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Cartola do triathlon é pré-candidato a vice do COB, após esgrima desistir
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Eduardo Ohata

O presidente da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri), Marco Antonio LaPorta, é pré-candidato à vice-presidência do COB (Comitê Olímpico do Brasil), nas eleições previstas para o final do mês de março.

“Conversei com minha equipe e amadureci esse ideia”, revelou ao blog LaPorta. “Quero participar desse momento que não tem mais volta de reestruturação do COB. Estou reunindo as cartas de apoio.”

Segundo o cartola, o COB seria beneficiado de várias maneiras com sua candidatura. “Sou ex-militar [há um convênio entre Exército e COB], moro em Brasília [o Congresso tem questionado o COB] e tenho bom trânsito no Ministério do Esporte”, argumenta LaPorta, que originalmente pretendia concorrer a uma vaga no conselho de administração do comitê.

O presidente da Confederação Brasileira de Esgrima, Ricardo Machado, desistiu da candidatura. “Desisti porque seria um cargo que exigiria dedicação extrema e mudanças radicais do ponto de vista pessoal e familiar”, justificou Machado, ao revelar que será candidato a uma das vagas no conselho de administração da entidade.

O ex-jogador de basquete Marcel de Souza também anunciou que pretende se candidatar a vice do comitê.

O prazo de inscrições para vice-presidente, conselho e administração e conselho de ética termina no próximo dia 8. Depois disso, uma empresa de auditoria contratada pelo COB verificará se os candidatos atendem os requisitos previstos no estatuto.

A estimativa é de que o COB divulgue a relação dos candidatos habilitados no início de março.


Medalhista olímpico dedicará combate a vítimas de tragédia da Chapecoense
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Eduardo Ohata

O medalhista olímpico Esquiva Falcão dedicará sua luta desta sexta-feira às vítimas da tragédia da Chapecoense. O pugilista pensou até em bordar o brasão do clube no calção, mas por dificuldades de logística, desistiu da ideia.

Esquiva, prata na Olimpíada de Londres-12 e invicto como profissional, enfrenta na madrugada de sábado o porto-riquenho Luis Hernandez, na Califórnia (EUA). Originalmente o brasileiro enfrentaria o americano Gerardo Ibarra, que perdeu o vôo e teve que ser substituído. O canal SporTV transmite a programação ao vivo, a partir da 1h de sábado (anteriormente havia sido divulgado que a programação teria início à 0h e 2h, a última informação chegou às 20h desta sexta-feira).

“A vitória, se Deus quiser, vou dedicar às famílias desses amigos, companheiros do esporte. Queria fazer uma homenagem simples, bordando o emblema do time no calção ou vestindo a camisa do time, mas infelizmente viajei nesta quarta [de Nevada] para a o local onde eu luto já na sexta [Califórnia], mas o roupão que vou usar pelo menos é verde, da cor do time”, explicou Esquiva, 38º do ranking do Conselho Mundial de Boxe.

“Foi muito triste, estou abatido, que deus conforte o coração de todos”, finalizou o lutador, que acrescentou que planeja pedir um minuto de silêncio ou o tradicional toque de dez badaladas por conta da tragédia na Colômbia. Ele não sabe ainda se será atendido.

Esquiva tem 15 lutas, todas vitórias, 12 delas por nocaute. O cartel de Ibarra traz 14 vitórias e 3 derrotas (8 nocautes).


Estreia de Robson Conceição nem pareceu que foi a sua 1ª luta profissional
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Eduardo Ohata

Ouro na Olimpíada Rio-2016, Robson Conceição, 28, nem pareceu que estava fazendo sua primeira luta profissional neste sábado à noite, com uma clara vitória por pontos sobre o norte-americano Clay Burns, na preliminar do duelo entre o filipino Manny Pacquiao e Jesse Vargas, o que por si só já coloca pressão sobre os ombros dos boxeadores que participam de uma programação de tal magnitude.

O baiano, treinado por Luis Carlos Dórea, o mesmo que levou Popó a seu primeiro título mundial, muito à vontade, mostrou muitas qualidades contra um rival mais experiente, que entrou no ringue com 4 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.

Nem a pressão e agressividade, mesmo que atabalhoada, do americano fez com Robson perdesse a tranquilidade, o que seria perdoável por se tratar de um estreante.

