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Arquivo : Paulo Nobre

Apesar de costura política, eleição não mostra unanimidade de Galiotte
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Eduardo Ohata

Após uma costura política nos bastidores do Palmeiras, o resultado da eleição dos conselheiros vitalícios no clube, com 6 eleitos entre 13 candidatos, nesta segunda (25), foi visto como um termômetro da popularidade do presidente, Mauricio Galiotte, que apontou não haver uma unanimidade.

Uma possível eleição de uma maioria já era apontada como um gesto de aglutinação do conselho deliberativo em torno de Galiotte.

Galiotte, o presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande, e Mustafá Contursi, cartola influente nos bastidores do Parque Antarctica, além de candidatos a vitalício de diversas correntes políticas se reuniram semana retrasada. A orientação foi para que não importasse as filiações, para que todos os 13 candidatos trabalhassem inclusive com as bases políticas pela eleição de todos candidatos.

O discurso em uníssono foi interpretado no clube como mostra de que as lideranças da base que elegeu Galiotte, em uma até certo ponto surpreendente candidatura única, permanece unida e “fala a mesma língua”, apesar de discordâncias pontuais. Porém as bases não obedeceram as orientações. A decepção de conselheiros com o futebol foi apontado como um dos possíveis motivos.

A eleição de conselheiros vitalícios parece fácil, mas não é. Para um candidato ser eleito vitalício era necessário a maioria simples.

Ou seja, metade do quórum presente nesta segunda, no caso 234 conselheiros, mais pelo menos um voto, ou seja, no mínimo 118 votos. Membros de grupos contrários à eleição de vitalícios assinaram a lista de presença, aumentando o quórum, e depois deixaram o local, dificultando a obtenção do piso para que um conselheiro se tornasse vitalício.

O filho do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero Filho, era um dos candidatos, mas não foi eleito, pois reuniu 111 votos. Em sua tentativa anterior, Del Nero Filho não havia conseguido ser eleito, e havia sido colocado em dúvida se participaria, ou não, desse pleito.

Marco Polo del Nero, o pai, participou da votação, foi bem recebido pelos colegas e, de forma discreta, pediu votos para o filho.

Foram eleitos Paulo Roberto Buosi (Academia), com 163 votos; Vittorio Pescosolido (União Verde e Branca), com 149 votos; Alessandro Donadio (Academia), com 136 votos; Frederico Carbone Filho (Palmeiras Forte), com 130 votos; Sergio Orciuolo (Palmeiras Forte), com 129 votos, um dos mais festejados; e Sergio Ferreira de Campos (Palestra).

 


Revés faz lideranças do Palmeiras falarem em diretor de futebol estatutário
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Eduardo Ohata

A derrota do Palmeiras para o Cruzeiro neste domingo, potencializada pela proximidade do derby com o Corinthians, motivou lideranças do clube a defender a nomeação de um diretor de futebol estatutário. Entre esses conselheiros estão aliados do presidente Mauricio Galiotte, membros da sua gestão e integrantes do COF (Conselho de Orientação Fiscal) com expressividade no órgão.

A ideia não é substituir o diretor de futebol remunerado Alexandre Mattos, mas ter um membro do clube próximo ao futebol. Conselheiros apontam que o perfil de Galiotte difere ao do antecessor Paulo Nobre, que era mais presente no departamento de futebol. Eles apontam para a ausência do atual mandatário em momentos delicados vividos pelo time por conta de viagens à Alemanha, Austrália e sua licença atual.

Um diretor de futebol estatutário poderia, argumentam, suprir essa ausência.

Não é preciso dizer que a tremenda expectativa em relação ao time do Palmeiras no início da temporada explica, parcialmente, o mau-humor dos palmeirenses com o time. Pelo título nacional do ano passado, o maciço investimento da Crefisa, o elenco badalado e as contratações e o marketing, havia quem pensasse em uma repetição de uma tríplice coroa, ou até a conquista de quatro títulos no ano.

A conquista do título do Paulista pelo rival Corinthians ainda não foi assimilada, e as campanhas irregulares na Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro e o fato de o rival estar 13 pontos à frente na tabela, não ajudam a diminuir a inquietação nos corredores do Parque Antarctica. Entre quem faz política no clube, o clima para o derby com o Corinthians, para o qual mais de 35 mil ingressos já foram vendidos, é de caldeirão. Não pelo Brasileiro, mas pela auto-estima e orgulho.

