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Chael Sonnen sai em defesa de Ronda Rousey e dá dica para ciúmes de colegas
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Eduardo Ohata

Ronda é apresentada pelo WWE (Divulgação/WWE)

O falastrão Chael Sonnen, que protagonizou no UFC rivalidade com Anderson Silva, saiu em defesa de Ronda Rousey em relação ao ciúmes que vem enfrentando das novas colegas na empresa de telecatch WWE. Ele ofereceu dicas sobre como superar essa situação.

“Ronda tem enfrentado todo tipo de problemas vindos do vestiário da WWE. Ela é grandinha, consegue lidar com isso, e vai lidar, mas não precisava ser assim”, comentou Sonnen, sobre as demonstrações públicas de ciúmes, que vêm aumentando no decorrer das semanas. “Mas é algo que acontece quando alguém de fora da indústria chega e de repente recebe muita atenção.”

Toda a atenção que a chegada de Ronda à WWE, durante o evento anual Royal Rumble, recebeu foi criticada por colegas de empresa, como Nikki Bella, Nia Jax, a campeã Charlotte Flair, e de veteranos do telecatch. Eles reclamaram que o foco está todo dirigido a Ronda, enquanto feitos históricos da divisão feminina da WWE têm sido ignorados. O fato de o dono da WWE, Vince McMahon, ter desejado feliz aniversário a Ronda via mídias sociais e o site da empresa de telecatch ter destacado foto de Ronda tampouco caiu bem.

“Uma coisa legal que uma pessoa de fora entrando nesse novo negócio poderia fazer para ganhar a simpatia das colegas é perder para outra colega, ajudando a elevar o status dessa colega”, aconselhou Sonnen, especialista em relações-públicas (contém ironia).

“O que os donos da WWE deveriam fazer é ir no vestiário e explicar para Charlotte e o resto das garotas… que não deveriam fazer isso, porque eu sou o chefe, eu assino os cheques, e vocês fazem o que eu mando. É simples assim”, conclui Sonnen, que ganhou notoriedade não apenas por quase derrotar o Spider na primeira vez que lutaram, mas também por falar muito mal do Brasil.


Chegada de ex-UFC Ronda Rousey ao telecatch já gera ciúmes em novas colegas
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Eduardo Ohata

A atenção dirigida à chegava da ex-campeã e estrela do UFC, Ronda Rousey, à WWE gerou queixas de pelo menos duas de suas novas colegas de trabalho e uma recepção fria da parte de outras.

A ex-campeã Nikki Bella, mulher do lutador John Cena, um dos maiores ídolos do telecatch (e da WWE, em particular), reagiu a um post no Twitter oficial da WWE na qual a empresa promovia a “opinião sincera de Ronda Rousey logo após chocar o universo WWE [ao aparecer] no [evento de telecatch] Royal Rumbe”.

“Você não quer saber também quais foram as opiniões sinceras das outras 30 mulheres [que participaram do Royal Rumble]?”, tuitou Nikki Bella, por meio da conta que possui com sua irmã gêmea Brie.

Foi uma alusão ao fato de o Royal Rumble deste ano ter sido palco pela primeira vez de um combate envolvendo 30 mulheres, o que já era tradição para os homens neste pay-per-view, mas que jamais havia sido feito para a divisão feminina da empresa.

Quando a WWE anunciou que o Raw, principal programa semanal da empresa que acontece após o Royal Rumble, estaria reprisando “o momento sobre o qual todos estão falando”, outra lutadora da empresa, Nia Jax, se manifestou.

“Legal que ela está aqui… Acho que o fato de 30 mulheres terem feito história pode ser esquecido…”, disparou Nia, via Twitter.

Outras lutadoras saíram na linha de que são profissionais e que trabalham bem com qualquer pessoa, mas sem tecer grandes elogios.

Essa negatividade pode afetar a carreira de Ronda? Sim. Em suas biografias, vários lutadores da WWE, como os ex-campeões Chris Jericho e Bret Hart, e até o dono da WWE, em entrevistas, Vince McMahon, salientaram que há muita política no vestiário da WWE, um fator importante, já que a credibilidade da performance de uma lutadora depende do trabalho e cooperação das suas colegas. Não é segredo que as lutas são coreografadas, a ação detalhada em scripts e os resultados dos combates, pré-determinados.

