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Pay-per-view e modelo europeu atraem à Globo clubes que fecharam com rival
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Eduardo Ohata

A perspectiva de aumentar os ganhos por meio do pay-per-view e o modelo europeu de distribuição da verba de TV, que será aplicado também à TV aberta pela Globo, atrai clubes que fecharam com o Esporte Interativo os direitos na TV fechada do Brasileiro a partir de 2019.

Ceará e Ponte Preta, clubes que acertaram os direitos da TV fechada do Nacional com o Esporte Interativo, assinaram contrato com a Globo na TV aberta e no Premiere (pay-per-view).

“Participar do pay-per-view e o fato de a TV aberta ter adotado o modelo europeu de distribuição do dinheiro [40% distribuídos igualitariamente para todos os clubes, 30% por performance e 30% por audiência] foram os motivos para a gente assinar”, explicou ao blog o presidente do Ceará, Robinson de Castro.

A divisão da verba do pay-per-view também obedecerá a participação proporcional de cada torcida na base de assinantes.


Disputa entre Globo e Esporte Interativo respinga até na Copa do Nordeste
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Eduardo Ohata

O duelo entre Sportv, braço esportivo da Globosat na TV por assinatura, e o canal Esporte Interativo, do grupo Turner, por direitos de transmissão de competições como o Brasileiro respinga em torneios considerados de porte menor, caso da Copa do Nordeste.

O contrato entre a Globo e Esporte Interativo de sublicenciamento da Copa do Nordeste na TV aberta venceu nesta edição da competição.

Já há um início de preocupação entre cartolas quanto ao futuro da competição. A edição deste ano conta com Bahia e Sport na decisão. O primeiro jogo, realizado nesta quarta-feira, acabou empatado por 1 a 1. A finalíssima acontece na próxima quarta-feira.

As negociações da Copa do Nordeste chegaram a um impasse quando o valor apresentado para a renovação foi cerca de 40% superior ao atual, e o Esporte Interativo acrescentou que já tinha uma oferta de uma outra TV aberta pela competição. A Globo, segundo o blog apurou com uma fonte ligada à emissora, se mantém aberta ao diálogo pois, “vê valor no futebol do nordeste e seus clubes”.

Band, Record, Rede TV! e SBT, principais emissoras da TV aberta a transmitir eventos esportivos, ou a contar com o poderio financeiro para esse objetivo, informaram ao blog não terem feito proposta pela Copa do Nordeste.

O SBT, no entanto, fez uma ressalva ao afirmar que não falava por suas afiliadas. Porém, é menos provável que emissoras locais consigam fechar um contrato que envolve vários estados sem o aporte financeiro e coordenação de sua matriz.

O impasse já começa a gerar preocupação entre cartolas de federações da região Nordeste.

“A renovação não foi fechada, o que preocupa principalmente os clubes, pois tem que ter visibilidade para suas marcas e para seus parceiros”, diz Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Bahiana de Futebol. “Há questões entre a Globo e o Esporte Interativo, mas estou otimista que no fim acabarão se entendendo [pela Copa do Nordeste].”

O SporTV e o canal Esporte Interativo, do grupo Turner, travam uma disputa por direitos de competições esportivas, como o Brasileiro, a partir de 2019. Também já houve disputa entre ambos pelos direitos da Copa do Brasil e estaduais.


Rede TV! transmitirá partidas da Série B do Brasileiro na TV aberta
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Eduardo Ohata

A Rede TV! exibirá as partidas da Série B do Brasileiro na TV aberta este ano.

A primeira partida prevista na programação da Rede TV! é entre Londrina e Internacional, que faz sua estreia na segunda divisão. A transmissão está prevista para às 16h30 deste sábado.

O contrato da CBF com a Rede Globo e a Globosat dá o direito à emissora na TV aberta de todos os jogos, exceto um por rodada.

Esta partida a CBF pode oferecer às outras TVs abertas, em um contrato direto entre as partes, é a que a Rede TV! tem exibido nos últimos anos e que o fará de novo este ano. Não se trata de um contrato de sublicenciamento entre as emissoras.


Atletiba escala novamente dupla do Esporte Interativo para transmissão
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Eduardo Ohata

O Atletiba, válido pelas finais do Campeonato Paranaense, que será transmitido neste domingo por meio do YouTube e Facebook, tem previsão de contar com profissionais do canal Esporte Interativo, o blog apurou com fonte de um dos clubes que participou da organização da partida no decorrer da semana.

No primeiro Atletiba, pela fase de classificação, previsto para 19 de fevereiro, mas adiado para 1º de março, após a Federação Paranaense de Futebol alegar que havia profissionais não-credenciados em campo, a transmissão via mídias sociais teve narração de Giovani Martinello, comentários de Felipe Rolim e reportagem de Bruna Dealtry, três profissionais do Esporte Interativo.

