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Arquivo : Maurício Galiotte

Embate político no Palmeiras: diretor é dispensado após 25 anos no cargo
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Eduardo Ohata

O “pacote” de diretores dispensados pelo Palmeiras após a polêmica alteração no estatuto inclui nomes que faziam parte do quadro do clube há décadas, como o médico José Alcione Macedo de Almeida, desde fevereiro de 1993 no departamento médico do clube de forma ininterrupta, e Luciana Santilli, integrante do grupo do ex-presidente palmeirense Paulo Nobre, diretora no clube há uma década e que trabalhava diretamente com as cheerleaders nas partidas da equipe.

Conforme o UOL Esporte relatou, o presidente palmeirense Mauricio Galiotte decidiu dispensar de cargos diretivos no clube conselheiros ligados a Mustafá Contursi e de outros grupos que votaram contra ou faltaram à votação de reforma do estatuto no último dia 21. A mudança facilita os planos de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, de disputar a presidência do clube do Parque Antarctica já em 2021.

Conselheiros dispensados vêem em suas demissões um componente político, e apontam que foram alertados para votar com a situação na reforma do estatuto.

“Uma semana antes da reforma do estatuto um diretor da parte administrativa me avisou que o clube iria dispensar quem não ‘estivesse junto'”, conta Luciana. “Avisei à tarde de que não iria votar porque minha mãe estava com um problema de saúde, o diretor disse que estava tudo bem. Fui pega de surpresa, quando estava indo para um dos jogos trabalhar e me ligaram dizendo que não estava mais no cargo. Em um segundo contato, justificaram que eu ‘não estava junto’.”

Uma estratégia de opositores do aumento do mandato de Galiotte era tentar esvaziar a reunião do conselho deliberativo para que o quórum não fosse atingido.

“Fui dispensado porque votei contra os três anos, até votaria a favor se não valesse para o atual mandato, mas não vou contra minhas convicções, as regras tem que valer para todos”, lamenta o conselheiro vitalício Edevaldo Bellucci, assessor especial da presidência desde a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo. “O Galiotte falou [antes da votação] que independente do resultado o importante seria a união no clube, mas depois aconteceram as demissões, já passo a temer pela paz.”

Os comentários de pessoas ligadas à gestão é de que embora o voto ou campanha contra o aumento do mandato tenha pesado nas demissões, em alguns dos casos já haviam sido identificadas diferenças de filosofia entre direção e conselheiros dispensados. Foram dispensados cerca de oito conselheiros com cargos.

Inquirido pelo blog sobre Luciana, Alcione e Bellucci, o Palmeiras não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

 


Leila x Mustafá: Palmeiras quer que diretores da FPF se licenciem do clube
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Eduardo Ohata

O Conselho Deliberativo do Palmeiras recebeu um pedido de conselheiros para abertura de sindicância para apurar se houve pressão da Federação Paulista de Futebol sobre três de seus diretores, que também são conselheiros do clube, para faltarem à votação da reforma do estatuto do clube semana passada.

O presidente do conselho, Seraphim del Grande, após examinar o pedido, agendou reuniões entre esta terça (29) e sexta (dia 1º) com os conselheiros Américo Calandriello (vice de relações institucionais da FPF), Domingos Cangiano (ouvidor de competições) e Luis Antonio Vidal (vice do Tribunal de Justiça Desportiva). O cartola conversará com o trio e sugerirá que se licenciem do Palmeiras enquanto ocuparem seus cargos na federação para evitar mais desgastes.

O motivo apontado para justificar o pedido de sindicância foi um possível conflito de interesse entre os cargos de direção na federação e a posição de conselheiros do clube, já que a direção do Palmeiras e a FPF estão em guerra desde a final do Paulista. Desde então, o presidente Mauricio Galiotte chamou o Estadual de “Paulistinha”, tentou impugnar o resultado no TJD, e foi suspenso pelo tribunal pelo ataque ao Estadual. Informalmente, conselheiros perguntam de que lado o trio ficaria se acontecesse uma nova polêmica envolvendo o clube e a federação. A ausência de quórum poderia ter inviabilizado a votação e, consequentemente, o aumento de mandato que já tem efeito na atual gestão de Galiotte. A mudança terá de passar agora pelo crivo dos associados do clube.

