Blog do Ohata

Galiotte escolhe aliados, põe rebeldes na geladeira e dá sua cara à gestão
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Eduardo Ohata

O presidente palmeirense, Mauricio Galiotte, começa a impor a sua cara à gestão. O cartola aproxima aliados à administração e isola quem já o colocou em uma saia-justa política logo no início de sua gestão.

A eleição de Galiotte foi produto de uma grande (e eclética) aliança política: Foi indicado por seu padrinho político e antecessor, Paulo Nobre, teve a candidatura ratificada por outro ex-presidente, Mustafá Contursi, e recebeu o apoio da patrocinadora Crefisa, entre outros setores do Parque Antarctica. Ou seja, sua candidatura única foi fruto de uma situação rara de se encontrar na história do clube.

O blog apurou que um membro da chapa Palmeiras Forte, de Mustafá Contursi, principal articulador nos bastidores do clube, foi sondado por Galiotte para assumir um dos mais altos cargos na diretoria do Palmeiras.

Galiotte se distanciou dos três vices, eleitos, que não acompanharam seu voto no episódio da validação da eleição de Leila Pereira, proprietária da Crefisa, a uma cadeira no conselho deliberativo, o que durante a assembleia chamou a atenção de conselheiros. O cartola não delega tarefas ao trio (José Carlos Tomaselli, Victor Frugis e Genaro Marino).

Mas vai aumentando a proximidade de Galiotte com o vice que o acompanhou no voto, Jesse Ribeiro. O vice, que vai ao gabinete do presidente com mais frequência do que seus pares, integrou a comitiva palmeirense que acompanhou o presidente a uma visita ao prefeito de São Paulo, João Dória, na sexta-feira da semana passada.

O presidente também tem trabalhado em sintonia com o recém-eleito presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande, que tem marcado reuniões semanais com os conselheiros para eles deem sugestões e apresentem propostas. Os encontros são marcados na setor administrativo do clube, o que indica um alinhamento de suas ações com a presidência, já que a ação ajuda também a reforçar sua sustentação dentro do conselho. A candidatura de Del Grande à presidência do conselho também foi apadrinhada por Mustafá.

É bem provável que uma das primeiras ações conjuntas entre Del Grande e Galiotte será a organização de eleições para conselho vitalício, já que há vagas disponíveis.

Na costura de um grupo de coalizão, Galiotte mantém em seus quadros integrantes da chapa Academia, que já vinham da gestão de Paulo Nobre. Mas a interlocução com eles é feita diretamente por Galiotte, sem a intermediação do ex-presidente.

Um dos correligionários que havia aconselhado Galiotte a formar um grupo de apoio próprio que garantisse sua tranquilidade política foi o ex-vice de futebol do Palmeiras Roberto Frizzo.


Leilão aumenta chance de Globo vencer Fox Sports e recuperar Libertadores
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Eduardo Ohata

A forma de negociação pelos direitos da Libertadores entre as emissoras de TV e a Conmebol mudou.

Os direitos da Libertadores no país hoje pertencem à Fox Sports, que os sublicenciam à Globosat em troca de jogos da Copa do Brasil. Desta forma, nem o SporTV, braço da Globosat na TV por assinatura, e tampouco a Fox Sports podem programar as partidas livremente, já que há um acordo por meio do qual há um rodízio semanal na escolha de jogos que cada um dos canais irá transmitir.

Mas a partir de agora, em vez de negociar  diretamente com a entidade, as emissoras participarão de um leilão pelos direitos da Libertadores. A entidade já firmou parceria em relação a outras propriedades com a gigante do marketing IMG.

A licitação para selecionar a firma que organizará o leilão acontecerá no mês que vem, a Conmebol informou ao blog.

Ou seja, de agora em diante, o histórico de negociações passadas e relacionamento, que seriam favoráveis à Fox Sports, dão lugar a critérios estritamente técnicos, com base nos valores oferecidos e também na expertise na promoção do produto. Para esse último quesito, é uma vantagem controlar um canal na TV aberta e contar com outros na TV por assinatura.

Uma ideia que entrou no radar de dirigentes da Conmebol é separar o Brasil dos demais países da América Latina na negociação dos direitos da edição de 2019 em diante.

