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Palmeiras marca para o dia 6 julgamento da validade de eleição de Leila
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Eduardo Ohata

A legitimidade, ou não, da eleição de Leila Pereira, dona da Crefisa e Faculdade das Américas, patrocinadoras do Palmeiras, a uma cadeira no conselho deliberativo do clube será definida dia 6 de março, oficializou edital publicado no fim de semana.

Leila foi eleita no último dia 11. Mas associados do clube questionaram oficialmente a candidatura de Leila. Eles alegaram, assim como fizera o ex-presidente Paulo Nobre, que ela não era sócia desde 1996 e que por isso não teria tempo de clube para concorrer.

Cumprir dois mandatos no conselho é pré-requisito para quem quer, no futuro, chegar à presidência do clube do Parque Antarctica.

No dia 6, primeira segunda-feira após o Carnaval, acontecerão duas sessões. A pauta cheia criou dúvida entre conselheiros se a sessão na qual será analisada a situação de Leila poderia até ser adiada para outra data, em uma sessão extraordinária.

A primeira definirá a situação de Leila e na segunda será eleito o novo presidente e vice do conselho.

Votarão na primeira sessão, que será presidida pelo atual presidente, Antonio Augusto Pompeu de Toledo, os conselheiros da formação atual. O voto será aberto, como aconteceu nos julgamentos dos ex-presidentes Luiz Gonzaga Belluzzo e Arnaldo Tirone.

Haverá uma explanação do caso, com acusação e defesa. A defesa, provavelmente, ficará a cargo do ex-presidente e padrinho político de Leila, Mustafá Contursi. Afinal, o título de sócia de Leila, em 1996, teria sido conferido por ele.

A acusação ficará a cargo de um conselheiro ou de um dos associados que questionaram a candidatura de Leila antes mesmo do pleito.

A tendência é de que o conselho ratifique a validade do título de Leila, já que até gente de outras chapas participou de sua campanha.

Porém, se ela for impugnada, a chapa Palmeiras Forte, de Mustafá perderá os 248 votos de Leila e, por conta do coeficiente eleitoral, a chapa perderia conselheiros eleitos a reboque da expressiva votação em Leila (248 votos).

A diferença de votos seria ''distribuída'', proporcionalmente, entre as outras três chapas.

A segunda sessão da noite definirá o presidente e vice do conselho deliberativo e será presidida pelo presidente do executivo, Mauricio Galiotte. Esse pleito, sim, em voto secreto, como é tradição no clube.

Seraphim Del Grande é, até agora, candidato único à presidência do conselho. Mas o prazo de inscrição termina no dia 24. Nos corredores do clube comenta-se que a UVB pode lançar também um candidato, Sylvio Mukai.

A grande disputa, porém, deve ficar por conta da vice-presidência. Dois membros do grupo Palestra apresentam-se como candidatos: Carlos Faedo e Guilerme Pereira, filho de Clemente Pereira.

Faedo, que deve contar com o apoio de Mustafá e por isso é o favorito, enfrenta rejeição dentro do próprio grupo do ex-presidente, o que pode abrir oportunidade para Guilherme.


Andrade escapa de impeachment, mas enfrentará novo desafio em dois meses
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Eduardo Ohata

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, que escapou do impeachment na noite desta segunda-feira, enfrentará novo desafio na arena política dentro de dois meses, quando as contas referentes à gestão do ano passado serão votadas no conselho deliberativo.

De novo, o mandatário terá de mostrar articulação política para dirigir o clube, já que o item C, do artigo 106 do estatuto do clube aponta que será motivo para requerer a destituição da administração, presidente e vices, não ter as contas de sua gestão aprovadas.

Não é segredo que pesou, e muito, o apoio do ex-presidente Andres Sanchez para Andrade se manter no cargo. A paz foi selada em uma reunião de emergência, na última sexta-feira. Até então, Andres e Andrade andavam distantes.

A questão é se Andrade contará daqui a dois meses, de novo, com o apoio de seu ex-padrinho político para demonstrar força.

Andres quer que Andrade deixe a casa em ordem, que arrume politicamente o clube. Ou seja, quer que deixe claro quem é situação e oposição, e qual é o papel de cada um, o que em sua visão ajudaria a acabar com o desequilíbrio pelo qual o clube passa atualmente.

