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Em evento de luxo, Leila inicia campanha por mandato maior e ataca Mustafá
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Eduardo Ohata

Crédito: Eduardo Ohata/UOL

Leila Pereira, dona da Crefisa, recebeu na noite desta quinta (28) mais de duas centenas de conselheiros e associados do Palmeiras para um jantar em um luxuoso hotel no Jardim Paulista, cujo slogan era ''Eu voto sim! Pela modernidade''. No pontapé inicial de sua campanha pelo ''sim'' dos sócios à alteração no estatuto que aumenta o mandato do presidente e facilita uma eventual candidatura da dona da patrocinadora já em 2021, ela mencionou e tom crítico o ex-padrinho político e agora desafeto Mustafá Contursi.

A alteração foi aprovada pelo conselho deliberativo, mas precisa ser ratificada pelos sócios por maioria simples. Leila tem previstos outros eventos para fazer um corpo-a-corpo com sócios pelo ''sim'' e pretende que conselheiros aliados acionem suas bases eleitorais para convencê-los. A votação foi marcada pelo presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande, para logo após a Copa do Mundo.

Ao mencionar as vantagens da extensão do mandato de dois para três anos, a patrocinadora citou o ex-presidente Mustafá, que mantém força política nos bastidores do clube.

''O mandato de três anos é melhor porque dá mais tranquilidade ao presidente para ele trabalhar, ele não vai precisar parar a cada dois anos para negociar cargos com o Mustafá [Contursi]'', disse Leila a jornalistas, pouco antes do início do evento, para depois se referir a um dos slogans mais associados a Mustafá. ''[Time] bom e barato, isso não existe, tem que extirpar essa gente de lá [Palmeiras].''

Ela questionou as críticas das quais a Crefisa foi alvo durante a sessão do conselho deliberativo na segunda-feira (25), que a fez pela primeira vez desde que foi eleita a uma cadeira no conselho pedir a palavra para se defender.

''Todos os clubes de São Paulo procuraram a Crefisa [para patrociná-los], é incrível que de dentro do clube, mesmo que da parte de membros de um pequeno grupo, partam críticas à patrocinadora'', reclamou.

Leila viu como um ato totalmente político a rejeição do balancete de janeiro pelo Conselho de Orientação Fiscal na noite de terça-feira (26),  por causa do aditamento no contrato com a Crefisa para atender exigência da Receita Federal por meio do qual o clube assume dívida de cerca de R$ 120 milhões com a empresa conforme o UOL Esporte noticiou.

''Como rejeitam o balancete de uma gestão apresentou uma arrecadação de mais de meio bilhão [em 2017]?'', perguntou, Leila, de forma retórica. ''É claro que fazem isso só para atingir a patrocinadora.''


Peres é avisado de 3º pedido de impeachment, e prazos de defesas encavalam
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Eduardo Ohata

O presidente do Santos, José Carlos Peres, foi notificado na tarde desta terça-feira (26) pela Comissão de Inquérito e Sindicância do conselho deliberativo do clube, do terceiro pedido de impeachment protocolado no órgão. O mandatário terá dez dias úteis para apresentar sua defesa a partir desta quarta-feira (27).

Peres já está com prazo de defesa correndo do segundo pedido de impeachment, que termina no dia 4 de julho. O primeiro pedido foi rejeitado após protocolo pela direção do Conselho, que argumentou ausência das 20 assinaturas de conselheiro obrigatórias pelo estatuto.

O terceiro pedido foi apresentado pelo ex-presidente do conselho Esmeraldo Tarquínio Neto e contou com o apoio de 100 conselheiros, totalizando um terço do órgão (metade do que é preciso para a aprovação do impeachment).

Entre os conselheiros que assinaram o pedido está o candidato a presidência do conselho com apoio de Peres, Otávio Alves Adegas; José Renato Quaresma, candidato a vice na chapa de Andres Rueda; Reinaldo Guerreiro, candidato à presidência em 2011; José Ely Miranda Junior, filho de Zito; José Rubens Marino, vice de futebol campeão em 78, Francisco Jorge Lopes, diretor de futebol bicampeão brasileiro em 2002/04; Paulo Ferreira, diretor de futebol em 84, e o ex-diretor de marketing José Geraldo Gomes Barbosa.