No momento, tudo indica que há grandes planos para Ronda. Publicações especializadas divulgaram que há um forte rumor de que a WWE pretende organizar na Wrestlemania, principal show anual da empresa, uma luta mista, entre Ronda e Dwayne “The Rock” Johson contra a dona da companhia, Stephanie McMahon e seu marido, o lutador conhecido como “Triple H”.

Em sua participação anterior na WWE, em 2016, Ronda ajudou “The Rock” a conseguir a vitória sobre a mesma dupla. A explicação para Ronda participar de uma luta mista é a de que ela ainda está “verde” para fazer uma luta solo no maior show do ano.

Como a negociação não está fechada com Dwayne Johnson, a WWE publicou em seu site, no fim de semana, um post explorando as cinco principais rivalidades em potencial para Ronda na empresa.

 

 

 


Opinião: Ronda Rousey será campeã de firma de telecatch que a contratou
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Eduardo Ohata

Vamos deixar uma coisa clara logo para começo de conversa: As lutas de telecatch, inclusive da WWE, principal promotora do ocidente e com quem a ex-estrela do UFC Ronda Rousey assinou um contrato, são coreografadas e os resultados, combinados. A ação dentro e fora do ringue segue uma trama detalhada (literalmente) em script.

Mas a WWE tem um histórico de colocar em posições de destaque os ex-lutadores do UFC que já teve sob contrato. A partir da década de 90, a empresa passou a investir em enredos mais realistas (para o telecatch), mirando um público com poder aquisitivo, ao invés de pôr no ringue palhaços (literalmente), cobradores de impostos, índios, lixeiros etc, personagens dirigidos a um público infantil.

Ken Shamrock, que perdeu para Royce Gracie na edição inaugural do UFC, conquistou sob o apelido de “O Homem Mais Perigoso do Mundo” o título intercontinental, à época segundo cinturão em ordem de importância da promoção.

Dan Severn, campeão do UFC 5, reviveu na WWF a rivalidade com Ken Shamrock, para quem perdeu no UFC 6 e a quem derrotou no UFC 9. Em um episódio, subiu ao ringue de terno, gravata e sapatos, para confrontar um lutador e torturá-lo ao aplicar uma chave.

Brock Lesnar foi campeão da WWE antes de conquistar o cinturão dos pesados do UFC, e posteriormente retornou à WWE, onde é o atual campeão universal.

No caso de Ronda, há razões adicionais para acreditar que no futuro ela disputará a conquistará um cinturão feminino da promoção: a WWE tem investido em consolidar uma robusta divisão feminina, dado maior ênfase das mulheres na programação, permitindo inclusive que façam a luta principal do principal programa semanal da franquia, e a reação empolgada do público à entrada de Ronda na arena na Filadélfia no último domingo. Ajudou a “ganhar” o público Ronda ter entrado com uma camisa que trazia o apelido de um dos maiores ídolos do telecatch, “Rowdy” Roddy Piper (para quem ela pediu permissão para emprestar o apelido para usar no UFC).

Os programas semanais da WWE são um tipo de novela na qual a resolução das questões são quase sempre resolvidos no ringue. É aí que mora o calcanhar de Aquiles de Ronda, já que apesar de ela ter experiência como atriz (“Os Mercenários 3”, “Velozes e Furiosos 7” etc), a ex-campeã do UFC não chega nem perto de um Conor McGregor ou um Chael Sonnen no trash talking (provocações).

Mas há soluções para isso. No caso de Shamrock foi criar um personagem meio louco, que falava pouco e entrava meio que em transe. No caso de Lesnar, arrumaram para ele um manager, que é seu porta-voz e fala, lança desafios e provoca os futuros rivais por ele.

No Brasil, os programas semanais da WWE (mas não os especiais vendidos nos EUA em pay-per-view) são exibidos pelo canal Fox Sports 2.