Na negociação passada, a Fox Sports adquiriu em um só pacote os direitos da Libertadores para as Américas.

Se o formato permanecer inalterado, ou seja, venda das Américas em um só pacote, os executivos da Globo/Globosat terão de pesar muito bem a relação custo/benefício da aquisição dos direitos para o continente inteiro.

Como a Globo não opera diretamente canais de esporte em um grande número de países da América Latina, ao contrário de Fox Sports e ESPN, por exemplo, corre o risco de amargar prejuízo caso não consiga repassar os direitos a canais de outros países.

Com a separação do Brasil do resto da América Latina, a Globo poderia fazer uma proposta robusta financeiramente pelos direitos no país, pois estaria direcionada só para onde está a sua sede.

É bom lembrar que, mesmo nesse cenário, ESPN (Disney), Fox Sports (Rupert Murdoch) e Esporte Interativo (Turner) respondem a grupos cujos cofres são bem fornidos.


À la Champions, Paulista pode ter teto de 25 inscritos, e uso livre da base
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Eduardo Ohata

A Federação Paulista de Futebol encaminhará aos clubes uma proposta que atende a uma de suas principais reivindicações: Condições para escalar atletas de suas bases no Paulista para propiciar experiência a eles.

Hoje, alegam cartolas de clubes que disputam o Paulista, incluindo os quatro grandes, o limite de 28 inscritos por time impede a inclusão de muitos garotos da base em suas equipes. Com tão poucas vagas na competição, têm que colocar suas fichas em profissionais tarimbados, e não apostar e jovens promessas.

A proposta para o Paulista-2018, segue o exemplo do que é feito na Champions e em algumas ligas da Europa: Diminuir o limite de 25 inscritos do profissional, porém permitir a inscrição de um número ilimitado de atletas da base.

Dentro da federação, há o entendimento de que limitar é importante para a saúde financeira dos clubes, que não podem contratar jogadores a qualquer custo.

A proposta tem como idealizadores o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, e o vice de integração com atletas, Mauro Silva, que ouviram os questionamentos dos clubes.

A ideia será apresentada e debatida com os clubes, que decidirão a forma adotada para o ano que vem.

Pelo menos um técnico de clube ''grande'' da capital já discutiu a ideia da redução de 28 para 25 inscritos e a liberação da base com Mauro Silva, o blog apurou.

Um ponto importante que precisa ser definido, caso a proposta seja aceita, é qual a definição de ''base''. É necessário responder questões como ''quantos anos cada jogador deve estar em seu clube para que possa ser inscrito como jogador de base daquele time''?

Uma das tendências mais fortes, adotada na Europa, é estabelecer 18 meses como período mínimo de permanência no clube para que o jogador seja considerado da sua ''base''.

Essa exigência do período mínimo da ligação do atleta com o clube visa evitar que uma equipe adquira um jogador de outra equipe e o inscreva pouco tempo depois como se fosse um produto de sua própria categoria de ''base''.

Além disso, será necessário definir qual é a idade limite para que o jogador seja considerado da ''base''. A ideia mais forte, por enquanto, é que ele seja sub-20.


‘A WTorre não terminou todas as obras no Allianz Parque’, alerta Mustafá
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Eduardo Ohata

O ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi aproveita o momento de tranquilidade política no clube para lançar um alerta: ''A WTorre não entregou ainda todas as obras no Allianz Parque''.

''Consta que a WTorre não terminou todas as obras na arena. Como o Palmeiras tem uma participação na renda do estádio, estamos deixando de ganhar, pois há uma diminuição da receita por conta de áreas que não estão sendo utilizadas'', explica o cartola, que reforçou papel de destaque no clube após vitórias no conselho deliberativo, Conselho de Orientação Fiscal e ao ver ratificada a eleição de Leila Pereira, dona da Crefisa, a uma cadeira na casa.

''Espero que o atual presidente [Mauricio Galiotte] continue defendendo os interesses do Palmeiras em relação à WTorre como o anterior [Paulo Nobre] fazia'', concluiu, enfático, Mustafá.

O blog entrou em contato com a WTorre, que alegou que não poderia se manifestar oficialmente no momento por não saber em detalhes quais os pontos foram questionados pelo cartola.