A votação aumentou o tempo de mandato do presidente de 2 para 3 anos, o que facilita os planos de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, de disputar em 2021 a presidência do Palmeiras e que encontrou oposição especialmente, mas não exclusivamente, do grupo de Mustafá. Desde a votação, conforme o UOL Esporte revelou, a direção do clube começou a dispensar  de cargos diretivos conselheiros ligados ao ex-presidente Mustafá Contursi e até de outros grupos que votaram contra a alteração ou que faltaram à sessão.

Há quem não concorde com a iniciativa de uma sindicância, como o ex-vice de futebol, Roberto Frizzo. que votou contra a proposta de aumento do mandato e, especialmente, que ela afetasse a gestão de Galiotte.

“Conceitualmente, nada há de errado em conselheiros do Palmeiras fazerem parte da federação, mesmo em um momento no qual o presidente do clube tem divergências em relação ao presidente da federação”, diz Frizzo. “Outras agremiações têm conselheiros em cargos na federação, é um prestígio para um clube ter um representante eleito por seus associados trabalhando na entidade responsável por organizar o futebol no estado.”

Calandriello justificou ao blog sua ausência na votação sob o argumento de que passou por uma cirurgia na segunda-feira, o que afastaria o argumento de “pressão”. Mas, na própria segunda-feira, a cerca de uma hora do início da votação, havia afirmado que ainda não sabia se iria votar ou não.

Vidal explicou que estava em viagem de trabalho na segunda-feira (21), além de argumentar que o voto na reforma do estatuto não era obrigatório, deixar claro que não pertence a nenhum grupo político no Palmeiras, e afastar que houve pressão da FPF, da qual o TJD é independente.

Cangiano não retornou as ligações do blog. Procurada pela blog, a FPF afirmou que “a Federação Paulista de Futebol não se envolve em assuntos internos de seus clubes filiados”.


Queda de braço entre Leila e Mustafá ameaça intensificar racha no Palmeiras
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Eduardo Ohata

O primeiro embate direto na queda de braço entre Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, e o ex-presidente Mustafá Contursi, com a aprovação da reforma do estatuto nesta segunda-feira (21), expôs um racha interno no Palmeiras, e o risco de ele aumentar. O conselheiro Genaro Marino, do grupo do ex-presidente Paulo Nobre, deixou a votação ladeado por aliados de Mustafá, que discutem com ele a possibilidade de se lançar candidato à presidência do clube.

Mustafá e o presidente Mauricio Galiotte, oficialmente, continuam aliados. Mas companheiros do ex-presidente apontam que Galiotte se posicionou a favor da mudança do mandato de dois para três anos, o que indiretamente facilita uma eventual candidatura de Leila à presidência. Eles alegam que o atual presidente teria feito uso da máquina, oferecendo cargos por votos. Por meio de sua assessoria, Galiotte negou que tenha oferecido cargos em troca de votos, e acrescentou que ninguém estava autorizado a fazê-lo em seu nome.

Logo após a votação, o grupo de Mustafá, capitaneado pelo próprio, se reuniu em uma pizzaria da região para discutir suas próximas estratégias. Pelas contas do grupo, a vitória de Leila aconteceu por uma margem de apenas três votos, o que daria fôlego para futuros enfrentamentos. Mas como, se a aprovação da mudança aconteceu por 143 votos favoráveis à alteração (eram necessários 141), 79 contra e 2 abstenções? O grupo contabilizou como “contra” os 79 contra, as duas abstenções e mais os 56 conselheiros que não compareceram. De fato, como o blog havia revelado, uma estratégia de Mustafá foi convencer quem não estivesse à vontade para votar contra a mudança a não aparecer, dificultando que o quórum fosse alcançado.

