Blog do Ohata

Arquivo : Palmeiras

Alexandre Mattos desfalcou ‘supercoletiva’ por estar fora buscando reforços
Comentários Comente

Eduardo Ohata

A ausência do diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, na entrevista coletiva que reuniu o técnico interino, Alberto Valentim, e os principais jogadores do time, na última sexta (10), atiçou a curiosidade de conselheiros do clube e provocou todo tipo de especulação, até que estaria em uma viagem de lazer nos EUA.

O executivo estava fora, segundo fontes com trânsito com o diretor informaram ao blog, em busca de reforços para a próxima temporada. Ele esteve em viagem nos últimos dias. Não foram especificados os jogadores pretendidos e nem as suas posições.

Pressão e cobrança da parte da torcida por um melhor rendimento do time foram assuntos abordados pelos atletas durante a supercoletiva, na qual pediram o apoio para a reta final do Brasileiro. Além de Valentim, participaram também Moisés, Dudu, Fernando Prass e Edu Dracena.

A atitude dos jogadores foi ironizada pela Mancha Alviverde, principal organizada do time do Parque Antarctica, que também criticou Mattos e o presidente do clube, Mauricio Galiotte.

Clube que mais investiu em contratações para a temporada, o Palmeiras deve terminar o ano sem títulos -o prêmio de consolação vai ser a vaga na próxima edição da Copa Libertadores da América.

Apesar das críticas, que partem também de sócios e conselheiros, Galiotte ainda conta com opoio na base aliada que o elegeu. O ex-vice de futebol Roberto Frizzo é uma das lideranças que seguem com o cartola. Ele organizará nas próximas semanas uma reunião com um grupo de conselheiros para discutir a situação do clube e compilar uma lista de sugestões para 2018 para Galiotte.


Palmeiras vota hoje artigo que desobriga WTorre de erguer memorial do clube
Comentários Comente

Eduardo Ohata

O pacote de alterações estatutárias que será votado nesta terça (31) à noite no Palmeiras traz artigos com potencial para criar polêmica, como o que prevê a construção de um memorial na sede social e outros que diluem o poder da diretoria executiva do clube.

O artigo relacionado ao memorial, se aprovado, desobrigaria a WTorre de erguê-lo no Allianz Parque. A demora em sua construção tem causado cobrança de parte de conselheiros preocupados com a acomodação dos trofeus da equipe. A WTorre argumenta que estuda opções de locais na arena para o memorial e também que prospecta um grupo especializado em gestão para firmar parceria.

Há também propostas na reforma do estatuto que, na prática, diminuem o poder da diretoria do executivo do clube, como a diminuição do número de vices (atualmente são quatro), que a partir de uma eventual alteração teriam que concorrer de forma independente, não atrelado à chapa do presidente. Outro artigo a ser votado estabelece um teto no número de conselheiros a fazer parte da diretoria e que os impede de votar as suas própria contas. Todos esses artigos, mesmo os que não são de sua autoria, têm o apoio do ex-presidente Mustafá Contursi, principal força política nos bastidores do clube.

Outros itens que constam na pauta devem ser aprovados com facilidade, pois tratam de assuntos de caráter meramente burocrático, como a mudança da data de análise dos balanços.

As mudanças que serão propostas nesta terça foram votadas previamente por um grupo restrito de conselheiros, entre eles Mustafá, que barrou alterações no texto que diziam respeito ao profissionalismo.

Houve propostas que não foram encampados pela comissão de reforma de estatuto, como a que permitiria que um conselheiro se candidatasse à presidência do clube em seu primeiro mandato. A recusa de sua inclusão gerou desconforto entre as partes envolvidas.

 


Por Copa Rio-51, palmeirenses encaminham dossiê com 5 documentos à Conmebol
Comentários Comente

Eduardo Ohata

O ex-vice de futebol, Roberto Frizzo, e o conselheiro vitalício do Palmeiras, Vittorio Pescosolido, que trabalham para que a Fifa reconheça a Copa Rio-51 como Mundial, encaminharam à Conmebol, por meio de um de seus integrantes, um dossiê composto por cinco documentos. A tese defendida é de que não se pode desconsiderar um status que a Fifa já reconheceu.