O blog, porém, apurou que há, sim, finalização de obras que são questionadas e que o silêncio da construtora se deve a uma condição de confidencialidade.

Na câmara de arbitragem da Fundação Getúlio Vargas, o clube já obteve uma vitória sobre a WTorre, quando, em outubro passado, conquistou o direito de comercializar as cadeiras da arena.

Há obras que já entraram na conta do associado, que foram pagas por meio de taxas de reinstalação de departamentos.

''Há itens redigidos no contrato de forma diferente à apresentada no conselho, e o sócio pagou a conta'', explica Mustafá. ''Mas como foi o próprio sócio que aprovou a parceria com a WTorre, essa foi a solução possível.''

 


Veja qual ‘autoridade’ chama Mayweather x McGregor de ‘marmelada’
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Eduardo Ohata

A ''The Ring'', principal publicação de boxe, dispara em sua edição de maio de 2017 contra o iminente combate entre o falastrão do UFC Conor McGregor e o ex-campeão de boxe Floyd Mayweather Jr., que anunciou estar deixando a aposentadoria para este duelo.

''A coisa toda é ridícula… Trata-se mais de um evento do que de uma luta de verdade, lembra muito uma luta de pro wrestling [a popular marmelada], na qual o vencedor já está predeterminado'', critica o editor da ''The Ring'', Michael Rosenthal.

Na sequência, ele diz quais as chances de vitória de McGregor: ''Zero!''.

A ''The Ring'', fundada em 1922 e conhecida como a ''Bíblia do Boxe'', conquistou status de autoridade no mundo do boxe.

O ranking da publicação, independente, é frequentemente utilizado como referência por narradores, comentaristas e especialistas para explicar ao público qual campeão é melhor do que o outro, já que há quatro campeões por cada categoria de peso atualmente.

O ''título'' de campeão da ''The Ring'' é mencionado nas apresentações sobre o ringue antes das lutas, durante transmissões pelas emissoras norte-americanas, e chegou a ser usado na promoção de combates históricos, como Mike Tyson x Michael Spinks.

A seguir, a íntegra do texto da ''The Ring'' sobre a possível luta entre ''Money'' Mayweather e McGregor:

''A ''luta'' entre Floyd Mayweather Jr-Conor McGregor é uma unanimidade do ponto de vista dos negócios. O volume de pacotes de pay-per-view negociados pode superar  o de Mayweather-Manny Pacquiao, o que se traduziria em bolsas na casa dos nove dígitos para cada um deles. Não vejo como eles podem esnobar isso. O aspecto negativo disso é que a coisa toda é ridícula. Nós já sabemos o resultado, desde que Mayweather e McGregor lutem nas regras do boxe e McGregor não as viole. O irlandês conquistou muito no MMA, mas ele é um boxeador ''verde'', assim como todas estrelas do UFC. E um boxeador ''verde'' teria zero chance -zero!- de vencer Mayweather, talvez o melhor boxeador defensivo dos últimos cinquenta anos. Trata-se mais de um evento do que de uma luta de verdade, parece mais uma luta de pro wrestling [o telecatch, a popular marmelada], na qual o vencedor já está predeterminado. Suspeito que muitos que pagariam para assistir sabem da verdade, que McGregor estaria usando sua imagem para lucrar. Se é esse o caso -e essas pessoas ainda pagariam para assistir- tudo bem. Só espero que ninguém acredite que essa é uma luta de verdade.''

Ironicamente, na mesma edição em que praticamente chama o duelo entre Mayweather Jr.-McGregor de ''farsa'', a ''The Ring'' presta homenagem a Holly Holm, que tirou a invencibilidade da badalada Ronda Rousey em um duelo no UFC.

A publicação fez um ''mea-culpa'' ao lembrar que a várias vezes campeã de boxe Holm bateu Ronda, pelo título do UFC, justamente quando ainda estava nas bancas a edição da ''The Ring'' que trazia em sua capa a até então maior campeão feminina da organização.

 


Com mais de 500 mil inscritos no Youtube, Palmeiras é ‘maior das Américas’
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Eduardo Ohata

O Palmeiras superou a marca de meio milhão de inscritos no Youtube (528 mil), e detém o melhor número de um time das Américas, e a nona melhor marca entre equipes de futebol no mundo.