Entre os principais questionamentos dos conselheiros está o alto número de contratações, que supera 80 se incluídas as realizadas desde a gestão de Paulo Nobre, que assumiu o clube em 2013. Membros do COF, que planejam pedir explicações sobre o planejamento do departamento de futebol, brincam que se o Palmeiras estivesse participando de um campeonato de contratações, o clube já estaria com as mãos na taça.

Outra reclamação dos conselheiros é que o departamento de futebol negociou, ou liberou, jogadores como Alecssandro, Rafael Marques, Fabrício e Gabriel, que se destaca justamente no rival Corinthians, e trouxe jogadores como Hyoran e Raphael Veiga, ou manteve Fabiano, que não se firmam como peças de reposição à altura.

Os questionamentos, contaminados pelo lado de torcedor dos conselheiros, começam a respingar até em Cuca, que retornara ao clube como unanimidade: “Por quê tirar Edu Dracena e escalar em seu lugar Luan, que falhou no segundo gol sofrido pelo Palmeiras domingo em com atuação contestada em Guayaquil?” ou “Por quê a insistência em Fernando Prass, que alterna bons e maus momentos, e não é dada uma nova oportunidade a Jailson?”

A possibilidade de Diego Souza voltar ao Palmeiras também gera desconfiança, questionam sua idade, se seu bom momento não é só pontual e o mais grave, aos olhos dos cartolas, persiste a mágoa causada pelo gesto que fez à própria torcida do Palmeiras.

Retornando ao jogo do domingo, à luz do atual retrospecto contra o Cruzeiro, agora de um 3 a 3 e de uma derrota por 3 a 1, há temor em relação à sobrevivência na Copa do Brasil, em Minas, aumentado pelo fato de o time não engatar sequência de duas boas partidas, e de suas vitórias, quando acontecem, serem na “bacia das almas”.

O Palmeiras encaminhou nota contestando o post com as seguintes informações: “O clube contratou 45 atletas entre 2015 até hoje; 26 fazem parte do elenco atual; dos outros 19, 6 foram envolvidos em negociações por outros jogadores ou vendidos; 65 atletas tem contrato com o Palmeiras; 32 atletas no elenco principal; 31 atletas emprestados; 11 dos emprestados acabam contrato este ano; 58% do total de salário dos emprestados é pago por seus atuais clubes”.

O blog voltou a conversar com as fontes do post e elas alertaram que, conforme havia sido publicado pelo blog, as suas contas incluíam a gestão Paulo Nobre, que teve início em 2013, e não em 2015, e atletas vindos da base.


Orgulho do Palmeiras, troféu da Copa Rio-1951 espera por “casa própria”
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Eduardo Ohata

O símbolo de um dos principais orgulhos do Palmeiras, a taça da Copa Rio-1951, está longe do olhar dos torcedores, provisoriamente guardada em um depósito, ao lado de todas os outros troféus do clube.

A taça da Copa Rio ganhará um lar definitivo quando a WTorre erguer um memorial no Allianz Parque, instalação que faz parte do projeto, e sobre o qual Walter Torre falou com carinho com o blogueiro há alguns anos quando a arena nem havia saído do papel.

À época, Walter disse inclusive que cederia à direção do Palmeiras para ficar em exposição material de seu avô, que segundo seu discurso à época, era fanático torcedor do time do Parque Antarctica e responsável por tê-lo convertido em aficionado palmeirense.

O Palmeiras confirma que no momento o empecilho para que os troféus do Palmeiras sejam expostos é a falta de um local adequado.

“As taças estão armazenadas em um local apropriado, aguardando a definição de um projeto e local para o museu”, informou, em nota.

O local apropriado se trata de um um depósito, complementou Mauro Yasbek, diretor de arena do Palmeiras. Segundo o blog apurou com uma fonte com trânsito no departamento administrativo do clube, o depósito fica no bairro de Pinheiros.

No Palmeiras, o título da Taça Rio de 1951 é tratada com toda a reverência. Na recepção da sala do presidente Mauricio Galiotte há uma réplica, que muitos se emocionam ao ver por imaginar se tratar do troféu original. Uma das salas de reuniões do centro de excelência do Palmeiras é totalmente decorado com imagens que fazem alusão à conquista da Copa Rio 1951.