Os palmeirenses em geral ficaram muito contrariados pela decisão da Fifa em reconhecer os títulos mundiais de São Paulo, Santos, Flamengo e Grêmio e nem sequer ter considerado revalidar o da Copa Rio-51 durante reunião realizada na última sexta-feira (27).

A busca pela chancela da Fifa ao caráter de Mundial à Copa Rio-51 uniu representantes de alas historicamente rivais no Palmeiras. Frizzo e Pescosolido traçaram uma cronologia com cinco fatos correspondentes à documentação encaminhada à Conmebol.

1- Início do século XXI: Roberto Frizzo faz uma pesquisa de documentação histórica envolvendo vários países que resulta no livro “Copa Rio 1951, o Primeiro Mundial de Clubes da História do Futebol”. A publicação foi entregue à Fifa e mostra que o então secretário-geral da Fifa, Ottorino Barassi, participou da organização da Copa Rio

2 – 09.mar.2007: Fax enviado pelo então secretário-geral da Fifa, Urs Linsi, à CBF, com a referência “Copa Rio 1951”

3 – 29.mar.2007: Correspondência encaminhada pelo então presidente da CBF ao então presidente do Palmeiras, Affonso della Monica, cumprimentando-o “pela conquista da competição que intitula o Palmeiras como Campeão da Copa Mundial de Clubes”

4- 23.abr.2013: Mensagem do então secretário-geral da Fifa Jeròme Valcke, ao então ministro do Esporte do Brasil, Aldo Rebelo, com a referência “Recognition of the Copa Rio 1951 as the first club world cup” (“Reconhecimento da Copa Rio 1951 como o primeiro Mundial de clubes”

5- 07.jun.2014: Ata de reunião do comitê executivo da Fifa com tradução juramentada que aponta na página 11 que “Grant the request by the CBF to recognize the 1951 tournament between European and South American clubes won by Palmeiras as the first worldwide clube competition”. (“Atende o pedido da CBF para reconhecer o torneio de 1951 entre clubes europeus e sulamericanos, vencido pelo Palmeiras, como o primeiro mundial de clubes”). Os palmeirenses dizem estranhar o fato de a Conmebol não reconhecer o status de Mundial, já que “estavam presentes [à reunião] Julio Grondona, à época vice-presidente executivo da Fifa e presidente da AFA e Eugenio Figueiredo, ‘apenas’ o presidente em exercício da Conmebol”.

 

 

 


Chancela de Fifa à Copa Rio-51 faz rivais históricos se unirem no Palmeiras
Comentários Comente

Eduardo Ohata

A busca pela chancela da Fifa ao caráter de “Mundial” à Copa Rio-51 uniu representantes de alas historicamente rivais no Palmeiras.

O ex-vice de futebol Roberto Frizzo, aliado do ex-presidente Mustafá Contursi, e o conselheiro vitalício Vittorio Pescosolido, que fez parte da comissão de reforma estatutária durante a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo e que à época atacava Mustafá de forma aberta e agressiva, trabalham juntos para que a Fifa volte a reconhecer a Copa Rio-51 como um Mundial.

Frizzo faz parte do grupo Palestra Forte, de Mustafá, e Pescosolido, do União Verde e Branca, de Belluzzo. Mustafá e Belluzzo são os protagonistas de uma das maiores rivalidades dentro do Parque Antarctica, que resultou em ações na Justiça de um contra o outro. Mas, nesse caso em particular, a dupla tem as bênçãos de seus grupos para combinar esforços.

Um cartola da Conmebol já foi contatado por Frizzo e concordou em encaminhar à entidade que controla o futebol no continente uma carta ou e-mail questionando o lobby feito junto à Fifa para o reconhecimento dos títulos interclubes de São Paulo, Santos, Flamengo e Grêmio, mas não o título da Copa Rio-51 conquistado pelo Palmeiras, o blog apurou. O conteúdo da carta ficou a cargo de Pescosolido.

