Blog do Ohata

Ex-CEO do São Paulo exige na Justiça mais de R$ 1 mi por contrato até 2017
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Eduardo Ohata

O ex-CEO (Chief Executive Officer) do São Paulo, Alexandre Bourgeois, exige do clube, por meio de ação na Justiça trabalhista, uma indenização de R$ 1 milhão.

Está incluído na ação inclusive um período não-trabalhado, que se estende até abril de 2017.

O executivo não chegou a permanecer três meses à frente do cargo antes de ser demitido pelo então presidente Carlos Miguel Aidar.

''Eu tinha um contrato que não foi cumprido. Tentei negociar por 4, 5 meses até o Leco mandar eu procurar a justiça pra receber meus direitos'', diz Bourgeois.

Bourgeois, que havia sido contratado por Aidar, por indicação do conselheiro Abílio Diniz, pede o reconhecimento de vínculo de emprego entre julho e novembro de 2015, quando deixou o cargo, e alega um salário mensal de R$ 60 mil.

Além disso, pede salários não-pagos de setembro a novembro, além de 13º salário e férias proporcionais, mais FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

Borgeauis alega que tinha contrato com o clube até abril de 2017 e pede metade dos salários entre novembro de 2015 e abril de 2017. Exibe, ainda, remuneração varíavel de R$ 380 mil por ter atingido a meta do EBTIDA, um indicador financeiro que representa o quanto uma empresa gera de recursos por meio de suas atividades operacionais.

Ele requer ainda dano moral e multas por atraso no pagamento das rescisões.

No total, a soma de tudo passa de R$ 1 milhão.

 

 


Globo fecha com Ponte e destrói rumor de retaliação contra clubes rebeldes
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Eduardo Ohata

A Globo e o Premiere, braço em pay-per-view da Globosat, fecharam contrato com um clube que já havia acertado ter seus jogos transmitidos, na TV fechada, pelo Esporte Interativo, a Ponte Preta. Ou seja, durante um mesmo período, Globo (TV aberta), Esporte Interativo (TV fechada), e Premiere (pay-per-view) exibirão partidas da equipe de Campinas.

É o primeiro contrato firmado entre Globo/Globosat com um time que anteriormente acertara com o canal rival do SporTV na TV fechada. Sua duração contempla o período entre 2019 e 2024. No biênio 2017-18, todos os direitos de transmissão dos jogos da Ponte Preta são da Globo/Globosat. O acerto com o time de Campinas não implicou negociação da Globo com o canal do grupo Turner.

O blog apurou que a Globo/Globosat negocia com outros clubes que fecharam com o Esporte Interativo na TV fechada.

O acordo entre Globo e Ponte Preta destrói dois mitos criados no início da negociação entre clubes e Esporte Interativo pelo Brasileiro na TV fechada: que a Globo usaria a TV aberta para boicotar os clubes que assinassem com o Esporte Interativo, talvez até com a recusa de assinar com os clubes rebeldes, e a noção de que os clubes que não assinaram com o SporTV fariam tudo que se referia à negociação com a TV dali em diante ''em bloco''.

Além da Ponte Preta, a Globosat fechou, desta vez com exclusividade, com Atlético-GO e Brasil de Pelotas, times hoje no G4 da Série B do Brasileiro, e com o CRB.


“Loucura eu não faço, ou pode não haver amanhã”, diz presidente corintiano
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Eduardo Ohata

O presidente corintiano, Roberto de Andrade, reiterou diversas vezes em entrevista exclusiva ao blog, realizada na semana passada: ''Nomes'' para reforçar a equipe, loucura de contratar estrelas, apenas quando o caixa permitir. ''É como você faz na sua casa: Se entram dez, gastamos dez; quando começar a entrar quinze, aí sim, começamos a gastar quinze''. A filosofia é refletida no atual momento do time no Brasileiro e explica a decisão de contratar um técnico de peso para assumir a equipe apenas no ano que vem.

O cartola discutiu ainda a Arena do clube, contou que não aceitou ligação de Marco Polo Del Nero, após a saída de Tite para a seleção, analisou o cenário para sua sucessão, a razão de as milionárias contratações dos ''chineses'' não ter revertido para o caixa do clube e quem, em sua opinião, foi a pior contratação, André ou Pato.

Blog do Ohata:  Quanto o Corinthians ganhou com a negociação de jogadores em 2016 e o que foi feito deste dinheiro?