O pedido de Esmeraldo baseia-se no parágrafo 3 do artigo 61 do estatuto, que dita que ''os membros do comitê de gestão são impedidos de ter qualquer tipo de relacionamento profissional com o Santos, direta ou indiretamente, ou ser procurador de atletas, empresário de atletas, agente de atletas ou sócio de pessoas jurídicas que exerçam tais atividades''. Peres aparece, conforme o Blog do Perrone revelou, como um dos sócios das empresas Saga Talent e Peres Sports & Marketing, empresa que tem em seu contrato social a ''administração e o gerenciamento de carreiras de atletas profissionais e amadores''.

A principal diferença deste terceiro pedido para o segundo é o detalhamento jurídico da questão das empresas. O pedido anterior, apresentado pelo conselheiro eleito Alexandre Santos e Silva, fala das empresas, mas aponta irregularidades constatadas no primeiro relatório trimestral da atual gestão apresentada pelo conselho fiscal do clube.

O documento foi protocolado no último dia 18. O conselho encaminhou à CIS, que notificou a presidência para que Peres apresente sua defesa. Ao receber a defesa de Peres, a comissão tem um prazo de sete dias para realizar a sindicância e produzir um relatório que por sua vez será enviado ao presidente do conselho deliberativo, o ex-presidente Marcelo Teixeira, que deverá convocar uma assembléia extraordinária para deliberar sobre o parecer.

Para o pedido ser validado, por meio de voto secreto, dois terços do quórum presente na sessão da assembléia deve se manifestar a favor do impeachment. Se isso ocorrer, a decisão terá de ser referendada por maioria em assembléia de sócios do clube.

Em seis meses, o atual presidente acumula três pedidos de impeachment protocolados por conselheiros, indicador da complicada situação político-administrativa na qual se encontra o clube. O vice-presidente, Orlando Rollo, deu várias demonstrações públicas de que rachou com Peres.

Procurado pelo blog por meio de sua assessoria logo após a formalização da notificação, Peres não se pronunciou até a publicação do post. O presidente santista não tem comentado os pedidos de impeachment.


Críticas fazem Leila pedir a palavra pela 1ª vez no conselho do Palmeiras
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Leila Pereira, dona da Crefisa, pediu a palavra pela primeira na vez no conselho deliberativo do Palmeiras para rebater questionamentos da parte de colegas conselheiros. A sessão desta segunda-feira (25) que começou sob um clima festivo, à luz da declaração do ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o Palmeiras tem um título mundial, rapidamente ficou pesado.

Quem capitalizou sobre as declarações de Blatter foi o ex-vice de futebol Roberto Frizzo, que ''pilotou'' o projeto que culminou no reconhecimento do título pela Fifa. Frizzo ouviu palavras de incentivo para novas ações junto à Fifa, que posteriormente passou a ignorar o título da Copa Rio como Mundial, e estímulos para conversar com o presidente do Palmeiras, Mauricio Galiotte, para que o uso da estrela vermelha, que simboliza a conquista de 1951, seja estendida aos uniformes secundários.

O presidente Mauricio Galiotte fez um apanhado geral, elogiou o futebol profissional e enalteceu a equipe sub-17 do clube, que conquistou no início do mês o título mundial sobre o Real Madrid. Todos os conselheiros presentes foram homenageados com medalhas referentes à conquista da base em uma espécie de rito. O mandatário aproveitou para falar sobre a filosofia que levou o time principal a um papel de protagonismo no Campeonato Brasileiro e na Libertadores.

Mas o clima festivo mudou radicalmente após conselheiros pedirem a palavra e questionarem a Crefisa e os resultados do departamento de futebol.

O conselheiro José Corona, eleito pelo grupo do presidente Mustafá Contursi, discordou da filosofia, dos resultados das contratações, do papel de protagonismo, que a seu ver viria só com a conquista de títulos, da querela do clube com a Federação Paulista de Futebol e, finalmente, do aditamento no contrato de patrocínio da Crefisa, que transformou o que seriam doações para contratações e pagamentos de salários na casa dos R$ 100 milhões em empréstimo (o caso ainda está sob análise no Conselho de Orientação e Fiscalização do clube). Por fim, argumentou que durante a gestão de Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, com menos dinheiro e sem estádio, que à época estava em obras, a equipe do Parque Antarctica conquistou o título da Copa do Brasil.