Alguns torcedores e conselheiros, porém, já estão exasperados pelo fato de o troféu estar “sem teto”. Um deles é o ex-vice de futebol Roberto Frizzo, responsável pelo dossiê que serviu para “recuperar” o status de “Mundial” da Taça Rio junto à Fifa. A entidade, depois, mudou de posição algumas vezes sobre compará-lo a um título mundial.

“Não entendo porque o troféu da Taça Rio e todos os demais desses mais de cem anos da rica história do Palmeiras estão exilados”, dispara Frizzo. “Nem estou me queixando por ele estar em um depósito cujo endereço não é divulgado. Enquanto ele não estiver de volta ao clube, tem que ser assim, é mais seguro, imagina se algum torcedor de outro clube descobre onde está, o que pode acontecer? Mas o que eu gostaria mesmo é que ele retornasse ao clube o mais rápido possível para ficar exposto à visitação dos torcedores.”

Quem também fez lobby pela construção do memorial foi o conselheiro Sergio Pellegrini, ligado às administrações dos presidentes Arnaldo Tirone e Paulo Nobre (no primeiro mandato).

O fato de os troféus ficarem abertos à visitação pública serviu em um passado nem tão distante para inspirar o lançamento de livros. Foi o caso de “O Jogo Vermelho”, do ex-deputado federal Aldo Rebelo, que teve a idéia durante uma visita ao antigo museu do clube.

A WTorre argumenta que a construção depende apenas da escolha de um local no clube para erguer o memorial e que não há apenas um projeto, mas dois.

A seguir, a íntegra da nota da WTorre enviada ao blog:

“O Allianz Parque esclarece que, como era previsto em seu projeto inicial, existe dentro do complexo da arena, não uma, mas duas áreas capazes de receber um memorial do clube. Essa atração ainda não foi viabilizada por uma série de razões. Portanto, não se trata de promessa não cumprida, mas de um importante item dentro do plano de negócios da arena, ainda em desenvolvimento.

No momento, a equipe da arena analisa dois projetos distintos, apresentados por empresas especializadas nesse segmento, e que serão discutidos em conjunto com o nosso parceiro, o Palmeiras.

A responsabilidade da nossa gestão é criar um memorial não apenas bonito e atraente, mas sustentável economicamente. Alguns exemplos recentes no país reuniram acervos magníficos, mas hoje lutam para se sustentar e manter os respectivos memoriais em atividade. Precisamos evitar isso e acreditamos que somente estudando iniciativas bem sucedidas, dentro e fora do país, com gestão feita por especialistas, vamos encontrar o modelo ideal para o Palmeiras, sua torcida e o Allianz Parque.

A equipe de gestão da arena, compreende a ansiedade da torcida em termos mais este espaço concluído no complexo do Allianz Parque, mas reiteramos que nosso maior compromisso com os palmeirenses é erguer um memorial à altura do Campeão do Século XX e Maior Campeão do Brasil. Não aceitamos nada menos do que isso.”


‘A WTorre não terminou todas as obras no Allianz Parque’, alerta Mustafá
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Eduardo Ohata

O ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi aproveita o momento de tranquilidade política no clube para lançar um alerta: “A WTorre não entregou ainda todas as obras no Allianz Parque”.

“Consta que a WTorre não terminou todas as obras na arena. Como o Palmeiras tem uma participação na renda do estádio, estamos deixando de ganhar, pois há uma diminuição da receita por conta de áreas que não estão sendo utilizadas”, explica o cartola, que reforçou papel de destaque no clube após vitórias no conselho deliberativo, Conselho de Orientação Fiscal e ao ver ratificada a eleição de Leila Pereira, dona da Crefisa, a uma cadeira na casa.

“Espero que o atual presidente [Mauricio Galiotte] continue defendendo os interesses do Palmeiras em relação à WTorre como o anterior [Paulo Nobre] fazia”, concluiu, enfático, Mustafá.

O blog entrou em contato com a WTorre, que alegou que não poderia se manifestar oficialmente no momento por não saber em detalhes quais os pontos foram questionados pelo cartola.

O blog, porém, apurou que há, sim, finalização de obras que são questionadas e que o silêncio da construtora se deve a uma condição de confidencialidade.

Na câmara de arbitragem da Fundação Getúlio Vargas, o clube já obteve uma vitória sobre a WTorre, quando, em outubro passado, conquistou o direito de comercializar as cadeiras da arena.