Roberto de Andrade: Todas as negociações de jogadores no ano nos rendeu em torno de R$ 117 milhões. Gastamos R$ 65 milhões na recomposição do grupo, e o resto foi usado no dia-a-dia. Fechamos o balanço de 2015 com um passivo de, mais ou menos, R$ 490 milhões. No balancete que lançaremos agora, estamos com um passivo de R$ 350 milhões. Estou sendo muito contestado, principalmente pela torcida. Até entendo, também sou torcedor. Falando como torcedor, quero um time forte, quero que se f… as finanças do clube. Se eu tivesse pensando só no meu mandato, esse número estaria R$ 490 milhões, ou R$ 550 milhões, e eu teria 11 p… jogadores ganhando R$ 1 milhão por mês. Estaria sendo carregado por aí, seria lembrado como o presidente que ganhou isso, ganhou aquilo, levantariam um pedestal, e eu deixaria a bomba para depois quem chegasse. Não vou fazer isso. Prefiro ser criticado durante minha gestão do que depois que acabar meu mandato. Hoje a política é uma só: se tem, gasta, se não tem, não gasta. Ganho 10? Nós vamos viver com 10. Amanhã tem 15? Vamos viver com 15. Isso significa o quê? Um time melhor, tudo melhor. O que não pode é você ganhar 10, assumir compromisso de 15, e dizer, ‘esses 5 nós vamos empurrar’. Antigamente você falava para um jogador, vem trabalhar aqui [no Corinthians]. O cara queria tudo à vista, tudo adiantado, porque não tinha confiança que iria receber. Sempre foi assim no Corinthians. O que mais o nosso grupo de 2007 para cá resgatou foi a credibilidade. Hoje as pessoas ouvem falar em trabalhar no Corinthians e vêm correndo porque sabem que não tem problema. O mês aqui, agora, tem 30 dias.

O time, então, se tornou refém do orçamento?

O Corinthians não é refém, enquadramos as despesas dentro das receitas. Se você gasta mais do que tem, corre o risco de ter que vender o carro, a casa, para saldar suas dívidas.

Quando se falou nos valores dos jogadores negociados com os chineses, era uma chuva de dinheiro. Mas o clube não lucrou tanto. São Paulo e Palmeiras lucram mais do que Corinthians nas negociações. O clube pretende mudar a estrutura de seus contratos?

[Enfático] Desculpa, você está completamente enganado. Nossos contratos não são mal feitos, com multas baixas, o que tem são cláusulas contratuais. Vou dar um exemplo: O Renato Augusto estava no Bayer Leverkusen. Eles queriam vender 100% dele por 6, 7, 8 milhões. Não tínhamos isso para pagar. Demos metade para liberarem o jogador. Mas nos impuseram uma cláusula que se viesse uma oferta de 8 milhões, teríamos que vender. Não é questão de multa, mas de cláusula acordada entre as partes, senão não me cederiam o jogador. Quando veio a oferta de 8 [da China], ou eu pagava os 4, que eu não tinha, ou eu vendia o jogador. O Vágner Love veio de graça, nós só pagávamos o salário. ‘Só que coloca aí, Roberto, que se vier uma oferta de 1 milhão de euros, você o libera e ainda recebe uma multa de 1 milhão'. Vou falar não, se quero o jogador de graça? Não é que o jogador dos outros saem mais caro, é oportunidade. Especialmente se você não tem um caixa suficiente para mandar na negociação. Quando trouxeram o Elias, compramos 50%, também com cláusula de venda. Quando veio a oferta, ou você paga, ou você entrega para o cara para pegar a sua parte. O Gil, por exemplo, não tinha cláusula, éramos donos de 90%, vendeu por 9,7 milhões de euros e ficamos com quase tudo. Mas onde tem cláusula, você tem que cumprir.

Até que ponto o clube vai continuar vendendo 4 ou 5 jogadores para trazer apenas 2?

A vinda do jogador é por necessidade. Primeiro, que você não consegue trocar Renato Augusto por Renato Augusto. Se no grupo você tem um jogador com a característica [do que saiu], você tem que trazer um jogador com outra característica. Isso é a comissão técnica que me fala. Eles me dizem, preciso de um meia, me dão três nomes e dizem, qualquer um que você trouxer, eu tô feliz. Aí vamos atrás.

Mas isso não é uma deixa para aproveitar mais a base, que tem sido desperdiçada?

