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Santos notifica Barcelona e Fifa por conta de assédio a Lucas Lima
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Eduardo Ohata

O Santos já notificou Barcelona e Fifa por conta do assédio ao meia Lucas Lima, o blog apurou.

No comunicado, o clube da Vila Belmiro lembra que se trata de uma reincidência, ao citar o episódio envolvendo Neymar, e que o Santos tem provas de que a negociação entre clube e atleta teve início antes de 1º de julho. Ele só poderia negociar nos últimos seis meses de seu vínculo atual.

A amigos, o meia comunicou que está deixando o Santos pela equipe catalã.

Apesar da negativa de seu estafe de que o jogador já acertou sua ida para a Espanha, a tendência  é a de que o acerto seja oficializado até o final do mês, com apresentação no começo do ano que vem.

O clube monitora Lucas Lima pelo menos desde o início do ano passado, em uma luta de observados que também incluía os atacantes Gabriel Jesus e Gabigol.

O meia retornou ao time no fim de semana, na noite do sábado, na derrota do Santos para o Sport, por 1 a 0. Ele havia desfalcado a equipe no jogo anterior, em Salvador, por estar gripado.


Palmeiras é derrotado na Justiça em ação por sumiço de R$ 290 mil
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Eduardo Ohata

O Palmeiras acaba de sofrer revés na Justiça em um caso envolvendo o sumiço de R$ 290 mil no clube, em 2010.

O processo que o clube moveu contra Antonio Carlos Corcione, seu ex-diretor-jurídico e conselheiro vitalício, o advogado Pedro Renzo e o conselheiro Francisco Busico sob a acusação de enriquecimento ilícito foi considerado improcedente. O Palmeiras ainda pode recorrer. Inquéritos criminais sobre o caso que corriam em paralelo foram arquivados por falta de provas.

O ex-diretor jurídico do Palmeiras Antonio Carlos Corcione Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

''Não vou processar o Palmeiras, ele e minha mulher são as coisas que tenho perto de mim que eu amo, após minha filha única ter ido para outro país e meu cachorro morrer'', disse Corcione, que se recusou a discutir detalhes do caso, que correu sob segredo de Justiça. ''Até hoje no Palmeiras me olham de rabo de olho, fui chamado de 'ladrão' pelo responsável por essa perseguição, perdi clientes, tive que fechar meu escritório e desenvolvi uma doença incurável. Mas não vou processar o Palmeiras, quero ser lembrado pelos meus 21 anos de bons serviços como diretor-jurídico.''

Renzo se recusou a comentar o caso e Busico não retornou ligação do blog.

O episódio teve início quando o escritório de Corcione, do qual Renzo era funcionário, ganhou um processo contra o governo federal no valor de R$ 1,2 milhão, em 2010. Como o Palmeiras tinha dívidas em aberto, o escritório de Corcione transferiu cerca de R$ 900 mil para uma conta especial do Palmeiras e entregou na tesouraria R$ 290 mil em mãos ao responsável à época pelo departamento financeiro, Francisco Busico, que por sua vez deu um recibo a Renzo.

Porém os R$ 290 mil não foram localizados na contabilidade do clube. Foram realizadas sindicâncias pelo Conselho Deliberativo e pelo Conselho de Orientação Fiscal, até que na gestão de Arnaldo Tirone o jurídico do Palmeiras decidiu processar o trio.

O rol de testemunhas incluiu os ex-presidentes Luiz Gonzaga Belluzzo, Arnaldo Tirone, o interino Salvador Hugo Palaia e o ex-vice de futebol Roberto Frizzo, e o atual secretário-geral, Elio Esteves, entre outros. Nenhum deles confirmou as acusações.

Uma explanação sobre o funcionamento do departamento financeiro de um clube de futebol, que requer dinheiro em espécie para pagamentos de ''bichos'', ''malas brancas'', que não têm recibos, e despesas em dólar (arbitragem) também foi relevante para convencer a juíza que presidiu o caso da inocência do trio.

O Palmeiras afirmou que não comenta oficialmente questões jurídicas.


Processo de ex-funcionário do Santos colaborou para Geuvânio optar pelo Fla
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Eduardo Ohata

A opção de Geuvânio pelo Flamengo em seu retorno da China se deu principalmente por motivos financeiros, porém colaborou para sua decisão uma rusga jurídica que envolve um ex-funcionário do Santos, seu ex-clube.

