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Peres marca reunião para tratar de Rodrygo em horário que encavala com jogo
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Eduardo Ohata

O presidente do Santos, José Carlos Peres, convocou para o fim da tarde desta quarta-feira (13) uma reunião com o conselho gestor e fiscal do clube para tratar da negociação de Rodrygo com o Real Madrid. A reunião foi marcada pelo mandatário para um horário que encavalou com a última partida da equipe no Brasileiro até o fim da Copa do Mundo, contra o Fluminense, que começou às 19h, no Rio, o que provocou insatisfação da parte de cartolas santistas, o blog apurou.

O vice-presidente Orlando Rollo, membro do comitê gestor, que teria direito a voto, está no Rio, acompanhando o time, ficou bastante insatisfeito e, a interlocutores, diz não ter sido avisado em tempo hábil para se planejar para comparecer.

Conselheiros do clube também se disseram preocupados ao citar que durante reunião no conselho deliberativo do clube Peres teria dito que a negociação passaria pelo órgão. Eles também questionaram a pressa do presidente santista em chamar a reunião desta quarta, dado o fato de a janela de transferências nem estar aberta e o fato de o jogador só poder ser transferido quando completar 18 anos, o que ocorrerá em janeiro de 2019.

Inicialmente fora prometido que o jogador só deixaria o clube mediante multa rescisória de 50 milhões de euros.

Na tarde desta quarta-feira fora protocolado mais um pedido de impeachment de Peres.

Pessoas próximas a Peres alegam que a reunião fora marcada para as 17h de hoje, apesar de não conseguirem precisar se começou mesmo nesse horário.


Oposição do Santos decide protocolar novo pedido de impeachment de Peres
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Eduardo Ohata

Opositores de José Carlos Peres decidiram oficializar nesta quarta-feira (13) um novo pedido de impeachment do presidente santista no Conselho Deliberativo.

O pedido, que por enquanto já conta com pelo menos 64 assinaturas de conselheiros e é encabeçado pelo conselheiro Alexandre Santos e Silva, baseia-se no parágrafo 3 do artigo 61 do estatuto do clube, que dita que “os membros do comitê de gestão são impedidos de ter qualquer tipo de relacionamento profissional com o Santos, direta ou indiretamente, ou ser procurador de atletas, empresário de atletas, agente de atletas ou sócio de pessoas jurídicas que exerçam tais atividades”.

Peres aparece como um dos sócios da Saga Talent Sports & Marketing, empresa que tem em seu contrato social a ”administração e o gerenciamento de carreiras de atletas profissionais e amadores” como um de seus objetos, conforme revelou o Blog do Perrone.

Segundo apurou a reportagem, a oposição decidiu entrar com o pedido depois de detectar que Peres está enfraquecido em seu próprio grupo, que fora chamado a discutir a situação atual do Santos. Dos 72 conselheiros da sua base, apenas dois confirmaram presença. Na última reunião do conselho deliberativo do Santos, conforme o UOL Esporte noticiou, foram apontados déficit no balanço trimestral, além de uma nova suspeita sobre Lica, coordenador da base afastado.

O presidente santista também enfrenta dificuldades dentro do comitê gestor do clube, que quer a demissão de dezenas de profissionais apontados por Peres.

Há um segundo pedido de impeachment que ainda não foi oficializado, que é encabeçado por Esmeraldo Tarquínio, além daquele que já foi encaminhado à mesa diretora do conselho deliberativo.

Procurada pelo blog, a assessoria do Santos não se manifestou oficialmente até a publicação do post.


Clubes pedem mais tempo à Turner para negociar indenização por TV aberta
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Eduardo Ohata

Clubes que fecharam contrato de TV fechada do Brasileiro a partir de 2019 com o Esporte Interativo pediram mais prazo para negociar a compensação financeira oferecida pelo canal da Turner para quem não acertar com a Globo contratos de TV aberta e pay-per-view.

O prazo original vence no próximo dia 30, a segunda-feira entre o final de semana e o feriado do dia 1º de maio (Dia do Trabalho).

A cláusula tem caráter indenizatório, trata-se de um “seguro”, ou “prêmio”, para as agremiações que assinaram com o Esporte Interativo, em relação ao risco de ficar sem o valor referente ao contrato de TV aberta, já que havia temor da parte dos clubes de represálias na forma de um boicote por parte da Globo. A compensação oferecida pela Turner cobre duas temporadas: 2019 e 2020.

Cartolas de clubes que negociam a extensão do prazo com o Esporte Interativo, e que estão otimistas de que serão atendidos, alegam ter detectado discrepâncias em relação aos valores originais das indenizações aos atuais. Por outro lado, alegam não estar à vontade para assinar já com a Globo por conta do fator redutor adotado para quem negociou os direitos da TV fechada com a Turner. Eles argumentam que o prazo é muito pequeno para tomar decisão tão complexa e que terá impacto no futuro financeiro dos seus clubes.