O segundo time brasileiro com mais seguidores no Youtube no país e nas Américas é o Santos, com 446 mil seguidores.

O time do Parque Antarctica superou a Juventus (519,5 mil). Em oitavo, com pouco menos de 20 mil inscritos à frente do time brasileiro, está o Liverpool (547,7 mil).

Na era em que saber utilizar as mídias sociais vem ganhando importância, vide o episódio do jogo entre Atlético-PR e Coritiba, exibido por Facebook e Youtube, e a projeção alcançada pela Chapecoense que pode ser mensurado por meio das mídias sociais, a equipe alviverde consegue um status interessante.

O top 10 fica assim, com números arredondados:

1) Barcelona: 2,8 milhões
2) Real Madrid: 2,2 milhões
3) Manchester City: 860 mil
4) Bayern: 632 mil
5) Al Hilal: 598 mil
6) Chelsea: 592 mil
7) Arsenal: 548 mil
8) Liverpool: 548 mil
9) Palmeiras: 528 mil
10) Juventus: 519 mil

Considerados os últimos seis meses, o Palmeiras apresentou crescimento de 91 mil inscritos.

Menos do que Barcelona (288 mil), Manchester City (124 mil), Real Madrid (119 mil) e Arsenal (100 mil). Porém mais do que Bayern (81 mil), Chelsea (61 mil), Al Hilal (36 mil), Liverpool (76 mil) e Juventus (36 mil).


Guerra pelos eventos esportivos da TV: Quem é detentor e quem está de olho
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Eduardo Ohata

Se na TV aberta os direitos de transmissão dos principais eventos esportivos concentram-se na Globo, na TV por assinatura a história é bem diferente. O calendário de aquisição de direitos de TV, e o que se viu na disputa pelos direitos do Brasileiro a partir de 2019, entre SporTV e Esporte Interativo, indica que a disputa para exibir competições de ponta irá se acirrar dentro dos próximos meses.

O blog ouviu executivos de canais por assinatura e especialistas do mercado para compilar a lista a seguir, que traz as principais competições, quem é o atual detentor dos direitos, quando vence o contrato atual e quem já está de olho para tomar os direitos.

Há casos, como quando não ficou clara a intenção de uma emissora por um determinado evento, em que o blog se baseou em histórico de ofertas, necessidade de preencher as grades em determinados períodos ou o fato de a emissora exibir eventos da mesma ''família''. No quesito ''Quem está de olho'', há propostas na mesa para canais se unirem ao apresentar certas propostas.

O que pode parecer surpreendente segue uma lógica. Os únicos europeus a despertar interesse do SporTV, por exemplo, são a Liga dos Campeões e o Campeonato Inglês. Por que não o badalado Campeonato Espanhol? Porque seus jogos competiriam por espaço na grade de programação com partidas do Paulista e do Brasileiro, que são realizados mais ou menos no mesmo horário.

 

Libertadores

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2018

Quem está de olho: ESPN, Esporte Interativo e SporTV

 

Copa do Brasil

Quem detém os direitos: SporTV

Quando vence o contrato: 2022

Quem está de olho: Esporte Interativo

 

Liga dos Campeões

Quem detém os direitos: Esporte Interativo

Quando vence o contrato: 2018/19

Quem está de olho: ESPN, Fox Sports e SporTV

 

Inglês

Quem detém os direitos: ESPN

Quando vence o contrato: 2019

Quem está de olho: Esporte Interativo, Fox Sports e SporTV

 

Espanhol

Quem detém os direitos: ESPN

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: Esporte Interativo e Fox Sports

 

Italiano

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2018

Quem está de 0lho: ESPN e Esporte Interativo

 

Alemão

Quem detém os direitos: Fox Sports

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: ESPN e Esporte Interativo

 

NBA

Quem detém os direitos: ESPN e SporTV

Quando vence o contrato: 2025

Quem está de olho: Ninguém

NFL

Quem detém os direitos: ESPN e Esporte Interativo

Quando vence os direitos: 2021

Quem está de olho: Fox Sports

F-1

Quem detém os direitos: SporTV

Quando vence o contrato: 2020

Quem está de olho: Esporte Interativo e Fox Sports


As 4 decisões que Galiotte terá que tomar no Palmeiras nas próximas semanas
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Eduardo Ohata

A eleição à presidência do conselho deliberativo e a não-impugnação da candidatura de Leila Pereira, dona da Crefisa, ambos ocorridos no ínicio desta semana, jogou quatro questões no colo do presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte.