O fato é que que houve surpresas de ambos os lados, com votos com os quais se contava indo para o lado adversário, conselheiros que deixaram seus grupos porque foram contra a posição adotada por eles, e até pai votando por uma opção e o filho o contrariando, entre outros casos de divisão interna no clube.

A decisão do conselho deliberativo vai, agora, provavelmente em julho, passar pelo crivo do associado, o que promete um novo embate entre Leila e Mustafá.

Paulo Nobre, cujo nome sempre surge quando se fala em eleição no clube, não mostra interesse em retornar, ao menos por hora, como o blog apontou.

Na reunião do conselho também foi aprovada a adequação do estatuto à Lei de Incentivo Fiscal, por meio da qual Leila acenou com mais aportes financeiros.

Por outro lado, Mustafá comemorou o veto à diminuição do número de conselheiros vitalícios, pois trabalhou contra essa mudança nas últimas semanas.

 

 


Dúvida em torno de futuro de Paulo Nobre divide oposição no Palmeiras
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Eduardo Ohata

O ex-presidente do Palmeiras Paulo Nobre não planeja concorrer na próxima eleição do clube, disseram ao blog pessoas próximas a ele. Segundo uma delas, o cartola também foi sondado para concorrer a um cargo político na próxima eleição, mas recusou. Em um brevíssimo contato com o blog, Nobre demonstrou estar concentrado em sua carreira de piloto de rali, e não mostrou interesse em falar sobre o clube.

O presidente Maurício Galiotte tem vivido um bom momento entre os associados em razão de melhorias na parte social do clube, como a acessibilidade com a disponibilização de carrinhos de golfe, o que agradou especialmente a demografia de idosos.

Mas até grupos aliados de Galiotte reconhecem que sua reeleição passa pela campanha do time em campo. “Em um clube, o futebol influi na eleição, sempre influi; mas a equipe tem bons jogadores, agora é só questão de ganhar um dos campeonatos [na temporada]”, analisa Wlademir Pescarmona, líder do grupo União Verde e Branca, do ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e que apoia Galiotte.

Com Nobre fora de cena, ao menos no momento, alguns nomes já são citados como possíveis candidatos para concorrer com Galiotte, como o ex-vice de futebol Roberto Frizzo, os conselheiros José Corona, Vicente Criscio e o primeiro vice dessa gestão, Genaro Marino.

Existe um trabalho para viabilizar como candidato o nome de Marino, membro do grupo Academia, de Paulo Nobre, inclusive com a tentativa de apoio do ex-presidente Mustafá Contursi, que segue como força política dentro do clube. Durante reunião do Sindicato do Futebol, entidade presidida por Mustafá, no início do ano, Marino, representando o Palmeiras na ocasião, sentou-se à mesa com Mustafá e outros dois conselheiros do grupo do ex-presidente, Antonio Neto e Ricardo Pisani. Uma ideia trabalhada é que encabece uma chapa, com dois conselheiros que já tiveram atuação no clube, um com experiência e outro mais novo e com perfil mais dinâmico.

Ao ser procurado pelo blog, Marino desconversou. Só comentou que esse tipo de assunto fica mais claro a partir do meio do ano.

Paralelamente, segue o embate, em várias frentes, entre Mustafá e Leila Pereira, dona da Crefisa, em campanha pela aprovação da alteração no estatuto que estende de dois para três anos o mandato do presidente, e que antecipa e facilita seu plano de concorrer à presidência do clube. A mudança permitiria que Leila dispute já em 2021 a presidência do clube, como sucessora de Galiotte, possivelmente com seu apoio. Se for reprovada, adia em dois anos a provável candidatura e sob risco de não contar com o apoio do sucessor de Galiotte, que pode inclusive buscar a reeleição. Leila já afirmou publicamente que deseja concorrer tão logo seja possível.