“A tendência é que clubes e Esporte Interativo acertem uma extensão desse prazo que vence no último dia do mês”, analisa Guilherme Bellintani, presidente do Bahia, um dos cartolas ouvidos pelo blog que negociam um pouco mais tempo para tomar as suas decisões.

Existe forte expectativa em torno das decisões de Palmeiras, Atlético-PR e Bahia, que ao lado de Santos, foram os clubes que defenderam com mais força o endurecimento das negociações com a Globo. O Santos posteriormente, sob nova gestão, negociou os direitos de TV aberta e pay-per-view com a emissora do Rio.

Fecharam com o Esporte Interativo pelo período entre 2019 e 2024: Atlético-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Criciúma, Fortaleza, Joinville, Palmeiras, Paraná, Paysandu, Ponte Preta, Santos, Sampaio Correa e Santa Cruz (que posteriormente alegou ter assinado apenas um pré-contrato, alegação rebatida pelo Esporte Interativo).

O contrato do Internacional com o Esporte Interativo cobre o biênio 2019-20 porque o período até 2024 dependia de ratificação do conselho deliberativo, que não ocorreu. Ele fechou, posteriormente, acordo com a Globo cobrindo todas as mídias entre 2021 e 2024.

Procurado pelo blog, o canal Esporte Interativo informou que “em respeito aos clubes e às cláusulas de confidencialidade, o Esporte Interativo não comenta contratos”.


Santos é notificado por dívida superior a R$ 700 mil com Gustavo Oliveira
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Eduardo Ohata

O ex-executivo de futebol do Santos Gustavo Oliveira notificou o Santos pelo não-pagamento de salários, direitos trabalhistas e de imagem, multa rescisória e reembolso de despesas, como quando pagou do bolso as passagens aéreas para ir ao Rio negociar com o técnico Jair Ventura. O executivo de futebol foi oficialmente anunciado pelo site do Santos no dia 20 de dezembro de 2017.

O montante pedido pelo ex-funcionário ultrapassa R$ 700 mil, sendo que a cláusula rescisória é superior a R$ 400 mil, o blog apurou.

Um dos complicadores da situação é o fato de Oliveira ter sido dispensado no dia 20 de fevereiro, antes que o contrato fosse assinado entre as partes. Passados mais de 30 dias de sua dispensa, Oliveira não recebeu nenhum dinheiro do Santos, incluindo o salário referente ao primeiro mês de trabalho. O executivo está aberto a negociar condições, inclusive a até parcelar o pagamento da dívida.

As tratativas com o Santos envolveram o presidente, José Carlos Peres, e o então diretor-jurídico Ricardo Tremure, e inclui troca de documentação como minutas de contrato de trabalho e direito de imagem com as especificações da função de Oliveira, como valores das remunerações e da eventual multa rescisória.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Santos informou que o clube não se pronunciará sobre o assunto.


Ex-líder do conselho do Santos pede apuração de suposto desvio de ingressos
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Eduardo Ohata

Uma discrepância entre o público pagante anunciado pelo Santos e o apurado após a partida entre Santos e Nacional, no último dia 15, no Pacaembu, gerou suspeita de desvio de ingressos e pedido oficial de apuração protocolado no conselho deliberativo do clube pelo ex-presidente do órgão Esmeraldo Soares Tarquínio de Campos Neto.

O requerimento de Tarquínio, acompanhado com os respectivos prints de tela, aponta que o clube divulgou às 17h59 da tarde da partida válida pela Libertadores, por meio de mídias sociais, que àquela altura o público pagante no Pacaembu já era de 22 mil pessoas, e convocava o torcedor a prestigiar o primeiro jogo do ano na Libertadores no qual o clube tinha o mando de campo. O público pagante oficial da partida, segundo cópia do borderô anexado ao requerimento, foi de 18.077.

Por meio do documento, o conselheiro questiona a discrepância entre os números anunciados pelo clube e os divulgados oficialmente, o “sumiço” de 3.927 ingressos, e levanta a possibilidade de desvio de ingressos e eventual prejuízo financeiro ao clube. Ele requisitou que o comitê de gestão do clube instaure uma sindicância para apuração do episódio, e sugere que deva ser acompanhada pela comissão de inquérito e sindicância, composta por integrantes do conselho deliberativo do clube.

Ao ser consultado pelo blog, o ex-presidente do conselho confirmou a autoria do requerimento e criticou falta de transparência e o movimento #VemproPaca.

“Não se pode culpar o mordomo da vez, ou o estagiário do Facebook, alguém deu a informação errada a ele, mandou que aumentasse o público, ou houve devolução irregular de ingressos”, disparou Tarquínio. “É verdade que assistir os jogos no Pacaembu é gostoso, mas os resultados financeiros verificados nos jogos lá apontam queda de público e arrecadação, e é preciso que os reais motivos que determinaram essa divulgação atabalhoada sejam esclarecidos, se é que foi o ocorrido, ou outra coisa que a investigação trará à tona.”

