de Mayweather: o cérebro de um atleta antevê as intenções de um rival por meio da leitura corporal, adquirida na quadra, campo etc. Mayweather passou intermináveis horas no ringue de boxe, McGregor, no octógono do MMA.

Um colega de profissão, que cobre MMA, me perguntou outro dia: “Por que você tem tanta raiva dessa luta?” Não se trata de raiva. Se um boxeador, mesmo que de elite, desafiasse o que de melhor que o MMA tem para oferecer, tampouco daria chance para o boxeador.

De toda a forma, ficou claro que, a exemplo do que acontece com quase qualquer assunto atualmente, o duelo polarizou: De um lado fãs do boxe e do outro, do MMA. Na minha opinião, acho que dá para gostar de bolo e sorvete. Drama e comédia. Loira ou morena.

Sobre o interesse pelo desafio: May-McGregor é aquele acidente de carro que provoca lentidão em uma das faixas porque todos diminuem a velocidade para espiar. É a musa de anos atrás posando nos seus 40’s ou até 50’s para a revista “Playboy”. Curiosidade.

E, não importa o resultado, já é um evento que sempre será lembrado, junto com o duelo entre Muhammad Ali e Antonio Inoki.

Não há vergonha em assistir. É só não confundir esporte com entretenimento.

 


May-Mac: Confira quanto custará no Brasil assistir a luta pelo pay-per-view
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Eduardo Ohata

O custo do pacote de pay-per-view para o desafio entre o multicampeão de boxe Floyd Mayweather Jr. e a estrela do UFC Conor McGregor sairá por R$ 89,90. O valor é válido para quem assina pacotes das operadoras de TV por assinatura NET e Sky, que juntas detêm mais de 80% do mercado.

A programação, denominada “The Money Fight” (“A Luta do Dinheiro”) e encabeçada pela luta entre Mayweather e McGregor, será disponibilizada pelo canal Combate, cujo carro-chefe são os eventos do UFC.

O valor do pay-per-view se manteve estável em relação à última luta oferecida pelo mesmo sistema, outro duelo de Mayweather, contra o filipino Manny Pacquiao. Em maio de 2015, quem comprou o pacote até um dia antes do combate teve um pequeno desconto e pagou R$ 80; quem o fez no dia do evento, desembolsou R$ 90.

Na oportunidade, foram vendidos 13,5 mil pacotes. Desta vez, o número almejado é de cerca de 15 mil. Há mais otimismo, já que o evento reúne estrelas de diferentes modalidades e a ideia é atrair os dois públicos.

Curiosamente, o valor cobrado pela assinatura mensal do canal Combate é menor nos dois casos: R$ 79,90 na NET e R$ 74,90 na Sky.

O valor final será dividido entre o promotor do evento, a Mayweather Promotions, que foi representado no Brasil pela IMG, a Globosat e as operadores de TV por assinatura. A promotora tem garantido um fixo a ser complementado por uma fatia do pay-per-view.

A Fox também chegou a abrir negociações com a IMG pelo desafio, já que em toda a América Latina, com exceção do Brasil, o evento é usado para turbinar o canal Fox Premium e seu aplicativo. Mas aqui foi a Globosat que adquiriu os direitos.

Nos EUA, o preço por pacote é de US$ 89,95, com um adicional de US$ 10 se o telespectador optar por alta definição. Lá, o evento é disponibilizado pela Showtime, rede de TV a cabo que tem Mayweather sob contrato.


TV que pagar por Mayweather x McGregor vai ter até reality dos atletas
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Eduardo Ohata

A TV que adquirir a luta entre Floyd Mayweather Jr. e Conor McGregor levará, além do próprio desafio, um pacote que inclui um reality show com a intimidade dos atletas, um programa semanal, imagens exclusivas, além de uma turnê mundial dos lutadores.

Os horários da programação, marcada para 26 de agosto, em Las Vegas, já estão definidos: O duelo entre o multicampeão de boxe e a principal estrela do UFC tem previsão para acontecer a partir das 0h30 (horário de Brasília) da madrugada do dia 27, segundo o material distribuído no mercado internacional por quem oferece os direitos da programação, ao qual o blog teve acesso.

Trata-se de uma agressiva estratégia de promoção, com um conjunto de produtos (ou duração), que nem as principais lutas por títulos mundiais de boxe contam.

A turnê mundial para a realização de entrevistas coletivas, segundo os representantes do desafio, terá paradas entre três e cinco cidades.

Está prevista a veiculação de quatro programas de meia-hora cada, além de um reality show com sete episódios que, ao estilo “Embedded” do UFC, permitirá ao telespectador dar uma espiada na intimidade dos lutadores e em sua preparação.

Trata-se de um formato que cai como uma luva para Mayweather, que em programas similares, em rompantes teoricamente espontâneos, como no episódio no qual discutiu com o pai, o faz olhando na direção do cinegrafista. McGregor também é reconhecido como um grande promotor de eventos do UFC.

As preliminares da programação, entre duas e três lutas, iniciam a partir das 20h do dia 26, e o card principal do pay-per-view, que contará com quatro combates, às 22h, também de acordo com quem negocia os direitos das lutas com emissoras de TV.

