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Projeto de lei quer aumentar participação e igualar peso do voto de atletas
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Eduardo Ohata

O deputado Deley (PTB/RJ) protocolou nesta quarta, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 8881/2017, que aumenta a participação dos atletas nos colégios eleitorais das entidades que controlam o esporte no Brasil e iguala o peso dos seus votos aos dos cartolas.

O texto altera os artigos 18 e 22 da Lei Pelé e dá o direito de votar e ser votado a atletas maiores de 18 anos que participaram das competições organizadas pela entidade nos doze meses antes da eleição e a quem representou o Brasil em Olimpíada ou Mundial.

Se a lei for aprovada, de acordo com seu texto, um jogador do Botafogo que competiu nos últimos 12 meses poderia votar nas eleições da CBF e da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro).

Ao ser informado sobre o teor do texto, o ex-jogador e ex-secretário nacional do esporte, Zico, aprovou o conceito do projeto de lei.

''Claro que apoio [o conceito]. Já falo sobre isso há 500 anos, desde que fui Secretário Nacional de Esporte. Atletas, ex-atletas, técnicos, preparadores físicos, médicos, enfim, todos que participam do esporte deveriam ter direito a voto e participar das decisões esportivas. Devemos acabar com esse continuísmo, ter transparência nas entidades e torná-las mais democráticas'', disse ao blog, ao ser informado sobre o texto do deputado Deley.

A ex-jogadora Ana Moser, diretora da ONG Atletas pelo Brasil, diz que apoia ''qualquer medida que aumente a participação efetiva dos atletas e beneficie o esporte'', mas fez uma pequena ressalva.

''Somos a favor da regulamentação da participação de atletas prevista no 18º [artigo da Lei Pelé]. Somos a favor de uma grande ampliação e reestruturação da participação efetiva dos atletas. Que tem que ser construída com os atletas juntos. Estamos analisando os textos, ainda não tivemos acesso ao do Deley. Mas vamos apoiar qualquer medida que aumente a participação efetiva dos atletas e beneficie o esporte. Porém, será que não seria mais efetivo ao invés de criarmos vários PLs, melhorar a regulamentação e a fiscalização do que já existe? Um decreto ou portaria já resolveria sem precisar de todo o processo complexo da aprovação de uma lei'', analisou Ana.

Outro ex-secretário nacional de esporte, o medalhista olímpico Lars Grael, quer que a discussão vá além.

''Sempre fui a favor da maior participação do atleta nas eleições, as confederações tem que continuar votando, mas também os clubes formadores, árbitros, treinadores, além de abrir o direito de se candidatar. Hoje, ao COB, só presidente de confederação pode. Há outros pontos, como a eleição de um conselho fiscalizador independente da chapa eleita'', analisa Lars. ''Ao mesmo tempo, me preocupo com o linchamento geral do sistema, que pode por em risco a preparação dos atletas para os Jogos de Tóquio-2020. Muita verba da preparação foi cortada, veja o caso dos atletas militares, cujo orçamento é apenas dez por cento do que foi ano passado.''

Segundo Pedro Trengrouse, professor da FGV e Fifa Master, a alteração proposta é constitucional.

''A constituição garante autonomia de organização e funcionamento para entidades esportivas, mas a lei hoje já estabelece os parâmetros para assembleia geral, com critérios de elegibilidade da diretoria, direito a voto e limites para seus pesos. Os artigos 18-A e 22 da Lei Pelé já dizem quem pode votar nas entidades que organizam competições esportivas no Brasil e ninguém questiona sua constitucionalidade'', argumenta Trengrouse.

''Basta, portanto, alterá-los para garantir que todo atleta que tenha representado o Brasil em competições internacionais oficiais e que esteja participando das competições organizadas pela entidade tenha direito a voto, em igualdade de peso como ocorre nas democracias maduras como a brasileira, onde cada cidadão tem direito a votar com o mesmo peso dos demais, independente da condição social, financeira, raça, gênero ou qualquer outra diferença.''

Na semana passada, o senador José Antonio Reguffe (DF/Sem partido) já havia apresentado um projeto de lei com teor semelhante ao do deputado Deley.