O episódio foi levantado durante a reunião do conselho deliberativo nesta segunda-feira (26) por Campos Neto, e foi justificado pelo presidente José Carlos Peres, que explicou que o problema se devia à falta de energia recorrente nos jogos do Pacaembu. Segundo conselheiros presentes, ele explicou algo na linha de que como poderia faltar energia no estádio, foram emitidos 4.000 ingressos a mais em caráter de emergência, caso o problema do “apagão” voltasse a ocorrer.

“Não entendi, e não concordo com a frágil explicação, talvez ele pudesse explicar como é feita a tal ‘produção de emergência de ingressos'”, rebateu Tarquínio. “O requerimento está protocolado, espero que o presidente [do conselho deliberativo], Marcelo Teixeira, faça o devido encaminhamento.”

Procurada pelo blog, a assessoria do Santos explicou que houve uma falha na passagem de dados entre o operacional e a comunicação do clube. Um lote de cerca de 4 mil ingressos físicos, cota de segurança, para ser vendida caso voltasse a acontecer um “apagão” foi produzido. Porém, no comunicado do Twitter, os 4 mil foram somados, por engano, aos 18 mil que haviam sido comercializados. A assessoria alega que a maior prova de que não houve irregularidade é o fato de o borderô apontar apenas 18 mil ingressos vendidos.


Aliados de Peres no Santos reclamam de falta de aval a pedido de empréstimo
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Eduardo Ohata

Cartolas do Santos e aliados se queixam do fato de a mulher do novo presidente do clube, José Carlos Peres, resistir em assinar operações bancárias nas quais o marido funcionaria como avalista, praxe nas agremiações de futebol, e que aliviariam o fluxo de caixa do clube. Eles apontam que isso já se tornou um motivo de preocupação.

Por outro lado, a assessoria de imprensa do Santos, procurada pelo blog, argumenta que, consultados presidência e jurídico do clube, tal informação não procede.

A outorga do cônjuge nos avais de finanças concedidas é uma exigência da legislação civil, explicam cartolas santistas ao blog. Dirigentes que já estiveram à frente de departamentos financeiros de clubes de futebol confirmaram que é prática corriqueira o pedido de assinatura da mulher do cartola ou apresentação de procuração nos pedidos de empréstimo.

Financiamentos e empréstimos bancários, como o que ajudou a pagar o 13º salário dos funcionários do clube, não serão aprovados sem o cumprimento desse trâmite burocrático, e até aquele já concedido no valor de cerca de R$ 5 milhões corre o risco de ser inviabilizado, segundo cartolas. Membros da atual gestão reclamaram que a administração anterior havia deixado o caixa zerado.

Uma eventual saída seria buscar outro tipo de garantia, que teria que ser submetida à aprovação do banco, ou uma fonte alternativa de financiamento.


Modesto critica Santos reatar com Globo e diz: “Peres caiu de paraquedas”
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Eduardo Ohata

O ex-presidente do Santos, Modesto Roma, questiona em entrevista os rumos do clube sob a direção de seu sucessor, José Carlos Peres, critica a assinatura do contrato de TV aberta e pay-per-view com a Globo e rebate acusações sobre a sua gestão.

Blog do Ohata: Torcedores santistas comemoram que, após sete anos, a Globo exibiu na TV aberta uma partida do Santos na TV aberta que não era um clássico. Concorda que a política do seu sucessor em abrir diálogo já gerou frutos?

Modesto Roma: Isso só aconteceu por causa do interesse que a Globo tinha em assinar com o Santos na TV aberta e no pay-per-view, o que aconteceu nessa semana, como o seu blog informou. Quero ver agora que já assinou, se isso vai se repetir. Não é um jogo em TV aberta que muda um desgaste de décadas. Ou será que o torcedor santista se esquece que a Globo reclamou da final de 2010 entre Santos e Santo André? Que preferiu um filme do Homem-Aranha ao jogo de quartas do Paulistão do Santos em 2005? Nessa época, o Santos não havia assinado com o Esporte Interativo, ou seja, essas ações não podem ser rotuladas de retaliação. O torcedor santista até perdoa, mas nunca esquece. É dever do dirigente jamais esquecer.

Aliados de Peres dizem que ele ficou insatisfeito com o contrato com o Esporte Interativo, e que o clube perdeu dinheiro. Você está arrependido?