Há obras que já entraram na conta do associado, que foram pagas por meio de taxas de reinstalação de departamentos.

“Há itens redigidos no contrato de forma diferente à apresentada no conselho, e o sócio pagou a conta”, explica Mustafá. “Mas como foi o próprio sócio que aprovou a parceria com a WTorre, essa foi a solução possível.”

 


As 4 decisões que Galiotte terá que tomar no Palmeiras nas próximas semanas
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Eduardo Ohata

A eleição à presidência do conselho deliberativo e a não-impugnação da candidatura de Leila Pereira, dona da Crefisa, ambos ocorridos no ínicio desta semana, jogou quatro questões no colo do presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte.

A expectativa dentro do clube é de que sejam respondidas a partir das próximas semanas.

1) Qual o papel que o presidente quer que a agora conselheira Leila exerça?

Leila tem dito enfaticamente que pretende ser a fiel escudeira da gestão de Galiotte. Ela indicou que pode lançar mão de incentivos fiscais para realizar benfeitorias na parte social do clube e também incentivar esportes amadores. Além disso, Leila pode desempenhar um papel de influenciadora dentro do conselho, já que recebeu a votação mais expressiva para um conselheiro na história do clube.

2) Galiotte contemplará membros de grupos aliados com posições em sua diretoria?

Galiotte tem ótimo trânsito com Mustafá Contursi, aliado político que se firmou como cartola mais influente dos bastidores do clube ao eleger o presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande. Este ano já registrara vitória no Conselho de Orientação Fiscal.

Dito isso, Galiotte encaixará em sua diretoria conselheiros com quem tem vínculo mais forte ou abrirá bom espaço para membros da chapa Palmeiras Forte, de Mustafá? Como tratará o subgrupo do ex-vice de futebol Roberto Frizzo, que ajudou a lhe dar sustentação e que já monta estratégia para eleger um grupo no pleito de conselheiros vitalícios?

Galiotte contemplará as chapas Palestra e UVB, que também se uniram em torno de sua candidatura?

Ainda falando da Palestra, apesar de não ter apoiado a vice do conselho Guilherme Pereira, filho de Clemente, líder da chapa, como agirá em relação a ela, já que é bastante representativa?

Esse será um quebra-cabeças desgastante para montar.

3) Qual será a atitude de Galiotte em relação aos vices “rebeldes”, que não acompanharam seu voto no caso Leila?

Na sessão do conselho na segunda-feira, chamou a atenção os votos dos vices Tomaselli, Genaro Marino e Victor Frugi, que não acompanharam Galiotte em seu voto pela não-impugnação de Leila. O trio esteve vinculado à gestão de Paulo Nobre.

Como os vices são eleitos, o presidente não pode destituí-los. Porém, pode diminuir seu poder e relegá-los a um papel meramente decorativo, ou conferir poder a eles para que cumpram metas. Vai dar um gelo, poder ou mais uma chance?

4) Como agirá em relação ao antecessor Paulo Nobre? Romperá de vez ou optará por manter uma “ponte”?

Alguns membros da chapa Academia, de Paulo Nobre, já considerados dissidentes, acompanharam o voto de Galiotte em Leila. Na composição de sua gestão, Galiotte acomodará só membros da chapa próximos a ele, ou deixará a porta aberta para aqueles mais ligados a Nobre, seu ex-padrinho político, cuja influência política no clube tem diminuído?


Mustafá se fortalece ao fazer líder de conselho e validar eleição de Leila
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Eduardo Ohata

O ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi consolidou, uma vez mais, sua influência nos bastidores do clube ao eleger dois apadrinhados presidente e vice do conselho deliberativo do clube, e ver o pedido de impugnação de Leila Pereira, dona da Crefisa e Faculdade das Américas, também sua apadrinhada, ser arquivado por votação, durante sessão dupla na noite desta segunda-feira.

Na eleição do Conselho de Orientação Fiscal, em janeiro, dos 15 conselheiros titulares eleitos, 13 eram apoiados direta ou indiretamente por Mustafá. E, na eleição ao conselho, mês passado, quando Leila foi eleita, a sua chapa Palmeiras Forte empatou na liderança com a Palestra, com 27 conselheiros eleitos cada.

O controle das duas casas pode ser, em certos casos, até mais importante do que deter o poder executivo no clube, que por vezes pode ser “travado” pelas ações dos dois conselhos. Arnaldo Tirone sentiu isso na pele ao romper com Mustafá ao chegar à presidência.