‘O game Mortal Kombat foi a inspiração para o UFC’, revela criador do UFC
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Eduardo Ohata

Afinal de contas, no que Rorion Gracie se inspirou para a criação do UFC? O filme ''O Grande Dragão Branco'', cujo pano de fundo era um torneio clandestino de artes marciais que reunia lutadores das mais diferentes modalidades? Não. O infame, e sangrento, desafio entre jiu-jitsu e  luta-livre transmitido na TV aberta pela Globo na década de 90? Também não, diz, balançando a cabeça. De acordo com Rorion, primogênito do lendário clã Gracie, o popular game Mortal Kombat foi o que o inspirou na criação do conceito do UFC.

Rorion Gracie, em São Paulo

''Minha inspiração foi o game Mortal Kombat, lembra? Um torneio que reunia lutadores de diferentes artes marciais, você disputava um combate seguido do outro'', revelou Rorion, 65, filho do legendário Helio Gracie, que está no Brasil para o lançamento da segunda edição do livro ''A Dieta Gracie'',  em entrevista ao blog.

Qual foi a inspiração para o formato do torneio do UFC? Lembra um pouco o filme ''O Grande Dragão Branco''. Mas tem gente que diz que você copiou aquele desafio jiu-jitsu x luta-livre, que a Globo exibiu na TV aberta nos anos 90.

Não pensei no ''Grande Dragão Branco'' e nem no evento do Carlinhos Doce Lar. O que me inspirou foi aquele jogo de videogame Mortal Kombat, sabe qual é? Lutadores de vários tipos de luta. A minha descrição do UFC, na época, era Mortal Kombat for real.

Lembra de alguma curiosidade sobre as primeiras edições do UFC?

Na primeira ou segunda edição, tinha um lutador brasileiro que não chegou a estrear. Ele era da capoeira, estava como substituto caso algum dos lutadores no torneio não pudesse continuar. Parece que morava lá [nos EUA]. A gente estava atrás de lutas exóticas, dos mais diferentes estilos. Então a capoeira brasileira interessava.

O UFC foi vendido recentemente à IMG por US$ 4 bilhões. E você, lá atrás, vendeu sua participação no UFC por…

[Interrompendo] Uma merreca!

Não bate um arrependimento? Você não pensa, 'esses US$ 4 bilhões poderiam estar no meu bolso''?

Nem um pouquinho. Não criei o UFC para ganhar dinheiro. Minha motivação era arranjar uma arena onde você pudesse comparar os estilos das artes marciais. Queria provar a superioridade e eficiência do jiu-jitsu brasileiro. Eu vendi porque estavam mudando as regras. Resolveram colocar tempo de luta, categoria de peso, que eu era contra. No início, não tinha luva e nem teipe na mão porque numa luta de verdade se você der um murro na cabeça do outro, você quebra a mão. Não tinha jurados, entravam dois [no octógono], saía um. Era a realidade de uma briga, o mais real possível. Era murro na cara, dente caindo… Isso chamou a atenção de todo mundo, depois cresceu. Eu falei, 'se vocês colocarem tempo de luta, vocês vão matar o show, vai mudar toda a dinâmica, e eu não quero mais estar envolvido'. Quando você coloca rounds de 5 minutos, você não dá mais a chance ao pequenininho de cansar o grandão e ganhar.

Então, na sua opinião, o slogan ''mais real impossível'' (em inglês, ''as real as it gets'') não valia mais?

[Enfático] De jeito nenhum! Você não pode mais botar o grande com o pequeno, tem que ser gente com o mesmo peso, porque os assaltos davam vantagem para o maior. Tiveram que botar jurados, ficava sujeito à interpretação dos juízes. O fim de um assalto interrompia um estrangulamento no meio… Bate o gongo e você tem que soltar? Isso não existe numa briga de verdade. Deixou de ser uma briga de verdade e passou a ser um show de entretenimento. Por isso não me incomodei de me desligar do show. Eu poderia ter ficado como sócio do UFC, em vez de vender, recebido uma participação, mas estaria me prostituindo por dinheiro, porque não era o evento que eu acreditava.  Mas fico feliz por uma ideia minha ter evoluído para um produto de US$ 4 bilhões.

O que acha do UFC de hoje?