Leila tem falado sobre o assunto em conversas com conselheiros do Palmeiras durante viagens em seu jatinho particular para acompanhar partidas do Palmeiras, ou em almoços para os quais convidou. Até mesmo conselheiros aliados de Mustafá participaram de almoço com ela, no qual também estava presente seu marido, José Roberto Lamacchia. Ouviram da proprietária da patrocinadora argumentos sobre como o aumento do mandato do presidente traria benefícios para a gestão e, por consequência, para o Palmeiras.

Em uma das viagens em seu jatinho para acompanhar uma das partidas do Palmeiras, um conselheiro que ouvia os argumentos de Leila questionou se ela não estava defendendo a mudança no estatuto porque, por tabela, também seria beneficiada. Ouviu como resposta que a mudança não beneficiaria só a ela, mas qualquer outro conselheiro que pretenda disputar a presidência do Palmeiras.

 


Palmeiras vota em maio alteração que libera candidatura de Leila já em 2021
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Eduardo Ohata

A comissão de reforma do estatuto do Palmeiras bateu o martelo e incluiu no pacote uma proposta que aumenta o mandato do presidente do clube de dois para três anos. A presidência do conselho deliberativo já definiu que a votação acontecerá em maio.

Mas como essa proposta, se aprovada pelo conselho deliberativo, antecipa e facilita o plano de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, de concorrer à presidência do clube do Parque Antarctica? Leila já afirmou publicamente que concorrerá tão logo possível.

O presidente Mauricio Galiotte concorre em novembro deste ano à reeleição e, se eleito, fica até novembro de 2020. Leila assumiu como conselheira em fevereiro de 2017 e ganha condições de disputar a presidência a partir de fevereiro de 2021. Ou seja, três meses impedem Leila de sair candidata em 2021 como sucessora de Galiotte, adiariam em pelo menos dois anos seus planos de concorrer, e sob risco de lançar candidatura sem o apoio do presidente da época, que poderia tentar a própria reeleição ou apoiar outro candidato.

Se aprovada, a mudança permitiria que Leila dispute em 2021, como sucessora de Galiotte, muito provavelmente com seu apoio.

O presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande, cita um estudo que aponta a mudança de mandatos de dois para três anos como a melhor opção em comparação a uma segunda proposta que foi apresentada, de três mandatos de dois anos cada.

“Só três dos principais clubes do Brasil tem em seus estatutos mandatos de dois anos, Palmeiras, Inter e Chapecoense, o mais comum são mandatos de três anos. No caso da proposta de três mandatos de dois anos tem o problema adicional de que clubes que tem duas reeleições perde o direito de pedir dinheiro por meio da Lei de Incentivo ao Esporte”, explica o presidente do conselho deliberativo do Palmeiras, Seraphim del Grande. “Tem gente que diz que fazer a mudança para três anos é casuísmo; mas casuísmo, para mim, é não votar uma alteração sugerida na época da gestão do [ex-presidente] Paulo Nobre por conta de um acontecimento [Leila Pereira].”

O ex-vice de futebol Roberto Frizzo concorda parcialmente com Seraphim quanto à proposta de aumento de dois para três anos. “Até vejo com bons olhos a mudança para três anos, mas cabe muita discussão, análise e, acima de tudo, se aprovada, não pode ter efeito neste ano para não ferir a Constituição Federal”, argumenta Frizzo, em referência ao artigo 16 que dita que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”.

Além da questão da eleição, estarão em votação outros assuntos, como a redução do número de conselheiros vitalícios, hoje em 148.

O cronograma prevê que a partir da próxima semana conselheiros serão convidados para reuniões informais para dirimir dúvidas e a apresentação de eventuais emendas até dez dias antes da votação no conselho deliberativo.