O programado para o primeiro jogo da final é que a narração e comentários estejam, novamente, a cargo de profissionais do Esporte Interativo, que farão a transmissão “off tube”, ou seja, do interior de um estúdio e longe da arena. O sinal gerado no Paraná seguirá para o Rio, de onde a transmissão será realizada. Possivelmente será repetida no estúdio a dupla Martinello e Rolim, salvo imprevisto, a fonte ressalvou.

O que não corre risco algum de sofrer alteração é o fato de a reportagem não contar novamente com Bruna. Quem ficará a cargo da função é a dupla Carol Carvalho (TV CAP) e Jaqueline Baumel (Coxa TV), que participaram da transmissão anterior. Segundo a fonte ouvida pelo blog explicou, o objetivo da utilização das repórteres dos clubes é fortalecer a identidade das agremiações junto às suas respectivas torcidas.

Apesar da utilização de profissionais do Esporte Interativo, a fonte ouvida pelo blog ressaltou que se trata de uma transmissão independente produzida pelos clubes, e não do canal. Apontou, para fortalecer sua argumentação, que os custos da transmissão, gratuita para os torcedores, estão sendo bancados por Atlético-PR e Coritiba, e não pela emissora.

O Esporte Interativo trava especialmente com o SporTV um duelo por direitos de transmissão. O que mais ganhou destaque foi o duelo pelos direitos do Brasileiro para a TV por assinatura a partir de 2019. Atlético-PR e Coritiba fecharam com o Esporte Interativo.

O polêmico Atletiba de 1º de março é investigado pelo Ministério Público e Procon do Paraná, que buscam apurar responsabilidades.


Para Ministério Público e Procon, Atletiba polêmico ainda não terminou
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Eduardo Ohata

O polêmico Atletiba, previsto para 19 de fevereiro e adiado para 1º de março, é investigado pelo Ministério Público e Procon do Paraná. Neste domingo, praticamente dois meses após a polêmica, os clubes voltam a se enfrentar, pelas finais do Paranaense.

Os documentos referentes ao episódio já estão nas mãos de autoridades das duas entidades, que buscam o responsável para a não-realização da primeira partida. Elas entendem que houve prejuízo para os torcedores que compareceram ao estádio e que não puderam acompanhar a partida, válida pela primeira fase do Campeonato Paranaense.

“Há, efetivamente, um procedimento aberto. O Ministério Público do Paraná recebeu as informações dos envolvidos e agora está analisando os documentos”, informa, por meio de nota, o Ministério Público do Paraná. “Em suma, os clubes culpam a federação, que por sua vez responsabiliza os clubes. Este é o atual estado do procedimento: recebidos os documentos solicitados pelo Ministério Público do Paraná, o caso está sendo analisado.”

O Procon, por sua vez, além de confirmar a investigação, acrescenta que divulgará um parecer “em breve”.

“… A investigação preliminar instaurada em faze da Federação Paranaense de Futebol, bem como dos clubes Atlético-PR e Coritiba está sendo analisada pela divisão jurídica deste departamento, que em breve proferirá parecer concluindo pela responsabilização ou não de algum ou de todos os envolvidos…”, informou, também por meio de nota, o Procon-PR.

Segundo o órgão, se de fato for identificado um ou mais culpados, o valor da multa pode chegar a R$ 8 milhões.

A polêmica envolvendo o Atletiba surgiu quando o confronto previsto para o dia 19 de fevereiro foi adiado para 1º de março.

A Federação Paranaense de Futebol alegou que havia no gramado profissionais que não haviam feito o pedido de credenciamento com 48 horas de antecedência como de praxe. Como resultado, o jogo foi adiado. Os dois clubes tentavam fazer uma transmissão independente, por meio de mídias sociais, já que não assinaram com a Globo na TV aberta.

A partida acabou acontecendo em 1º de março, com transmissão por meio do YouTube e Facebook, com narrador, comentarista e repórter do canal Esporte Interativo, que trava uma disputa por direitos do Brasileiro com o SporTV, braço no esporte da Globosat.

Os dois jogos das finais, entre Atlético-PR e Coritiba, cujo primeiro acontece neste domingo, na Arena da Baixada, serão novamente transmitidos pelas suas redes sociais no YouTube e Facebook.


Globo já se conforma em ficar sem parceiro e deve exibir Brasileiro sozinha
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Eduardo Ohata

A cerca de apenas um mês do início do Brasileiro-2017, a Globo não recebeu sequer um esboço de proposta para sublicenciamento da competição de qualquer um de seus pares na TV aberta.