O atleta não esconde sua gratidão ao Santos, onde foi profissionalizado e conquistou o bicampeonato paulista. Chegou a estar na lista de dispensas no fim de 2011, incluído por Muricy Ramalho e pelo gerente Nei Pandolfo, mas o então presidente Luiz Álvaro de Oliveira Ribeiro, interveio e o manteve na Vila Belmiro, fato do qual se orgulhava.

Em sua saída da China, o Santos sinalizou ao atleta e a seu procurador, Claudio Guadagno, que igualaria os vencimentos mensais que o meia-atacante receberá no Flamengo, cerca de R$ 600 mil. Mas avisou que não pagaria luvas, um investimento de R$ 1,5 milhão.

Além disso, existe no contrato de negociação dos direitos de Geuvânio entre Santos e Tiankin Quanjian, cláusula de exclusividade de retorno ao Brasil no Santos, no valor de 500 mil euros no caso de descumprimento. O Santos entende que o valor é devido pelo clube chinês e, apenas em caso do não-pagamento pelo Tiankin Quanjian o clube da Vila Belmiro acionaria a Fifa.

Colaborou ainda na escolha do jogador pela Gávea um processo que corre na Justiça de Santos envolvendo o jogador e o advogado Julio Mineiro, que alega ter um contrato de representação esportiva com Geuvânio.

Segundo a ação, à qual o blog teve acesso, o contrato dava poderes de negociação ao advogado, que teria direito a 20% do que o atleta recebesse na negociação de seus direitos econômicos.

Porém, à época da assinatura, em 1º de setembro de 2012, o advogado era funcionário do Santos, lotado no departamento jurídico do clube, responsável por contratos. Ele ocupou a função até outubro de 2015, quando foi dispensado na gestão de Modesto Roma.

Luiz Alvaro era o presidente e o responsável pelo jurídico, o advogado João Vicente Gazzolla, conselheiro do clube e presidente do movimento de oposição Santos 100 Fronteiras.

Segundo interlocutores de pessoas muito próximas ao jogador, o jogador ficou chateado com a querela judicial envolvendo justamente um ex-funcionário do clube, o que foi mencionado durante as tratativas com o Santos, o blog apurou.

O jogador não é citado oficialmente no processo, situação que seria facilitada por sua presença na cidade de Santos.

Procurado pelo blog, o estafe jurídico de Geuvânio afirmou desconhecer o caso, já que o jogador ainda não foi citado pela Justiça.

Gazzolla afirmou que não tinha conhecimento de o então subalterno havia assinado um contrato com Geuvânio.

O blog entrou em contato com Julio Mineiro, que combinou falar sobre a situação por e-mail, o que aconteceu somente após 48 horas do pedido, motivo pelo qual sua posição não havia sido incluída anteriormente. Seu advogado encaminhou a seguinte nota:

''O advogado Julio trabalhou no Santos FC com a função de ''assistente administrativo'', entre os anos de 2008 e 2015.

O advogado Julio jamais praticou qualquer ato conflitante entre o exercício da advocacia e sua função administrativa no Santos F.C.. A relação de amizade e profissional que existia entre o advogado Julio e o jogador Geuvânio era praticada fora do clube e em horário diverso do expediente e jamais foi, por entender desnecessário, dada ciência qualquer superior ou diretor de seu empregador.

No ano de 2012, o advogado Julio foi procurado pelo jogador Geuvânio e a empresa IGG Marketing Desportivo, de propriedade do Sr. Ismailton Santos, para a prestação de serviços jurídicos.

Diante disso, após o trio entrar em acordo, firmaram um contrato particular, no qual a empresa IGG e o Advogado Julio fariam a prestação de serviço ao jogador. A empresa faria a parte de representação futebolística e o advogado ficaria encarregado pela área jurídica.

O jogador Geuvânio contratou Julio como seu ADVOGADO, através de contrato particular firmado entre as partes!

O referido contrato, por parte do advogado, tratava-se de prestação jurídica ao jogador, ou seja, o advogado Julio estaria a disposição do jogador em quaisquer assuntos relacionados a área jurídica, por isso, receberia uma remuneração.