Não assisto mais, acho muito violento. Para mim é uma violência desnecessária. Dois caras dando murro um na cara do outro? A graça antigamente era você mostrar a técnica. Era uma competição entre estilos de luta, agora é uma competição entre atletas. Para mim, perdeu a finalidade. As regras favorecem que aconteçam os socos na cara, ficou mais perigoso. Antes, caía no chão, não separava, era menos pancada. Se você está com a mão limpa, não protegida por uma luva, você pensa duas vezes para dar um soco [forte] e quebrar a mão. Não assisto mais o UFC, nem o Bellator [onde lutou recentemente Royce Gracie, irmão de Rorion]. Deixou de ser uma briga de verdade e passou a ser show de entretenimento. Tem gente que adora, o Dana [White] faz um trabalho maravilhoso de marketing, ele tem uma visão grandiosa e tem mérito, fez a parte dele. Mas não é o show que eu criei, que era de briga de verdade.

Você está no Brasil para lançar a segunda edição de ''A Dieta Gracie''. O que dieta tem a ver com luta?

Uma vez que meu sonho de popularizar o jiu-jitsu foi realizado, estava pensando que era muito cedo para me aposentar. Então tive uma epifania, caiu a ficha que não fui à América para ensinar as pessoas a lutar. Fui para ensinar as pessoas a viver. E isso é baseado em uma saúde boa. Escrevi o livro baseado nos conceitos de alimentação que meu tio Carlos passou 65 anos estudando. A finalidade dele não era engordar o envaidecer, era manter a família com a saúde boa para poder brigar com qualquer um, a qualquer hora, em qualquer lugar. Meu tio conta que quando era garoto, na década de 20, 30, os caras vinham bater na casa dele às 22h. [Bate na mesa imitando uma batida na porta] 'Vocês são os Gracie, que aceitam desafio com qualquer um?' 'Somos nós mesmos'. 'Quero brigar contigo agora'. Meu tio me contava, 'Rorion, tinha que sair da cama, estrangular o cara e voltar a dormir'. Como lutador, ele sabia que uma dor de barriga, uma úlcera, uma azia qualquer outro problema de alimentação tira sua concentração, afeta sua performance, a gente não pode correr esse risco. Ele se tornou autodidata em nutrição, lia o trabalho de todo mundo e tirava suas próprias conclusões. [O lançamento do livro acontece nesta terça, a partir das 19h, na livraria Cultura do Shopping  Iguatemi].

Um fato não tão divulgado é sua conexão com a indústria do cinema. 

No meu início nos EUA, fazia faxina para ganhar dinheiro. Uma das casas era de uma senhora cujo marido era assistente de direção daquele seriado ''Starsky & Hutch''. Quarenta anos atrás, eu garotão, ela perguntou, como você não está no cinema? E eu, 'realmente, como não estou no cinema?' [Risos] Ela falou, tira umas fotos e meu marido arruma para você ser figurante. Eu pendurei a vassoura, tirei as fotos e comecei a fazer pontas de figurante. Participei da ''Ilha da Fantasia'', ''Casal 20'', ''O Barco do Amor'', todos aqueles seriados dos anos 80. De figurante, consegui o trabalho de coreógrafo de lutas do filme ''Máquina Mortífera'', eu que ensinei aquele ''triângulo'' [golpe de jiu-jitsu] que aparece no outro no fim do filme. Passei dois meses trabalhando com a Rene Russo. No ''Maquina Mortífera 3'' tem uma cena de luta na oficina, que ela dá uma queda e o bandido cai no vidro. Quem era o bandido? Era eu. Ela não conseguia levantar o dublê, e pediu para ser eu fazer a cena. Era eu de bigode, tomei tapa na cara. Não me colocaram nos créditos, ficaram p… por eu entrar daquela forma no filme. Mas era eu de bigode. Você não vê meu nome nos créditos, mas me vê na tela. [O blogueiro assistiu à cena e comprovou que o vilão era interpretado por Rorion].


Ex-homem forte das finanças do COB assume presidência do Comitê Rio-2016
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Eduardo Ohata

O ex-diretor financeiro do Comitê Olímpico do Brasil Edson Menezes assumiu a presidência do Comitê Rio-2016.

Na ausência de Carlos Arthur Nuzman, que foi preso na semana passada, Menezes, primeiro vice-presidente do Rio-2016, assumiu o posto.