Mas não, Robson, paciente, lançou golpes em combinações, trabalhou bem a linha de cintura e soube administrar a energia para um número maior de assaltos, o que são características de um veterano de algumas lutas profissionais já.

O brasileiro, apelidado de “Nino”, tampouco se movimentou desnecessariamente, pecado de muito lutador que faz a transição de amador para profissional.

Além do trabalho do estafe do brasileiro, isso se deve também à aproximação das regras do amadorismo às do profissionalismo (ênfase na agressividade, aposentadoria do sistema computadorizado que privilegiava os “toques” em vez dos golpes contundentes, retirada do capacete protetor etc) e de sua participação na World Series of Boxing, liga semi-profissional da Aiba (entidade que controla o boxe olímpico).

Início promissor.


Ouro na Rio-2016, Robson Conceição aposta em título mundial na sua 4ª luta
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Eduardo Ohata

Campeão olímpico dos leves na Rio-2016, Robson Conceição aposta que tem condições de chegar a um título mundial em sua quarta luta. O baiano faz sua estreia profissional no próximo sábado, em Las Vegas, na preliminar do duelo entre o filipino Manny Pacquiao e Jessie Vargas, que decidem o títulos dos meio-médios da OMB.

“Vamos ver como me saio em minhas três primeiras lutas, mas acredito que tenho condições de disputar um título mundial em minha quarta ou quinta luta”, afirmou Robson ao blog, após ser questionado sobre outros atletas que disputaram cinturões mundiais em um tempo relativamente curto. “Acho que boxe para isso eu tenho.”

Durante a entrevista coletiva em setembro para oficializar que havia assinado com a empresa promotor Top Rank, Robson e seu estafe inicialmente assumiram uma postura conservadora e previram uma disputa por um título mundial em mais ou menos dois anos.

Porém até mesmo o técnico de Conceição, Luis Carlos Dórea, que treinou o ex-campeão mundial Popó e do UFC Junior Cigano, admite que o pupilo pode ter um caminho abreviado até a disputa por um título mundial.

“É isso mesmo, [uma disputa por título na quarta ou quinta luta] pode acontecer. Um atleta que chega a ser campeão olímpico como o Robson já mostrou que é diferenciado”, argumentou um entusiasmado Dórea.

Só a título de comparação, Popó disputou seu primeiro título mundial em sua 21ª luta e  no quinto ano de carreira.

É raro, mas já houve casos de lutadores que conquistaram títulos mundiais na terceira luta e até quem estreou como profissional em uma disputa de cinturão mundial.

Vazyl Lomachenko conquistou o título dos penas da OMB em seu terceiro combate, em 2014.

O ucraniano, aliás, é um “velho conhecido” do brasileiro. Conceição derrotou Lomachenko no Mundial amador de 2011 por pontos (20 a 19), mas viu o resultado ser revertido para uma vitória do ucraniano, durante a madrugada, no tapetão. Ambos são providos pela Top Rank.

O tailandês Saensak Muangsurin foi campeão meio-médio-ligeiro do CMB também em sua terceira luta como profissional, em 1975.

O americano Pete Radamacher estreou em uma luta por título mundial, contra Floyd Patterson, após conquistar o ouro na Olimpíada de Melbourne-56. Perdeu, mas não sem antes levar o campeão à lona algumas vezes.

O próprio Todd DuBoef, presidente da Top Rank, deixa a decisão de quanto disputar um título nas mãos do estafe dos lutadores.

“Há desde uma estratégia muito agressiva, como o foi o caso do Lomachenko, até as mais tradicionais, quando o lutador disputa o título em dois anos. Essa decisão cabe à equipe do boxeador, não sou eu que decido”, diz DuBoef.

A própria estreia de Robson acontece em uma distância diferente, em seis assaltos (geralmente as estreias profissionais têm 4 assaltos). Seu adversário, o americano Clay Burns, tem 8 lutas (4 vitórias, todas por nocaute, 2 derrotas e 2 empates).


Atletas reclamam de medalhas da Rio-2016 descascadas; Comitê oferece recall
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Eduardo Ohata

Atletas que subiram ao pódio durante a Olimpíada Rio-2016 se decepcionaram poucas semanas após os Jogos ao constatar que suas medalhas começaram a “descascar”, perdendo a película de tinta que as cobriam.

Medalhistas relataram o problema ao blog e encaminharam fotos das suas medalhas. A cor da medalha não importou, já que as coberturas de ouro, prata e bronze descascaram.