O contrato firmado entre o advogado Julio e o jogador Geuvânio é legal e sempre esteve em conformidade com as Leis Brasileiras.

O contrato foi firmado entre pessoas maiores e capazes que envolvia cláusula de sigilo, por isso, era restrito e de conhecimento apenas das partes contratuais.

Ocorre que o jogador Geuvânio descumpriu, a parte financeira, do contrato firmado desde o prazo inicial. O advogado por ter grande e valia amizade com o jogador sempre cobrou pela contraprestação do serviço verbalmente. Porém no ano de 2016, após diversas cobranças verbais e uma notificação enviada ao jogador, o advogado Julio, buscou esgotar a esfera administrativa para depois ingressar uma ação judicial contra o jogador para pleitear seu direito de recebimento dos honorários atrasados e a multa contratual.

A única saída para garantir o direito do advogado Julio foi pela esfera judicial, que trata-se de uma garantia constitucional de qualquer cidadão.

Recentemente, o advogado foi procurado pelos representantes do jogador para uma tentativa de acordo e extinção da demanda judicial.

O advogado Julio nunca colaborou com quaisquer atos ilícitos ou que desabone sua conduta profissional.

A acusação de que o jogador, ao retornar para o Brasil, teria deixado de retornar ao Santos por causa de um processo judicial é mentirosa e trata-se de uma forma de buscar alternativas para camuflar a fragilidade contratual que possibilitou o atleta buscar outro clube.

Diante de todo exposto, o advogado Julio, visando esclarecer os fatos e buscar a verdade real, torna pública a presente declaração.''

Logo no primeiro parágrafo do post, o texto desde sua primeira publicação diz que o motivo principal para a opção de Geuvânio pelo Flamengo ter sido o financeiro.


Mayweather x McGregor vai passar no Brasil? Nem as TVs sabem ainda
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Eduardo Ohata

O desafio entre o multicampeão de boxe Floyd Mayweather Jr. e a estrela do UFC Conor McGregor já chamou a atenção de canais de brasileiros dedicados ao esporte, interessados no encontro, o que criou uma situação no mínimo curiosa: Executivos de TV não fazem ideia sobre com quem negociar, já que ninguém até o momento se apresentou como representante dos direitos de transmissão no país.

A repercussão na mídia da luta entre ''Money'' Mayweather e ''Notorious'' McGregor tornou impossível ignorar o desafio, mesmo que encarado mais como evento do que como esporte. O combate foi definido por um executivo de TV como ''um evento interessante, sem dúvida'', ao demonstrar interesse e ao mesmo tempo ressaltar que há dúvidas sobre como estruturar a transmissão, ''já que não se sabe ainda quem venderá os direitos efetivamente''.

Até esta terça-feira ninguém havia se apresentado como representante oficial dos direitos do evento, confirmou outro executivo, de um canal concorrente, apesar de acreditar que em todas as emissoras voltadas ao esporte estão tentando descobrir.

Tradicionalmente, as negociações dos direitos são feitos por um intermediário.

O último combate a gerar um grau semelhante de interesse foi o duelo entre Mayweather e o filipino Manny ''Pacman'' Pacquiao, em 2015.

Após ser oferecido a canais da TV por assinatura e até a pelo menos uma TV aberta, no caso a Record, que chegou a apresentar proposta, a luta terminou no pay-per-view, por meio do canal Combate, da Globosat. À época, quem quis assistir a mais essa ''luta do século'' foi obrigado a desembolsar um valor que variou entre R$ 80 e R$ 90.

Porém uma figura-chave naquela bem-sucedida operação, um norte-americano especialista em negociar direitos esportivos com canais brasileiros e que atua no país há muitos anos, não está envolvido na comercialização este combate.

Segundo declarações do presidente do UFC, Dana White, durante entrevista após o anúncio do desafio, sua empresa não terá ingerência nesse combate.

Nos EUA, o desafio entre Mayweather e McGregor será exibido no pay-per-view pela Showtime.


Entenda como Galiotte passou ileso por turbulências dentro e fora de campo
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Eduardo Ohata

Entre viagens para a Alemanha e Austrália, o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, esteve fora do país por cerca de 15 dias, justamente no momento em que o clube passou por turbulências dentro e fora dos gramados.