Leila, que teve a validade de sua candidatura questionada por Paulo Nobre quando este deixou a presidência do clube, no fim do ano passado, viu a maioria do conselho apontar a validade de sua eleição nesta segunda-feira. Associados haviam seguido os passos de Nobre e questionado formalmente sua situação.

Na verdade, a decisão favorável dos conselheiros a Leila foi diretamente um voto de confiança em Mustafá, pois foi o ex-presidente que repetiu à exaustão que conferiu o título de sócia a ela em 1996.

Defenderam Leila os conselheiros Gilto Avallone, Elio Esteves, Paulo Serdan e Corona Romano. Contra, discursou José Antonio, que concorria à presidência do conselho.

De cerca de 228 conselheiros presentes, apenas cerca de 29 foram favoráveis à impugnação da candidatura de Leila, incluindo os vices Genaro Marino, Victor Frugis e José Carlos Tomazelli, que votaram diferente do presidente Mauricio Galiotte e do outro vice, Jesse Ribeiro.

Para a eleição à presidência do conselho, que ocupou a segunda das sessões que aconteceram nesta segunda-feira, foi alinhavada uma costura política que permitiu a Mustafá alçar Seraphim del Grande (151 votos) e Carlos Faedo (110), respectivamente, à presidência e vice-presidência do conselho.

Ainda na eleição à presidência, Sylvio Mukai, da UVB, conseguiu 38 votos, um a mais do que o candidato independente José Antonio, 37. No pleito à vice-presidência, Guilherme Pereira, da chapa Palestra, recebeu 69 votos e Tasso Gouveia, da UVB, teve 53 votos.


Eleição de Leila será mantida, apontam alianças no conselho do Palmeiras
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Eduardo Ohata

O pedido de impugnação de Leila Pereira, dona da Crefisa e Faculdade das Américas, a uma cadeira no conselho deliberativo do Palmeiras fará água, aponta a configuração do órgão. A sessão dupla, marcada para esta segunda-feira, deve terminar com uma coleção de vitórias políticas para o ex-presidente Mustafá Contursi, padrinho político de Leila, que também apoia candidatos favoritos a presidente e vice do conselho.

Além do apoio de Mustafá, líder da chapa Palmeiras Forte, Leila conta com boa parte dos votos da chapa Palestra, onde teve membros atuando como cabos eleitorais, e até da UVB, grupo tradicionalmente rival ao de Mustafá.

Até a oposição que enfrentava em subgrupos do Palmeiras Forte, como o do ex-vice de futebol Roberto Frizzo, que falava abertamente nos últimos dias entender que o caso deveria ser decidido administrativamente, foi extinta. Após reunião interna com seu grupo, Frizzo fechou apoio à manutenção de Leila.

Contra Leila, resta o ex-presidente Paulo Nobre, que orientou pela impugnação da candidatura de Leila ao deixar o cargo, e pessoas próximas a ele.

O voto, por tradição estatutária, deve ser aberto, como foi nos julgamentos dos ex-presidentes Luiz Gonzaga Belluzzo e Arnaldo Tirone.

Após a primeira sessão, da qual participarão os atuais membros do conselho, assumem os conselheiros eleitos no último dia 11, que elegerão o presidente do conselho, entre três candidatos: Seraphim del Grande, Sylvio Mukai e José Antonio.

O favorito é Del Grande, que conta com o apoio de Mustafá. Mukai representa a UVB e José Antonio é candidato independente.

A grande disputa deve ficar pela vice-presidência, entre Carlos Faedo, dissidente do grupo Palestra, de Clemente Pereira. Ele também conta com o apoio de Mustafá e disputará o cargo justamente contra o filho de Clemente, Guilherme.

Segundo pessoas próximas a Faedo, ele fará entre 140 e 160 v0t0s (de um total de aproximadamente 272 conselheiros em condições de voto). O próprio candidato fez essa projeção durante evento eleitoral em uma pizzaria na última sexta-feira.

Apoiadores de Guilherme, porém, afirmam que a disputa não será um passeio e apostam em votação expressiva em seu candidato.

Tasso Gouveia, da UVB, deve ficar em terceiro na eleição a vice.

Se os votos forem favoráveis a Leila, Del Grande e Faedo, não demonstrarão apenas um bom momento político de Mustafá, mas do presidente do executivo, Mauricio Galiotte, aliado político de Mustafá.