Mayweather, invicto em 49 lutas, é reconhecido como o melhor lutador de sua era e estará deixando a aposentadoria. McGregor faz sua estreia no boxe.


Veja qual ‘autoridade’ chama Mayweather x McGregor de ‘marmelada’
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Eduardo Ohata

A “The Ring”, principal publicação de boxe, dispara em sua edição de maio de 2017 contra o iminente combate entre o falastrão do UFC Conor McGregor e o ex-campeão de boxe Floyd Mayweather Jr., que anunciou estar deixando a aposentadoria para este duelo.

“A coisa toda é ridícula… Trata-se mais de um evento do que de uma luta de verdade, lembra muito uma luta de pro wrestling [a popular marmelada], na qual o vencedor já está predeterminado”, critica o editor da “The Ring”, Michael Rosenthal.

Na sequência, ele diz quais as chances de vitória de McGregor: “Zero!”.

A “The Ring”, fundada em 1922 e conhecida como a “Bíblia do Boxe”, conquistou status de autoridade no mundo do boxe.

O ranking da publicação, independente, é frequentemente utilizado como referência por narradores, comentaristas e especialistas para explicar ao público qual campeão é melhor do que o outro, já que há quatro campeões por cada categoria de peso atualmente.

O “título” de campeão da “The Ring” é mencionado nas apresentações sobre o ringue antes das lutas, durante transmissões pelas emissoras norte-americanas, e chegou a ser usado na promoção de combates históricos, como Mike Tyson x Michael Spinks.

A seguir, a íntegra do texto da “The Ring” sobre a possível luta entre “Money” Mayweather e McGregor:

“A “luta” entre Floyd Mayweather Jr-Conor McGregor é uma unanimidade do ponto de vista dos negócios. O volume de pacotes de pay-per-view negociados pode superar  o de Mayweather-Manny Pacquiao, o que se traduziria em bolsas na casa dos nove dígitos para cada um deles. Não vejo como eles podem esnobar isso. O aspecto negativo disso é que a coisa toda é ridícula. Nós já sabemos o resultado, desde que Mayweather e McGregor lutem nas regras do boxe e McGregor não as viole. O irlandês conquistou muito no MMA, mas ele é um boxeador “verde”, assim como todas estrelas do UFC. E um boxeador “verde” teria zero chance -zero!- de vencer Mayweather, talvez o melhor boxeador defensivo dos últimos cinquenta anos. Trata-se mais de um evento do que de uma luta de verdade, parece mais uma luta de pro wrestling [o telecatch, a popular marmelada], na qual o vencedor já está predeterminado. Suspeito que muitos que pagariam para assistir sabem da verdade, que McGregor estaria usando sua imagem para lucrar. Se é esse o caso -e essas pessoas ainda pagariam para assistir- tudo bem. Só espero que ninguém acredite que essa é uma luta de verdade.”

Ironicamente, na mesma edição em que praticamente chama o duelo entre Mayweather Jr.-McGregor de “farsa”, a “The Ring” presta homenagem a Holly Holm, que tirou a invencibilidade da badalada Ronda Rousey em um duelo no UFC.

A publicação fez um “mea-culpa” ao lembrar que a várias vezes campeã de boxe Holm bateu Ronda, pelo título do UFC, justamente quando ainda estava nas bancas a edição da “The Ring” que trazia em sua capa a até então maior campeão feminina da organização.

 


Ronda tem soco de boxe de nível amador, diz técnico de academia onde treina
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Eduardo Ohata

A aparição da campeã feminina dos galos do UFC, Ronda Rousey, na capa da publicação de boxe “The Ring”, gerou polêmica. Que ela tem uma chave-de-braço letal todos já sabem. Mas qual opinião melhor do que as de experts que presenciaram os treinos da medalhista olímpica de judô para avaliar o nível de seu boxe?

O técnico Abel Sanchez, que tem entre seus pupilos o campeão dos médios Gennady Golovkin e que abriu as portas de sua academia em Big Bear, na Califórnia, para Ronda, foi bastante crítico em seu testemunho à “The Ring”.
“Ronda ainda golpeia como uma amadora, os braços não estão esticados quando ela desfere socos. Ela ainda tem o que aprender no boxe”, disseca Sanchez. “Mas notei evolução na forma como ela prepara os golpes”.

Na opinião de Sanchez, as três maiores boxeadoras da história são Laila Ali, filha de Muhammad Ali, Christy Martin e Lucia Rijker.

“Ela [Ronda] jamais chegará ao nível delas, porque MMA não é boxe. Se ela estivesse se concentrando só no boxe, definitivamente, ela chegaria ao mesmo patamar. Ela está dividida entre duas artes”, prevê.

Nas sessões de sparring, Ronda exibe tem traços de um profissional na forma como controla o ringue. Porém ela lança os golpes de forma previsível, não os desfere de  ângulos diferentes [que poderiam surpreender as rivais], seu jab é inconsistente e os golpes muito abertos. Ronda tampouco apresenta uma boa movimentação de cabeça.