Criticaram quando a gente emprestou o Maycon para a Ponte Preta. Emprestamos porque ele queria jogar, mas no nosso grupo ele não ia ter chance porque tínhamos o Elias, seleção brasileira, dono da camisa. Se ele não vai ser usado, vai ficar aqui sentado no banco, é melhor por ele para jogar, mandamos ele para a Ponte para ser titular, ganhar rodagem. A saída do Elias foi uma coisa pontual, não tava programado, e em dezembro o Maycon volta. O Marciel, mesma coisa. Na época o Tite falou, o Maycon está mais pronto que o Marciel, pode emprestar para o Cruzeiro. Agora pedimos de volta, e o Marciel está de volta. Quero deixar claro que foi nós que pedimos, não o Cruzeiro que o dispensou.

Qual a maior crise de vestiário que você como presidente enfrentou e resolveu?

Nenhuma. Crise de vestiário? Zero. Posso falar de boca cheia que só trabalhei com grupo nota mil em quatro anos como diretor de futebol e agora como presidente. Nesses seis anos trabalhei com o Tite e, com ele, não tem confusão. Não tem o que falar de ninguém.

Você atacou a CBF após a saída de Tite. Como está a relação entre você e o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, agora?

Fiquei chateado e continuo achando que o presidente da CBF errou, não vou mudar minha opinião. Um erro não se apaga, ele pode pedir desculpa que a gente vai aceitar. Ele errou de não ter me contatado. Eu não tive mais contato com ele porque não fui mais à CBF. Se tiver, vou à CBF e falo para ele que ele errou. Ele tentou [pedir desculpas], me ligou no dia seguinte, eu que não atendi. Acho que era isso que ele queria falar, eu que não atendi. Mas não quero empurrar isso para o resto da vida. Ah, você abriu o CT para a seleção treinar. Queriam o quê, que montasse uma barricada? A seleção não é minha, não é dele, é do país. Não vou deixar de atender a seleção porque ele errou comigo. Mas desde que o Marin assumiu, está melhor do que a gestão anterior.

Ao substituir o Tite, por que optaram pelo Cristóvão, se havia ''nomes'' no mercado, como Fernando Diniz e Abel Braga? Fizeram essa opção por que o time era modesto?

A gente não entende isso. Quem montou o time foi o Tite e o Edu Gaspar. O Cristóvão tinha o perfil que a gente buscava: Perfil agregador, de relacionamento bom com o grupo, que foi o que a gente aprendeu com o Tite, com resultados bons dentro e fora de campo. Ah, mas ele não tem nenhum título. Mas o Tite, quando chegou no Corinthians, também não tinha. No caso de qualquer treinador que viesse trabalhar pós-Tite, as comparações seriam difíceis.

Ainda acredita em titulo ou o alvo é uma vaga na Libertadores?

Acredito, porquê não? Estamos vivos. Dois tropeços de alguém, nós chegamos.

Quando o time terá um grande jogador, como um Ronaldo, por exemplo, à sua frente? Quem será?

Quando a gente tiver condições financeiras de trazer um jogador. Um jogador nesse perfil que você falou, custa caro. Não precisa ter o nome do Ronaldo, mas a gente sempre sonha em trazer um grande jogador. O Corinthians precisa de qualidade, pode ser um, em quatro, em cinco, ou nos 11. O Corinthians não tinha ninguém de expressão e no ano passado e fomos campeões [do Brasileiro]. O objetivo é ser campeão, não ter um jogador de referência. Temos que ter um conjunto de qualidade, que era o que tínhamos no ano passado. Talvez não tenhamos o mesmo conjunto, mas ainda temos muita qualidade. Melhor do que muitos clubes.

Mas como se manter líder de público com o time caindo de produção?

Se você for ver nos últimos anos, mesmo nos anos em que a gente não ganhou título, o time era forte. O objetivo não é encher a arena, é ganhar. Não adianta encher estádio e não ganhar título. Lógico que jogar com a arena lotada é bacana, e para isso é preciso ter um time competitivo.

Pensa em estratégias de marketing como na época do Luis Paulo Rosenberg, que aproximava o clube à torcida?

Pelo contrário, nós temos hoje um recorde, 146 mil sócios-torcedores. Camisa, uma das mais valorizadas do país [R$ 60 milhões], mesmo nessa crise financeira.

Pretende rever para baixo os preços de ingressos?

Não tem como diminuir. Temos o lado oeste do estádio, que quanto mais rápido lotar aquele setor, mais rápido consigo viabilizar que [os preços dos ingressos de] outro setor sejam menores. Senão a conta não fecha.

Nos últimos tempos, todos os presidentes vieram do departamento de futebol. Há algum candidato da situação que preencha esse requisito?