Palmeiras marca para o dia 6 julgamento da validade de eleição de Leila
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Eduardo Ohata

A legitimidade, ou não, da eleição de Leila Pereira, dona da Crefisa e Faculdade das Américas, patrocinadoras do Palmeiras, a uma cadeira no conselho deliberativo do clube será definida dia 6 de março, oficializou edital publicado no fim de semana.

Leila foi eleita no último dia 11. Mas associados do clube questionaram oficialmente a candidatura de Leila. Eles alegaram, assim como fizera o ex-presidente Paulo Nobre, que ela não era sócia desde 1996 e que por isso não teria tempo de clube para concorrer.

Cumprir dois mandatos no conselho é pré-requisito para quem quer, no futuro, chegar à presidência do clube do Parque Antarctica.

No dia 6, primeira segunda-feira após o Carnaval, acontecerão duas sessões. A pauta cheia criou dúvida entre conselheiros se a sessão na qual será analisada a situação de Leila poderia até ser adiada para outra data, em uma sessão extraordinária.

A primeira definirá a situação de Leila e na segunda será eleito o novo presidente e vice do conselho.

Votarão na primeira sessão, que será presidida pelo atual presidente, Antonio Augusto Pompeu de Toledo, os conselheiros da formação atual. O voto será aberto, como aconteceu nos julgamentos dos ex-presidentes Luiz Gonzaga Belluzzo e Arnaldo Tirone.

Haverá uma explanação do caso, com acusação e defesa. A defesa, provavelmente, ficará a cargo do ex-presidente e padrinho político de Leila, Mustafá Contursi. Afinal, o título de sócia de Leila, em 1996, teria sido conferido por ele.

A acusação ficará a cargo de um conselheiro ou de um dos associados que questionaram a candidatura de Leila antes mesmo do pleito.

A tendência é de que o conselho ratifique a validade do título de Leila, já que até gente de outras chapas participou de sua campanha.

Porém, se ela for impugnada, a chapa Palmeiras Forte, de Mustafá perderá os 248 votos de Leila e, por conta do coeficiente eleitoral, a chapa perderia conselheiros eleitos a reboque da expressiva votação em Leila.

A diferença de votos seria “distribuída”, proporcionalmente, entre as outras três chapas.

A segunda sessão da noite definirá o presidente e vice do conselho deliberativo e será presidida pelo presidente do executivo, Mauricio Galiotte. Esse pleito, sim, em voto secreto, como é tradição no clube.

Seraphim Del Grande é, até agora, candidato único à presidência do conselho. Mas o prazo de inscrição termina no dia 24. Nos corredores do clube comenta-se que a UVB pode lançar também um candidato, Sylvio Mukai.

A grande disputa, porém, deve ficar por conta da vice-presidência. Dois membros do grupo Palestra apresentam-se como candidatos: Carlos Faedo e Guilerme Pereira, filho de Clemente Pereira.

Faedo, que deve contar com o apoio de Mustafá e por isso é o favorito, enfrenta rejeição dentro do próprio grupo do ex-presidente, o que pode abrir oportunidade para Guilherme.


Efeito Crefisa fortalece de novo Mustafá, padrinho de Leila no Palmeiras
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Eduardo Ohata

O resultado da eleição ao conselho deliberativo do Palmeiras mostrou que saiu fortalecido do pleito o ex-presidente Mustafá Contursi, padrinho político de Leila Pereira e José Roberto Lamachia, casal dono da Crefisa e Faculdade das Américas, patrocinadoras do clube.

A chapa Palmeiras Forte, de Mustafá, fez 27 conselheiros. Mesmo número que a Palestra, de Clemente Pereira.

Mas como na eleição anterior a Palestra havia feito mais conselheiros do que a Palmeiras Forte, o empate neste fim de semana mostra um crescimento da chapa do ex-presidente.

A chapa foi beneficiada pela expressiva votação em Leila (248 votos) e Lamachia (62), já que o clube segue o sistema de votação proporcional, que lembra as eleições a vereador ou deputado, por exemplo, onde um puxador de votos “elege” outros candidatos.

No pleito ao Conselho de Orientação Fiscal, no fim do mês passado, o grupo Palmeiras Forte, de Mustafá, foi o que mais conselheiros elegeu.