Ou seja, nomes de representatividade nas duas alas rivais se uniram para trabalhar pelo reconhecimento, que gera polêmica entre os torcedores do da equipe alviverde e os dos outros times, que ironizam a postura dos palmeirenses. Apesar da animosidade que existe entre o Palmeiras Forte e a UVB, não foi colocado impedimento para a colaboração entre a dupla nessa empreitada em particular.

O status de Mundial à Copa Rio-51 parece ser o único assunto a atingir a unanimidade no Palmeiras. O presidente do clube, Mauricio Galiotte, reafirma que (para ele) a competição realmente tem o caráter de Mundial, já que fora reconhecido pela Fifa. O cartola foi o responsável pela introdução da estrela vermelha na camisa do time para representar a conquista e mantém réplica da taça na antesala.

Frizzo se mostrou muito contrariado pela decisão da Fifa em reconhecer os títulos dos outros quatro times brasileiros, mas não o do Palmeiras.

“Essa decisão de deixar o Palmeiras de fora mostra a falta de noção da Fifa”, resume, mal-humorado, Frizzo, que pilotou pesquisa que resultou em uma carta da Fifa que reconheceu a Copa Rio-51 como Mundial (posteriormente a entidade recuou). “A Copa Rio-51 teve o formato de um Campeonato Mundial, não foi uma decisão em jogo único, como é o caso desses outros times, o vice da Fifa à época esteve aqui no Brasil para ajudar a organizar a Copa Rio-51, os equipamentos e a arbitragem obedeceram as determinações da Fifa.”


Alexandre Mattos descarta oferta do Cruzeiro e permanecerá no Palmeiras
Comentários Comente

Eduardo Ohata

O diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, foi procurado pelo Cruzeiro na semana passada, após as eleições no clube, o blog apurou. O nome do gestor é um sonho de cartolas do time mineiro para o departamento de futebol.

Para tentar seduzir Mattos, foi montado e oferecido pelos mineiros um pacote que incluía pagamento da multa rescisória com o Palmeiras, luvas e ainda um salário competitivo com o que recebe atualmente no Palmeiras.

Porém representantes do clube mineiro ouviram uma negativa de Mattos, que citou seu contrato com o Palmeiras até dezembro de 2018 e seus planos de honrá-lo até a conclusão.

Mattos, que também já foi sondado pelo Atlético-MG, conta com o respaldo do presidente do clube, Mauricio Galiotte, e dos proprietários da Crefisa, patrocinadora do clube, com quem tem trânsito direto para conversar sobre contratações.


Arrancada daria ao Palmeiras chance de salvar um quarto do bônus da Crefisa
Comentários Comente

Eduardo Ohata

A tentativa de uma “arrancada” palmeirense, que mobiliza comissão técnica e cartolas do clube, se tornou a chance de o time salvar cerca de um quarto do bônus por produtividade incluído na renovação do contrato com as patrocinadoras Crefisa e FAM.

O título do Brasileiro vale cerca de R$ 10 milhões em bonificação para o clube. Se fosse campeão de todas as competições das quais participou durante o ano, o Palmeiras receberia da patrocinadora uma premiação superior a R$ 40 milhões.

Porém o time foi eliminado do Paulista, Copa do Brasil e Libertadores, que por tabela tirou a oportunidade de a equipe disputar o Mundial, cujo título também previa premiação da patrocinadora, restando apenas o Nacional.

Sem chance de ir ao Mundial de Clubes, um forte desejo de Leila Pereira, dona da Crefisa, a patrocinadora gostaria agora que o clube garanta sua vaga na Libertadores do ano que vem por meio do Brasileiro.