Não é pré-requisito para ser presidente. Mas o futebol é o carro-chefe, o departamento mais preocupante, mais delicado, é legal que o presidente conheça vestiário, como funcionam as coisas, para na hora que tiver que decidir, ter uma decisão mais clara.

Na situação, qual é o nome que tem esse perfil [para concorrer à próxima eleição]?

Hoje não tem, mas vai ter que ter. Acho muito cedo. Pode ser que surjam [alguns cenários] um pouco mais para a frente.

O Andres já terá condições para concorrer à presidência na próxima eleição. É um bom nome?

Ele fala que não quer, não sei.

Fora ele, tem algum nome disponível que tenha essa experiência de departamento de futebol?

Aí [um eventual nome] vai ter que passar ainda, né? Que tenha passado, não tem. Eu não vejo. Mas não precisa ficar no departamento de futebol 3, 4 anos como eu fiquei, pode ficar um pouco para ter noção de como as coisas funcionam.

Qual a situaçã0 do estádio?

Estamos com os pagamentos rigorosamente em dia. Fizemos um pleito à Caixa Econômica Federal, pagamos a última prestação em abril. De abril para cá [pelo acordo], a gente só vem pagando os juros. Mas os juros são 87% do valor da prestação, é quase igual. Eles têm até outubro para decidir sobre nosso pleito.

E os naming rights?

Está andando. Não dá para afirmar que vai sair daqui a uma semana, um mês. Como é uma coisa longa, de 20 anos, quero ter todas as garantias para assinar um contrato longo. O valor que estamos trabalhando é em torno de US$ 100 milhões.

Aceita fazer show no estadio para diminuir a divida?

Dentro do estádio, não. Queremos fazer show na área externa.

Quanto o Corinthians deixou de ganhar por ter emprestado o estádio para a Rio-2016?

Não deixou de ganhar. Pagaram e ainda deram um [dinheiro] para o fundo da arena. A arena foi vista no mundo inteiro, o Corinthians participou da Olimpíada, entrou para a história, isso ajuda na venda do naming rights.

Qual, na sua opiniao, foi o pior negocio para o Corinthians? André ou Pato?
Não vejo o André como um negócio ruim. Se você for falar negócio financeiro, não foi ruim porque peguei o dinheiro de volta, até um pouco a mais. Acho que ele deu mais retorno técnico do que o Pato, até porque jogou um pouco mais. E, financeiramente, o Pato deu um prejuízo maior.

Acha que o São Paulo se tornou o Corinthians em termos de cenário político conturbado?

Acho que o Corinthians, na pior de suas crises, fosse política ou financeira, sempre foi maior do que o São Paulo. São crises diferentes, mas o Corinthians, no meio de um monte de crises, só cresceu. O Corinthians vem juntando títulos e patrimônio. Em 9 anos, criamos o CT, o estádio e conquistamos um monte de título que ninguém ganhou. A torcida não quer saber se tem conta para pagar, se o cara pediu 500 mil por mês… ‘Paga esse FDP e põe ele para jogar', ela diz. Só que isso tem um limite, o dinheiro para de entrar. Aí você vai para o plano B, e a qualidade cai um pouco. E tem clube no plano C e plano D…

Que clubes são esses?

Prefiro não quero falar.

Pelo que quer que sua gestão seja lembrada? Pelo título do Brasileiro? Pelo trabalho do Tite? Pela transparência?

Primeiro, se eu puder ganhar mais um título, seria legal. Segundo, não quero ser criticado porque deixei contas, porque deixei isso ou aquilo. A gente está fazendo muita coisa aqui que não aparece, regularizando muita coisa. Nunca tivemos uma negativa de impostos, o Corinthians passou a gozar do dinheiro da CBC [Confederação Brasileira de Clubes] para ser investido em esportes olímpicos. Isso tudo é trabalho, que passa pelo Ministério do Esporte. No Profut [Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileira], ao qual aderimos, você tem obrigações a cumprir, ou pode cair da Série A para a B por uma questão administrativa. Cobram um dirigente que aja com responsabilidade, e aí você é criticado porque age com responsabilidade. Quem critica tem zero conhecimento, não sabe o que acontece. Loucura eu não faço, se eu não agir dessa forma, talvez [o Corinthians] não tenha um amanhã.


Arena Corinthians dispara ‘fogo amigo’ em patrocinador que estreia hoje
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Eduardo Ohata

A Arena Corinthians disparou críticas na direção da parceira que estreia hoje no dérbi com o Palmeiras, a Apollo Sports Capital, fundo de capital para quem o clube vendeu o espaço que fica acima do número nas costas do uniforme por R$ 30 milhões. A Apollo, que não tem produtos próprios para divulgar, comercializará o espaço com outras marcas.