Uma reunião do conselho diretor, que acontecerá provavelmente na próxima semana, decidirá quem ocupará o cargo em definitivo.

Apesar de pouco conhecido do público, Menezes é um dos dirigentes com mais influência dentro do COB. Além de ter ocupado um cargo-chave na entidade, foi chefe de missão da delegação brasileira em competições internacionais.

O cartola já viu seu nome mencionado em meio a questões polêmicas no âmbito esportivo e político.

 


Alexandre Mattos descarta oferta do Cruzeiro e permanecerá no Palmeiras
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Eduardo Ohata

O diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, foi procurado pelo Cruzeiro na semana passada, após as eleições no clube, o blog apurou. O nome do gestor é um sonho de cartolas do time mineiro para o departamento de futebol.

Para tentar seduzir Mattos, foi montado e oferecido pelos mineiros um pacote que incluía pagamento da multa rescisória com o Palmeiras, luvas e ainda um salário competitivo com o que recebe atualmente no Palmeiras.

Porém representantes do clube mineiro ouviram uma negativa de Mattos, que citou seu contrato com o Palmeiras até dezembro de 2018 e seus planos de honrá-lo até a conclusão.

Mattos, que também já foi sondado pelo Atlético-MG, conta com o respaldo do presidente do clube, Mauricio Galiotte, e dos proprietários da Crefisa, patrocinadora do clube, com quem tem trânsito direto para conversar sobre contratações.


CBF é criticada por ‘falta de diálogo’ com jogadores, que pedem mudanças
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Eduardo Ohata

À CBF foi encaminhada uma proposta de alterações no calendário do futebol brasileiro de 2018 pela Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol. A entidade se queixa que a programação de jogos é feita sem uma consulta prévia a atletas e treinadores.

''Nossa relação com a CBF sempre foi de respeito mútuo, mas é injusto que o calendário do futebol brasileiro não seja discutido com os protagonistas do espetáculo. Ignorar a palavra do atleta não parece ser a melhor estratégia'', avalia o presidente da Fenapaf, Felipe Augusto Leite.

Há poucos meses, a Fenapaf organizou um protesto, que contou com a adesão de jogadores das Séries A e B, contra a precarização da profissão de jogador de futebol, além de ter negociado com a CBF o respeito de um período de 68 horas entre jogos para descanso. A entidade ganha força à medida que conta com um clube de capitães, cujos membros tem se engajado em seus assuntos.

Uma das reivindicações é a alteração no calendário para permitir uma inter pré-temporada no período da Copa do Mundo. Sobre a pré-temporada propriamente dita, a entidade pediu a obrigatoriedade da mesma, após as férias coletivas de 30 dias.

A entidade também pede que se condicione a inscrição de atletas no BID (Boletim Informativo Diário da CBF) à exigência da assinatura da carteira de trabalho e previdência social.

Outras demandas se referem à forma de disputa das séries C e D do Brasileiro, com a igualdade na forma de disputa da Série C à divisão principal e à Série B, e modificação no regulamento da Série D para que seja evitada a exclusão de 60% dos clubes já no mês de junho e consequentemente incremento de desemprego entre os jogadores de futebol.

''O modelo das divisões de acesso não favorecem a profissionalização do futebol brasileiro. Hoje, início de junho, 80% dos clubes brasileiros estão parados. Isso contribui para o amadorismo do nosso futebol e para a demissão em massa dos nossos atletas, gerando cada vez mais demandas judiciais'', argumenta Leite.

Em tempos de mudança na estrutura do esporte nacional, Leite acredita que soluções poderiam surgir a partir da organização de um grande debate entre governo federal, CBF, Fenapaf, Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol, entre outros.

 

 

 

 


TVs pressionam CBF e querem pressa em leilão de direitos de TV da seleção
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Eduardo Ohata

A equipe nacional disputa em 10 e 14 de novembro amistosos com o Japão, na França, e a Inglaterra, em Londres, que ainda não têm ''dono'' na TV brasileira. O leilão de um pacote com 37 jogos da seleção (9 eliminatórias e 28 amistosos), entre novembro deste ano e a Copa de 2022, organizado no mês passado pela agência Synergy, com os direitos para todas as plataformas de TV e internet, chamado de pacote ''A'', não teve vencedor. Não houve proposta que contemplasse o piso estabelecido pela CBF para os lances (US$ 129,5 milhões ou R$ 405 milhões).