O grupo de oposição de Wlademir Pescarmona, a UVB, manteve mais ou menos o mesmo espaço da eleição anterior, com 13 cadeiras.

Quem registrou queda foi a Academia, grupo do ex-presidente Paulo Nobre, com nove cadeiras.

Surpreendente porque Nobre deixou o cargo há menos de dois meses e, até então, tinha sua gestão envolta em elogios.

Outro fator que mostra o bom momento vivido por Mustafá é a gentileza dispensada em sua direção pelo atual presidente, Mauricio Galiotte. Aliados de Mustafá contam que Galiotte tem se mostrado atencioso com eles e sempre agradece a “ajuda que vocês estão nos dando”. Por “vocês”, entenda-se mais Mustafá do que esses próprios aliados.

Além de Lamachia e Leila, cuja campanha contou com estrutura compatível com a de uma campanha política, outros dois candidatos famosos fora do Parque Antarctica conseguiram cadeiras no conselho.

O ex-vereador Domingos Dissei, hoje no Tribunal de Contas do Município, em campanha desde meados do ano passado, quando passou a interagir com os sócios, se elegeu com 70 votos. Ele contou com forte trabalho de Elio Esteves, ex-vice do conselho.

O conselheiro de Michel Temer e presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto, se elegeu com 44 votos. Em uma campanha considerada rápida, com apenas dois meses de duração, contou com o apoio do atual vice do conselho, Mauro Yasbek, do ex-vice de futebol Roberto Frizzo e teve a campanha coordenada por Ricardo Pellegrini Pisani, ex-secretário geral do clube.

Os 76 novos conselheiros (no total, o conselho tem mais ou menos 270 membros) já estreiam em março com a responsabilidade de escolher o novo presidente do conselho, que já tem um postulante: Seraphim del Grande.

A disputa pela vice-presidência deve ficar entre Guilherme Pereira, filho de Clemente, e Carlos Faedo, ambos do grupo Palestra. Segundo pessoas que transitam junto a lideranças, só Faedo deve ter o apoio de Mustafá.


Contrato de Palmeiras com Crefisa prevê bônus de até R$ 80 milhões
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Eduardo Ohata

O contrato do Palmeiras com a Crefisa prevê bônus por título conquistado pelo clube, a começar do Paulista-2017, que somados chegam a R$ 80 milhões.

O clube do Parque Antarctica receberá bônus por cada título conquistado nas seguintes competições: Estadual, Copa do Brasil, Brasileiro, Libertadores e, conquistada a competição continental, se voltar com o título do Mundial de clubes, o blog apurou com dirigente com acesso ao contrato

A previsão é de que o documento seja assinado nesta quarta-feira.

O valor da premiação da Crefisa pelo título da Libertadores vale mais de R$ 10 milhões.

Ou seja, como o valor do patrocínio anual fica perto dos R$ 80 milhões, se o Palmeiras tiver 100% de aproveitamento de títulos que disputar nos próximos dois anos, receberá em bônus o equivalente a um terceiro ano de patrocínio.

O contrato venceu no último dia 21, mas há uma cláusula que concede prazo de 30 dias para as partes estudarem o documento.

Na última quinta-feira, clube e financeira bateram o martelo pelas bases da renovação do novo contrato, que vale por dois anos, com valor anual que gira em torno de R$ 80 milhões.

Além disso, a Crefisa investiu R$ 30 milhões em atletas para a temporada. Esse valor não entra na conta do patrocínio.

A candidatura de Leila Pereira, dona da Crefisa e da Faculdade das Américas, a uma cadeira no conselho deliberativo do clube se tornou o centro de uma polêmica.

O ex-presidente do clube Paulo Nobre, ao deixar o cargo, orientou pela impugnação da candidatura, que já foi oficialmente questionada por associados.

Porém o ex-presidente Mustafá Contursi confirma que concedeu o título de sócia a Leila em 1996.

José Roberto Lamachia, marido de Leila, também concorre a uma cadeira no conselho deliberativo.

Além do casal, outros candidatos conhecidos fora do Parque Antarctica que participam do pleito são o presidente da Central Brasileira de Sindicatos, Antonio Neto, e o ex-vereador Domingos Dissei.

Em meio à sua campanha eleitoral, Leila receberá, na próxima quinta-feira, na FAM, o título de cidadã paulistana, concedido pela Câmara dos Vereadores de São Paulo.