A expectativa dentro do clube é de que sejam respondidas a partir das próximas semanas.

1) Qual o papel que o presidente quer que a agora conselheira Leila exerça?

Leila tem dito enfaticamente que pretende ser a fiel escudeira da gestão de Galiotte. Ela indicou que pode lançar mão de incentivos fiscais para realizar benfeitorias na parte social do clube e também incentivar esportes amadores. Além disso, Leila pode desempenhar um papel de influenciadora dentro do conselho, já que recebeu a votação mais expressiva para um conselheiro na história do clube.

2) Galiotte contemplará membros de grupos aliados com posições em sua diretoria?

Galiotte tem ótimo trânsito com Mustafá Contursi, aliado político que se firmou como cartola mais influente dos bastidores do clube ao eleger o presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande. Este ano já registrara vitória no Conselho de Orientação Fiscal.

Dito isso, Galiotte encaixará em sua diretoria conselheiros com quem tem vínculo mais forte ou abrirá bom espaço para membros da chapa Palmeiras Forte, de Mustafá? Como tratará o subgrupo do ex-vice de futebol Roberto Frizzo, que ajudou a lhe dar sustentação e que já monta estratégia para eleger um grupo no pleito de conselheiros vitalícios?

Galiotte contemplará as chapas Palestra e UVB, que também se uniram em torno de sua candidatura?

Ainda falando da Palestra, apesar de não ter apoiado a vice do conselho Guilherme Pereira, filho de Clemente, líder da chapa, como agirá em relação a ela, já que é bastante representativa?

Esse será um quebra-cabeças desgastante para montar.

3) Qual será a atitude de Galiotte em relação aos vices ''rebeldes'', que não acompanharam seu voto no caso Leila?

Na sessão do conselho na segunda-feira, chamou a atenção os votos dos vices Tomaselli, Genaro Marino e Victor Frugi, que não acompanharam Galiotte em seu voto pela não-impugnação de Leila. O trio esteve vinculado à gestão de Paulo Nobre.

Como os vices são eleitos, o presidente não pode destituí-los. Porém, pode diminuir seu poder e relegá-los a um papel meramente decorativo, ou conferir poder a eles para que cumpram metas. Vai dar um gelo, poder ou mais uma chance?

4) Como agirá em relação ao antecessor Paulo Nobre? Romperá de vez ou optará por manter uma ''ponte''?

Alguns membros da chapa Academia, de Paulo Nobre, já considerados dissidentes, acompanharam o voto de Galiotte em Leila. Na composição de sua gestão, Galiotte acomodará só membros da chapa próximos a ele, ou deixará a porta aberta para aqueles mais ligados a Nobre, seu ex-padrinho político, cuja influência política no clube tem diminuído?


Mustafá se fortalece ao fazer líder de conselho e validar eleição de Leila
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Eduardo Ohata

O ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi consolidou, uma vez mais, sua influência nos bastidores do clube ao eleger dois apadrinhados presidente e vice do conselho deliberativo do clube, e ver o pedido de impugnação de Leila Pereira, dona da Crefisa e Faculdade das Américas, também sua apadrinhada, ser arquivado por votação, durante sessão dupla na noite desta segunda-feira.

Na eleição do Conselho de Orientação Fiscal, em janeiro, dos 15 conselheiros titulares eleitos, 13 eram apoiados direta ou indiretamente por Mustafá. E, na eleição ao conselho, mês passado, quando Leila foi eleita, a sua chapa Palmeiras Forte empatou na liderança com a Palestra, com 27 conselheiros eleitos cada.

O controle das duas casas pode ser, em certos casos, até mais importante do que deter o poder executivo no clube, que por vezes pode ser ''travado'' pelas ações dos dois conselhos. Arnaldo Tirone sentiu isso na pele ao romper com Mustafá ao chegar à presidência.