Logo na sequência, quem pediu a palavra foi Ricardo Galassi, oriundo do grupo de Paulo Nobre, que, embora em um tom mais comedido e sem fazer juízo de valores, insistiu na tecla de que os conselheiros deveriam ter acesso ao aditamento do contrato da Crefisa e ouvir explicações detalhadas da patrocinadora.

O terceiro a falar foi Paulo Estevão, em linha com Mauricio Galiotte, elogiou a atual gestão, confirmou que o time, vive, sim, papel de protagonismo e, no que foi interpretada como uma ironia à gestão ex-presidente Mustafá Contursi, disse que acabou a era do time ''barato e ruim''.

Apesar de não estar inscrita para falar, Leila pediu a palavra como um direito de resposta, por a Crefisa ter sido citada. Ela reiterou por algumas vezes que a doação foi transformada em empréstimo depois da uma denúncia à Receita Federal, mas não mencionou nomes. Aliados de Leila citam o ex-presidente Mustafá Contursi, ex-padrinho político de Leila, como autor da denúncia, mas ele já negou ter sido o autor da tal denúncia.

Depois de citar que a denúncia fez a Crefisa sofrer uma multa milionária, Leila, de forma firme e enfática, perguntou se quem estava criticando a Crefisa estaria disposto a colocar o mesmo dinheiro do patrocínio da financeira no clube se ela deixasse o clube do Parque Antarctica. Leila aproveitou para rebater e alfinetar Corona ao citar que foi durante a gestão de Tirone, outro ex-aliado de Leila, que a equipe do Parque Antarctica foi rebaixada à segunda divisão.

Àquela altura o clima já estava bastante tenso pelo rumo que a discussão ia tomando, Corona pediu a tréplica, que lhe foi negada, e um quarto conselheiro, Reinaldo Palazzi, em tom apaziguador, pediu o fim da sessão, no que foi acolhido pelo presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande.

Ao fim da reunião, os conselheiros foram chamados para comer uma pizza, convite que foi prestigiado majoritariamente por aliados de Leila. Por outro lado, conselheiros afinados com Paulo Nobre, Mustafá Contursi e Genaro Marino, potencial candidato à presidência, deixaram o local.


Com Ceni, Fortaleza fecha contrato de TV aberta e pay-per-view com a Globo
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Eduardo Ohata

O Fortaleza, líder da classificação da Série B dirigido por Rogério Ceni, fechou contrato de direitos de transmissão com a Globo na TV aberta e pay-per-view refente às edições de 2019 a 2024 do Campeonato Brasileiro. É o sexto clube a ter assinado na TV fechada com o Esporte Interativo que acerta as demais mídias com a Globo. A Globosat fechou também com o CSA, completando no seu rol de contratados do G4 da Série B, que conta ainda com Avaí e Figueirense.

''O contrato está condicionado à nossa presença na Série A, sob as mesmas condições de outros clubes que assinaram com a Globo, com 40% da receita dividida de forma equalitária, 30% de acordo com performance e 30% definidos pela exibição'', explicou ao blog Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. ''Estar na TV aberta dá uma boa visibilidade para o patrocinador, e o pay-per-view representa uma boa fatia da renda, levando em conta que nosso torcedor costuma consumir nosso produtos [está previsto que a renda do pay-per-view será distribuída de acordo com a representatividade do torcedor de cada clube].''

Se as séries A e B do Brasileiro terminassem com a classificação atual e levando em consideração os clubes que estariam subindo e sendo rebaixados, o Palmeiras seria o único time na Série A de 2019 a não ter assinado com a Globo na TV aberta e no pay-per-view.

Hoje, alem do Fortaleza, subiriam para a elite do futebol brasileiro Avaí, Figueirense e o CSA. Cairiam para a Série B Paraná, Ceará, Atlético-PR e Bahia. Os dois últimos fecharam a transmissão na TV paga com o Esporte Interativo e, por enquanto, não assinaram com nenhuma TV aberta, e tampouco aceitaram a verba de compensação prometida pelo canal da Turner a quem ficasse sem contrato com uma TV aberta.

Quando o ano começou, a Globo ainda não havia fechado a TV aberta e o pay-per-view com o São Paulo, que já tinha acertado a TV por assinatura com a Globosat, com o Internacional, que havia assinado com o Esporte Interativo pelo biênio 2019/2010 e com o Grupo Globo de 2021 a 2024, e o Santos.