Técnico de Pacquiao descarta definitivamente ‘superluta’ com Conor McGregor
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Eduardo Ohata

O treinador do filipino Manny Pacquiao, Freddie Roach, colocou uma “pá de cal” nos rumores de um desafio entre seu lutador e o astro do UFC, Conor McGregor. Quem iniciou os rumores foi justamente Pacquiao.

O técnico diz que conversou com o promotor dos combatres de Pacquiao, Bob Arum, da empresa Top Rank, que por motivos contratuais obrigatoriamente teria que dar o aval para a luta acontecer ao lado de Dana White, do UFC, e ele disse que não faria isso.

“Eu conversei com Bob Arum e ele afirmou que não é verdade [que a luta acontecerá]”, afirmou Roach ao site TMZ, ao mesmo tempo em que criticou Floyd Mayweather Jr. por considerar estrear no MMA. “Ele [Mayweather] vai apanhar, está velho.”

Em sua estreia no boxe profissional, na luta que ganhou mais publicidade este ano, McGregor foi derrotado por Mayweather, que deixara a aposentadoria especialmente para esta luta.

 


‘Malhação’ com pancadaria mostra transição do jiu-jitsu para o MMA
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Eduardo Ohata

A série documental “Do BJJ ao MMA”, que estreou no canal Combate, pode ser definida como “Malhação” com pancadaria.

Dirigida e roteirizada por Daniel Billio, a produção é uma grata surpresa. A série segue o dia-a-dia de Bruno Malfacine e Rodolfo Vieira, atletas originários do brazilian jiu-jitsu que dão os primeiros passos no mundo do MMA. O objetivo é mostrar a dificuldade,  especialmente técnica, para a transição. Tinha potencial para se tornar um programa chato, mas é entregue um produto divertido.

Cada episódio intercala as histórias do determinado Malfacine, dono de nove títulos mundiais de BJJ na categoria galo, e do “meninão” Vieira. De forma leve, o núcleo Malfacine, enriquecido pelo hoje treinador da American Top Team Ricardo Libório, traz a dramaticidade, enquanto o de Vieira, que forma uma divertida dupla com o “Argentino Gente Boa” Santiago Ponzinibbio, e às vezes um simpático trio com Antonio Carlos “Cara de Sapato”, é marcado por um clima de comédia que flui naturalmente.

A série permite várias camadas de leitura. Quem ainda conhece pouco de luta vai se entreter pelo que acontece fora dos tatames, já que as cenas que envolvem questões mais técnicas são cirúrgicas, não se arrastam além do necessário. Quem conhece o mundo da luta vai achar muitos “eastern eggs”, como o multicampeão de bjj Ary Farias dividindo o vestiário em uma competição de MMA com Vieira, ou o ex-campeão  dos pesados do UFC Junior Cigano compartilhando o tatame com os personagens. Ou seja, a série contempla o entretenimento, flui confortavelmente, mas não esquece de seu objetivo original.

“Do BJJ ao MMA” não deixa absolutamente nada a dever ao melhor que o UFC já produziu no exterior.

 

Tags : UFC


‘O game Mortal Kombat foi a inspiração para o UFC’, revela criador do UFC
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Eduardo Ohata

Afinal de contas, no que Rorion Gracie se inspirou para a criação do UFC? O filme “O Grande Dragão Branco”, cujo pano de fundo era um torneio clandestino de artes marciais que reunia lutadores das mais diferentes modalidades? Não. O infame, e sangrento, desafio entre jiu-jitsu e  luta-livre transmitido na TV aberta pela Globo na década de 90? Também não, diz, balançando a cabeça. De acordo com Rorion, primogênito do lendário clã Gracie, o popular game Mortal Kombat foi o que o inspirou na criação do conceito do UFC.

Rorion Gracie, em São Paulo

“Minha inspiração foi o game Mortal Kombat, lembra? Um torneio que reunia lutadores de diferentes artes marciais, você disputava um combate seguido do outro”, revelou Rorion, 65, filho do legendário Helio Gracie, que está no Brasil para o lançamento da segunda edição do livro “A Dieta Gracie”,  em entrevista ao blog.