Medalha da Rio-206 descascada na parte da fente e nas laterais

Medalha da Rio-206 descascada na parte da fente e nas laterais

Um medalhista se mostrou chateado.

Outra, apesar de insatisfeita, afirmou que não pretende pedir para trocar, por motivos sentimentais.

A amigos e pessoas próximas que a aconselharam a pedir uma medalha nova porque a sua já estava “zoada”, argumentou que foi aquela a medalha que recebeu no pódio e que tem as “marcas de guerra”, pois esteve em contato direto com seu suor e lágrimas durante a Rio-2016.

O Comitê Rio-2016, ao ser questionado sobre o assunto, explicou que isso se deve ao mau uso e excessos cometidos com as medalhas. Deixá-las cair no chão ou pendurar três medalhas no pescoço de uma só vez, o que favorece uma situação em que uma fica raspando na outra, podem provocar danos, adverte.

O comitê explicou que há três opções para o atleta cuja medalha descascou ou apresentou algum outro problema, como amassados. Ele pode ficar com a medalha como está, pedir uma nova, ou verificar se a Casa da Moeda, que as cunhou, pode realizar reparos.

No caso de querer reparar ou trocar a medalha, o atleta tem que acionar sua confederação, que deverá entrar em contato com o COB (Comitê Olímpico do Brasil), que por sua vez levará o caso ao Comitê Rio-2016, que por fim encaminhará a medalha para a Casa da Moeda.

Segundo o Comitê Rio-2016, menos de 3% do número total de medalhas distribuídas (2.700) foram devolvidos, eliminando a necessidade de um recall total.

 


Ouro na Rio-2016, Robson Conceição vira profissional com gigante do boxe
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Eduardo Ohata

Campeão olímpico na Rio-2016, o boxeador Robson Conceição trocará os ringues amadores pelo profissionalismo.

Ele assinou na terça-feira um contrato com a Top Rank, empresa norte-americana promotora de lutas que tem outro brasileiro medalhista em olimpíada, Esquiva Falcão, sob contrato. A Top Rank também promoveu Muhammad Ali, Oscar de la Hoya e Manny Pacquiao. Sua estreia está prevista para acontecer nas preliminares da próxima luta de Manny “Pacman” Pacquiao, em novembro.

O anúncio oficial da contratação de Robson, nos próximos dias, contará com a presença do CEO da Top Rank, Todd DuBoef.

O contrato foi intermediado por Sergio Batarelli, manager de Esquiva, que assumirá a mesma posição na equipe de Robson. Ex-lutador de renome de kickboxing, Batarelli organizou a primeira edição do UFC no Brasil e promove o torneio de MMA IVC. Um dos argumentos levantados por Batarelli que impressionou a Top Rank foi o fato de no amadorismo Robson ter vencido o atual campeão dos penas da OMB, o ucraniano Vasyl Lomachenko, resultado posteriormente revertido no tapetão, e também Oscar Valdez, outro contratado da Top Rank.

O primeiro contato da Top Rank com o estafe do boxeador aconteceu logo após o baiano ter batido o uzbeque Hurshid Tojibaev para garantir então, no mínimo, a medalha de bronze na Rio-2016.

O baiano continuará a ter em seu córner Luis Carlos Dórea, que treinou o campeão mundial Acelino “Popó” Freitas e o ex-campeão dos pesados do UFC Junior Cigano, entre outros.

Apenas para dar uma polida na reta final da preparação para as suas lutas é que Robson viajará para Las Vegas.

O UOL apurou que o contrato de Robson com a Top Rank englobou o pagamento de um bônus em dinheiro e tem duração prevista de 5 anos, com renovação automática por mais 2 anos após esse período. O documento prevê para o primeiro ano um mínimo de seis lutas por ano.

Dentro da seleção brasileira, desde que Robson conquistou o ouro, a perspectiva de ele passar a profissional foi recebida com tranquilidade. Após três ciclos olímpicos e o ouro na Rio-2016, o raciocínio é o de que ele não teria mais o que mirar como amador.


‘Orçamento mostrará importância do esporte para o governo’, diz ex-ministro
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Eduardo Ohata

“Muita gente do mundo do desporto tem expressado, de forma velada, apreensão em relação a um possível fim dos investimentos no esporte”.