Já Edmond Tarverdyan, treinador de boxe de Ronda e ex-técnico do ex-campeão Vic Darchinyan, a compara com Gennady Golovkin.
“Ronda sabe como encurtar a distância, e trabalha na curta distância, ou pode golpear da meia distância. Ela consegue te dar uma surra com o jab [golpe preparatório de esquerda] e é muito precisa. À curta ou média distância, ela vai pressioná-la [a rival] e superá-la em todas as áreas. Ela é como [Gennady] Golovkin”.

Curiosamente, a aparição de Ronda na capa da “The Ring” acontece às vésperas de sua defesa de título, no dia 14 de novembro, na Austrália, contra uma das maiores boxeadoras da história, Holly Holm, boxeadora do ano de 2005 e 2006 e que deixou os ringues em 2013 com 33 vitórias e 2 derrotas. Nos ringues, ela bateu Christy Martin, Mary Jo Sanders Chevelle Hallback e Diana Prazak.

No MMA, Holly está invicta com 9 vitórias, 2 delas no UFC.


Ronda revela 2 títulos que ainda quer ganhar e porque o UFC pode impedi-la
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Eduardo Ohata

A americana Ronda Rousey quer ser campeã de boxe e jiu-jitsu, revelou a campeã do UFC à revista “The Ring”, publicação conhecida como a Bíblia do Boxe, que trará a campeã olímpica de judô na capa de sua próxima edição de janeiro.

Ronda diz que pretende ser conhecida como uma das melhores lutadoras de todos os tempos, independente de gênero, e para isso terá que seguir quatro passos: medalhista olímpica (feito), campeã do UFC (feito), campeã de jiu-jitsu e conquistar um título mundial de boxe.

Reprodução de artigo com Ronda Rousey na “The Ring”

Mas a própria lutadora reconhece que esse objetivo está distante. E coloca a culpa no UFC.
“Conversei com o UFC sobre o boxe. Não fui a primeira. O UFC não é um grande fã [da ideia]”, explica Ronda. “Eu ‘pertenço’ ao UFC. Eles me têm por mais lutas que vou conseguir fazer [em minha carreira], e até após me aposentar.”

Outro lutador que pediu permissão para subir a um ringue de boxe e ouviu um “não” foi Anderson Silva. O “Spider” queria enfrentar um de seus ídolos, o ex-campeão mundial Roy Jones Jr., mas o UFC vetou a ideia.

Ronda define a animosidade entre MMA e boxe como “estupidez”. Rosenthal reconhece que os mais puristas não gostarão de vê-la na capa da mais tradicional publicação do boxe, fundada em 1922. O ataque dos tais “puristas” foi abordada ontem pelo blog “Na Grade do MMA”, de Jorge Corrêa e Mauricio Dehò.

Em seu editorial, o editor da “The Ring”, Michael Rosenthal classifica Ronda de “embaixadora”, capaz de erguer uma ponte que ligue o MMA ao boxe. “Talvez sua aparição na capa contribua nesse sentido.”

Rosenthal não para por aí. Acrescenta que imagina a atenção que Ronda traria para o boxe feminino e termina com uma ousada previsão: “ isso pode, sim, acontecer”. E repete o mantra de que “o objetivo de Ronda é se tornar a melhor lutadora do mundo, não apenas do UFC”.

Será que Rosenthal sabe de algo que não sabemos? Há alguns anos a “The Ring” foi comprada por Oscar de la Hoya, cujas programações já foram elogiadas pelo presidente do UFC, Dana White. E De la Hoya está ajudando a promoção do UFC 193, dia 14 de novembro, que é protagonizado justamente por… Ronda! Alguém aí pode ligar os pontos? Coisas mais estranhas e improváveis já aconteceram…

De fato, a reportagem pode ser classificada como positiva, mas traz pelo menos um erro de informação. Ela informa que Ronda é a primeira mulher a ser capa da “The Ring”, o que não é verdade. Na década de 70, a lutadora Cathy “Cat” Davis a precedeu como capa da “The Ring”.

Como já era esperado, Ronda não resiste e lança mais uma provocação na direção de Floyd “Money” Mayweather Jr., que fez sua (suposta) última luta no mês passado.

“Estou tentando, à medida que amadureço, ter mais fé nas pessoas e julgá-las menos. Estou realmente impressionada com todo o trabalho que Mike Tyson fez ao longo dos anos para se tornar um homem melhor. Gostaria de ver um esforço de Floyd nesse sentido”, compara. “Se eu vir, vou parabenizá-lo. Mas infelizmente não vi [isso acontecer]. Não estou mencionando seu nome para chamar a atenção. Estou atraindo a atenção de outras formas, e não preciso usar o seu nome.”

A dupla andou trocando várias farpas. Tudo começou quando Floyd perguntou “quem é esse?”, ao ser questionado se aceitaria enfrentar Ronda. A lutadora, ao receber o prêmio ESPY de melhor lutadora, ironizou: “Imagino como Floyd se sente ao ser batido pelo menos uma vez por uma mulher”. Uma clara alusão ao histórico de violência doméstica de “Money”. Outras provocações posteriores tiveram um pano de fundo econômico.

 


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