Qual foi a inspiração para o formato do torneio do UFC? Lembra um pouco o filme “O Grande Dragão Branco”. Mas tem gente que diz que você copiou aquele desafio jiu-jitsu x luta-livre, que a Globo exibiu na TV aberta nos anos 90.

Não pensei no “Grande Dragão Branco” e nem no evento do Carlinhos Doce Lar. O que me inspirou foi aquele jogo de videogame Mortal Kombat, sabe qual é? Lutadores de vários tipos de luta. A minha descrição do UFC, na época, era Mortal Kombat for real.

Lembra de alguma curiosidade sobre as primeiras edições do UFC?

Na primeira ou segunda edição, tinha um lutador brasileiro que não chegou a estrear. Ele era da capoeira, estava como substituto caso algum dos lutadores no torneio não pudesse continuar. Parece que morava lá [nos EUA]. A gente estava atrás de lutas exóticas, dos mais diferentes estilos. Então a capoeira brasileira interessava.

O UFC foi vendido recentemente à IMG por US$ 4 bilhões. E você, lá atrás, vendeu sua participação no UFC por…

[Interrompendo] Uma merreca!

Não bate um arrependimento? Você não pensa, ‘esses US$ 4 bilhões poderiam estar no meu bolso”?

Nem um pouquinho. Não criei o UFC para ganhar dinheiro. Minha motivação era arranjar uma arena onde você pudesse comparar os estilos das artes marciais. Queria provar a superioridade e eficiência do jiu-jitsu brasileiro. Eu vendi porque estavam mudando as regras. Resolveram colocar tempo de luta, categoria de peso, que eu era contra. No início, não tinha luva e nem teipe na mão porque numa luta de verdade se você der um murro na cabeça do outro, você quebra a mão. Não tinha jurados, entravam dois [no octógono], saía um. Era a realidade de uma briga, o mais real possível. Era murro na cara, dente caindo… Isso chamou a atenção de todo mundo, depois cresceu. Eu falei, ‘se vocês colocarem tempo de luta, vocês vão matar o show, vai mudar toda a dinâmica, e eu não quero mais estar envolvido’. Quando você coloca rounds de 5 minutos, você não dá mais a chance ao pequenininho de cansar o grandão e ganhar.

Então, na sua opinião, o slogan “mais real impossível” (em inglês, “as real as it gets”) não valia mais?

[Enfático] De jeito nenhum! Você não pode mais botar o grande com o pequeno, tem que ser gente com o mesmo peso, porque os assaltos davam vantagem para o maior. Tiveram que botar jurados, ficava sujeito à interpretação dos juízes. O fim de um assalto interrompia um estrangulamento no meio… Bate o gongo e você tem que soltar? Isso não existe numa briga de verdade. Deixou de ser uma briga de verdade e passou a ser um show de entretenimento. Por isso não me incomodei de me desligar do show. Eu poderia ter ficado como sócio do UFC, em vez de vender, recebido uma participação, mas estaria me prostituindo por dinheiro, porque não era o evento que eu acreditava.  Mas fico feliz por uma ideia minha ter evoluído para um produto de US$ 4 bilhões.

O que acha do UFC de hoje?

Não assisto mais, acho muito violento. Para mim é uma violência desnecessária. Dois caras dando murro um na cara do outro? A graça antigamente era você mostrar a técnica. Era uma competição entre estilos de luta, agora é uma competição entre atletas. Para mim, perdeu a finalidade. As regras favorecem que aconteçam os socos na cara, ficou mais perigoso. Antes, caía no chão, não separava, era menos pancada. Se você está com a mão limpa, não protegida por uma luva, você pensa duas vezes para dar um soco [forte] e quebrar a mão. Não assisto mais o UFC, nem o Bellator [onde lutou recentemente Royce Gracie, irmão de Rorion]. Deixou de ser uma briga de verdade e passou a ser show de entretenimento. Tem gente que adora, o Dana [White] faz um trabalho maravilhoso de marketing, ele tem uma visão grandiosa e tem mérito, fez a parte dele. Mas não é o show que eu criei, que era de briga de verdade.