Porém a parceria começou de forma conturbada.

Dirigentes do Corinthians irritaram-se com informações veiculadas em diversos meios de comunicação sobre negociação de naming rights da Arena Corinthians, que teriam sido colhidas junto a pessoas ou executivos ligados à Apollo Sports Capital S.A., à Apollo Sports Solutions S.A. e a um outro fundo. Irritou, particularmente, a entrevista de um executivo da Apollo a um jornal de grande circulação. Na interpretação deles, segundo nota, o executivo teria indicado que negociações foram prejudicadas por conta do ''amadorismo'' que existe atualmente no esporte. Neste texto em particular, o termo ''naming rights'' é citado, mas não há menção da Arena Corinthians.

''Na realidade, ao contrário do amadorismo no esporte declarado pelo presidente da Apollo Sports Capital (e da Apollo Sports Solutions S.A.), senhor Michael Gruen… a Arena, em conjunto com o Corinthians, tem buscado o maior profissionalismo possível no assunto, tendo tomado todas as precauções para maior segurança do negócio [naming rights], já que se trata de um contrato longo, com valor expressivo e que envolve ambos (arena e clube)'', rebateu, por meio de nota (leia a íntegra ao fim deste post), a Arena Corinthians.

Um executivo da Arena Corinthians apontou ao blog que houve ausência de garantias financeiras para a concretização do contrato de ''naming rights''.

''O verdadeiro motivo para a não celebração dos 'naming rights' até o momento é a apresentação de garantias insuficientes para a Arena, pois os documentos… não trazem liquidez e segurança mínimas necessárias para um contrato complexo, valoroso e de longo prazo, afinal, o capital social formado, por exemplo, é composto em grande parte por imóveis ou terras, sendo que algumas destas são apenas em percentual de seu total, o que dificultaria qualquer ressarcimento ou execução por parte do Arena Fundo ou do Corinthians, se necessário.''

''Não foi apresentada, também, a comprovação de que tal patrimônio que integra o capital social destas sejam de suas respectivas propriedades e estejam livres de ônus para a evolução do negócio.''

Também por meio de nota oficial, a Apollo Sports Capital informou que ''firmou parceria com o Corinthians em uma propriedade e que em nenhum momento mencionou qualquer assunto relacionado ao ''naming rights'' da Arena. A empresa informa ainda que essa parceria com um dos maiores clubes do mundo e que visa engajar o torcedor com a marca e gerar valor para o time, é motivo de muito orgulho e satisfação, também pelo profissionalismo e integridade do seu presidente, sr. Roberto de Andrade. A Apollo, que hoje atua com futebol, espera também investir em outros esportes com potencial similar no Brasil''.

Leia a íntegra da nota oficial da Arena Corinthians:

''A Arena Corinthians vem, por meio desta Nota Oficial, esclarecer alguns pontos a respeito das negociações dos Naming Rights, após novas especulações veiculadas em matérias de diversos meios de comunicação, algumas contendo, inclusive, informações distantes da verdade.

Segundo as próprias matérias publicadas, as informações teriam sido colhidas de “bastidores” e de executivos ou pessoas ligadas ao Fundo de Investimentos em Participações (FIP) San Francisco, administrado pela Intrade DTVM, à Apollo Sports Capital S.A. e à Apollo Sports Solutions S.A.

Diversas colocações nas publicações causaram estranheza por não condizerem com a realidade dos fatos, e por estas informações veiculadas poderem induzir nossos torcedores e frequentadores da Arena Corinthians a conclusões equivocadas, a Arena Corinthians decidiu emitir esta Nota Oficial para esclarecer a verdade, de maneira clara e transparente.

Não é verídica a informação de que o senhor Andrés Sanchez, ou qualquer outro representante da Arena Corinthians, tenha “tentado falar” com o senhor André Gregori, “ex BTG e atualmente à frente de uma startup na área de seguros…” como colocado, pelo fato das negociações dos Naming Rights não terem relação com este Senhor.

Também não há veracidade na informação de que a negociação teria sido travada, conforme publicado, pois “segundo a empresa, é que a diretoria do clube teria criado dificuldades”. Na realidade, ao contrário do amadorismo no Esporte declarado pelo Presidente da Apollo Sports Capital (e da Apollo Sports Solutions S.A.), Senhor Michael Gruen, em matéria do Valor Econômico com o título: “Fundo de R$ 120 milhões negocia direitos esportivos”, a Arena, em conjunto com o Corinthians, tem buscado o maior profissionalismo possível no assunto, tendo tomado todas as precauções para maior segurança do negócio, já que se trata de um contrato longo, com valor expressivo e que envolve ambos (Arena e Clube).