No início do duelo entre Grupo Globo e Esporte Interativo pelos direitos do Brasileiro a partir de 2019, cartolas de clubes que negociavam com o canal da Turner disseram temer algum tipo de represália da parte da Globo. Porém, a Globo já fechou com diversos clubes que assinaram com o Esporte Interativo.


Rede TV! fecha contrato para exibir partidas da Premier League na TV aberta
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Eduardo Ohata

A Rede TV! fechou contrato para exibir partidas da Premier League na TV aberta. A informação foi revelada pelo ''Meio & Mensagem'' e confirmada pelo blog.

O blog apurou que o acerto de exclusividade na TV aberta contempla um ano de sublicenciamento, com a exibição de uma partida por semana, e que começa a valer na temporada 2018/2019. A primeira rodada do Campeonato Inglês está prevista para o fim de semana do dia 11 de agosto.

Para a Rede TV! garantir o direito de exibir partidas do campeonato, foi fechado um acordo de sublicenciamento com a ESPN do Brasil, que renovou em junho do ano passado por cinco anos os direitos para todas as mídias no território brasileiro do badalado Campeonato Inglês.

A Rede TV! tinha, até o ano passado, os direitos da Série B do Brasileiro, mas acabou não renovando. A emissora mantém em sua grade outras atrações esportivas, como a Superliga de vôlei.

A Premier League é o principal campeonato para a ESPN no Brasil. Trata-se do torneio com maior audiência da emissora. O Espanhol registra os maiores ''picos'', especialmente quando se enfrentam Barcelona e Real Madrid, mas como é um torneio compartilhado com a Fox Sports, na média o Inglês, exclusivo da ESPN, ainda registra a maior audiência.

Além da atraente qualidade técnica do torneio, operacionalmente a Premier League é encarada como um bom investimento pelos canais de esporte da TV por assinatura. Como muitas partidas são disputadas em horários alternativos, que não encavalam com partidas de outros europeus ou com os do Brasileiro, eles são encarados como boa alternativa para preencher as grades.


São Paulo derrota recurso de ação milionária de ex-CEO do clube
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Eduardo Ohata

A Justiça do Trabalho julgou improcedente recurso da ação na qual o ex-CEO do São Paulo, Alex Bourgeois, pedia indenização superior a R$ 1 milhão referentes a quase três meses de trabalhos prestados ao clube.

Bourgois, indicação de Abílio Diniz ao então presidente Carlos Miguel Aidar, havia recorrido da ação que o São Paulo ganhara na 85ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Os pedidos de multa prevista no art. 479 da CLT e da remuneração atrasada foram julgados improcedentes: ''Esses pleitos são improcedentes pois tem como fundamento a existência de relação empregatícia. Não foi reconhecido neste julgamento o vínculo de emprego. Aliás, foi reconhecido que a prestação de serviços deu-se por meio de empresa constituída pelo reclamante. Essa modalidade de contratação não está sujeita à disciplina do art. 479 da CLT. Também não procede o pedido de pagamento de salários atrasados pois não foi reconhecido o liame empregatício''.

A compensação por danos morais foi também novamente derrubada no julgamento do recurso: ''No presente caso o reclamante não produziu prova de eventual ato ilícito que pudesse gerar dano moral… Tal situação por certo gera dissabores mas não é suscetível de gerar grave repercussão moral''.

Bourgeois, porém, conseguiu que um de seus pleitos fossem atendidos ao ser excluído pela Justiça do pagamento dos honorários advocatícios referentes ao caso.

Ainda cabe recurso.

Procurado pelo blog, Alex Bourgeois não retornou o contato até a publicação do post.

Tags : São Paulo


Cris Cyborg oferece ajuda à campeã da WWE para anular jogo de Ronda Rousey
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Eduardo Ohata

A campeã feminina pena do UFC, Cris Cyborg, ofereceu ajuda à campeã feminina da empresa de telecatch WWE, Alexa Bliss, para se defender da estrela e ex-campeã do UFC Ronda Rousey, por meio do Twitter: ''Me avise, Alexa Bliss, se você precisar de ajuda com defesa de quedas e chaves de braço de judô''.