Não. A Globo sempre nadou de braçada no negócios de transmissões no país. Agora, existem concorrentes de peso com o advento do Grupo Turner, segundo maior grupo de mídia mundial e que comprou o Esporte Interativo. Optamos em vender os direitos de TV fechada ao Grupo Turner a partir de 2019 pois a proposta feita ao Santos é muito superior à da Globo. No atual contrato, o total pago ao conjunto dos clubes da Série A do Brasileiro pela TV fechada é de R$ 60 milhões, dividido de acordo com a classificação do Brasileiro, onde o primeiro colocado recebe R$ 17 milhões e os valores vão diminuindo até o 16º lugar. Esse pagamento é chamado por todos como premiação da CBF mas, na verdade, é o valor pago pela Globo pela TV fechada. O negócio com o Esporte Interativo previa, caso todos os clubes optassem por ele, um investimento total de R$ 400 milhões, fora luvas, sendo 50% igual para todos, 25% pela classificação e 25% pela audiência. Com isso, os clubes têm valor expressivo garantido na TV fechada. Ao contrário do que o atual presidente afirma, o Santos não perdeu nada em assinar com a Turner. Só ganhou, financeiramente, e em respeito. O contrato prevê garantias em caso de retaliação da Globo nas transmissões de TV aberta e pay-per-view. Acho que o atual presidente precisa entender que ele foi eleito para defender o Santos, e não uma emissora de TV.

Membros do estafe de Peres apontam que você deixou o caixa do clube vazio, e foi noticiado que ele teve que pegar empréstimo para pagar as despesas.

O Santos, como todo clube de futebol no país, enfrenta dificuldades de fluxo de caixa e problemas financeiros. O que houve é que o clube precisava fazer um negócio bancário a fim de pagar a segunda parcela do décimo-terceiro dos funcionários. O Peres falou em R$ 30 milhões. O Santos movimenta cerca de R$ 300 milhões por ano, o que dá uns R$ 30 milhões por mês. Natural ter que fazer negócios com bancos. Ganhamos recursos de solidariedade da Fifa e vendemos Thiago Maia, mas equacionamos débitos históricos do clube como com a Doyen. Administrar clube de futebol é saber que todo mês tem de ir buscar receitas. Fizemos isso sem antecipar receitas de TV, de nada. Fizemos apenas negócios bancários usando recebíveis como garantia, algo normal de mercado. O que parece, é que o Peres não estava preparado para ganhar a eleição. Quando fui eleito em 2014, tinha total consciência da situação do clube. Já tinha anunciado todo o comitê de gestão e meu executivo de futebol. O Peres assumiu o clube e demorou para anunciar seus gestores, seu homem do futebol caiu em 45 dias, sem sequer ter contrato assinado, e mostra total desconhecimento do fluxo de caixa… Ou seja, foi eleito presidente, só saiu candidato pelo seu desejo pessoal e não se preparou para enfrentar os desafios da função. Ele não esperava vencer. O Peres caiu de paraquedas na presidência.

Qual sua opinião sobre a demissão do diretor de futebol Gustavo Vieira?

Prova de que eles não estavam preparados para assumir o clube e a gestão do time.

Por que o Santos registrou comissão de 5% para uma empresa com sede em um paraíso fiscal sobre o valor que o clube recebeu pela venda de Neymar ao PSG?

Importante sua pergunta. Pagar comissão por cláusula de solidariedade da Fifa é algo normal e frequente no Santos. Várias delas tiveram intermediário, em sua maioria escritórios de advocacia que cobravam 10%. A venda do Neymar para o PSG foi um caso especial. Afinal, não houve negociação entre Barcelona e PSG. Houve o pagamento da cláusula penal. Havia divergências jurídicas se o Santos teria direito a esse dinheiro nessas circunstâncias. Há declarações do empresário Wagner Ribeiro e do advogado Marcos Motta que entendiam que o Santos não teria direito. O próprio conselho fiscal em seu relatório afirmou que não havia certeza do recebimento desse dinheiro. Como precisávamos do dinheiro para aliviar o fluxo de caixa, firmamos acordo com uma empresa de intermediação que cobrou 5%, sendo que o usual são 10%. O próprio Marcos Motta já ganhou honorários dos Santos de cláusulas de solidariedade. E não é porque a empresa fica em Malta que quer dizer que ela é ilegal. Temos provas da participação da empresa por troca de e-mails. Determinei ao jurídico do Santos, que acompanhasse tudo isso de perto, a elaboração do contrato em setembro. Não o fizeram. E como não usamos os recursos vindos deste negócio para pagar essa dívida, ficou esse débito. Então, pós-eleição, ao ser cobrado do contrato não-feito, determinei ao assessor da presidência, que é meu sobrinho, que resolvesse a questão documental da dívida com a empresa junto ao jurídico, que se mostrou lento. Foi feita a confissão da dívida, afinal a empresa trabalhou. Há diversos documentos, troca de e-mails, que comprovam isso. Enviaram à Comissão de Inquérito e Sindicância do conselho para apurar? Ótimo. Que apurem. É difícil ser presidente de clube. Todos os presidentes do Santos que conheci fizeram muito pelo clube. Erraram? É claro que sim. Uns mais, outros menos, mas errar é inerente aos que estão a função de decisão. E todos saíram com fama de ladrão, com seus sucessores acusando diversas irregularidades, e quase nenhum foi punido. Isso só prova que o jogo político do Santos é a capital mundial do fake news. Alimentam essa história porque nada acharam em nossa gestão. Querem fazer esse caso ser algo como os casos do bingo do Kodja, a venda do Giovanni do Samir, a venda do Tabata na gestão do Marcelo, a venda de Neymar na do Luiz Álvaro e a compra do Damião na do Odílio. Isso só para ficar nos últimos presidentes do Santos. Não será.