Mesmo com grande evolução nas negociações com a compreensão do potencial parceiro, o verdadeiro motivo para a não celebração dos Naming Rights até o momento é a apresentação de garantias insuficientes para a Arena, pois os documentos tanto do FIP San Francisco, como da Apollo Sports Solution S.A., não trazem liquidez e segurança mínimas necessárias para um contrato complexo, valoroso e de longo prazo, afinal, o capital social formado, por exemplo, é composto em grande parte, por imóveis ou terras, sendo que algumas destas são apenas em percentual de seu total, o que dificultaria qualquer ressarcimento ou execução por parte do Arena Fundo ou do Corinthians, se necessário. Não foi apresentada, também, a comprovação de que tal patrimônio que integra o capital social destas, seja de suas respectivas titularidades e estejam livres de ônus para a evolução do negócio.

A preocupação da Arena Corinthians é de fazer o melhor negócio possível pela Nação Corintiana, seu Clube e sua Casa, e assim, a segurança técnica e patrimonial sempre devem ser prioridade.

Arena Corinthians''


Em ação no STJD, Santos acusa árbitro de jogo com Inter de fraudar súmula
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Eduardo Ohata

O Santos encaminhou ao STJD ação contra a arbitragem da partida contra o Internacional, pela 23ª rodada do Brasileiro, que culminou com a expulsão de Lucas Lima aos 45 minutos do primeiro tempo por conta de o meia ter retardado o início do jogo.

A partida, que causou muita polêmica, foi comandada pelo árbitro Rodrigo Batista Raposo (DF/ASP-Fifa).

O blog apurou que, não satisfeito com a representação, na qual cita fraude na súmula e abuso em relação a outros santistas, o presidente santista, Modesto Roma, encontrou-se com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para discutir o assunto. Del Nero prometeu providências.

Em sua representação, assinada por Modesto, o Santos requere a avaliação técnica da partida, ''com atenção especial para a análise das advertências (cartões amarelos) ao atleta Lucas Lima…''

Um segundo documento, que acompanha o requerimento argumenta que ''a descrição dos fatos em súmula não corresponde à realidade do ocorrido [na partida]''.

Segundo o Santos, uma análise de um vídeo, que também foi encaminhado à CBF pelo clube, ''demonstra claramente que o atleta não retardou o reinício da partida'', como o árbitro alegou.

''O [atleta] havia sofrido falta [no primeiro amarelo]. Ao se levantar, se dirigiu à lateral de campo para receber o passe. Como o cobrador da falta se recusou a efetuar o passe curto, o mesmo se dirigiu à bola pois tentaria um lançamento. Com seu colega de equipe marcado, desistiu do lançamento e cobraria curto, quando então foi advertido pelo árbitro… É possível perceber [pelo vídeo] que entre o apito do árbitro para cobrança de falta e a aplicação do cartão se passaram meros e irrisórios 10 segundos''.

Sobre o segundo cartão amarelo, justificado sob o argumento de ''conduta antidesportiva ao retardar o reinício da partida no momento que colocou a bola no quarto de círculo e se posicionou para executar o tiro de canto e em seguida deixou a cobrança para seu companheiro'', o clube também nega a versão do árbitro:

''Novamente, entre o posicionamento da bola no quarto círculo e a apresentação do segundo amarelo, se passaram 9 segundos''.

O questionamento, porém, não se limita apenas à expulsão de Lucas Lima.

''O árbitro não só agiu de maneira abusiva com vários atletas da equipe do Santos F.C., como também pretendia determinar quem deveria ser o cobrador de faltas e escanteios por parte da equipe visitante. Além disso, fraudou a súmula, ao tentar justificar sua abusiva conduta com relatos distantes da realidade, infringindo em duas infrações disciplinadas no CBJD''.

As penas cabíveis, caso as acusações do Santos sejam acatadas, são de suspensão de 30 a 360 dias, com possível multa entre R$ 100 e R$ 1.000 (por deturpar fatos ocorridos); e suspensão de 15 a 180 dias, com possível multa entre R$ 100 e R$ 1.000 (por prática de abuso de autoridade).

Até a 23ª rodada do Brasileiro, haviam acontecido 10 expulsões no primeiro tempo, 7 por lances físicos e 3 por reclamações ou atraso no reinício da partida.