Na última segunda-feira, Ronda Rousey foi suspensa por um mês da WWE por atacar Alexa Bliss durante o programa semanal ''Monday Night Raw''. No domingo, Alexa havia roubado a cena ao atacar Ronda durante uma luta, impedi-la de ser campeã e ainda sair do evento com o título.

Ronda e Cris Cyborg jamais tiveram a oportunidade de se enfrentar no UFC, apesar de os fãs de MMA especularem durante anos sobre o confronto. Após Ronda deixar o UFC, a brasileira comentou que a americana migrou para a WWE por ter fracassado no MMA.


Sócios do Palmeiras votarão mudança que ajudaria Leila Pereira após a Copa
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Eduardo Ohata

O Palmeiras marcou para dia 4 de agosto, após a Copa do Mundo, a votação dos sócios do clube para ratificar, ou não, a alteração no estatuto que aumenta o mandato do presidente do clube e que por tabela facilita a candidatura de Leila Pereira, dona da patrocinadora Crefisa, à presidência do clube.

Não será montado de novo um comitê eleitoral para receber os associados em uma casa próxima ao clube, como ocorreu na campanha de Leila para uma cadeira no conselho do clube do Parque Antarctica, mas ela pedirá a associados o voto pelo ''sim'' à alteração do estatuto segundo o blog apurou. Ela já acenou com a possibilidade de injetar R$ 60 milhões em incentivos fiscais no clube.

Originalmente, a previsão era de que a votação acontecesse em julho, mas o presidente do conselho deliberativo, Seraphim del Grande, decidiu adiá-la por conta de reformas no ginásio do clube, onde os associados votarão.

A votação da reforma do estatuto no conselho deliberativo aumentou a divisão interna no clube, com decepções tanto do lado de Leila quanto de seu ex-padrinho político Mustafá Contursi em relação a votos que eram dados como certos, conselheiros abandonando grupos por discordar de lideranças e até rachas entre familiares que adotaram posturas diferentes.

Depois da votação, diretores que votaram pelo ''não'' ou se ausentaram foram desligados da direção do clube, e foi sugerido que diretores da Federação Paulista de Futebol que deixaram de ir à votação se licenciem do clube por suposto ''conflito de interesse''.


Peres é notificado de pedido de impeachment, e tem 10 dias para se defender
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Eduardo Ohata

O presidente do Santos, José Carlos Peres, foi notificado do segundo pedido de impeachment, e terá dez dias para se defender a partir desta quarta (20).

O pedido baseia-se no parágrafo 3 do artigo 61 do estatuto, que dita que ''os membros do comitê de gestão são impedidos de ter qualquer tipo de relacionamento profissional com o Santos, direta ou indiretamente, ou ser procurador de atletas, empresário de atletas, agente de atletas ou sócio de pessoas jurídicas que exerçam tais atividades''. Peres aparece como um dos sócios da Saga Talent Sports & Marketing, empresa que tem em seu contrato social a ''administração e o gerenciamento de carreiras de atletas profissionais e amadores''. Além disso, o documento aponta várias irregularidades constatadas no primeiro relatório trimestral da atual gestão apresentada pelo conselho fiscal do clube.

O documento havia sido protocolado na mesa do conselho na última quarta-feira (13), que decidiu que o documento cumpria os requisitos e o enviou na sexta-feira (15) à Comissão de Inquérito e Sindicância do clube. Seus membros analisaram o texto e documentos anexados, discutiram a validade de seu teor e o encaminhou à presidência do executivo do clube.

Ao receber a defesa de Peres, a comissão tem um prazo de sete dias para realizar a sindicância e produzir relatório que será enviado ao presidente do conselho deliberativo, o ex-presidente Marcelo Teixeira, que deverá convocar uma assembléia extraordinária para deliberar sobre o parecer. Para o pedido ser validado, por meio de voto secreto, dois terços do quórum presente na sessão da assembléia deve se manifestar a favor do impeachment. Se isso ocorrer, a decisão terá de ser referendada por maioria em assembléia de sócios do clube.

Na última segunda-feira (18), conforme o UOL Esporte noticiou, foi protocolado pelo conselheiro Esmeraldo Soares de Campos Tarquínio Neto um terceiro pedido de impeachment apoiado por 101 conselheiros. Em seis meses, o atual presidente acumula três pedidos de impeachment.