Você está no Brasil para lançar a segunda edição de “A Dieta Gracie”. O que dieta tem a ver com luta?

Uma vez que meu sonho de popularizar o jiu-jitsu foi realizado, estava pensando que era muito cedo para me aposentar. Então tive uma epifania, caiu a ficha que não fui à América para ensinar as pessoas a lutar. Fui para ensinar as pessoas a viver. E isso é baseado em uma saúde boa. Escrevi o livro baseado nos conceitos de alimentação que meu tio Carlos passou 65 anos estudando. A finalidade dele não era engordar o envaidecer, era manter a família com a saúde boa para poder brigar com qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Meu tio conta que quando era garoto, na década de 20, 30, os caras vinham bater na casa dele às 22h. [Bate na mesa imitando uma batida na porta] ‘Vocês são os Gracie, que aceitam desafio com qualquer um?’ ‘Somos nós mesmos’. ‘Quero brigar contigo agora’. Meu tio me contava, ‘Rorion, tinha que sair da cama, estrangular o cara e voltar a dormir’. Como lutador, ele sabia que uma dor de barriga, uma úlcera, uma azia qualquer outro problema de alimentação tira sua concentração, afeta sua performance, a gente não pode correr esse risco. Ele se tornou autodidata em nutrição, lia o trabalho de todo mundo e tirava suas próprias conclusões. [O lançamento do livro acontece nesta terça, a partir das 19h, na livraria Cultura do Shopping  Iguatemi; no Rio, o lançamento está previsto para a próxima quarta (dia 25), na Livraria Saraiva do Shopping RioSul, a partir das 19h).

Um fato não tão divulgado é sua conexão com a indústria do cinema. 

No meu início nos EUA, fazia faxina para ganhar dinheiro. Uma das casas era de uma senhora cujo marido era assistente de direção daquele seriado “Starsky & Hutch”. Quarenta anos atrás, eu garotão, ela perguntou, como você não está no cinema? E eu, ‘realmente, como não estou no cinema?’ [Risos] Ela falou, tira umas fotos e meu marido arruma para você ser figurante. Eu pendurei a vassoura, tirei as fotos e comecei a fazer pontas de figurante. Participei da “Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “O Barco do Amor”, todos aqueles seriados dos anos 80. De figurante, consegui o trabalho de coreógrafo de lutas do filme “Máquina Mortífera”, eu que ensinei aquele “triângulo” [golpe de jiu-jitsu] que aparece no outro no fim do filme. Passei dois meses trabalhando com a Rene Russo. No “Maquina Mortífera 3” tem uma cena de luta na oficina, que ela dá uma queda e o bandido cai no vidro. Quem era o bandido? Era eu. Ela não conseguia levantar o dublê, e pediu para ser eu fazer a cena. Era eu de bigode, tomei tapa na cara. Não me colocaram nos créditos, ficaram p… por eu entrar daquela forma no filme. Mas era eu de bigode. Você não vê meu nome nos créditos, mas me vê na tela. [O blogueiro assistiu à cena e comprovou que o vilão era interpretado por Rorion].


May-Mac: Números iniciais apontam para quebra de recorde de pay-per-view
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Eduardo Ohata

Os números contabilizados até o momento apontam que o desafio entre o multicampeão de boxe Floyd Mayweather Jr. e a estrela do UFC Conor McGregor deverá quebrar o recorde de pacotes de pay-per-view vendidos para uma luta nos EUA.

O recorde pertence a um outro combate de Mayweather, o duelo com o filipino Manny Pacquiao, em 2015, com 4,6 milhões de pacotes vendidos.

Segundo o vice-presidente da rede de TV Showtime, Stephen Espinoza, responsável pelo pay-per-view de Mayweather-McGregor, disputado no fim de semana passado, os números já apurados indicam que o combate deve alcançar marca semelhante à de Mayweather-Pacquiao ou ficar próximo dos 5 milhões de pacotes comercializados.

“[A quebra do recorde] é possível”, admite Espinoza. “No pay-per-view, há um aumento dos números entre os relatórios inicias e a consolidação final dos números. Mas, no mínimo, essa luta já garantiu a segunda maior venda de pacotes de pay-per-view.”