Dentro de campo, pela insatisfação gerada pela campanha irregular da equipe no Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil, que tem irritado até membros da sua própria diretoria. Fora, pela declaração de Leila Pereira, dona da Crefisa, que tomou a defesa de Alexandre Mattos e gerou polêmica com seus colegas conselheiros do clube.

Neste período, Galiotte esteve na Alemanha, por conta de compromisso, e na Austrália, como chefe de delegação da seleção, nos amistosos com Argentina e Austrália. Mas ninguém o xingou por estar fora ou por não ter se manifestado publicamente até agora.

O cartola conta com a compreensão dos conselheiros por dois motivos.

Eles entendem que no caso das turbulências do tipo que o clube atravessa, não adiantam manifestações via Twitter ou mídias sociais, o que serviria apenas para colocar mais lenha na fogueira. Os conselheiros também sabem que as viagens já estavam previamente marcadas, não foi o caso de Galiotte decidir viajar justamente quando os problemas apareceram.

Há, porém, a expectativa em relação a como o presidente irá lidar com as situações que encontrou em seu retorno. Inclusive se espera que sua presença influa no rendimento dentro de campo já neste final de semana. O clube do Parque Antarctica pega o Bahia, neste domingo, fora de casa, justamente o cenário que tem se mostrado uma deficiência crônica do time.

Os conselheiros também esperam ver a habilidade de Galiotte como líder e gerenciador de conflitos, esta última característica, aliás, já reconhecida fora dos corredores do Parque Antarctica. É o que espera, por exemplo, o ex-vice de futebol Roberto Frizzo, que em roda de amigos comentou esperar que o presidente consiga conversar com todas as partes, comissão técnica, jogadores e patrocinadores para por nos trilhos a locomotiva do futebol. Não foi bem assimilada a perda do Estadual e atuações irregulares do time que não condizem com o investimento realizado.

Ao tratar com Leila, porém, o presidente tem que identificar com quem está falando a cada momento e qual o tom mais adequado: a conselheira, a patrocinadora ou a investidora.


McGregor só passa do primeiro assalto se Mayweather quiser
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Eduardo Ohata

McGregor só tem uma chance de sobreviver a um assalto com Floyd Mayweather Jr., na luta que finalmente foi oficializada para 26 de agosto: Se Mayweather quiser. Mas… Pode acontecer! (Explicação um pouco mais à frente).

Logo de cara eu digo, o irlandês não tem chance contra Mayweather. Zero. Nenhuma. Acho que consegui deixar minha opinião clara.

Primeiro, porque Mayweather é um dos melhores boxeadores de todos os tempos. Lembre-se, Mayweather já esteve aposentado, ficou quase dois anos fora do ringue, voltou contra um dos melhores mexicanos da história, Juan Manuel Marquez, e venceu facilmente.

Em segundo lugar, porque McGregor nunca lutou boxe. Esta será sua estréia, como todos sabem.

Michael Jordan é o melhor jogador de basquete de todos os tempos, certo? Mas seu sucesso nas quadras não se converteu automaticamente em sucesso nos campos de beisebol.

Não adianta argumentar que a superfarsa, ops, superluta, entre Muhammad Ali e Antonio Inoki terminou empatada. Não foi nas regras do boxe, e o japonês passou mais tempo deitado, chutando as canelas de Ali, do que em pé, trocando golpes.

E tampouco adianta lembrar o quão fácil foi para o irlandês bater Zé Aldo, que tem boxe adequado para um lutador de MMA.

Naquele combate, o brasileiro na ânsia de calar a boca do irlandês falastrão abriu-se todo, materializando o maior medo de seu técnico, André Pederneiras, que pedia antes da luta que as pessoas parassem de ''pilhar'' o pupilo para que arrebentasse McGregor.

Para quem acha que é uma pegação no pé de McGregor, vamos inverter a situação: O que aconteceria se Mayweather fizesse sua estreia, nas regras do MMA, logo em um combate contra McGregor ou Zé Aldo? Acho que demonstrei meu ponto.

Só há um quesito no qual McGregor se compara, ou talvez até supere, Mayweather, que é a habilidade em promover um combate (e o motivo real para essa farsa, quer dizer, luta, estar acontecendo).

Mas há, sim, uma chance de McGregor passar do primeiro assalto.