No ano passado, chegou a executivos da emissora proposta que não agradou. Mas este ano, por enquanto, nem isso foi apresentado.

Na emissora já é dado como certo que a transmissão do Nacional será feito com exclusividade na TV aberta pela emissora, o blog apurou.

Os principais motivos para pessimismo em relação a uma parceria é financeiro. Além da crise econômica pela qual o país passa, que tem afetado o mercado publicitário, a cada dia que passa se torna mais difícil para um eventual parceiro viabilizar um plano comercial para a atração, que normalmente é levado a mercado para captação com meses de antecedência do início de uma atração desse porte.

Um diretor de uma TV aberta que já investiu forte em esporte, explica que não se trata apenas de adquirir os direitos de transmissão.

Feito o acerto com a Globo, seria necessária a contratação de um largo elenco de profissionais para compor sua equipe de transmissão de jogos, eventualmente com “nomes” caros, em um momento em que as emissoras de TV aberta têm anunciado cortes.

Além disso, há gastos com a logística: Aluguel de caminhões para transmissão, passagens aéreas, hospedagem para equipe composta por narrador, comentarista, repórter, técnico de som, cinegrafista, motorista etc.

Parte dessa equipe costuma se deslocar antes do dia da partida, para acompanhar o dia-a-dia dos clubes “grandes” quando estes jogam fora.

O formato do produto também é diferente, já que se trata de um programa com dois blocos de 45 minutos, o que oferece menos espaço para comerciais do que outros tipos de programas.

No ano passado a Band, tradicional parceira da Globo, anunciou poucos dias antes do início do Nacional, que por “questões financeiras” não iria transmitir o Brasileiro e neste ano tampouco transmitiu o Paulista.

Por questões ligadas à produção é mais fácil um canal adquirir competições que já chegam “prontas”, como a Liga dos Campeões ou a Copa das Confederações, pois pode ser transmitida “off tube”, ou seja, de um estúdio de onde a equipe do canal acompanha os jogos por um monitor.

Mesmo sem perspectivas de um parceiro e o cenário trabalhado internamente ser o de uma transmissão exclusiva, a emissora ainda está oficialmente aberta a parcerias.

Um indício de que a emissora busca parceiros é o trabalho de sinergia no aproveitamento de equipamentos de transmissão que vem sendo feito nos jogos com os caminhões de transmissão. Se antes Globo e SporTV, braço na TV por assinatura da Globosat, levavam cada um seus próprios caminhões aos estádios onde as partidas são disputadas, a ordem agora é para compartilhar quando possível para conter gastos.


Veja porque grupo que fechou com EI cria figura jurídica para negociar TV
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Eduardo Ohata

O medo de que algum clube “pulasse fora do barco” em meio às negociações fez com que o grupo de cinco clubes que fecharam os direitos de TV fechada com o canal Esporte Interativo e agora negociam TV aberta e pay-per-view com a Globo criar se unir por meio de uma pessoa jurídica.

O grupo é integrado por Palmeiras, Santos, Bahia, Atlético-PR e Coritiba.

“Com isso, queremos evitar que um dos clubes ‘roa a corda’, ou seja, dê para trás, como já aconteceu”, explica Pedro Henriques, vice-presidente do Bahia, em referência a agremiações como Fluminense e São Paulo. “Os presidentes, vices ou departamentos jurídicos dos cinco clubes já se reuniram várias vezes, em Curitiba, em São Paulo, e nosso objetivo é formalizar juridicamente nossa união.”

Por mais contraditório que pareça, a união do quinteto em uma pessoa jurídica é positiva até para a Globo, com quem negociarão.

O fato de terem anunciado por meio da mídia que estavam negociando em bloco, mas sem formalizar a união, começou a tornar as negociações confusas para executivos de TV, o blog apurou. Eles não têm segurança de que quando um cartola de um clube alega falar pelos outros, ele de fato tem “procuração” para representá-los e por isso, não sabem qual o “peso” conferir a seus discursos.

A formação de uma pessoa jurídica para negociar eliminaria esse tipo de confusão.

Desde a implosão do Clube dos 13, em 2011, os clubes não se uniam em torno de uma pessoa jurídica para fazer negociações em bloco.


Brasileiro manterá jogos matinais de domingo e mira também manhãs de sábado
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Eduardo Ohata

O Brasileiro-2017 manterá jogos disputados nos horários alternativos das manhãs de domingo e segundas-feiras à noite. Também está em estudo pelos organizadores do calendário estender as partidas matinais para os sábados também, apurou o blog.

A manutenção das partidas matinais é explicada pelo bom público, com um perfil familiar, que passou a frequentar os estádios para acompanhar esses jogos que têm início às 11h.