Na quarta-feira (27), o técnico Cuca, o presidente Mauricio Galiotte, o diretor de futebol Alexandre Mattos, comissão técnica e jogadores se reuniram durante 20 minutos antes do treino. Conversaram sobre a possibilidade de o time caçar o líder Corinthians, 11 pontos à frente na classificação, faltando ainda 13 partidas para o encerramento do Brasileiro.

Além do incentivo financeiro, a eventual conquista do bicampeonato nacional ajudaria a aliviar a pressão sobre o futebol do clube, questionado por torcida e imprensa.

Neste sábado, o Palmeiras, quarto colocado no Nacional, enfrenta o Santos, vice-líder, às 19h, em casa.


Apesar de costura política, eleição não mostra unanimidade de Galiotte
Comentários Comente

Eduardo Ohata

Após uma costura política nos bastidores do Palmeiras, o resultado da eleição dos conselheiros vitalícios no clube, com 6 eleitos entre 13 candidatos, nesta segunda (25), foi visto como um termômetro da popularidade do presidente, Mauricio Galiotte, que apontou não haver uma unanimidade.

Uma possível eleição de uma maioria já era apontada como um gesto de aglutinação do conselho deliberativo em torno de Galiotte.

Galiotte, o presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande, e Mustafá Contursi, cartola influente nos bastidores do Parque Antarctica, além de candidatos a vitalício de diversas correntes políticas se reuniram semana retrasada. A orientação foi para que não importasse as filiações, para que todos os 13 candidatos trabalhassem inclusive com as bases políticas pela eleição de todos candidatos.

O discurso em uníssono foi interpretado no clube como mostra de que as lideranças da base que elegeu Galiotte, em uma até certo ponto surpreendente candidatura única, permanece unida e “fala a mesma língua”, apesar de discordâncias pontuais. Porém as bases não obedeceram as orientações. A decepção de conselheiros com o futebol foi apontado como um dos possíveis motivos.

A eleição de conselheiros vitalícios parece fácil, mas não é. Para um candidato ser eleito vitalício era necessário a maioria simples.

Ou seja, metade do quórum presente nesta segunda, no caso 234 conselheiros, mais pelo menos um voto, ou seja, no mínimo 118 votos. Membros de grupos contrários à eleição de vitalícios assinaram a lista de presença, aumentando o quórum, e depois deixaram o local, dificultando a obtenção do piso para que um conselheiro se tornasse vitalício.

O filho do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero Filho, era um dos candidatos, mas não foi eleito, pois reuniu 111 votos. Em sua tentativa anterior, Del Nero Filho não havia conseguido ser eleito, e havia sido colocado em dúvida se participaria, ou não, desse pleito.

Marco Polo del Nero, o pai, participou da votação, foi bem recebido pelos colegas e, de forma discreta, pediu votos para o filho.

Foram eleitos Paulo Roberto Buosi (Academia), com 163 votos; Vittorio Pescosolido (União Verde e Branca), com 149 votos; Alessandro Donadio (Academia), com 136 votos; Frederico Carbone Filho (Palmeiras Forte), com 130 votos; Sergio Orciuolo (Palmeiras Forte), com 129 votos, um dos mais festejados; e Sergio Ferreira de Campos (Palestra).

 


Copa Rio-51: Cartola adia visita à Fifa para recuperar status de Mundial
Comentários Comente

Eduardo Ohata

O ex-vice de futebol do Palmeiras Roberto Frizzo adiou visita que faria à Fifa este mês para tentar recuperar o status de Mundial da Copa Rio-51. O cartola aproveitaria uma viagem, de caráter pessoal, que fará no final deste mês à Suíça, onde fica a sede da Fifa.

Frizzo, que pilotou o trabalho de pesquisa que culminara no reconhecimento da parte da Fifa da Copa Rio-51 como “de caráter” Mundial, revelara seus planos em maio ao blog, logo após o presidente do clube, Mauricio Galliotte, anunciar que o uniforme do clube passaria a trazer uma estrela vermelha como um reconhecimento à conquista da Copa Rio-51.