Palmeiras estuda mudança que pode ajudar Leila a tentar presidência em 2021
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Eduardo Ohata

O Palmeiras discute uma alteração no estatuto do clube, para ainda este ano, que se aprovada beneficia os planos de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, de disputar a presidência do clube do Parque Antarctica. Uma comissão de reforma de estatuto estuda aumentar, de dois para três anos, o mandato do presidente do Palmeiras, entre outras alterações estatutárias.

Pelo estatuto atual, o presidente Mauricio Galiotte concorre em novembro deste ano à reeleição e, se eleito, fica até novembro de 2020. Leila foi eleita conselheira em fevereiro de 2017 e ganha condições de disputar a presidência do clube a partir de fevereiro de 2021. Ou seja, três meses impedem que Leila saia candidata em 2021 como sucessora de Galiotte, que é seu aliado político. Isso adiaria em pelo menos dois anos seus planos de concorrer à presidência do clube e ainda sob o risco de não ter o apoio do presidente da época.

A proposta de mudança do estatuto permitiria que Leila disputasse como sucessora direta de Galiotte, em 2021, provavelmente com seu apoio. A ideia tem recebido críticas de conselheiros não-alinhados com Leila, que já manifestou publicamente interesse em disputar a presidência após Galiotte completar seu período à frente da presidência.

“Estão chamando a proposta de aumento do mandato do Mauricio [Galiotte] de ‘casuísta’, feita para beneficiar a Leila”, pondera o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim del Grande. “Mas essa é uma proposta que surgiu na época em que o Paulo Nobre ainda era o presidente, portanto quando ninguém nem falava ainda da candidatura da Leila ao conselho deliberativo.”

Quem é contrário, diz que tem o amparo da legislação para que uma eventual alteração não entre em vigor em um eventual segundo mandato de Galiotte.

“Tudo tem que ser discutido, além disso, não acho interessante que a mudança aconteça em ano de eleição, é até proibido pelo artigo 16 da Constituição”, opina o ex-vice de futebol Roberto Frizzo, ao citar artigo que veta que mudanças eleitorais tenham efeito no mesmo ano em que foram aprovadas.


Crise entre Leila e Mustafá ameaça respingar em Galiotte no Palmeiras
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Eduardo Ohata

A crise entre a dona da Crefisa, Leila Pereira, e o ex-presidente Mustafá Contursi, ameaça respingar no atual mandatário do Palmeiras, Mauricio Galiotte. O clube viverá um ano eleitoral em 2018 e a tendência é a turbulência política aumentar, pois Mustafá confidenciou a interlocutores que falará sobre Leila e a política do clube depois das apurações interna e externas do episódio de suposto cambismo. O pivô da denúncia foi a sócia Eliane Guimarães, amiga de Leila e com quem Mustafá tem relações de amizade e política.

Galiotte é apoiado por Leila, que faz por vontade própria aportes não-previstos no patrocínio para a contratação de reforços para a equipe. Por outro lado, Galiotte foi eleito com o apoio de Mustafá, a gestão do clube tem cartolas do grupo do ex-presidente, como o secretário-geral Elio Esteves, entre outros, e Mustafá tem influência nos bastidores, especialmente no COF (Conselho de Orientação Fiscal), órgão responsável por aprovar os balanços do clube. Se a crise piorar, é possível que Galiotte seja forçado fazer uma escolha, apesar de repetir a pessoas próximas que pretende focar estritamente na administração do clube.

Leila recebeu o apoio do ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, desafeto de Mustafá, além de apoiar o diretor de futebol Alexandre Mattos, cuja campanha foi alvo de críticas de conselheiros, protesto da organizada, dividiu a opinião dos torcedores e tem o respaldo de Galiotte. Nesse cenário, a campanha do time no gramado durante a próxima temporada também terá peso nas eleições do fim do ano. Porém a crise entre Leila e Mustafá abrange outros fatores, e passa, inclusive, pela reforma estatutária do clube.