O que acha da reaproximação promovida pela nova gestão com Pelé e Neymar?

É preciso esclarecer que jamais ficamos distantes do Pelé. Corrigimos os acordos mal feitos na gestão anterior com ele, pagamos o que o Santos devia e tínhamos uma relação próxima. Meu pai era vice-presidente quando o Pelé veio para o clube, então temos uma relação próxima. Quanto ao Neymar, há o processo na Fifa contra o Barcelona que ele não entendeu e disse que não voltaria para o clube enquanto eu fosse presidente. Na época, falei ‘basta ele dizer quando retorna que eu peço demissão da presidência’. Sempre respeitei o ídolo Neymar, estava em um processo de reaproximação com ele, e pretendíamos efetivar isso após a eleição, após o trâmite do processo que hoje está em fase final no TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). Agora o Peres quer trazer os ídolos de volta e demite campeões do mundo como Clodoaldo, da Libertadores, como Elano, campeões paulistas como Juary, João Paulo, Nenê e Marcelo Fernandes. Fora o que o pessoal ligado a ele espalha por aí sobre salários com valores mentirosos pagos a outros ex-jogadores. Isso é faltar com o respeito com os ídolos do clube.

Foi noticiado que o contrato com a Umbro foi melhorado, já que Grêmio e Cruzeiro tinham contratos melhores do que o do Santos.

O Peres deu entrevista dizendo que melhorou o contrato e que o Santos vai homenagear a seleção da Inglaterra em seu terceiro uniforme. Tudo isso já estava acertado, os conselheiros aprovaram esse terceiro uniforme ainda na nossa gestão. Peres também me acusou de fazer esse contrato e descumprir o estatuto, mas nem o estatuto do clube ele conhece. Ele que mostre qual a cláusula que descumpri nessa questão. O estatuto do Santos proíbe venda e contratação de jogador sem aprovação do conselho três meses antes do pleito. Para outros negócios não há restrições. Ele é presidente e mostra total desconhecimento do estatuto, o que por si só é uma temeridade. O contrato que firmamos com a Umbro foi o melhor da história do clube. Em 2015, pegamos o clube sem contrato com fornecedor de material esportivo. A gestão anterior firmou um contrato com um varejista, o que deixou outros pontos de venda revoltados, e nenhum vendia mais camisas do Santos, o que resultou em queda de venda e material e de royalties. Após isso, fizemos uma licitação e voltamos com a Umbro, fornecedor parceiro de conquistas relevantes do Santos nesse milênio. Desafio o presidente a mostrar o contrato anterior e o “novo” que ele firmou. E não vale a desculpa de que o anterior foi “rasgado” como ele afirmou em entrevista. É total falta de profissionalismo e de gestão rasgar qualquer contrato. Não é ele que afirma que é profissional do futebol? Não é assim que rege o mercado. Aliás, são dois meses de gestão e a gerência de marketing, especialidade do presidente, segundo ele próprio, já está ocupada? Não. As decisões do presidente são lentas porque ele não esperava vencer o pleito. Nem mesmo ele acreditava no que dizia. Mas os sócios acreditaram. Agora ele precisa fazer o discurso acontecer, tirar as ideias do papel, que aceita tudo. Daí falta competência e base, afinal, não é segredo, ele fez alianças com outros grupos que buscam o poder de qualquer forma no clube. Espero que o gerente de marketing, que eles criticaram tanto na nossa gestão, saia logo e as ações da área aconteçam. Afinal, essa foi a vontade dos sócios do Santos e essa vontade tem meu respeito. Tá na hora de trabalhar.

Teme uma auditoria para apurar sua gestão?

Não, até porque o Santos convive com auditoria há anos. E tenho plena consciência que não cometi nenhuma ilegalidade na presidência. Pegamos um clube em 2015 com oito folhas atrasadas, de salários, de direitos de imagem e mesmo do 13º. Em poucos meses, graças a um trabalho de gestão, as contas entraram no rumo. Com dificuldades, mas entraram. Podem auditar o que quiser. Façam com uma auditoria independente, séria, que não há problemas. Acho inclusive que devemos Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras fazer uma séria auditoria no G 4 Aliança Paulista. Errei ao não procurar os outros presidentes e promover isso. Afinal, o G4 nada faz há anos. E teve auditoria no G4? Auditoria tem empresa dirigida de forma séria. Comparem o balanço do Santos de 2014 com o de 2017, que será votado em abril. Lá estrará retratado de forma isenta a gestão do clube e como avançamos nesta questão. Quem não deve, não teme. Quem mente, sim!