Moshen (Grêmio) foi expulso aos 35 minutos, com cartão vermelho direto, por agredir verbalmente o árbitro; Roberto Torres (Figueirense) foi expulso aos 41 minutos por reclamar da marcação da arbitragem; e Lucas Lima foi expulso aos 45 minutos (segundo amarelo) por, segundo a arbitragem, retardar o reinício da partida.


De brigão de rua a profissional: R. Conceição e Top Rank anunciam acordo
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UOL Esporte

Todd e Robson

Robson Conceição, medalha de ouro na Rio-2016, e Top Rank, empresa norte-americana promotora de lutas, estão oficialmente juntos. O contrato já havia sido assinado no final do mês passado, mas o anúncio oficial foi realizado apenas nesta sexta-feira (9), em um evento realizado em um hotel no Rio de Janeiro.

“Tive uma infância muito humilde. Aos 11, 12 anos, já ajudava em casa vendendo legumes, picolé, trabalhava como ajudante de pedreiro… Não queria ser boxeador, queria ser brigão de rua, como meu tio Roberto. O dia que eu não brigava na rua, voltava triste”, contou Robson ao comentar a nova mudança em sua carreira.

“Comecei a treinar com um amigo, descalço, as manoplas eram duas havaianas… Ia ao hospital fingindo estar machucado para enfaixar minhas mãos para treinar”, completou.

Agora profissional, Robson admite ter atingido sua meta e diz nem pensar nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. “Já fui campeão militar, olímpico, bronze no Mundial… Não penso na Olimpíada mais, meu foco está todo no profissional agora”, foi claro.

Quem seguiu a mesma linha de pensamento foi Todd DuBoef, presidente da Top Rank. “Para mim, o capítulo olímpico está fechado. Mas deixo sempre nas mãos dele a decisão. Como ele disse, brigava na rua, ia ao hospital enfaixar a mão… Agora chegou a hora de ganhar dinheiro e pensar em sua família”, disse.

Sergio Batarelli, empresáio do brasileiro e também presente no evento, já inclusive confirmou a estreia de Robson. “Ele estreia em novembro, na preliminar de Manny Pacquiao vs. Jesse Vargas. Possivelmente, deve lutar de novo em janeiro e março. Acredito que em dois anos já poderá lutar por um título”, revelou.


Cartola que recuperou Mundial de 51 do Palmeiras pede estrela na camisa
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Eduardo Ohata

Responsável pelo dossiê que culminou na validação do título da Copa Rio-1951 como um Mundial, o ex-vice de futebol palmeirense Roberto Frizzo pediu ao atual presidente do clube, Paulo Nobre, e ao vice Maurício Galiotte que seja adicionado ao escudo da camisa do time passe uma estrela por conta da conquista do Mundial.

Esse era um desejo de Frizzo desde que o Mundial foi reconhecido pela Fifa, mas agora encontrou embasamento legal para o pedido.

''Há um artigo no estatuto que prevê isso, uma estrela vermelha na camisa para assinalar a conquista de um Mundial'', explica Frizzo. ''Alguns, mais empolgados, sugeriram fazer um abaixo-assinado. Mas como está no estatuto, e é um direito dos palmeirenses, preferi conversar com o Paulo [Nobre] e com o Maurício, mas não houve uma resposta definitiva.''

Frizzo coordenou a pequisa para a confecção do dossiê que foi posteriormente encaminhado à Fifa requisitando o reconhecimento da Copa Rio de 1951 como um título mundial. O ex-vice de futebol palmeirense também trabalhou nos bastidores políticos nesse episódio.

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Roberto Frizzo (à esq.) posa ao lado de réplica da taça da Copa Rio de 1951

A conquista do título foi lembrada por meio de uma apresentação durante o aniversário do Palmeiras, há poucas semanas.

A Fifa exaltou, em julho passado, quando o título completou 65 anos, por meio de mídias sociais, o Palmeiras como o primeiro campeão global, com a publicação de fotos da época inclusive.

Quanto às ironias de torcedores de outros times de que o Palmeiras precisou de um ''título conquistado via fax'' para ser campeão mundial, Frizzo retruca com outra provocação.

''Meu amigo, esse título é verdadeiro. Não é título de torneio de verão'', retruca um levemente irritado Frizzo. ''Pode verificar, os elencos dos times que estiveram no Rio em 1951 traziam os mesmos jogadores que vieram aqui no Brasil um ano antes disputar a Copa por suas seleções.''