Por enquanto não foram enviados convites da CBF para emissoras de TV para uma eventual segundo rodada de lances pelos direitos dos jogos da seleção. Se a confederação não o fizer o convite dentro dos próximos dias, é muito provável que os jogos de 10 e 14 de novembro fiquem de fora do ''pacote'', e a CBF poderá levar as duas partidas ao mercado, como fez quando a TV Cultura e a Rede Brasil exibiram dois amistosos da seleção em maio.

O pacote oferecido pela CBF perderia essas duas partidas e ficaria com 35 jogos. No pacote ''A'', que ficou encalhado, o valor individual mínimo de cada partida estabelecido pela CBF era de US$ 3,5 milhões.

Há ainda o raciocínio de emissoras de TV de que já é tarde para a CBF oferecer de novo o pacote com as 37 partidas. Não haveria tempo hábil para as TVs formatarem suas propostas, encaminhá-las à CBF, que anunciaria o vencedor, que por sua vez teria que levar ao mercado as cotas de patrocínio para os amistosos de novembro. Mas, de toda a forma, a CBF teria que se apressar em oferecer os 35 jogos que restariam para que o pacote não fique cada vez mais empobrecido.

As partidas da seleção oferecidas pela CBF concorrem com outros pacotes que despertam o interesse das emissoras de TV brasileiras, como o da Libertadores, Sulamericana e Recopa, o da Champions e o do Mundial de Clubes, entre outros.

Na primeira rodada do leilão dos direitos dos jogos da seleção, o Grupo Globo assegurou o pacote ''B'', que continha os direitos não-exclusivos para a internet dos jogos da seleção. O piso fixado pela Synergy para o pacote ''B'' era de US$ 18,5 milhões (R$ 58 milhões).

A partida da seleção desta terça (10), contra o Chile, em São Paulo, faz parte do contrato que ainda está em vigor entre Globo e CBF.


Projeto de lei propõe pôr atletas no controle de colégio eleitoral do COB
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UOL Esporte

Um colégio eleitoral do Comitê Olímpico do Brasil formado por atletas que representaram o Brasil em Olimpíada, e não por cartolas.

É o que propõe projeto de lei do senador José Antonio Reguffe (DF/Sem partido), que foi protocolado nesta segunda-feira (9), no Senado.

O projeto altera o artigo 18-A da Lei Pelé e elimina do colégio eleitoral os presidentes de confederações esportivas nacionais e os substitui por atletas que representaram o Brasil em alguma edição dos Jogos Olímpicos.

O texto argumenta que por conta da verba das loterias, oriunda da Lei Piva, o COB e confederações receberam, desde 2001, mais de R$ 2 bilhões.

Pelo projeto, só continuaria recebendo a verba das loterias, direta ou indiretamente, as entidades que se adequassem.

O projeto de lei prevê também a limitação de de eleições a apenas uma. Ou seja, cada presidente do comitê ficaria no máximo dois ciclos olímpicos no cargo.


COB marca assembleia na 4ª para analisar carta de afastamento de Nuzman
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Eduardo Ohata

O Comitê Olímpico do Brasil chamou oficialmente neste sábado (7) os presidentes de confederações para uma assembleia extraordinária na próxima quarta-feira (11), às 14h30, no Rio.

Um dos itens da pauta é ''deliberar quanto aos termos da Carta subscrita pelo Dr. Carlos Arthur Nuzman''. Porém o conteúdo da carta não havia sido divulgado até a tarde deste sábado (7), provocando incômodo nos presidentes de confederações nacionais.

Carta de Carlos Arthur Nuzman aos membro do COB

Finalmente, por volta das 16h, a carta foi distribuída aos presidentes de confederação (veja a carta ao lado).

A equipe de advogados de Nuzman divulgou o pedido de afastamento de Nuzman e também um pedido de liberdade imediata.

Também será discutida a decisão proferida pelo Conselho Executivo do COI, nesta sexta-feira (6), que suspendeu o COB.

A convocação de uma reunião para a próxima terça e então de uma assembleia extraordinária para a quarta provocara confusão nos cartolas. O COB confirma que vale a assembleia marcada para quarta-feira.