Qual sua posição sobre a suspeita sobre as urnas nas quais você foi vitorioso na eleição e o episódio dos chineses que não sabiam em quem estavam votando?

Fiquei revoltado com a intimidação aos sócios feita durante o pleito. O sócio merece respeito, e com pré-julgamento e atitudes policialescas tentaram tratar os sócios como bandidos. Não o são. Sempre fui contra esse artigo que permite sócios com um ano de filiação votarem, aprovado na época em que o Orlando Rollo era vice-presidente do conselho. Sou favorável ao retorno do tempo mínimo de três anos de associação que vigorou até a eleição de 2009. Respeitado o direito dos atuais sócios. Quanto às urnas, elas são soberanas. Jamais concordei com nada ilegal e jamais quis deturpar a vontade dos sócios, quem constrangeu os sócios nas filas é que sim. Essas infundadas acusações são ridículas. Meus adversários deram coletivas dizendo que o Gaeco ia investigar. E até agora o Gaeco não se envolveu. Uma fake news como essa afirmação que eu deturpei o resultado das urnas. Não o fiz.

Mas a diferença de votos na última urna em Santos foi grande

Natural, veja as urnas foram divididas por tempo de associação. Os sócios votam de acordo com o grupo político que estava no poder na época de sua associação. É só ver que eu venci nas urnas em Santos, até chegar a gestão do Luiz Álvaro e voltei a vencer nos sócios que entraram nos últimos anos. É tendência.

Acho que foi um erro manter o criticado Dagoberto, que não era benquisto no vestiário, recebia salário de R$ 140 mil e bicho triplo?

Outra mentira. O salário do Dagoberto era menos que isso e ele não ganhava bicho, nem duplo e nem triplo. Essa é uma mentira que inventaram. Quem fala isso que prove. Se errei ao mantê-lo, eu conheço o mercado. O Santos teve o melhor custo-benefício do futebol brasileiro nos três anos de nossa gestão. Fruto do trabalho do Dagoberto. Executivo de Futebol é posição de confiança, confiava no trabalho dele e não vi motivos para mudar nos três anos. Pode ter sido um erro, na visão de alguns, mas eu sigo o que planejei na gestão e os resultados do Dagoberto falam pelo trabalho dele. Se ia seguir com a mesma filosofia em uma nova gestão é outra questão. Mas que o trabalho foi bem feito, foi.

Internamente dizem que sua gestão era um cabide de emprego, com 900 funcionários e salários fora do mercado, e que a nova gestão fez cortes que adequaram o orçamento de R$ 2 milhões de reais.

Mais uma mentira. Tínhamos cerca de 300 funcionários no clube, contando os atletas. Poucos serviços foram terceirizados. Havia sim, contratações pontuais para serviços específicos, como porteiros, seguranças, árbitros e bandeirinhas para os jogos. E o Peres e os outros adversários contabilizavam todos eles, por um questionamento da antiga Comissão Fiscal. Imagina se eu pudesse demitir um juiz que prejudicou o Santos. Ridículo. O próprio Peres já falou em entrevistas em 900, 400, 300 funcionários. Ele nem sabe. O que vale é dizer a mentira que diminuiu a Folha. O que não deve ser verdade e vamos acompanhar no Conselho. Afinal, só para dar um exemplo, eles demitiram o gerente do CT Meninos da Vila e contrataram três pessoas para o lugar dele. Todas indicações políticas. Duvido que gastando menos. Peça ao Peres que mostre os números, os direitos trabalhistas pagos, as demissões. Ele mostra? Não. Nem mesmo sabe quantos demitiu. E nem quantos contratou, já que conforme o [repórter] Samir Carvalho noticiou no próprio UOL que ele baixou portaria dizendo que só ele contrata. Mas, antes da portaria não era? Quem manda no Santos?

Por meio de sua assessoria de imprensa, José Carlos Peres respondeu aos comentários específicos de Modesto sobre ele:

“O Peres assumiu o clube e demorou para anunciar seus gestores, seu homem do futebol caiu em 45 dias, sem sequer ter contrato assinado, e mostra total desconhecimento do fluxo de caixa… Ou seja, foi eleito presidente e só saiu candidato pelo seu desejo pessoal e não se preparou para enfrentar os desafios da função. Ele não esperava vencer”

Resposta de José Carlos Peres: “Foi nossa proposta e por saber que ela será cumprida que fomos eleitos, quando um profissional necessitar ser substituído, será. Sempre farei o que for mais importante para o Santos. Diz o ditado popular que errar é humano, mas persistir no erro é burrice.”