São-paulinos temem depor após agressões, e sindicato pede providências
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Eduardo Ohata

Jogadores são-paulinos agredidos durante invasão do CT do clube não prestaram depoimento por temer por sua integridade física. Em contato com os atletas desde o episódio, Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, usou este argumento junto a autoridades policiais da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, para defender que a investigação mesmo assim precisa continuar.

''Estou em contato com os jogadores, eles temem depor, por eles mesmos e por suas famílias, não estão confortáveis com a situação. Você prestaria depoimento sabendo do que aconteceu no CT e que seu nome ficaria registrado no inquérito?'', questionou, de forma retórica, Martorelli, em referência às organizadas. ''Fui à delegacia justificar a ausência dos jogadores e cobrar providências.''

Na segunda-feira, Martorelli já havia encaminhado um ofício às autoridades policiais, que foi posteriormente ratificado e assinado.

''Se fosse uma causa trabalhista, eu poderia representá-los'', explica Martorelli. ''Mas nesse caso [criminal], não posso. Vim explicar que não é desinteresse deles, é temor pela integridade física mesmo. Mas esse tipo de coisa não pode continuar, a polícia tem que investigar.''

No último dia 27, um sábado, organizada do São Paulo invadiu o CT do clube na Barra Funda e impediu que o treino continuasse. Além de cobrar cartolas pelos resultados em campo, seus membros agrediram jogadores, como Michel Bastos, Carlinhos e Wesley.

 


Agência Mundial antidoping diz que Brasil descumpre regras de seu código
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Eduardo Ohata

A Wada (Agência Mundial Antidoping) afirma, por meio de nota, que o Brasil não cumpre o código antidoping da entidade, que pedirá que o país se adeque a seu regulamento, e informou que se o Brasil não o fizer, receberá uma declaração de ''fora de conformidade'' em novembro. Tal fato, segundo especialistas, leva ao risco de o país deixar de ser credenciado pela agência mundial.

O alerta foi feito por um comitê independente da Wada que verifica o cumprimento do código mundial antidoping por seus países membros.

Segundo a Wada, Além do Brasil, que é representado pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem, Azerbaijão e Guatemala também correm o risco de serem considerados em definitivo países que não seguem o regulamento, caso não se adequem até novembro.

O comitê chegou a tal conclusão durante reunião no último dia 3.

Durante a Olimpíada do Rio-2016, um ex-funcionário da ABCD, o português Luis Horta, acusou o Ministério do Esporte, ao qual a ABCD estava submetida, de procurar diminuir o número de testes surpresa, ou fora de competição, em atletas brasileiros após reclamações do Comitê Olímpico Brasileiro. A pasta negou as acusações.

A Wada não listou quais seriam os itens do código mundial que o Brasil estaria desrespeitando.

Não havia ninguém na noite desta terça-feira no ministério para comentar a informação.

 


Ex-Big Brother Brasil comentará Paraolimpíada para a Globo; confira quem é
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Eduardo Ohata

Ex-modelo que participou da segunda edição do reality show em 2002, Fernando Fernandes comentará o programa diário que será exibido pela Globo no fim de noite com os destaques do dia durante a Paraolimpíada Rio-2016.

O programa, em formato de boletim diário e cuja edição inaugural irá ao ar dia 8, irá ao ar logo depois do Jornal da Globo. A apresentadora será Cristiane Dias.

Após sofrer um acidente automobilístico em 2009, Fernandes ficou paraplégico e começou se dedicar à paracanoagem. Tetracampeão mundial, Fernandes tentou classificação para a Paraolimpíada na categoria de caiaque KL1, mas foi superado por Luis Carlos Cardoso.

A cobertura dos eventos ligados à Paraolimpíada do Rio pela Globo terá início na quarta-feira, com a exibição de um compacto da cerimônia de abertura logo após o futebol.

Assim com aconteceu durante a Olimpíada, equipes de reportagens estarão a postos para entrar no ar em flashes gravados em momentos de destaque para atletas brasileiros. O Time de Ouro, equipe de comentaristas cujo grande destaque na Rio-2016 foi Guga, fará participações especiais, incentivando nossos atletas paralímpicos.

Pelo GloboPlay, o usuário poderá rever as matérias especiais e os programas diários com os principais momentos da competição.

O SporTV manteve seu quarto canal, o canal SporTV 4, e o app SporTV Rio 2016, baixado por mais de 1,1 milhão de pessoas durante a Olimpíada, para ajudar na vazão da cobertura da Paraolimpíada. A previsão é de que o canal por assinatura transmita mais de 150 horas de eventos paralímpicos.