Torcida do Palmeiras posa para fotos com troféu da Copa Rio de 1951 (Cesar Greco/Fotoarena)

Para ir à Fifa, o cartola pretendia levar uma carta oficial do Palmeiras para, como da primeira vez, falar oficialmente pelo clube. Porém, após análise da situação com um grupo de 14 apoiadores, optou por não fazer o pedido a Galliotte e adiar o plano para 2018.

Frizzo entendeu que o momento de turbulência no futebol, com insatisfação da torcida em relação aos resultados e a proximidade do fim do ano, com o início do planejamento do futebol para 2018, não é o melhor para levar uma atribuição a mais para o presidente. Ele levou em conta também que o assédio da mídia sobre Galliotte, mesmo que positivo, seria inadequado neste momento.

De toda a forma, o que deu gás à ideia de Frizzo foi justamente a iniciativa de Galliotte de fazer cumprir o artigo do estatuto que previa a estrela na camisa, o que o cartola interpretou como um reconhecimento estendido ao seu trabalho de pesquisa.

No fronte internacional, o ex-vice de futebol pesou o fato de o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tampouco atravessar um período tranquilo, já que foi investigado pelo comitê de ética da entidade. Ele entendeu que essa não seria a hora mais adequada também por lá.

Frizzo pretende esperar o ano que vem para conversar sobre o assunto com a direção do Palmeiras e requisitar um ofício, já que todo ano ele viaja à Suíça por causa de compromissos pessoais.

A Fifa havia conferido à Copa Rio o caráter de primeira competição com formato de um Mundial de clubes. Porém, em um segundo momento, declarou que só reconhecia como Mundial de clubes as competições organizadas por ela própria.

O ex-vice do Palmeiras pretende mostrar, por meio de elementos como regulamento, bola, arbitragem, entre outros, que a Fifa participou da organização da Copa Rio-51.


Filho de Del Nero decide concorrer a conselheiro vitalício no Palmeiras
Comentários Comente

Eduardo Ohata

O filho do presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, Del Nero Filho, decidiu disputar a eleição a conselheiro vitalício do Palmeiras, prevista para o próximo dia 25, na própria agremiação, o blog apurou com fontes com trânsito no conselho deliberativo do clube.

Havia um suspense ao redor da candidatura de Del Nero Filho nas últimas semanas. Embora não tivesse oficializado o pedido de retirada do nome da lista de candidatos, após sinalização nesse sentido, a cúpula do conselho dava como certo que isso aconteceria.

Em março do ano passado, Del Nero Filho disputou a eleição anterior a uma vaga de vitalício no Palmeiras e não se elegeu. Del Nero Filho e o vereador Nelo Rodolfo (PMDB) são os “nomes” mais conhecidos a concorrer a vagas nesta eleição.

A eleição funcionará, na prática, como um teste de popularidade do pai de Del Nero Filho, já que foi na agremiação que deu seus primeiros passos na política dentro do esporte até chegar à CBF, passando antes pela presidência da Federação Paulista de Futebol.

Lideranças abriram uma trégua no ambiente tradicionalmente conturbado do clube, de olho na eleição. O estatuto dita que para ser eleito, um conselheiro precisa de maioria simples: Metade do quórum presente no dia da eleição, mais um voto pelo menos.

Parece fácil, principalmente porque há mais vagas do que candidatos, mas não é, por causa da forte rivalidade entre as principais chapas palmeirenses. Além disso, há também pequenos grupos que preferem comparecer à reunião, assinar a lista de presença, e deixar o local, tornando mais difícil as eleições. Por isso mesmo, houve pleito em que nenhum dos candidatos conseguiu ser eleito.

Lideranças, agora, se reúnem para costurar um consenso para que as bases votem no maior número de candidatos, ou até em todos, mesmo de outros grupos políticos, para preencher a cota de conselheiros vitalícios. Há 26 vagas em aberto e entre 12 e 13 candidatos.