“Agora o Peres quer trazer os ídolos de volta e demite campeões do mundo como Clodoaldo, da Libertadores, como Elano, campeões paulistas como Juary, João Paulo, Nenê e Marcelo Fernandes. Fora o que o pessoal ligado a ele espalha por aí de salários com valores mentirosos pagos a outros ex-jogadores. Isso é faltar com o respeito com os ídolos do clube”

Peres: “Tenho a responsabilidade e compromisso com o Santos, gostaria de poder contar muito com quem fez parte da história de conquistas no Santos, porém preciso honrar com os salários assumidos e se não há como, é melhor ter a dignidade de dispensar quem não se pode pagar. Temos um time que necessita desses recursos e não posso atrasar salários e viver de desculpas. Meu compromisso é organizar e reequilibrar financeiramente o clube”

“Desafio o presidente a mostrar o contrato anterior e o “novo” que ele firmou. E não vale a desculpa de que o anterior foi “rasgado” como ele afirmou em entrevista. É total falta de profissionalismo e de gestão rasgar qualquer contrato. Não é ele que afirma que é profissional do futebol? Não é assim que rege o mercado. Aliás, são dois meses de gestão e a gerência de marketing, especialidade do presidente, segundo ele próprio, já está ocupada? Não. As decisões do presidente são lentas porque ele não esperava vencer o pleito. Nem mesmo ele acreditava no que dizia”

Peres: “Em relação ao contrato de fornecimento de material esportivo, deixo claro dois aspectos: O contrato foi feito dentro de um período proibido pelo estatuto do Santos, em virtude do período eleitoral, e refeito atendendo às leis do clube e em melhores bases financeiras. Estamos escolhendo no mercado um profissional que venha comprometido e sabendo da responsabilidade que temos com o Santos. Esse profissional vem para fazer parte de um projeto que visa resgatar a credibilidade do clube, por isso temos um compromisso, o de errar o menos possível. O Santos está sempre em primeiro lugar”

“Acho inclusive que devemos Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras fazer uma séria auditoria no G4 Aliança Paulista. Errei ao não procurar os outros presidentes para promover isso. Afinal, o G4 nada faz há anos. E teve auditoria no G4? Auditoria tem empresa dirigida de forma séria”

Peres: “Estamos muito próximos de fechar com a empresa que vai fazer a auditoria do clube, algo que todos querem por aqui. Aí vamos deixar muito claro se houve, ou não, uma péssima administração do presidente que saiu. Se não houver uma auditoria no G4, e existem quatro clubes sócios, foi porque tudo foi feito dentro da maior lisura. Não entendo o desespero do ex-presidente, se tudo estivesse bem, eu não teria sido eleito, e se tudo estivesse bem, não seria necessário cortar na carne como estamos fazendo”

“O próprio Peres já falou em entrevistas em 900, 400, 300 funcionários. Ele nem sabe. O que vale é dizer a mentira que diminuiu a folha”

Peres: “Foram cerca de 300 pessoas que deixaram seus postos, uns foram demitidos, outros não tiveram seus contratos renovados. A economia já chega a R$ 2 milhões por mês, R$ 24 milhões por ano, e ainda estamos analisando os números, temos responsabilidade e vamos fazer as mudanças necessárias para que o Santos possa estar equilibrado e com profissionais que recebam em dia. Como você vai cobrar alguém, se você não paga em dia?”

 

 

 

 

 

 


Santos fecha com Globo contrato do Brasileiro para TV aberta e pay-per-view
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Eduardo Ohata

O Santos fechou com a Globo contrato de TV aberta e pay-per-view para o Brasileiro durante o período entre 2019 e 2024.

Na TV fechada, Modesto Roma, antecessor do atual presidente José Carlos Peres, havia fechado com o canal Esporte Interativo. Na gestão de Modesto, o Santos havia se aliado a Atlético-PR e Coritiba, no grupo de clubes a impor uma “linha dura” frente à Globo. Havia até uma ideia de as transmissões das partidas serem realizadas de forma independente, sem exibição pela emissora carioca.

Peres, porém, foi na contramão de Modesto e abriu uma linha de diálogo com a Globo, mesma posição de outros candidatos oposicionistas durante a campanha eleitoral. Santos é, ao lado do Corinthians, o segundo grande de São Paulo a fechar contrato de TV aberta e pay-per-view com a Globo. São Paulo e Palmeiras ainda não assinaram.

O Santos é o quarto clube a ter assinado com o canal do Grupo Turner que fecha com a Globo um contrato que abrange TV aberta e pay-per-view. Os outros são Ponte Preta, Paraná e Ceará.

No total, o Grupo Globo fechou com 28 clubes contratos relativos às edições do Brasileiro a partir de 2019.