Mayweather provavelmente tem frescas em sua memória as críticas e até ameaças de processos da parte do público irritado por a ''Luta do Século'' contra Manny Pacquiao ter entregado um mero traque no lugar dos prometidos fogos de artifício.

A luta ficou muito aquém da luta do século original, entre Ali e Joe Frazier, por exemplo.

Mayweather sabe que para a imagem do Mayweather agora promotor de lutas seria desastroso tê-la ligada a uma farsa ou a algo que seja percebida dessa forma pelo grande público, que acredita que essa é uma luta de verdade.

Para evitar uma nova enxurrada de críticas do público e dos consumidores de pay-per-view, é possível que Mayweather permita que McGregor sobreviva alguns assaltos no ringue para que não fique caracterizada uma marmelada.

Mas o resultado da ''luta'' foi selado no momento em que o evento foi oficializado nesta quarta por Mayweather via mídias sociais.


Levir implanta discurso simples, diplomacia e menos marketing no Santos
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Eduardo Ohata

Foram apenas três dias de trabalho até sua estréia no banco, contra o Palmeiras, nesta quarta-feira, mas Levir Culpi já deixou claro para torcedores, atletas e cartolas do Santos, a diferença de seu estilo para o do antecessor, Dorival Junior.

Acostumados com Dorival, que em seu discurso tático fazia referências a esquemas e ao estilo de jogo do Barcelona e do técnico Guardiola no Manchester City, atletas ficaram encantados com a forma simples que Levir coloca suas idéias.

''Eu penso que o futebol tem apenas: atacar e defender. Pretendemos que o Santos faça isso da melhor forma possível'', disse Levir durante entrevista.

''Denominação de esquema tático é moderno, mas hoje em dia ninguém consegue facilmente escalar um time titular em nenhuma equipe brasileira. Hoje qual é o time titular do Santos? Antigamente todos lembravam de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe'', finalizou, mostrando inteligência emocional e agradando conselheiros do clube ao reverenciar as glórias passadas do time, em entrevista na TV Santa Cecília, emissora de outra figura ligada ao clube, o ex-presidente Marcelo Teixeira.

''Estou montando o time com base no que o Elano, o Marcelo Fernandes e o Serginho Chulapa me passaram. Não dá para colocar um estilo próprio em tão pouco tempo de trabalho'', complementou, diplomaticamente.

Levir ressaltou que não fez questão de implantar seu estilo em dois dias de trabalho, dividindo a responsabilidade com a comissão técnica permanente do clube.

Levir relacionou para a partida de hoje os argentinos Vecchio e Fabian Noguera, que pouco eram aproveitados por Dorival, o que agradou dentro do ambiente do clube.

 


Com goleada sobre Austrália, TV Cultura mantém audiência do 1º amistoso
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Eduardo Ohata

A transmissão do amistoso da seleção contra a Austrália pela TV Cultura, na manhã desta terça-feira, teve audiência de 2,2 pontos, no período, enquanto a bola rolou. Foi uma audiência praticamente igual à registrada na derrota para a seleção da Argentina, na sexta passada, quando registrou 2,3 pontos, segundo dados prévios referentes à Grande São Paulo.

Assim como na sexta-feira, a TV Cultura voltou a perder para a Globo, que manteve a média habitual de 11,4 pontos no horário (na sexta-feira obteve 11,3), em que exibiu o ''Bom Dia Brasil'' e o programa de variedades ''Mais Você''.

Quem registrou uma grande variação foi a TV Brasil, que viu sua audiência cair pela metade, de 0,6 para 0,3 pontos, entre os dois jogos.

Os dados nacionais, consolidados, do amistoso de sexta-feira apontam que a Cultura alcançou 1,2 ponto; a TV Brasil, 0,9 e a Globo, 9,9 pontos.

A medição é do Ibope, com dados da Grande São Paulo.

Além de terem sido exibidos na TV, os jogos também foram transmitidos ao vivo pelo UOL e pela patrocinadora na área de telefonia da CBF.

A confederação levou os jogos ao mercado após não chegar a um acordo com a Globo, que vinha transmitindo as partidas da seleção.

Os dois jogos na Austrália foram produzidos pela CBF.