Procurado pelo blog por meio da assessoria do clube, Peres não se manifestou sobre o assunto.


CBB obtém certidão negativa, e ganha condição legal para fechar com estatal
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Eduardo Ohata

A Confederação Brasileira de Basquete obteve nesta segunda-feira (18) a certidão negativa de débitos junto ao governo federal, ganhando condições de fechar um contrato de patrocínio com uma estatal, além de voltar a receber recursos do governo federal.

Em audiência pública na semana passada, em Brasília, um representante da Caixa Econômica Federal indicou que, superada a suspensão da Fiba, o que ocorreu hoje, conforme o UOL Esporte noticiou, e a liberação da certidão negativa, exigências legais, haveria possibilidade de a estatal fechar contrato de patrocínio com a confederação.

O representante da CEF citou ainda na audiência a querela judicial entre CBB e Eletrobras, sua antiga patrocinadora, ao afirmar que seria um impedimento para um eventual patrocínio à confederação. A CBB chegou a apresentar uma proposta à Eletrobras, que previa a retirada da ação e o uso de placas pela estatal, bem-recebida por executivos da estatal, mas as conversas ''congelaram'' quando iniciaram as tratativas de privatização da empresa. Desde a audiência pública, que contou com a presença de um representante da Eletrobras, porém, as conversas entre a confederação e a Eletrobras foram retomadas e uma reunião está prevista para o próximo dia 26 cuja pauta é a equalização da querela legal.

''Como foi dito recentemente na audiência pública realizada em Brasília pela Comissão de Esportes da Câmara dos Deputados, a CBB teve a certidão de abril de 2017 a abril de 2018. Renovamos agora, também como dissemos que faríamos, e junto com a notícia da retirada da suspensão da Fiba é mais um ingrediente para seguirmos nossa caminhada para reerguer o basquete brasileiro'', comemorou sobre a certidão negativa o presidente da CBB, Guy Peixoto.

Emitida no fim da manhã desta segunda-feira, a certidão negativa tem validade até 15 de dezembro deste ano. O texto está reproduzido integralmente a seguir:

 

''18/06/2018 1/1 MINISTÉRIO DA FAZENDA Secretaria da Receita Federal do Brasil Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITOS DE NEGATIVA DE DÉBITOS RELATIVOS AOS TRIBUTOS FEDERAIS E À DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO Nome: CONFEDERACAO BRASILEIRA DE BASKETBALL CNPJ: 34.265.884/0001-28 Ressalvado o direito de a Fazenda Nacional cobrar e inscrever quaisquer dívidas de responsabilidade do sujeito passivo acima identificado que vierem a ser apuradas, é certificado que: 1. constam débitos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional (CTN), ou objeto de decisão judicial que determina sua desconsideração para fins de certificação da regularidade fiscal, ou ainda não vencidos; e 2. constam nos sistemas da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) débitos inscritos em Dívida Ativa da União (DAU) com exigibilidade suspensa nos termos do art. 151 do CTN, ou garantidos mediante bens ou direitos, ou com embargos da Fazenda Pública em processos de execução fiscal, ou objeto de decisão judicial que determina sua desconsideração para fins de certificação da regularidade fiscal. Conforme disposto nos arts. 205 e 206 do CTN, este documento tem os mesmos efeitos da certidão negativa. Esta certidão é válida para o estabelecimento matriz e suas filiais e, no caso de ente federativo, para todos os órgãos e fundos públicos da administração direta a ele vinculados. Refere-se à situação do sujeito passivo no âmbito da RFB e da PGFN e abrange inclusive as contribuições sociais previstas nas alíneas 'a' a 'd' do parágrafo único do art. 11 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. A aceitação desta certidão está condicionada à verificação de sua autenticidade na Internet, nos endereços ou . Certidão emitida gratuitamente com base na Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 1.751, de 2/10/2014. Emitida às 11:55:59 do dia 18/06/2018 . Válida até 15/12/2018. Código de controle da certidão: E88F.CB08.AE95.8FA6 Qualquer rasura ou emenda invalidará este documento. Observações RFB: Contribuinte possui arrolamento de bens, conforme Lei nº 9532/1997.''

Colaborou DEMETRIO VECCHIOLI, do Blog Olhar Olímpico