É assim que o ex-ministro do Esporte Ricardo Leyser define o momento atual, que pode ser classificado como a ressaca pós-olímpica (ou, mais especificamente, pós-Rio-2016).

Mais do que cerimônias em que atletas são recebidos e homenageados pelas mais diversas autoridades, a medida do status dos desportistas brasileiros será conhecida, isso sim, quando elas tiverem que “colocar as mãos nos bolsos”.

“Logo teremos essa resposta”, argumenta Leyser, tido por muitos com o o homem que tinha a Rio-2016 na cabeça, já que mesmo antes do início do atual ciclo olímpico que se encerrou agora cuidou do alto rendimento na pasta. “O governo federal apresentará nos próximos dias a lei orçamentária para 2017, o que dará uma ideia sobre o que realmente a atual gestão pensa em termos de política esportiva. Então, vai aprimorar, investir, ou fechar? É importante ficar de olho.”

Segundo o dirigente, o Brasil finalmente descobriu a receita para desenvolver o esporte. Ele defende sua continuidade para o próximo ciclo olímpico, mirando Tóquio-2020, e as próximas edições dos Jogos.

“O modelo do COB [Comitê Olímpico do Brasil] é muito concentrador, precisa mudar”, apont0u Leyser. “As confederações ficam um pouco distantes, frágeis. Em um primeiro momento o modelo atual foi necessário, mas agora a verba da lei Piva poderia ser mais utilizada com qualificação técnica e profissional das confederações do que com gastos administrativos do COB.”

“O que o governo fez quando estive lá, foi desconcentrar investimentos e pulverizá-lo em modalidades em que poucos apostavam que renderiam medalhas, como a canoagem do Isaquias [Queiroz, que conquistou três medalhas], o tiro, ou a ginástica”, diz o dirigente, acrescentando que pode-se fazer mais. “Um exemplo é a luta olímpica, que em um primeiro momento não pediu um centro de treinamento dentro da rede nacional de treinamento, mas manifestou interesse depois.”

No caso do investimento em atletas, a Rio-2016 também mostrou, segundo Leyser, que a desconcentração é o caminho. “No caso da ginástica, onde vários atletas tinham condições de brigar por medalha [na Rio-2016], dá para ver que o investimento não precisa ser focado em apenas um atleta especificamente.”

Leyser pôs em perspectiva o fato de a delegação brasileira não ter atingido a meta de ficar entre os top ten em número de medalhas, objetivo fixado pelo governo federal lá atrás e adotado pelo COB. “Poderíamos ter alcançado a meta, contávamos com algumas medalhas que não vieram. Poderia ter sido melhor, ou pior, mas o bom de fixar uma meta é que ela nos serviu como parâmetro.”

É importante levar em consideração os resultados inéditos, que não necessariamente valeram medalhas, alcançados por várias modalidades na Rio-2016, e que podem se converter em ouro, prata ou bronze, em mais um ou dois ciclos olímpicos, acredita o dirigente. “Foi o caso do atletismo, por exemplo, com finais inéditas.”

A receita da campanha da delegação brasileira, que considera positiva, segundo Leyser, é que ela teve vários “pais”, que foram do governo federal até o COB, passando pelas confederações, Exército, clubes formadores e patrocinadores estatais e particulares.


Globo mantém Brasileirão aos domingos durante Rio-16 e fará flash olímpico
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Eduardo Ohata

A Globo manterá as transmissões dominicais das partidas do Brasileiro durante o período da Olimpíada do Rio-2016. Não haverá jogos de quarta-feira do Nacional durante os Jogos Olímpicos.

Durante as transmissões do Brasileiro, a Globo prepara sua equipe para entradas ao vivo, a qualquer momento, sempre que houver um acontecimento de relevância relacionado à Olimpíada, como provas, pódios brasileiros ou um eventual ouro brasileiro.

Informações sobre a Rio-2016 não terão que “esperar” o intervalo ou a conclusão da partida do Brasileiro.

É a relevância do evento olímpico que ditará a forma como a informação será transmitida para o telespectador: O próprio narrador da partida poderá passar a informação ou, em caso de acontecimentos mais importantes, poderão ser usadas imagens e o apoio de um segundo narrador que estiver acompanhando “in loco” o evento da Rio-2016.

Durante a Olimpíada, não haverá os tradicionais jogos de quarta-feira do Brasileiro.