Os jogos realizados nas segundas à noite, que também registraram boas médias de público, são defendidos com o argumento de que é o que se verifica na Inglaterra com a Premier League (Inglês) e nos EUA com a NFL (futebol americano). Partidas marcadas para este dia e horário ficam sob um “holofote” por enfrentar menos concorrência de transmissões esportivas ou mesmo de outras formas de entretenimento, em relação ao que acontece nos fins de semana.

Os jogos de segunda também contam com um público que normalmente não vai a partidas de futebol: os profissionais que trabalham de fim de semana, argumenta quem é a favor desses jogos.

A realização de jogos do Brasileiro na faixa das manhãs de sábado ofereceria uma opção de futebol nacional para um horário ocupado apenas por campeonatos europeus, como o Inglês, Espanhol, Alemão e Italiano.

A ideia é bem vista dentro do SporTV e Premiere, respectivamente, braços na TV por assinatura e no pay-per-view da Globosat, que teriam menos partidas acontecendo simultaneamente.

Os horários alternativos não afetam a programação da Globo, na TV aberta, já que os horários tradicionais do futebol para o canal continuarão sendo as tardes de domingo e as noites de quartas-feira.


Leilão aumenta chance de Globo vencer Fox Sports e recuperar Libertadores
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Eduardo Ohata

A forma de negociação pelos direitos da Libertadores entre as emissoras de TV e a Conmebol mudou.

Os direitos da Libertadores no país hoje pertencem à Fox Sports, que os sublicenciam à Globosat em troca de jogos da Copa do Brasil. Desta forma, nem o SporTV, braço da Globosat na TV por assinatura, e tampouco a Fox Sports podem programar as partidas livremente, já que há um acordo por meio do qual há um rodízio semanal na escolha de jogos que cada um dos canais irá transmitir.

Mas a partir de agora, em vez de negociar  diretamente com a entidade, as emissoras participarão de um leilão pelos direitos da Libertadores. A entidade já firmou parceria em relação a outras propriedades com a gigante do marketing IMG.

A licitação para selecionar a firma que organizará o leilão acontecerá no mês que vem, a Conmebol informou ao blog.

Ou seja, de agora em diante, o histórico de negociações passadas e relacionamento, que seriam favoráveis à Fox Sports, dão lugar a critérios estritamente técnicos, com base nos valores oferecidos e também na expertise na promoção do produto. Para esse último quesito, é uma vantagem controlar um canal na TV aberta e contar com outros na TV por assinatura.

Uma ideia que entrou no radar de dirigentes da Conmebol é separar o Brasil dos demais países da América Latina na negociação dos direitos da edição de 2019 em diante.

Na negociação passada, a Fox Sports adquiriu em um só pacote os direitos da Libertadores para as Américas.

Se o formato permanecer inalterado, ou seja, venda das Américas em um só pacote, os executivos da Globo/Globosat terão de pesar muito bem a relação custo/benefício da aquisição dos direitos para o continente inteiro.

Como a Globo não opera diretamente canais de esporte em um grande número de países da América Latina, ao contrário de Fox Sports e ESPN, por exemplo, corre o risco de amargar prejuízo caso não consiga repassar os direitos a canais de outros países.

Com a separação do Brasil do resto da América Latina, a Globo poderia fazer uma proposta robusta financeiramente pelos direitos no país, pois estaria direcionada só para onde está a sua sede.

É bom lembrar que, mesmo nesse cenário, ESPN (Disney), Fox Sports (Rupert Murdoch) e Esporte Interativo (Turner) respondem a grupos cujos cofres são bem fornidos.


Globo fecha com mais um time e garante no Brasileiro-2019/24 trio de Goiás
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Eduardo Ohata

A Globo assinou contrato de transmissão do Brasileiro de 2019/24 com o Vila Nova, de Goiás, e fechou com o trio do Estado.

Goiás e Atlético Goianiense já haviam acertado com a Globo.

O acordo do Vila Nova com a Globo/Globosat contempla todas as plataformas, TV aberta, fechada, pay-per-view e internet.

Apesar de o Goiás ter mais experiência em Série A, o Atlético Goianiense ter subido para a divisão principal do Nacional e o Vila Nova estar na Série B, foi levado em consideração a popularidade deste último, o blog apurou.

O SporTV, que enfrenta a concorrência do Esporte Interativo pelo Brasileiro a partir de 2019, chegou a seu 25º time.

É importante assinar com o maior número de times por conta da forma como funciona a Lei Pelé.

Ela dita que uma emissora só pode exibir jogos nos quais os dois times estão fechados com a mesma emissora.

Não prevalece o mando de campo.

Ou seja, quem tiver mais jogos terá mais opções para mostrar, especialmente no caso de duelos com aqueles considerados “grandes”.