Corinthians x São Paulo alcança melhor audiência dos últimos dez anos
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Eduardo Ohata

O clássico do fim de semana, que viu o Corinthians derrotar o São Paulo, por 3 a 2, transmitido pela Globo, atingiu a audiência mais alta na TV aberta em dez anos para um jogo do Brasileirão em domingos em São Paulo.

A partida alcançou 30 pontos e 53% de participação.

Há 10 anos um jogo do Brasileiro não registrava audiência tão alta em um domingo, em São Paulo.

A última vez que uma partida atingiu um índice semelhante foi em 2 de dezembro de 2007, no jogo Grêmio x Corinthians, última rodada do Brasileiro, que viu o time do Parque São Jorge ser rebaixado para a  Série B.

O outro jogo exibido pela Globo no fim de semana, Avaí e Flamengo, não repetiu a performance do clássico paulista: Avaí x Flamengo chegou a 28 pontos e 50% de participação, segunda maior média do Brasileiro-2017.

Nesta quarta-feira, a emissora exibe outro clássico, Santos x Palmeiras, com transmissão para São Paulo e Santos, inclusive.


Impasse com Globo faz CBF correr para ter seleção na TV aberta em 2018
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Eduardo Ohata

A CBF terá que, por força da lei, garantir a exibição das partidas oficiais da seleção brasileira na TV aberta em 2018.

''Todos os jogos das seleções brasileiras de futebol, em competições oficiais, deverão ser exibidos, pelo menos, em uma rede nacional de televisão aberta, com transmissão ao vivo, inclusive para as cidades brasileiras nas quais os mesmos estejam sendo realizados'', dita o artigo 84-A da Lei Pelé.

O objetivo da inclusão desse artigo, em 2000, era impedir que algum grupo adquirisse os direitos das partidas da seleção nacional na TV aberta e fechada, não exibisse na aberta, obrigando quem quisesse assisti-las a adquirir um pacote de TV por assinatura. Porém agora criou, inadvertidamente, uma dor de cabeça para a CBF.

A confederação negociará em pacote, dentro dos próximos meses, os direitos dos amistosos e jogos oficiais da seleção para o próximo ciclo de Copa do Mundo. A entidade informou a interlocutores no mercado que pretende contratar uma agência para cuidar da negociação dos direitos.

Para os amistosos na Austrália, que não tinham a obrigatoriedade de exibição na TV aberta, a CBF comprou espaço na grade da TV Brasil após não chegar a um acordo financeiro com a Globo, que vinha exibindo os jogos da seleção, e também chegou a acordo, muito provavelmente semelhante, com a TV Cultura na TV aberta. Mas recebera negativas de Band, Record, na aberta, e não chegou a um consenso com emissoras de esportes na TV fechada.

É muito provável que para o contrato de longo prazo a ser negociado nos próximos meses pelos amistosos e jogos oficiais da seleção, a CBF irá preferir receber, e não pagar ou ceder graciosamente, pela transmissão das partidas da equipe nacional.

O segundo jogo acontece nesta terça-feira, às 7h, novamente com transmissão ao vivo da TV Cultura e TV Brasil. O UOL fará a transmissão pela internet e também pela sua página no celular. O primeiro amistoso, contra a Argentina, fez a Cultura quintuplicar sua audiência, porém não abalou a da Globo, que permaneceu a mesma das quatro sextas-feiras anteriores.

Os amistosos da seleção na Austrália também serão exibidos pelas mídias sociais da confederação e de sua patrocinadora na área de telefonia.

Mesmo que a CBF repita isso com os jogos oficiais da seleção, não a exime de buscar, obrigatoriamente, um parceiro na TV aberta, apesar do alcance e popularidade da internet.

''Não importa se a CBF abriu espaço na internet, isso não substitui o que está previsto em lei'', explica Heraldo Panhoca, jurista responsável pela redação da Lei Pelé, ao lembrar que o artigo 84-A não fazia parte da redação original da lei. ''Ou seja, a confederação terá que encontrar, obrigatoriamente, uma TV aberta para exibir as partidas oficiais da seleção.''

Pessoas ligadas à CBF ouvidas pelo blog apontaram que a legislação ficou ''antiga'', já que foi redigida antes que o acesso à internet estivesse tão popularizado como agora e antes até da criação das mídias sociais.