O ex-vice de futebol Roberto Frizzo foi um dos cartolas que organizou reuniões nesse sentido com seu grupo, enquanto o ex-presidente Mustafá Contursi, principal força nos bastidores do clube, fez um corpo a corpo com correligionários. A eleição, pelo caráter aglutinador, beneficia o presidente do conselho deliberativo, Seraphim Del Grande, e o presidente do clube, Mauricio Galiotte.

A principal incógnita é qual a atitude que o grupo de Paulo Nobre adotará, já que o ex-presidente não participou de conversas nesse sentido e seu grupo, o Academia, tradicionalmente é contra eleição de vitalícios. Ele não tem se manifestado publicamente sobre o tema.

Há, porém, quem aponte que um acordão entre as lideranças é uma coisa, e as bases seguirem o que é decidido por elas, outra.

“Não fomos procurados para esta eleição especificamente, mas já houve articulação no sentido de eleger o maior número de vitalícios. Nosso grupo mesmo deve votar em sete, oito nomes [de 12 ou 13 possíveis]”, explica Wlademir Pescarmona, da União Verde e Branca. “Não acho que a insatisfação com o momento do futebol do Palmeiras prejudicará a votação. Só que o voto passa por esse ou aquele conselheiro, como indivíduo, não gostar desse ou daquele candidato, e esquecer a orientação da sua liderança.”

Tags : Palmeiras


Mundial de Clubes encalha no Brasil, e Fifa adia leilão por direitos de TV
Comentários Comente

Eduardo Ohata

O leilão dos direitos de TV do Mundial de Clubes da Fifa não atingiu, pela segunda vez seguida, o patamar mínimo esperado, mas desta vez a entidade que controla o futebol mundial decidiu encerrar o leilão atual e adiar a realização de uma nova rodada de lances.

Esta já era a segunda rodada de lances convocada pela Fifa.

Os lances da segunda rodada foram feitos enquanto o Palmeiras ainda estava vivo na Libertadores, cujo campeão garante vaga em uma das semifinais do Mundial, que este ano será realizado nos Emirados Árabes.

Em um cenário com a possibilidade de o Palmeiras participar do Mundial de Clubes, o apetite por seus direitos era maior. Não apenas pelo “nome” do Palmeiras, mas por conta de sua patrocinadora, a Crefisa.

Executivos de TV argumentam que, com o Palmeiras no Mundial, haveria o interesse natural da financeira em adquirir cotas de TV do Mundial. Não é segredo que um dos objetivos da dona da Crefisa, Leila Pereira, é ver o clube do Parque Antarctica ganhar o Mundial.

Assim, a eliminação do Palmeiras diminuiu o apetite das emissoras.

Agora, restam três times brasileiros no torneio continental: Santos, Grêmio e Botafogo. Se nenhum brasileiro se classificar ao Mundial, a Fifa corre o risco de ver o torneio ficar ainda mais desvalorizado no país.

Um terceiro fator que trabalha contra as chances do Mundial são os planos da Fifa de substituí-lo por um outro modelo. No mercado, o raciocínio é o de que os planos da Fifa servem como uma admissão de que o formato atual não está funcionando. A analogia é com o modelo de um carro que já se sabe que será substituído daqui a seis meses: “Quem terá o interesse de comprar o modelo atual?”.

A escassez de tempo entre a final da Libertadores e a estreia de seu campeão no Mundial de Clubes se transformou em problema de logística: entre a segunda partida da final da Libertadores, em 29 de novembro, e a estreia do representante sul-americano na competição, em 12 de dezembro, há uma janela de menos de duas semanas.

Há também a questão de prioridades, já que os próximos meses acontecerão os leilões dos direitos dos jogos da seleção, Champions e Libertadores, entre outros direitos de TV, conjugada à forte crise financeira que o país atravessa, que afetou negativamente o mercado publicitário.

Os direitos do Mundial de Clubes já foram definidos em outros mercados que têm representantes na Libertadores, como é o caso da Argentina. Lá, a Fox Sports adquiriu os direitos de TV.