E orientou Andrade a deixar de lado a política centralizadora e que fique aberto às pessoas à sua volta que podem ajudá-lo.


Georges St-Pierre explica o porquê de luta com Anderson não ter acontecido
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Eduardo Ohata

Logo que foi anunciado que Georges St-Pierre, ex-campeão meio-médio do UFC, retornará aos octógonos, o primeiro duelo em que todos pensaram foi uma superluta com o brasileiro Anderson ''Spider'' Silva, ex-campeão dos médios do UFC.

Mas, em 2014, durante passagem pelo Brasil para evento promocional da Under Armour, sua patrocinadora, logo após o anúncio de sua aposentadoria, o canadense já havia explicado porque um duelo com Anderson Silva jamais havia acontecido.

''Não me sentiria confortável subindo para a categoria dos médios, e jamais me fizeram uma oferta para uma luta em um peso combinado [entre meio-médio, cujo limite é de 77 quilos, e médio, peso que vai até 83 quilos]. Sempre que se falou no assunto comigo, era para eu subir para o peso dele'', justificou à época St-Pierre, considerado um dos melhores lutadores de MMA da história, quando perguntei sobre a ''superluta''.

Ao ser confrontado com a informação de que no Brasil a versão era de que a oferta havia sido em um peso combinado, o canadense desmentiu prontamente. ''Não, nunca houve isso. Sempre foi para eu lutar no peso dele'', reiterou o lutador.

Mas, de fato, desde aquela época, o canadense era o adversário favorito de Anderson para uma superluta.

O brasileiro rechaçava a ideia de enfrentar o meio-pesado Jon Jones [limite de 93 quilos], mas falava sempre em St-Pierre.

Contra St-Pierre, Anderson teria a vantagem no tamanho, já que por vezes compete como meio-pesado, uma categoria àcima da sua, e já demonstrou ter mais pegada do que o canadense.

Pior, ao subir de peso, e contra um adversário naturalmente maior, a tendência é de que os socos de St-Pierre percam ainda mais a efetividade.


Dívida de R$ 185 mi vira arma por impeachment de presidente do Corinthians
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Eduardo Ohata

O impeachment do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, é uma forma de blindar o clube do risco de ser excluído do Profut (Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal) e perder o refinanciamento e abatimento de multa e juros referentes à sua dívida fiscal, argumentam conselheiros na reta final para a votação do impeachment, prevista para esta segunda-feira.

''O clube feriu as regras do Profut quando o Roberto [Andrade] assinou documento como presidente antes de ter assumido, quando negou vistas ao contrato com a Omni e ao enviar documento com informação errada para a CVM [Comissão de Valores Mobiliários]'', explica Romeu Tuma Jr., ex-secretário nacional de justiça e conselheiro que aceitou se pronunciar oficialmente sobre o assunto.

Segundo Tuma Jr., sobre o terceiro ponto, o clube teria comunicado à CVM que fechara com a Omni contrato de concessão para exploração comercial de estacionamento. Mas, na realidade, o contrato com a Omni contemplaria uma simples locação de espaço de estacionamento.

''Isso prova que eles [direção] sabiam que a Omni não tinha alvará e por isso teria que terceirizar'', argumenta o conselheiro. ''O Profut foi ferido por atos de gestão temerária, falta de transparência e envio de informações falsas à autoridade [CVM].''

Segundo conselheiros de oposição, isso elimina o fator político do pedido de impeachment, transformando em uma questão técnica.

''A Lei do Profut prevê que se a Apfut [Autoridade Pública de Governança do Futebol] entender que o clube fiscalizou irregularidades e adotou mecanismos para responsabilizar o dirigente que as causou, pode deixar de comunicar a Receita Federal para que faça a efetiva exclusão do parcelamento das dívidas e o retorno dos juros e correção'', finaliza o conselheiro.

A dívida fiscal do Corinthians girava em torno de R$ 185 milhões no ano passado, conforme informou o Blog do Rodrigo Mattos https://rodrigomattos.blogosfera.uol.com.br/2016/04/23/divida-do-corinthians-aumenta-r-140-milhoes-em-2015/?debug=true

Andrade entrou em contato com o blog, por meio de sua assessoria de imprensa, e disse que a informação de que o refinanciamento das dívidas com a União está em risco não procede. Porém não explicou o motivo.