Originalmente, haveria entre dois e três jogos nas quartas-feiras durante a Rio-2016. Porém no momento da confecção da tabela, eles foram transferidos para outras datas.

A assessoria da CBF confirmou que a medida foi tomada justamente para que as partidas não “encavalassem” com eventos olímpicos, apesar de que a tendência é que a quantidade de jogos às quartas-feiras diminua a cada ano que passa.


Na Rio-16, Sportv planeja como cobrir de ato terrorista a beijo em repórter
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Eduardo Ohata

A possibilidade de atentados terroristas durante a Rio-2016 está contemplada no plano de contingência do SporTV, canal por assinatura oficial dos Jogos Olímpicos. Além de planejar a estratégia em caso de uma eventual cobertura de atentado, procedimentos para lidar com manifestações de cunho político e até beijo em repórter durante transmissão são estudados pela cúpula da emissora.

“Se acontecer um atentado no Parque Olímpico, quanto tempo leva de nosso estúdio lá em frente, onde haverá uma equipe 24 horas, até o local? O caminho estará interditado? Haverá barreiras? Quem seria escalado para essa cobertura? Com base em perguntas como essas, para cada cenário possível que levantamos, é traçado um plano de ação”, explica Bianca Maksud, diretora de Marketing e Produto dos canais SporTV.

No caso de se repetirem manifestações de cunho político, que marcaram a Copa das Confederações, em 2013, a ordem é para “não usar carro adesivado com o logo do SporTV”.

Há também orientações para situações inesperadas, pouco usuais, mas que não representam perigo. Longe disso.

“Se não há agressão, é algo que não leva perigo, como uma torcedora abraçar ou beijar o repórter [como aconteceu com Thiago Crespo na Euro], a orientação é manter o bom-humor.”

Na dinâmica dentro do estúdio, haverá novidades em relação à Copa do Mundo.

Em vez de haver às vezes até quatro profissionais fazendo traduções simultâneas em quatro línguas diferentes, o que por vezes pode se tornar confuso, desta vez os comentaristas estrangeiros e o mediador André Rizek darão suas opiniões em uma só língua, o inglês.

(A única exceção será o cubano Javier Sotomayor, que terá um tradutor de castelhano).


Sem empolgar profissionais, boxe estende prazo para tentarem ir à Rio-2016
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Eduardo Ohata

A Aiba (Associação Internacional de Boxe) estendeu o prazo para inscrições de profissionais no derradeiro torneio classificatório para os Jogos Olímpicos Rio-2016. O deadline para as confederações nacionais inscreverem profissionais era ontem, mas oficiais da Aiba foram informados durante a tarde de que o prazo foi prorrogado para até a próxima segunda-feira (27).

A qualificatória aberta a atletas do WSB, liga semi-profissional da Aiba, APB, liga profissional da Aiba, e profissionais não-ligados à Aiba está prevista para acontecer entre 3 e 8 de julho em Vargas, na Venezuela, e distribuirá 26 vagas: 3 vagas para cada uma das categorias entre 49 quilos e 81 quilos, e uma vaga cada para a categoria pesado (até 91 quilos) e superpesado (acima de 91 quilos).

Nos últimos dias, o interesse de profissionais para participar dos Jogos não era grande, este blog apurou com fontes ligadas à Aiba.

Uma das possíveis causas da “falta de interesse” pode ser a ameaça da parte do Conselho Mundial de Boxe, mais importante entidade do boxe profissional, de banir de seus rankings por dois anos atletas classificados até o 15º posto que subirem nos ringues do Rio. Posteriormente, a Federação Internacional de Boxe seguiu seus passos e também anunciou punições.

Essas medidas afugentaram pugilistas interessados em participar da Olimpíada, que se assustaram com as ameaças de suspensão.

Um deles é o peso-pesado profissional Raphael Zumbano, último representante em atividade do clã Jofre-Zumbano, que gostaria de conquistar o último “troféu” que falta à galeria do clã: uma medalha olímpica.

A Confederação Brasileira de Boxe mostrou-se aberta à possibilidade de Zumbano participar de uma seletiva interna para o classificatório aberto apenas a profissionais, mas Zumbano desistiu da ideia.

“Queria muito participar de uma Olimpíada”, lamenta Zumbano, que quer evitar problemas com o CMB, que além dos mundiais, mantém títulos regionais, como o sul-americano e o norte-americano. “Mas quem sabe em 2020 [nos Jogos de Tóquio]?”