Dirigentes passaram a conjecturar que poderia haver um golpe, o que foi desmentido pelo presidente em exercício do comitê, Paulo Wanderley Teixeira em entrevista exclusiva ao blog.

 

 

 


Presidente do COB descarta golpe e afirma que não sabe se Nuzman é inocente
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Eduardo Ohata

O presidente em exercício do Comitê Olímpico do Brasil, Paulo Wanderley Teixeira, vice de Carlos Arthur Nuzman, acredita que a entidade superará a profunda crise que a atinge, com a prisão preventiva do titular e a suspensão pelo Comitê Olímpico Internacional.

Em entrevista ao blog, Paulo Wanderley, ex-presidente da Confederação Brasileira de Judô, descartou a possibilidade de um golpe para assumir de vez a presidência do COB e ao ser questionado se Nuzman é inocente, respondeu não saber.

Esta sexta-feira foi marcada por rumores fortíssimos de que você tentará um golpe para tomar o poder no COB. Isso é verdade?

É um assunto que está na moda, não? [Risos] Mas não faz parte do meu perfil esse tipo de assunto. Não faço análises ou respondo sobre conjecturas. Fui eleito para um mandato de quatro anos, e pretendo cumprir o que determina o estatuto do COB.

Um fato que reforça essa teoria do golpe é que presidentes de confederação foram avisados por você no início da tarde desta sexta-feira (6) de uma reunião na próxima terça-feira (10), e no fim da tarde o site do COB ter anunciado uma assembleia extraordinária para o dia seguinte, na quarta-feira. Nenhum presidente ouvido pelo blog havia sido avisado ou sabia do caráter oficial desta segunda reunião.

A reunião de terça-feira não vai mais acontecer. O que aconteceu é que por questões estatutárias, porque é necessário chamar uma assembleia extraordinária com antecedência, mudamos a data para quarta-feira. Vamos falar de assuntos administrativos do comitê.

Você recebeu alguma orientação de Nuzman sobre como dirigir o COB durante a sua ausência?

Há dias não falo com o Nuzman. Quem fala com ele são os advogados.

Acredita que Nuzman é inocente das acusações?

Não sei. Não opino porque não tenho conhecimento de causa. Sobre essa situação sei exatamente o mesmo que você.

Se a prisão de Nuzman for estendida ou alterada de prisão temporária para preventiva, há o risco de intervenção?

Não sei dizer, não tenho conhecimento jurídico para dar minha opinião.

Você não acha que a imagem da Rio-2016 vai ficar manchada?

Estou presidente em exercício do COB. O Comitê Rio-2016 não tem nada a ver com o COB, inclusive tem um CNPJ diferente.

Eu quis dizer a Olimpíada Rio-2016.

Não tenho que avaliar. Trabalho com foco na atividade dos atletas e das confederações. O que eu posso dizer é que da parte do esporte está tudo bem, obrigado. O projeto continua. Além do mais, o esporte e a instituição são maiores do que tudo o que aconteceu.

Mas não preocupa a suspensão do COB pelo COI?

Não tenho dúvidas de que uma ação protocolar resolverá essa situação em breve.


Preso, Carlos Arthur Nuzman segue como presidente do Comitê Rio-2016
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Eduardo Ohata

COM DEMETRIO VECCHIOLI

Carlos Arthur Nuzman, mesmo cumprindo prisão temporária, segue como presidente do Comitê Organizador dos Jogos do Rio-2018.

Já o vice do Comitê Olímpico do Brasil, Paulo Wanderley Teixeira, assumiu temporariamente a presidência do COB.

Nuzman só poderia ser substituído no cargo no Comitê Rio-2016 por meio de uma reunião do conselho da entidade, que deve acontecer em breve.

Ainda não foi definida a data da reunião do conselho, mas a tendência é que ela seja realizada ainda na próxima semana.

A Polícia Federal cumpriu nesta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro, um mandado de prisão temporária de cinco dias contra o presidente do COB e do Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman.

O dirigente foi detido durante a manhã em sua residência no Leblon e levado para a sede da PF da cidade em um desdobramento de investigação sobre suspeita de compra de votos na eleição que escolheu o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos do Rio-2016.