Complicam ainda mais o cenário o iminente retorno à política do clube de Paulo Nobre, que havia se afastado, e que se tornou uma incógnita. Comprou briga com Leila ao dar ordem ao fim de seu mandato para que a candidatura da patrocinadora ao conselho fosse impugnada, e demonstra não ter intenção de voltar a se aliar a Mustafá – segundo pessoas com trânsito com Paulo Nobre.

Roberto Frizzo, que vem fazendo reuniões com sua base, e que nas últimas eleições emprestou seu apoio a Nobre e Galiotte, ainda não definiu como será sua participação no próximo pleito. A UVB, de Wlademir Pescarmona, continuará apoiando Galiotte e a Crefisa, que recebeu inclusive o apoio público de um de seus líderes, Belluzzo, e espera que em 2018 reverta o quadro dentro de campo.

Um trio de ex-presidentes ligados a Mustafá, Affonso de la Monica, Carlos Facchina e Arnaldo Tirone, amigo de Leila, só observam.


Alexandre Mattos desfalcou ‘supercoletiva’ por estar fora buscando reforços
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Eduardo Ohata

A ausência do diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, na entrevista coletiva que reuniu o técnico interino, Alberto Valentim, e os principais jogadores do time, na última sexta (10), atiçou a curiosidade de conselheiros do clube e provocou todo tipo de especulação, até que estaria em uma viagem de lazer nos EUA.

O executivo estava fora, segundo fontes com trânsito com o diretor informaram ao blog, em busca de reforços para a próxima temporada. Ele esteve em viagem nos últimos dias. Não foram especificados os jogadores pretendidos e nem as suas posições.

Pressão e cobrança da parte da torcida por um melhor rendimento do time foram assuntos abordados pelos atletas durante a supercoletiva, na qual pediram o apoio para a reta final do Brasileiro. Além de Valentim, participaram também Moisés, Dudu, Fernando Prass e Edu Dracena.

A atitude dos jogadores foi ironizada pela Mancha Alviverde, principal organizada do time do Parque Antarctica, que também criticou Mattos e o presidente do clube, Mauricio Galiotte.

Clube que mais investiu em contratações para a temporada, o Palmeiras deve terminar o ano sem títulos -o prêmio de consolação vai ser a vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América.

Apesar das críticas, que partem também de sócios e conselheiros, Galiotte ainda conta com opoio na base aliada que o elegeu. O ex-vice de futebol Roberto Frizzo é uma das lideranças que seguem com o cartola. Ele organizará nas próximas semanas uma reunião com um grupo de conselheiros para discutir a situação do clube e compilar uma lista de sugestões para 2018 para Galiotte.


Alexandre Mattos descarta oferta do Cruzeiro e permanecerá no Palmeiras
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Eduardo Ohata

O diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, foi procurado pelo Cruzeiro na semana passada, após as eleições no clube, o blog apurou. O nome do gestor é um sonho de cartolas do time mineiro para o departamento de futebol.

Para tentar seduzir Mattos, foi montado e oferecido pelos mineiros um pacote que incluía pagamento da multa rescisória com o Palmeiras, luvas e ainda um salário competitivo com o que recebe atualmente no Palmeiras.

Porém representantes do clube mineiro ouviram uma negativa de Mattos, que citou seu contrato com o Palmeiras até dezembro de 2018 e seus planos de honrá-lo até a conclusão.

Mattos, que também já foi sondado pelo Atlético-MG, conta com o respaldo do presidente do clube, Mauricio Galiotte, e dos proprietários da Crefisa, patrocinadora do clube, com quem tem trânsito direto para conversar sobre contratações.


Revés faz lideranças do Palmeiras falarem em diretor de futebol estatutário
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Eduardo Ohata

A derrota do Palmeiras para o Cruzeiro neste domingo, potencializada pela proximidade do derby com o Corinthians, motivou lideranças do clube a defender a nomeação de um diretor de futebol estatutário. Entre esses conselheiros estão aliados do presidente Mauricio Galiotte, membros da sua gestão e integrantes do COF (Conselho de Orientação Fiscal) com expressividade no órgão.