Nova prova fortalece pedido de impeachment de presidente do Corinthians
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Eduardo Ohata

O pedido de impeachment do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, ganhou mais peso após confirmação de outra acusação relacionada ao processo que pede a sua saída.

O mandatário teria sonegado vistas aos contratos com a empresa Omni relacionados à exploração de estacionamento na Arena Corinthians.

Conselheiros a favor do impeachment de Andrade apontam que a negativa em exibir os documentos constitui motivo para destituição do presidente, por configurar não-divulgação de informações de gestão e descumprimento estatutário (art. 111, ''12''), além de descumprir as regras do Profut.

A entrega do pedido foi protocolado no conselho deliberativo no dia 1 de novembro de 2016, encaminhado à secretária do presidente do clube, que o enviou a Andrade. A informação foi confirmada nos últimos dias pelo presidente do conselho deliberativo, Guilherme Strenger, segundo correspondência trocada com um conselheiro, à qual o blog teve acesso:

''Informo a V.Senhoria que o requerimento em questão, dirigido à ''Diretoria do Sport Club Corinthians Paulista'', foi protocolado junto ao Conselho Deliberativo, no dia 01 de novembro de 2016. No mesmo dia, a secretária do Conselho Deliberativo, [nome da secretária], entregou o requerimento a secretária do Presidente Roberto de Andrade, [nome da secretária], que o enviou ao Dr. Alberto Bussab, bem como ao presidente do SCCP.''

A comprovação do pedido é relevante porque a defesa de Andrade informa que ''com referência à argumentação da não-exibição a conselheiros de documentos e/ou contratos por parte da diretoria, alegada no pedido inicial, além de não ter sido comprovada, não enseja o afastamento…''

O relatório do comitê de ética, responsável pelo parecer sobre o impeachment, também havia negado o recebimento do pedido:

''Não se tem notícia do destino de tal requerimento após seu protocolo. Não se sabe se foi efetivamente encaminhado à Diretoria. Se foi, não se sabe se passou por algum departamento ou se foi direto à Presidência. Enfim, não se sabe nem sequer se chegou ao conhecimento do Representado'', afirma o relatório. ''Para os signatários, essa circunstância põe uma pá de cal no assunto.''

Na sequência, o relatório do comitê de ética reitera o desconhecimento da parte de Andrade do requerimento. ''… sem que haja evidências de que o destinatário tenha conhecimento da ordem''.

O pedido de impeachment se fundamente, principalmente, pela assinatura de Andrade em um documento, como presidente do clube, feita dois antes de assumir o cargo.

O caso será julgado no próximo dia 20.

Procurados pelo blog, o presidente do Corinthians, Roberto Andrade, e o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Guilherme Strenger, não se manifestaram até a publicação do post.


Sem seleção, Globo exibirá apenas seis partidas da Copa das Confederações
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Eduardo Ohata

Sem a participação da seleção brasileira, que não se classificou para a edição deste ano da Copa das Confederações, a Globo transmitirá apenas seis partidas da competição, o blog apurou.

Na edição de 2013, que contou com a participação da seleção, a Globo exibiu nove jogos: Os cinco do time nacional, que chegou à decisão com a Espanha, e mais quatro jogos extra.

Mesmo sem a seleção, dirigentes da emissora consideram que além de servir para o brasileiro conhecer um pouco do cenário onde será disputada a próxima Copa do Mundo, há jogos de interesse amplo, que extrapolam o do telespectador fanático por futebol.

Um exemplo citado nesse espectro seria um eventual encontro entre Chile e Rússia, ou outros nos quais o telespectador pode ser um ''olheiro'', observando adversários em potencial do Brasil.

A emissora também acredita que ''aprendeu'' muito durante a transmissão da Eurocopa como fazer uma transmissão que atraia a atenção do público, mesmo sem a participação de um time brasileiro.

No aspecto comercial, o acordo com a Fifa impõe os patrocinadoras da entidade que controla o futebol mundial nas vinhetas exibidas durante a competição.