Leila, que teve a validade de sua candidatura questionada por Paulo Nobre quando este deixou a presidência do clube, no fim do ano passado, viu a maioria do conselho apontar a validade de sua eleição nesta segunda-feira. Associados haviam seguido os passos de Nobre e questionado formalmente sua situação.

Na verdade, a decisão favorável dos conselheiros a Leila foi diretamente um voto de confiança em Mustafá, pois foi o ex-presidente que repetiu à exaustão que conferiu o título de sócia a ela em 1996.

Defenderam Leila os conselheiros Gilto Avallone, Elio Esteves, Paulo Serdan e Corona Romano. Contra, discursou José Antonio, que concorria à presidência do conselho.

De cerca de 228 conselheiros presentes, apenas cerca de 29 foram favoráveis à impugnação da candidatura de Leila, incluindo os vices Genaro Marino, Victor Frugis e José Carlos Tomazelli, que votaram diferente do presidente Mauricio Galiotte e do outro vice, Jesse Ribeiro.

Para a eleição à presidência do conselho, que ocupou a segunda das sessões que aconteceram nesta segunda-feira, foi alinhavada uma costura política que permitiu a Mustafá alçar Seraphim del Grande (151 votos) e Carlos Faedo (110), respectivamente, à presidência e vice-presidência do conselho.

Ainda na eleição à presidência, Sylvio Mukai, da UVB, conseguiu 38 votos, um a mais do que o candidato independente José Antonio, 37. No pleito à vice-presidência, Guilherme Pereira, da chapa Palestra, recebeu 69 votos e Tasso Gouveia, da UVB, teve 53 votos.


Eleição de Leila será mantida, apontam alianças no conselho do Palmeiras
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Eduardo Ohata

O pedido de impugnação de Leila Pereira, dona da Crefisa e Faculdade das Américas, a uma cadeira no conselho deliberativo do Palmeiras fará água, aponta a configuração do órgão. A sessão dupla, marcada para esta segunda-feira, deve terminar com uma coleção de vitórias políticas para o ex-presidente Mustafá Contursi, padrinho político de Leila, que também apoia candidatos favoritos a presidente e vice do conselho.

Além do apoio de Mustafá, líder da chapa Palmeiras Forte, Leila conta com boa parte dos votos da chapa Palestra, onde teve membros atuando como cabos eleitorais, e até da UVB, grupo tradicionalmente rival ao de Mustafá.

Até a oposição que enfrentava em subgrupos do Palmeiras Forte, como o do ex-vice de futebol Roberto Frizzo, que falava abertamente nos últimos dias entender que o caso deveria ser decidido administrativamente, foi extinta. Após reunião interna com seu grupo, Frizzo fechou apoio à manutenção de Leila.

Contra Leila, resta o ex-presidente Paulo Nobre, que orientou pela impugnação da candidatura de Leila ao deixar o cargo, e pessoas próximas a ele.

O voto, por tradição estatutária, deve ser aberto, como foi nos julgamentos dos ex-presidentes Luiz Gonzaga Belluzzo e Arnaldo Tirone.

Após a primeira sessão, da qual participarão os atuais membros do conselho, assumem os conselheiros eleitos no último dia 11, que elegerão o presidente do conselho, entre três candidatos: Seraphim del Grande, Sylvio Mukai e José Antonio.

O favorito é Del Grande, que conta com o apoio de Mustafá. Mukai representa a UVB e José Antonio é candidato independente.

A grande disputa deve ficar pela vice-presidência, entre Carlos Faedo, dissidente do grupo Palestra, de Clemente Pereira. Ele também conta com o apoio de Mustafá e disputará o cargo justamente contra o filho de Clemente, Guilherme.

Segundo pessoas próximas a Faedo, ele fará entre 140 e 160 v0t0s (de um total de aproximadamente 272 conselheiros em condições de voto). O próprio candidato fez essa projeção durante evento eleitoral em uma pizzaria na última sexta-feira.

Apoiadores de Guilherme, porém, afirmam que a disputa não será um passeio e apostam em votação expressiva em seu candidato.

Tasso Gouveia, da UVB, deve ficar em terceiro na eleição a vice.

Se os votos forem favoráveis a Leila, Del Grande e Faedo, não demonstrarão apenas um bom momento político de Mustafá, mas do presidente do executivo, Mauricio Galiotte, aliado político de Mustafá.