A ideia não é substituir o diretor de futebol remunerado Alexandre Mattos, mas ter um membro do clube próximo ao futebol. Conselheiros apontam que o perfil de Galiotte difere ao do antecessor Paulo Nobre, que era mais presente no departamento de futebol. Eles apontam para a ausência do atual mandatário em momentos delicados vividos pelo time por conta de viagens à Alemanha, Austrália e sua licença atual.

Um diretor de futebol estatutário poderia, argumentam, suprir essa ausência.

Não é preciso dizer que a tremenda expectativa em relação ao time do Palmeiras no início da temporada explica, parcialmente, o mau-humor dos palmeirenses com o time. Pelo título nacional do ano passado, o maciço investimento da Crefisa, o elenco badalado e as contratações e o marketing, havia quem pensasse em uma repetição de uma tríplice coroa, ou até a conquista de quatro títulos no ano.

A conquista do título do Paulista pelo rival Corinthians ainda não foi assimilada, e as campanhas irregulares na Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro e o fato de o rival estar 13 pontos à frente na tabela, não ajudam a diminuir a inquietação nos corredores do Parque Antarctica. Entre quem faz política no clube, o clima para o derby com o Corinthians, para o qual mais de 35 mil ingressos já foram vendidos, é de caldeirão. Não pelo Brasileiro, mas pela auto-estima e orgulho.

Entre os principais questionamentos dos conselheiros está o alto número de contratações, que supera 80 se incluídas as realizadas desde a gestão de Paulo Nobre, que assumiu o clube em 2013. Membros do COF, que planejam pedir explicações sobre o planejamento do departamento de futebol, brincam que se o Palmeiras estivesse participando de um campeonato de contratações, o clube já estaria com as mãos na taça.

Outra reclamação dos conselheiros é que o departamento de futebol negociou, ou liberou, jogadores como Alecssandro, Rafael Marques, Fabrício e Gabriel, que se destaca justamente no rival Corinthians, e trouxe jogadores como Hyoran e Raphael Veiga, ou manteve Fabiano, que não se firmam como peças de reposição à altura.

Os questionamentos, contaminados pelo lado de torcedor dos conselheiros, começam a respingar até em Cuca, que retornara ao clube como unanimidade: “Por quê tirar Edu Dracena e escalar em seu lugar Luan, que falhou no segundo gol sofrido pelo Palmeiras domingo em com atuação contestada em Guayaquil?” ou “Por quê a insistência em Fernando Prass, que alterna bons e maus momentos, e não é dada uma nova oportunidade a Jailson?”

A possibilidade de Diego Souza voltar ao Palmeiras também gera desconfiança, questionam sua idade, se seu bom momento não é só pontual e o mais grave, aos olhos dos cartolas, persiste a mágoa causada pelo gesto que fez à própria torcida do Palmeiras.

Retornando ao jogo do domingo, à luz do atual retrospecto contra o Cruzeiro, agora de um 3 a 3 e de uma derrota por 3 a 1, há temor em relação à sobrevivência na Copa do Brasil, em Minas, aumentado pelo fato de o time não engatar sequência de duas boas partidas, e de suas vitórias, quando acontecem, serem na “bacia das almas”.

O Palmeiras encaminhou nota contestando o post com as seguintes informações: “O clube contratou 45 atletas entre 2015 até hoje; 26 fazem parte do elenco atual; dos outros 19, 6 foram envolvidos em negociações por outros jogadores ou vendidos; 65 atletas tem contrato com o Palmeiras; 32 atletas no elenco principal; 31 atletas emprestados; 11 dos emprestados acabam contrato este ano; 58% do total de salário dos emprestados é pago por seus atuais clubes”.

O blog voltou a conversar com as fontes do post e elas alertaram que, conforme havia sido publicado pelo blog, as suas contas incluíam a gestão Paulo Nobre, que teve início em 2013, e não em 2015, e atletas vindos da base.