Durante os intervalos, no mínimo já estão garantidos os comerciais avulsos de trinta segundos de patrocinadores que compram rotativos que são inseridos durante toda a programação do dia.

A Globo ainda não tem parceira na TV aberta para dividir a Copa das Confederações. Mas a emissora está em busca de uma.


Efeito Crefisa fortalece de novo Mustafá, padrinho de Leila no Palmeiras
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Eduardo Ohata

O resultado da eleição ao conselho deliberativo do Palmeiras mostrou que saiu fortalecido do pleito o ex-presidente Mustafá Contursi, padrinho político de Leila Pereira e José Roberto Lamachia, casal dono da Crefisa e Faculdade das Américas, patrocinadoras do clube.

A chapa Palmeiras Forte, de Mustafá, fez 27 conselheiros. Mesmo número que a Palestra, de Clemente Pereira.

Mas como na eleição anterior a Palestra havia feito mais conselheiros do que a Palmeiras Forte, o empate neste fim de semana mostra um crescimento da chapa do ex-presidente.

A chapa foi beneficiada pela expressiva votação em Leila (248 votos) e Lamachia (62), já que o clube segue o sistema de votação proporcional, que lembra as eleições a vereador ou deputado, por exemplo, onde um puxador de votos ''elege'' outros candidatos.

No pleito ao Conselho de Orientação Fiscal, no fim do mês passado, o grupo Palmeiras Forte, de Mustafá, foi o que mais conselheiros elegeu.

O grupo de oposição de Wlademir Pescarmona, a UVB, manteve mais ou menos o mesmo espaço da eleição anterior, com 13 cadeiras.

Quem registrou queda foi a Academia, grupo do ex-presidente Paulo Nobre, com nove cadeiras.

Surpreendente porque Nobre deixou o cargo há menos de dois meses e, até então, tinha sua gestão envolta em elogios.

Outro fator que mostra o bom momento vivido por Mustafá é a gentileza dispensada em sua direção pelo atual presidente, Mauricio Galiotte. Aliados de Mustafá contam que Galiotte tem se mostrado atencioso com eles e sempre agradece a ''ajuda que vocês estão nos dando''. Por ''vocês'', entenda-se mais Mustafá do que esses próprios aliados.

Além de Lamachia e Leila, cuja campanha contou com estrutura compatível com a de uma campanha política, outros dois candidatos famosos fora do Parque Antarctica conseguiram cadeiras no conselho.

O ex-vereador Domingos Dissei, hoje no Tribunal de Contas do Município, em campanha desde meados do ano passado, quando passou a interagir com os sócios, se elegeu com 70 votos. Ele contou com forte trabalho de Elio Esteves, ex-vice do conselho.

O conselheiro de Michel Temer e presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, Antonio Neto, se elegeu com 44 votos. Em uma campanha considerada rápida, com apenas dois meses de duração, contou com o apoio do atual vice do conselho, Mauro Yasbek, do ex-vice de futebol Roberto Frizzo e teve a campanha coordenada por Ricardo Pellegrini Pisani, ex-secretário geral do clube.

Os 76 novos conselheiros (no total, o conselho tem mais ou menos 270 membros) já estreiam em março com a responsabilidade de escolher o novo presidente do conselho, que já tem um postulante: Seraphim del Grande.

A disputa pela vice-presidência deve ficar entre Guilherme Pereira, filho de Clemente, e Carlos Faedo, ambos do grupo Palestra. Segundo pessoas que transitam junto a lideranças, só Faedo deve ter o apoio de Mustafá.


Por ‘patriotismo’, lei obriga hino completo em todos eventos esportivos
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Eduardo Ohata

Para quem ficou se perguntando o porquê de os jogos de futebol do fim de semana terem sido precedidos pela execução do hino nacional completo, a explicação está na edição do ''Diário Oficial da União'' da última sexta-feira.

Segundo a Lei 13.423/2016, o hino deverá ser tocado integralmente na abertura das competições nacionais, como as de ligas (ou federações) regionais e nacionais, como Confederação Brasileira de Futebol ou Federação Paulista de Futebol, por exemplo, ou do Comitê Olímpico do Brasil e Comitê Paraolímpico Brasileiro.

O motivo?