O presidente do UFC, Dana White, chegou a comemorar a venda de 6,5 milhões de pacotes de pay-per-view nos EUA.

No Brasil, o duelo também foi oferecido por meio do pay-per-view, ao custo de R$ 89,90, e depois reprisado pelo canal SporTV 2.

Os números mostram que Mayweather participou das quatro lutas de maior sucesso no pay-per-view com seus duelos contra Pacquiao (4,6 milhões de pacotes vendidos), Oscar de la Hoya (2,4 milhões) e Canelo (2,2 milhões) além de McGregor agora.

A luta que não envolveu Mayweather que mais pacotes vendeu nos EUA, na quinta posição, foi Evander Holyfield x Mike Tyson, em 28 de junho de 1997, com 1,99 milhões.

O desafio entre Mayweather e McGregor foi apelidado de “The Money Fight” (“A Luta do Dinheiro”).

 

 

 


Mayweather aconselha McGregor a retornar ao UFC para o bem do ex-oponente
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Eduardo Ohata

O multicampeão de boxe Floyd Mayweather Jr. aconselha Conor McGregor a retornar para o UFC para o próprio bem do irlandês.

Ao contrário do próprio empresário, Leonard Ellerbe, que viu algum futuro no boxe para McGregor após o desafio de sábado, Mayweather colocou a performance do irlandês sob perspectiva e crê que McGregor pode se pôr em risco se subir de novo no ringue.

“Quero ver Conor McGregor no UFC fazendo o seu melhor. Porque eu estou com 40 anos e estava inativo há quase 800 dias, e ele está ativo. Ele está lutando, treinando, em uma academia de boxe e na academia do UFC”, analisou Mayweather Jr. durante entrevista.

“Ele estava ativo, treinando, competindo. Esses boxeadores que estão aí, os jovens leões, lançam muito mais combinações do que eu lanço hoje em dia. [Contra McGregor,] eu estava comedido, lançando um golpe aqui e ali, ‘quebrando’ ele devagarinho. Mas com esses jovens boxeadores, que estão ativos e desferindo um monte de combinações, eles dariam um jeito nele muito mais rápido [do que eu].”

 


Oferecido a R$ 89,90, May-Mac terá reprise sem cobrança de taxa esta noite
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Eduardo Ohata

O desafio entre Floyd Mayweather Jr. e Conor McGregor, que aconteceu na madrugada deste domingo (27), será reprisado esta noite, a partir das 23h, pelo canal por assinatura SporTV 2.

Ou seja, todo aquele que tiver o canal em seu pacote de TV por assinatura poderá assistir a luta sem cobrança de taxa adicional.

O evento foi transmitido ao vivo em pay-per-view por meio do canal Combate, ao custo de R$ 89,90.

O resultado da luta confirmou o palpite do blog.

 


Floyd Mayweather não fez mais do que a obrigação contra Conor McGregor
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Eduardo Ohata

Floyd Mayweather Jr. não fez mais do que a obrigação na vitória sobre Conor McGregor na madrugada deste domingo.

Sim, havia a diferença de idade, o fato de estar retornando de uma aposentadoria e a vantagem de peso e tamanho de McGregor, mas Mayweather estava no elemento onde passou toda a sua vida, o ringue de boxe, então sua vitória era esperada.

Verdade seja dita, o irlandês foi inteligente ao maximizar tudo o que tinha. Seu estilo pouco ortodoxo confundiu Mayweather, pelo menos no início da luta, procurou irritar o americano com socos na nuca e com agarrões por trás, habilmente jogou seu peso sobre Mayweather durante os clinches e, em algumas oportunidades, usou da velocidade.

No fim, Mayweather fez McGregor provar um pouco do próprio remédio, empurrando seu antebraço no rosto e pescoço do rival.

Uma pena o recorde do legendário ex-campeão dos pesados Rocky Marciano, de 49 vitórias seguidas sem derrota, que durou mais de 60 anos, ter caído justamente nessa luta.