“José Carlos Peres e o comitê de gestão comemoram um acordo onde marcas maravilhosas como a Globo e Santos Futebol Clube se unem para um futebol mais democrático, e juntos vão trabalhar para que este produto finalmente se transforme em entretenimento e alegria dos clientes [torcedores]”, comemorou o presidente santista, José Carlos Peres. “Esta parceria será sem dúvida a da participação visando resultados.”

“Com orgulho e alegria, confirmamos hoje acordo com o Santos referente aos direitos de TV aberta e pay-per-view da Série A para as próximas temporadas, reforçando assim o conjunto de clubes no novo modelo 2019 a 2024”, confirmou Fernando Manuel Pinto, diretor de direitos esportivos do Grupo Globo. “O reforço é de peso: o Santos é o Reino do Futebol como corretamente indica aquela faixa habitualmente vista na Vila Belmiro. Agradeço pela confiança e diálogo construtivo desenvolvido com o Santos.”

 


Novo presidente do Santos abre diálogo com a Globo, na contramão de Modesto
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Eduardo Ohata

O recém-eleito presidente do Santos, José Carlos Peres, abriu um canal de comunicação com a Globo. Sua posição vai na contramão da postura pública de seu antecessor, Modesto Roma Junior, em relação à emissora.

Os três candidatos de oposição, incluindo Andres Rueda, que passou a integrar o conselho gestor do clube, eram favoráveis a estreitar os laços com a Globo, até para entender e tentar reverter uma das maiores reclamações da torcida, a escassez de jogos do Santos na TV aberta. Por outro lado, há da parte da Globo o desejo de esclarecer que não há nenhum tipo de boicote ao clube, e demonstrar que as decisões de programação passam por critérios estritamente técnicos.

A aproximação de Peres à Globo não significa que o Santos deixará de cumprir o contrato assinado durante a gestão de Modesto com o canal por assinatura Esporte Interativo referente às partidas do Brasileiro a partir de 2019. Essa hipótese já foi afastada pela atual gestão. Mas deve entrar na pauta entre cartola e emissora a negociação dos direitos de TV aberta e pay-per-view dos jogos do Brasileiro de 2019 a 2024.

“Entendemos os veículos de mídia e imprensa como parceiros, e não inimigos. Não nos cabe pré-julgamento. Nos cabe ouvir a todos para buscar o melhor para o clube. E isso inclui, claro, ouvir um grande player como a Rede Globo. Queremos ouvir a Globo para negociarmos o que for melhor para o Santos. É esse ‘melhor para o Santos’ que não abrimos mão”, explica Peres.

O meio-campo, segundo pessoas próximas a Peres, foi trabalhado pela TV Tribuna, afiliada da Globo em Santos. Em questão de dias após a cerimônia de posse do cartola, aconteceu um encontro entre Peres e um representante da emissora, que deixou a reunião com uma boa impressão, o blog apurou.


Empresa retira nome do novo presidente do Santos de ação de despejo
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Eduardo Ohata

O nome do novo presidente do Santos, José Carlos Peres, foi retirado do processo de despejo e pagamento de dívida contra o G4, entidade que tem à sua frente Peres. A ação, que agora tem como alvo apenas o G4, foi movida pela Laticínios Catupiry Ltda.

Peres era citado até a noite desta quinta (28) na versão online do processo, o que deixou de acontecer nesta sexta (29). Segundo a assessoria do clube, apesar de Peres ainda estar no comando do G4, foi argumentado que por Peres não ser uma pessoa jurídica, inexistiria motivo para ele ser citado. Após essa argumentação, segundo a assessoria de imprensa do Santos, a autora da ação concordou em pedir que seu nome fosse retirado.

Por conta de ter vencido a eleição no Santos, Peres pretende se desligar do G4 dentro dos próximos dias.

O G4 é um grupo formado por Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, que dão à entidade o direito sobre as marcas dos clubes e a retenção de um percentual por negócios gerados. Nenhum dos clubes havia sido denunciado no processo, só o G4 e Peres.

Desde que foi fundado, em 2010, o G4 gerou um valor de cerca de R$ 80 milhões aos clubes em licenciamentos, de acordo com cálculo de Peres.

A inadimplência aconteceu após os clubes terem deixado de contribuir financeiramente com os cofres do G4, justificou fonte com trânsito na entidade ouvida pelo blog.

A assessoria do Santos, procurada pelo blog na quarta-feira (27), inicialmente havia optado por não se pronunciar sobre o assunto. Posteriormente, após a publicação do post nesta quinta (28), enviou ao blog uma nota da empresa na qual ela pedia aditamento do texto com a exclusão do nome de Peres, após consulta online do blog, reconheceu que isso não havia acontecido até a tarde desta quinta, e apontou que a alteração ocorreu nesta sexta-feira (29).