Segundo políticos que redigiram a lei, como a população ainda não tem o sentimento em relação ao hino nacional, como ocorre em outros países, a nova lei despertará nas pessoas o sentimento de nacionalidade.


Por Mundial, patrocínio de Leila no Palmeiras pode bater em R$ 200 milhões
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Eduardo Ohata

Se o Palmeiras disputar e conquistar o Mundial de clubes no fim do ano, bem como as demais competições da temporada, o investimento de Leila Pereira, por meio do patrocínio de suas empresas Crefisa e Faculdade das Américas, no clube chegará perto dos R$ 200 milhões este ano.

Esse valor pode ser até superado com o uso de incentivos fiscais para investimentos adicionais no clube, possibilidade que já é discutida há semanas dentro das duas empresas, o blog apurou.

Em um período inferior a 24 horas, de quarta para quinta-feira, o valor anual do patrocínio aumentou por causa do ''efeito Borja''.

Além do investimento de 32 milhões e aos R$ 3,2 de luvas referentes à contratação do jogador, para viabilizar a vinda do atacante para o clube do Parque Antarctica, a cota anual de patrocínio, que era de R$ 72 milhões, pulou para R$ 74,4 milhões

A financeira ajudará com R$ 200 mil extras por mês para ajudar a pagar o salário do atacante.

A patrocinadora também arca com R$ 12 milhões referente ao salário de Lucas Barrios.

A financeira já havia injetado R$ 31,1 milhões, para as contratações de Guerra e Fabiano e pagamento de parcela de Dudu, valor que não será descontado do valor do patrocínio.

Se o Palmeiras cumprir o programa de títulos e bônus proposto pelas patrocinadoras, conquistando os títulos do Paulista, Copa do Brasil, Libertadores, Brasileiro e Mundial, somadas as premiações ganhará no total R$ 40 milhões.

Apesar de Leila negar, ela e o marido, José Roberto Lamachia, dão, sim, grande importância ao título mundial de clubes.

Nesse cenário, o valor total colocado pela patrocinadora no clube, no ano, cumpridas todas as metas, será de pouco mais de R$ 192 milhões.

Está em estudo pelo departamento financeiro de Crefisa e FAM o uso de incentivos fiscais para investimentos adicionais no clube, mas na área social.


Dualib volta à cena e briga por votos contra impeachment de Andrade
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Eduardo Ohata

Alberto Dualib, 97, voltou à cena na política corintiana de forma surpreendente: O ex-presidente corintiano pede votos contra o impeachment de Roberto de Andrade.

Segundo Dualib, ele já garantiu votos contra o impeachment.

Dualib ao lado de Andrade, durante festa de aniversário ano passado

Dualib ao lado de Andrade, durante festa de aniversário ano passado

''Liguei para alguns amigos conselheiros, consegui 12, 13 votos contra o impeachment'', conta o ex-cartola, para na sequência emendar uma consideração. ''Pelo menos foi o que me prometeram, que votarão contra. Minha opinião tem respaldo.''

A votação do impeachment no conselho deliberativo do clube está prevista para o próximo dia 20.

O atual presidente, para quem não se lembra, integrou o grupo que fez campanha pelo impeachment de Dualib, que acabou por renunciar ao cargo em 2007.

''Não sou de guardar rancor'', justifica, com voz animada, Dualib. ''Não guardo ódio, faz mal à saúde. Eu, graças a Deus, estou com 97 anos, completo 98 no fim do ano, estou com saúde, ando, trabalho na área de construção e vendas…''

Para Dualib, depõe contra a imagem do clube um eventual impeachment. ''Desmoraliza o clube'', explica o ex-cartola. ''Além disso, o Roberto [Andrade] é o menos responsável pelo que acontece no clube.''

Ao ser questionado sobre quem seria o responsável pelos desmandos no clube, porém, Dualib preferiu não citar nomes.

''O clima no Corinthians costuma ser turbulento. Não tem jeito, [quem é presidente do Corinthians] não tem a noite tranquila.''

A última vez em que Dualib conversou com o atual presidente foi na comemoração de seu aniversário, em um restaurante em São Paulo, no fim do ano passado. Na oportunidade, também o prestigiaram Andrés Sanchez, André Luiz Oliveira e Paulo Garcia.